sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Até os vilões gostam do Natal...

Nobres e queridos leitores: passo aqui apenas para desejar a todos um Feliz Natal. Independentemente de nossos credos, acredito que esse dia seja uma data especial, em que temos a chance de nos lembrarmos daquilo que realmente importa em nossas vidas e compartilhar sentimentos positivos. Por isso mesmo, gostaria de agradecer a todos que aqui passam e desejar que a vida de todos se cubra de bençãos e amor. FELIZ NATAL!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Personagens - Drimme

Saudações nobres leitores! Peço perdão pela demora em postar algo novo, no entanto as férias e o vindouro Natal tem me deixado mais preguiçosa (o Cancioneiro também está abandonado, pobrezinho). No entanto, como prometido, hoje trago para vocês um pouco mais de informações sobre a Drimme, uma das novas personagens de O Enigma da Lua. Tentei fazer um apanhado geral e escrever um pouco mais sobre a história de Nuvara. No entanto, ao longo da escrita do livro pode ser que eu mude alguma coisa (e com certeza trarei explicações um pouco mais detalhadas), então considerem essa pequena introdução apenas como algo com que se familiarizar com os conceitos que pretendo desenvolver (aaaah, é nessas horas que percebo minha falta de criatividade =(. Enfim, espero que gostem pelo menos um pouco!


Drimme Anaïse

Raça: Einar
Idade: 17 anos humanos no início do segundo livro
Altura: 1,70
Cabelos: brancos, com alguns fios prateados
Olhos: azuis acinzentados
Classe: feiticeira

Histórico e personalidade: Drimme é a princesa da ilha de Nuvara, um local misterioso e lendário para a maioria das pessoas de Edrim, sendo que grande parte da população dos continentes nem ao menos acredita que Nuvara de fato existe. Contudo, a ilha é real, embora o acesso a ela seja difícil, e abriga um povo tão misterioso quanto sua morada, os einar. Os einar são uma raça antiga que surgiu logo após a grande guerra que aprisionou o deus das sombras no continente de Rodrom e matou o primeiro meio-elfo de Edrim e sua amada. É dito que a Deusa, entristecida com o que havia se sucedido, deixou que uma lágrima de seus olhos caísse no mar. Essa lágrima transformou-se em Nuvara, terra de propriedades mágicas que pulsa com energia própria. A Deusa então colheu uma única rosa branca do centro da ilha e a soprou. Sua pétalas se multiplicaram e cobriram Nuvara, transformando-se gradativamente nos primeiros habitantes do lugar, possuidores de magia em seu sangue. Os einar são conhecidos por sua reclusão e pouca vontade de interferir com os assuntos que envolvem os outros continentes de Edrim.

Drimme é uma pessoa extremamente séria e responsável, pois além de ser a princesa de seu povo, é uma Anaïse (rosa branca). Esse título diz respeito a indivíduos, em sua maioria de sexo feminino, que nascem em Nuvara imbuídos de energia mágica além do que é considerado normal na ilha. Essas pessoas sempre possuem cabelos brancos e olhos azuis acinzentados, e sua energia mágica é perceptível. São sensitivos e podem as vezes prever o futuro, embora todos esses talentos se desenvolvam aos poucos. A Anaïse nasce sempre em meio à família real de Nuvara e obrigatoriamente casa-se com alguém de sangue nobre. Drimme, como uma Anaïse, é vista como um sinal de esperança e a salvação de seu povo no levantar de Rodrom que se aproxima. Ela é uma jovem determinada e aprendeu cedo qual é seu lugar – o de uma futura rainha que deverá comandar seu povo. No entanto, Drimme parece viver sua vida de forma automática, executando seu papel com perfeição e esperando seu casamento com seu primo Éridan, ao lado de quem deverá governar seu lar. A chegada de um grupo de jovens de Silena e seu companheiro anão e de um guerreiro humano em Nuvara, no entanto, vão desafiar a estabilidade da vida de Drimme.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Guerra nos Nove Mundos

Capa do livro, por André Frodo Bacchi
Saudações, nobres leitores! Hoje estou aqui para divulgar, com muita alegria, o lançamento do primeiro conto que se passa na ambientação Nove Mundos, a ser lançada por Odin em um futuro próximo.

Escrito pelo talentoso escaldo Jaco Galtran, Guerra nos Nove Mundos está disponível na loja da editora RedBox. Diagramado por Frodo Bacchi (a capa também é de autoria de nosso amigo hobbit), o e-book é totalmente GRATUITO! Para adquiri-lo e ter acesso a mais um trabalho de qualidade da literatura fantástica nacional, basta clicar AQUI!

 Eu já li e garanto: não irão se arrepender de conferir essa história. Deixo vocês com a sinopse do livro:

"Os cavaleiros de Niflheim espalham terror por onde passam. Gigantes, orcs e toda a sorte de criaturas malignas multiplicam-se pelos Nove Mundos como pragas. Contando com a fé nos deuses antigos e no deus Balder, e guiados pela ímpeto aventureiro digno dos mais nobres heróis, não faltam aqueles que optam por viverem em defesa da justiça. O choque entre essas as duas forças gera constantes guerras nos Nove Mundos. Mas em algum lugar dos subterrâneos, um incomum grupo trava uma guerra ainda mais profunda e terrível: o confronto com seu passado. Uma batalha feroz contra suas fraquezas, medos e inseguranças. Uma jornada em busca de um propósito para suas existências, uma paz interior que talvez possa ser o único consolo em um mundo em que as guerras parecem não ter fim."

Vale muito a pena mesmo, pessoal. Vamos prestigiar o trabalho do Jaco, pois ele tem muito talento!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Prólogo - Anaïse - A rosa branca

Olá pessoal! Com muita alegria eu venho postar hoje o prólogo do segundo livro (ainda sem título definido!). Esse é relativamente menor do que o prólogo do primeiro livro, mas espero que possa ser instigante para vocês. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!


Drimme, por Angela Takagui
Prólogo – Anaïse – A Rosa Branca

Drimme olhava para o oceano.

Ela gostava do barulho das ondas, do vento gelado e agradável que balançava seus cabelos, da calma e do silêncio que ela encontrava ali. Naquela noite, naquele momento, ela estava em paz. Ali era o único local onde ela se permitia chorar, gritar, ou sorrir como queria. Ela andou para frente e molhou os pés descalços nas ondas frias, sentindo a barra de seu vestido, alvo como a lua cheia que estampava o céu noturno, se molhar. Olhou para seu busto observando os motivos bordados em sua vestimenta - pequenas e delicadas rosas brancas. Rosas brancas.

“Você é a Rosa Branca de Nuvara, Drimme. Anaïse”.

Lágrimas rolaram de seus olhos.

“Sua vida é a vida de todos nós. Você é filha da terra e da magia. Você é nossa guia e futura rainha. Sua vida é a vida que já estava escrita mesmo antes de você nascer”.

As palavras de sua mãe e seu pai ecoavam em sua mente. Ela nunca se incomodara tanto com aquilo. Executava perfeitamente suas tarefas, era o orgulho de sua terra, a representação de tudo aquilo que o povo de Nuvara prezava. E no entanto, agora tremia e chorava como uma criança que se perde e não sabe encontrar o caminho de volta para o lar. Chorava a dor mais aguda que jamais sentira em toda a sua vida. E de fato, Drimme jamais experimentara tal sensação. Era como se, por toda a sua vida, ela tivesse vivido sob o sol e seu calor e agora, pela primeira vez, estivesse experimentando o frio da neve, o gelo branco embaixo de seus pés desprotegidos. A tristeza a desnudara.

“Você nem ao menos sabe o nome dele. Nem ao menos sabe quem ele é. Você é uma tola, Drimme Anaïse”, ela pensou, desgostosa consigo mesma.

Naquele momento, as palavras da enfermeira das casas de cura voltaram a ecoar em sua mente.

“Ele não vai sobreviver por muito tempo. Talvez não passe dessa noite. Talvez viva mais alguns dias. Não sabemos. Mas a esperança é pouca, princesa”.

A princesa de Nuvara ajoelhou-se na areia. Não se importava mais em ser tola.

Drimme Anaïse olhou para a lua cheia e implorou em lágrimas por um milagre.

Espero que gostem, aiaiaiai!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novidades e música

Saudações, caros leitores! Hoje estou aqui apenas para comunicar algumas coisitas e para dividir com vocês mais uma canção.

As novidades dizem respeito ao novo livro! Como vocês sabem, estou escrevendo e a Angela está desenhando também! Ontem mesmo vi o rascunho da Drimme, e ficou lindo demais! Prometo que quando tudo estiver pronto eu posto o desenho (vou pedir para a Angela antes!) e o prólogo do livro aqui para vocês lerem e verem se gostam (do prólogo, claro, porque do desenho não tem como não gostar!). Então não desanimem pois tentarei não deixar o blog às moscas continuarei postando coisas bacanas aqui!

Agora, vamos à canção. Sempre fico com vergonha receio de postar coisas muito românticas aqui e dar a impressão de que o livro inteiro é pura melação. Na verdade, eu adoro romance, para eu gostar muito, muito de uma história é quase essencial que haja esse elemento nela, mas isso não significa que eu goste de ler ou escrever coisas que girem estritamente em torno disso. Tanto que chick-lit e coisas do gênero não são minha praia começou a ter descrição demais do tipo "ele é lindo, seus olhos são sorvedouros da vida, seu charme misterioso me devora", faz com que seja difícil que eu continue a ler uma história. Gosto de romances que aconteçam devagar e que se sustentem em motivações que vão muito além de beleza quase sobrenatural. E eu juro que tento deixar o livro o mais sutil possível nesse sentido, embora ele seja sim uma história romântica.

Caham. Enfim. Depois desse mimimi todo, vamos à canção. Tem uma música que eu acho muito a cara da Elora e do Laucian (como casal) e tenho que postar, porque eu tenho trilha sonora na cabeça enquanto escrevo e tenho mania de dividir música com quem gosta. Então vamos lá!


Princess Toyotomi - Celtic Woman

Tá, não aguento e vou postar a letra, para quem já leu o livro todo acho que não fica difícil ver a compatibilidade (exceto pelo fato da Elora não ser uma princesa, mas mesmo assim, ela é uma pessoa especial!).

Days and years praying for our love, our future
So silently kept inside our hearts so deeply

Time went by, never changed and stayed inside us
So preciously, carrying all the love for you

No one ever would say a word 'bout the story we know
Never let the legend vanish
No one ever would tell the truth, the secret we know
Our long-cherished dream

Holding you soul so gratefully, living with faith in you and love
To save our home, to save our beautiful our dearest one that we love
Our frecious Princess so devine


Time went by, never changed and stayed inside us
So preciously, carrying all the love for you

No one ever would say a word 'bout the story we know
Never let the legend vanish
No one ever would tell the truth, the secret we know
Our long-cherished dream

Holding you soul so gratefully, living with faith in you and love
To save our home, to save our beautiful our dearest one that we love
Feeling your soul somewhere so close, feeling the bound with you and us
Someday we'll see how much you mean to us our dearest one in this world
Our precious Princess so divine

Parece uma música romântica-épica, sei lá. Alguém duvida de que aventura, fantasia e romance sejam uma combinação perfeita para mim, hehehe?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trilha Sonora - A partida

Que a jornada comece!
Eis que chegamos ao último capítulo do livro, finalmente! Elora e Laucian descobrem que precisam partir de Silena o quanto antes, e para isso serão acompanhados por Valenia, Myron e Galnor, um anão, que muitos anos antes acompanhara a própria Driali em sua jornada para fora de Myriar. É uma hora triste, de despedidas, mas também de expectativa em relação à jornada que está começando! E no fim do capítulo, uma pequena introdução de dois novos personagens importantes: Drimme e Lafaia.

E sobem os créditos! (Eba, finalmente terminei um livro \o/)


Crusaders of the Light - Globus

Acho essa uma boa canção de final de história e início de uma nova jornada...

Espero que gostem! Eu ainda postarei algumas outras "trilhas" por aqui, mas um pouco mais relacionadas aos personagens!

Até breve, pessoal!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Enigma da Lua no Livros de Fantasia!

Continuando com minhas tímidas iniciativas de divulgação =), hoje tenha uma notícia muito bacana para dar. Recentemente descobri o blog Livros de Fantasia, um espaço dedicado principalmente à resenhas de livros com nosso tema favorito (fantasia, é claro)! Melissa, a dona do blog, fez Letras (eba, beletristas de plantão!), e constrói resenhas muito contundentes e interessantes de livros, além de analisar outras mídias como o cinema e trilhas sonoras e fazer podcasts e memes literários. Enfim, um blog que vale a pena ser visitado para quem gosta do assunto!

O que mais me chamou a atenção quando visitei esse blog, no entanto, foi a iniciativa de divulgar os Novos Livros de Fantasia Nacional. Respirei fundo, tomei coragem e... mandei por e-mail meu humilde livro para ser divulgado. Cliquem AQUI e vejam como ficou!

Recomendo a todos os novos escritores que enviem seus trabalhos para a Melissa. Apoio 100% qualquer espaço ou projeto que se proponha a divulgar os escritores nacionais, pois temos muita gente boa nessa terrinha escrevendo fantasia e ficção científica. Acredito que no Brasil há ainda uma certa resistência quanto a esse tipo de escrito, por mais que as editoras ganhem rios de $$ em cima de títulos estrangeiros que tratam exatamente desta temática. Vai entender...

Aproveitando o espaço, digo que também estou aberta a esse tipo de iniciativa aqui! Se alguém quiser ter seu trabalho divulgado no Enigma da Lua ou no Cancioneiro, fique a vontade para me contatar no e-mail astreya.bhael@gmail.com. Vamos nos unir e divulgar esse pessoal!

Deixo aqui então, além dessa notícia, três blogs literários de autores MUITO talentosos. São três estilos diferentes, então tem contos e histórias para todos os gostos!

Contos de RPG, do Jaco Galtran, com contos maravilhosos que privilegiam a fantasia medieval, inquestionavelmente bons!

Amberblades, da Gisele Bizarra, um livro muito bacana com uma história leve, envolvente e perfeita para quem gosta de animes e RPG!

Um reduto qualquer, uma iniciativa do Torinks e outros amigos escritores, com contos de temática diversa e mais adultos. Qualidade impecável!

ATUALIZAÇÃO DO POST!! Gente, como pude esquecer as Crônicas de Elgalor!! Sou suspeita para falar, esse livro é a descrição das nossas aventuras em Elgalor, contando com Odin como mestre e escritor. Maravilhoso, e não é só porque é o livro do meu marido. Ele escreve demais mesmo!

Por hoje é isso, pessoal! Amanhã retorno com mais trilha sonora!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Enigma da Lua no Skoob

Olá pessoal! Em minhas andanças por aí acabei encontrando o Skoob, uma espécie de rede social de leitores e amantes de livros em geral. Apesar de eu não ser uma adepta das redes sociais (é, não tenho facebook, nem orkut, nem twitter), essa eu achei bacana e resolvi cadastrar meu livro lá. O cadastro é extremamente rápido e simples de se fazer (já para mexer no site eu apanhei um pouquinho *_*). Se vocês puderem visitar a página e avaliar clicando nas estrelinhas, ficarei muito agradecida. Para ir à página, clique AQUI!

Por hoje é isso!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Trilha Sonora - O Enigma da Lua

O Enigma da Lua, por Angela Takagui
Saudações, nobres leitores! Retorno à programação normal de trilhas sonoras com uma das cenas mais reveladoras do livro =). Eis que Driali finalmente explica para a filha qual é a origem de sua marca de nascença, e qual a real ligação entre ela e Laucian. Não revelo muito mais para não estragar a surpresa de quem está lendo ou poderá ler, mas é uma revelação muito impactante para a Elora e posteriormente para Laucian também. Para esse momento, achei que a música deveria passar uma emoção forte, afinal a história fará uma grande diferença na vida dos dois (e é o "mote" que conduz o livro, diga-se de passagem!).


Diem Ex Dei - Globus

Eu adoro essa música. Ponto. Tinha que colocá-la como trilha sonora! De qualquer forma eu acho que combina bastante com a narrativa da Driali. Espero que gostem!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um dia especial

Liége e Matheus, por Angela Takagui
Hoje é um dia especial, e faço esse post como uma pequena homenagem a ele. Feliz bodas de papel (1 ano), querido marido! Obrigada por todo apoio e amor que me dá!

 P.S: Sabem o que eu ganhei? Meu próprio livro impresso e encadernado em brochura! Que alegria! Depois faço fotos e mando para vocês verem como ficou lindo!

Para relembrar esse dia tão lindo, eis a música que dançamos em nossa primeira dança como marido e mulher (e cuja frase está no presente surpresa que a Angela fez para mim e eu dei para ele, como sempre um desenho lindo!): 


Skalds and Shadows - Blind Guardian

Todo amor do mundo para você, querido Matheus!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Trilha Sonora - O Ritual e O Enigma da Lua - parte I

Saudações, queridos leitores! Hoje estou aqui com mais uma trilha sonora, partindo para o penúltimo capítulo do livro. A cena que vou descrever hoje é bastante especial e precede a revelação - finalmente - do que é esse tal enigma da lua =). É o momento em que Laucian e Elora finalmente admitem o que sentem, e, bem...

"Tem uma coisa que eu preciso te dizer", por Angela Takagui

Acontece isso! Eu gosto bastante dessa cena, tentei deixá-la delicada e também pertinente para o momento do livro. A canção que eu escolhi para esse momento é essa, que eu adoro por sua suavidade:


The Healing - James-Newton Howard

O começo é um pouco mais tenso, mas combina com a situação anterior, na qual Laucian tem alguns problemas. Logo depois ele e Elora estão indo para o templo para ficar lá pela noite. Quando finalmente estão sozinhos, tem uma conversa esclarecedora. A partir do 2:22 da canção Laucian começa a se declarar, e, no 2:48, ele silencia a Elora da forma ilustrada acima =).

Sei que essa é uma cena cor-de-rosa (perdoem-me os bravos guerreiros avessos a romance que passarem por aqui ^^), mas o fim da canção já traz um prenúncio alarmante... algo está para ser revelado!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Enquete - vote e opine!

Olá pessoal! Interrompendo a programação de trilhas sonoras, hoje venho com uma postagem diferente! Fiz uma enquete ali do ladinho, para que vocês meus 1d3 leitores possam me dizer quais são seus personagens favoritos, mesmo sem ter terminado o livro ainda! E além disso, eu queria saber o porquê! Eis a finalidade dessa postagem. Como eu disse antes, a opinião de vocês é muito importante para mim, e quero ir me acostumando devagarinho a ir recebendo essa feedback sem aquele medo bobo de receber críticas. Essa é uma iniciativa singela, mas se tiverem um tempinho para comentar, ficarei muito agradecida!

E quanto ao meu personagem favorito? Eu não tenho um, gosto de todos, jamais conseguiria escolher. Mas não vale para mim, né? É difícil o autor não gostar de suas crias literárias.

Bem, é isso! Obrigada pessoal, e até mais!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Trilha Sonora - A Cerimônia de Iniciação - parte IV


Por fim chegamos a última parte do capítulo 5 que será ilustrada musicalmente. De fato é melhor não revelar muitos detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não leu o livro ou mesmo quem ainda não chegou a esse trecho. Mesmo assim, vamos lá!

Elora pela primeira vez adentrou uma dimensão espiritual (essa "habilidade" dela será melhor explicada no segundo livro!), na qual teve vislumbres de fatos que são desconhecidos para ela (mas que também serão explicitados no segundo livro). No meio do caminho, ela é guiada por uma voz pacífica e feminina, que, quando questionada por Elora sobre sua origem, afirma ser a mãe da menina. E então Elora adentra a barreira que separa o mundo dos vivos e dos mortos e usa sua voz para impedir que algo aconteça...


12 o'clock - Vangelis

Já postei essa música no Cancioneiro umas três vezes, por gostar muito dela. É misteriosa, bonita, e acho que passa bem o "clima" de uma dimensão espiritual. Ainda mais porque a Deusa fala com a Elora, e a voz feminina que aparece a partir do 1:46 pode representar esse contato e também o canto de Elora no final da cena. Enfim, gosto tanto dessa canção que poderia pensar em vários momentos para ela!

E assim temos o fim das trilhas sonoras do capítulo 5. Faltam apenas mais dois, espero que gostem!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trilha Sonora - A Cerimônia de Iniciação - parte III

Saudações, nobres leitores! Continuando com a série Trilhas Sonoras, hoje temos uma cena bastante dramática. Confesso que um dos meus objetivos com esses posts é providenciar a vocês uma "coloração" a mais na leitura do livro e também instigar um pouco a curiosidade daqueles que ainda não leram. Ou mesmo apresentar um pouco o estilo da história para que aqueles que aqui entram saberem se se identificam ou não com a minha narrativa =).

Acho que o lindo desenho da Angela já diz bastante sobre a cena que eu quero ilustrar musicalmente hoje:

"Eu vou cuidar de você...", por Angela Takagui
Spoilers, spoilers, mas mesmo assim garanto que o capítulo reserva surpresas além desse acontecimento! Dufel travou um difícil combate para salvar sua amada e sua filha. Driali, tendo usado uma magia muito poderosa para ajudá-lo na luta, está com suas forças exauridas e desespera-se ao perceber que não está conseguindo curar o amigo...


All of Them - Hans Zimmer

Contudo, talvez a ajuda venha de onde menos se espera...

sábado, 26 de novembro de 2011

Trilha Sonora - A Cerimônia de Iniciação - parte II


Saudações, nobres leitores! Partindo para mais um post de trilhas sonoras, hoje teremos a segunda (mas não última!) parte do capítulo 5.

Logo após o ritual que faz parte da Cerimônia, há uma festa na praça, e, obviamente, música e dança! E assim que ouvi a canção abaixo, não pude deixar de relacioná-la a esse momento na mesma hora:


Kingdom Dance - Alan Menken

A partir do 1:14, ela me lembra a cena em que os quatro jovens estão dançando, Elora com o irmão e e Valenia com Laucian. Infelizmente os garotos não são muito bons nisso, e as duas meninas desistem e acabam apenas rodando com eles rapidamente de mãos dadas (o que não é um passo de dança mas é muito divertido, hehe). Um momento de descontração antes do que está por vir...


Asturias - David Garret

De repente, algo dá errado e Laucian e Myron estão fugindo com Elora inconsciente, desviando das flechadas dos elfos negros, e Dufel está cavalgando na velocidade da luz para evitar que algo muito ruim aconteça... e "Asturias" toca na minha cabeça =). Gosto muito dessa canção porque ela dá uma sensação de urgência mas também faz a adrenalina subir! Uma perfeita música de bardos para animar um combate, posso dizer...

É isso, espero que gostem!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Trilha Sonora - A Cerimônia de Iniciação - parte I

Se para o último capítulo eu tive dificuldade em imaginar uma trilha sonora, posso dizer que para esse me vem um monte de canções na cabeça! No entanto, vou colocar apenas algumas aqui, e em partes, para que vocês não fiquem tão enjoados, hehehe...

Bem, o capítulo cinco também é um ponto de tensão no livro, no entanto, isso acontece apenas no final. No início, temos a Cerimônia de Iniciação dos jovens, que é praticamente uma formatura na qual eles recebem os "títulos" de suas respectivas carreiras, uma festa e um ritual ao mesmo tempo (não se preocupem, não é uma formatura de high school. Nada de rainhas do baile e garotas brigando pelo rapaz mais bonito *_*, eu já não tinha mais quinze anos quando escrevi essa parte =D).

Há um momento em que Valenia e Elora estão atrás do palco onde irão cantar para a cerimônia, observando a movimentação e conversando. Em um dado momento, a marca de nascença de Elora começa a doer novamente, o que nunca é um bom sinal. Para tal momento, esta canção me vem à cabeça:


The feast at the House of Capulet - Nino Rota

Posso imaginar toda a agitação da festa se formando na praça da cidade enquanto Elora e Valenia observam tudo e Elora procura seu irmão e seu amigo com os olhos. Aos 1:24 ela os avista, mas, de repente, a marca dói. Tensão e ternura no final da mesma música. Vou ressuscitar Nino Rota para trabalhar junto com a Loreena caso um dia Hollywood faça um filme do meu livro (brincadeira!).

Logo depois, Valenia e Elora começam a cantar. Embora a canção que eu vou mostrar não seja um dueto, eu sempre imaginei ela nesse momento:


The Voice - Celtic Woman (Lisa Kelly).

Acho que essa canção combina muito com o momento, parece-me até um discurso da Deusa =). Além de ser uma melodia impactante e bela!

Espero que gostem!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Trilha Sonora - O verdadeiro medo

Saudações, nobres leitores! Hoje venho trazer mais uma trilha sonora para animar suas leituras. Para falar a verdade, eu acho o capítulo 4 uma colcha de retalhos, não sei se gosto muito dele, hehehe, mas ele foi necessário para que eu explicasse algumas coisas e para que algumas particularidades em relação a certos personagens fossem entendidas. No entanto, eu digo que este capítulo se parece com uma colcha de retalhos porque ele tem uma sucessão de pequenos acontecimentos, diálogos e cenas que me deixaram confusa na hora de achar uma trilha sonora para ele =). No entanto, a primeira cena do capítulo, na qual Driali e Dufel encontram os filhos e seus amigos feridos e inconscientes na Gruta das Estrelas, sempre me lembrou um pouco essa melodia:


Departure - Rurouni Kenshin OST (eu amo esse anime e as músicas dele!)

É certo que a cena é menor do que a música em si, mas se pensarmos na sensação de medo (eis o porquê do nome do capítulo) que cada um sentiu com a possibilidade de morte de seus entes queridos e também com a visão de um elfo negro tão perto de Silena, acredito que a melodia seja adequada, sendo que a parte em piano dá até margem para imaginarmos a reflexão de Driali enquanto reza sozinha em seu templo. 

E para várias outras cenas do capítulo, temos uma interessante versão dessa mesma melodia:


Departure - Noriyuki Asakura 

Posso imaginar Dufel e Driali conversando enquanto velam o sono de seus filhos (e Driali descobrindo certas coisas que ela preferiu ignorar ao longo dos anos...), ou mesmo Dufel conversando com a filha no final do capítulo. Enfim, como eu disse, várias pequenas cenas compõem esta capítulo. Há partes mais felizes nele, mas vou deixar as canções mais alegres para outros momentos!

Espero que gostem! (Esse capítulo não tem ilustração, eu não consegui definir uma cena para ele!)

domingo, 20 de novembro de 2011

Trilha Sonora - O Teste

Myron protege Valenia, por Angela Takagui (spoiler, eu sei, mas não resisti!)
Aqui estamos para mais um post de trilha sonora! E esta diz respeito ao capítulo 4, no qual nós temos a primeira batalha do livro e também o primeiro momento de maior tensão. Também é o capítulo no qual encontramos os quatro protagonistas unidos, trabalhando juntos para conseguirem realizar o teste final que os graduará em uma respectiva "carreira", ou classe, como nós rpgistas estamos acostumados a dizer. Assim, temos duas futuras bardas, Elora e Valenia, um futuro ranger, Laucian, e um futuro clérigo, Myron, trabalhando em conjunto.

Muitas coisas acontecem ao longo do capítulo, mas ao final é que se encontra uma complicação que irá colocar os jovens em situação de combate. Acredito que este seja um momento importante pois marca a primeira aproximação dos quatro com algo provindo de Rodrom, o continente maldito de Edrim, onde há muito tempo uma batalha de grandes proporções foi travada trazendo consequências que atingirão a vida de cada um deles, por motivos que serão revelados ao longo da história!

Sendo assim, penso que a música para este momento deva ser uma que caracterize não só a batalha mas também o "clima" de Rodrom e seus habitantes. A canção escolhida vem de uma fonte inesperada, mas acredito que seja bastante adequada...


Fire - Hans Zimmer (Trilha Sonora Anjos e Demônios)

Acho que essa canção passa uma grande tensão e também um certo medo. Na introdução imagino os quatro entrando na caverna enquanto Elora sente seu pavor crescer e sua marca de nascença doer sem um motivo concreto ou aparente. A partir do 1:50 a tensão começa a crescer e no 2:20 posso ver claramente os 4 jovens finalmente descobrindo os motivos de seu medo quando um corpo morto cai no meio deles... segundos depois, ao combate!

Estava tentando resistir em colocar a imagem deste capítulo aqui, mas ela é uma das minhas favoritas, então, infelizmente este post conterá mais spoilers do que deveria, hehehe!

Espero que apreciem a trilha sonora de hoje!

sábado, 19 de novembro de 2011

Lançar seu livro vale a pena...

Não se esconda mais!!
Olá meus nobres 1d4 leitores! Interrompo a programação costumeira de trilhas sonoras para um post especial. Primeiramente queria agradecer àqueles que compraram, ganharam =), se interessaram pelo livro, comentaram no blog e também aos possíveis visitantes anônimos que eu nem ao menos sei que passam por aqui.

Digo tudo isso com o intuito de animar possíveis escritores iniciantes como eu que passam por aqui. Por anos eu tive muito medo de tomar qualquer iniciativa em relação ao meu livro, eu o escondia nas sombras literalmente, hahaha, como se ele fosse quase um motivo de vergonha. Na verdade era. Eu não achava que alguém se interessaria por ele. Quando meu marido, então namorado, dizia que eu tinha escrito um livro para nossos amigos eu geralmente tentava mudar de assunto e falava que não estava pronto (e de fato ainda não estava).

De repente tive uma síncope, botei-me a escrever e escrever e lá estava o livro, pronto, terminado, esperando ainda uma continuação que certamente sairia se eu me propusesse a fazê-la. Marido que é um anjo que Deus me deu e leu todas as versões do meu livro com muito carinho dizia que ele era bacana; mas eu jamais acreditava na palavra dele, falava: "amor, você diz isso porque é meu marido/noivo/namorado".

E ficava sempre nisso, até que um dia eu e o Matheus estávamos conversando com a Angela, isso mesmo, a FANTASTIQUE ilustradora do livro, e com o Thales, marido dela, e lembro que eles disseram, "escreveu um livro, cadê que não mostra pra gente?". Sei lá, na hora me deu uma coragem, talvez por eu ter percebido que o interesse era genuíno, e não aquele "que legal, uma hora mostra pra gente... mas vocês viram (insira assunto aleatório)". O Matheus meu marido me deu a ideia de fazer uma proposta indecente para a Angela e assim começaram a nascer os personagens em ilustrações, e eu vi um sonho meu sendo realizado e a Angela vai para o céu se depender de toda a alegria que ela me proporcionou por isso. E eu vi a coragem aumentando, a vontade de dividir minha história crescendo, e de repente me vi fazendo um blog, que ficou inativo por algum tempinho.

Daí que comecei a postar uma coisinha ou outra e vieram pessoas interessadas, pessoas que eu nem conhecia ou que conhecia via blog da Astreya e que também foram me dando ânimo. Como eu disse no agradecimento no início do livro a cada comentarista, por vezes as pessoas que estão longe e que nunca vimos fazem mais diferença do que um monte de gente que está por perto. A Angela leu o livro sendo minha segunda leitora e novamente fazendo algo que me deixou extremamente feliz e grata =), e quando disse que a história era ao menos legível (brincadeira, ela elogiou, sou eu que deturpo as palavras!), eu novamente senti mais um pouquinho de coragem.

A cada postagem me sentia um pouco mais encorajada, e pá-pum, sem mais nem menos fomos fazendo as coisas, o André diagramou o livro e postou na loja da redbox num susto. Naquele dia senti um medo danado, uma insegurança que me é muito característica, mas também fiquei me sentindo feliz (apesar de ter certeza de que ninguém o compraria). E vieram os primeiros pedidos (muito obrigada Amanda e Fábio) e algo que jamais imaginava ser possível há meses atrás se realizou.

Estou sendo extremamente verborrágica apenas para dizer que, há 1 ano atrás, eu ficava simplesmente paralisada de agonia só de pensar em mostrar meu livro a alguém que não fosse meu marido. Imagino que eu não seja a única pessoa a ter vergonha de algo que fez. E agora, por mais modestas que sejam minhas realizações em relação a ele, essa experiência foi muito, muito mais gratificante do que eu jamais pude imaginar que seria. Sinto-me feliz por ter feito algo que por tanto tempo foi apenas um sonho, e por ter vencido um pouco do medo que muitas vezes me prejudica em outras áreas que não esta (e isso só foi possível graças a todo o apoio que citei acima). E mesmo que o livro seja lido apenas por uma pessoa com muita paciência, tudo já terá valido a pena (mesmo que essa pessoa odeie, pelo menos eu lancei, hehehe!).

Por isso digo: lançar seu livro, seja por quais meios forem, vale a pena. Parece clichê, mas aquele negócio de correr atrás dos sonhos até que faz sentido...

Abraços a todos!

Liége

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Trilha Sonora - As crianças crescem - parte II

As crianças crescem, por Angela Takagui
Saudações, nobres leitores! Espero que a paciência não se tenha esgotado de seus corações, pois aqui estamos hoje para mais uma sessão de trilha sonora! \o/.

A cena de hoje diz respeito ao fim do terceiro capítulo, no qual temos uma celebração à Deusa, o ritual da lua cheia. Eis aqui a pequena descrição presente no livro:

"As mulheres e garotas de todas as idades se uniam em círculo e entoavam cânticos à Deusa. Os cânticos começavam lentos, e seu ritmo aumentava à medida que as estrofes passavam. Acompanhando-os, as mulheres dançavam, e parecia, depois de algum tempo, que outra voz se unia às delas, uma voz suave e misteriosa. A maioria das clérigas acreditava que era a voz da própria Deusa, mas Driali sempre achara, secretamente, que a voz era apenas a junção da fé e da alegria de todas, personificada. De qualquer maneira, Driali sabia que a Deusa as abençoava, pois a neblina iluminada que as circundava ao término do ritual trazia paz e conforto ao coração de todas".

Nunca consegui encontrar uma canção plenamente adequada para este ritual, que fosse exatamente aquilo que eu descrevo (algo que aumenta de velocidade com o tempo), mas sempre pensei nessa canção (fazendo de conta que o canto gregoriano é feito por mulheres apenas =). Esta canção pode não aumentar muito em sua velocidade, mas aumenta em sua intensidade e é direcionado a uma deusa lua também!


Loreena Mckennit - The mystic's dream

Logo após esse ritual, segue-se uma pequena confraternização na qual os personagens conversam sobre o teste que farão para se "graduarem" em suas respectivas carreiras. Em Silena existem espécies de "academia", onde os jovens treinam certas habilidades por anos até serem considerados membros de uma determinada "classe" ou profissão, como bardos, guerreiros, clérigos, rangers... a no final do treinamento há um teste em uma floresta próxima da cidade. Uma surpresa inesperada aguarda os personagens em tal teste, mas... isso fica para o próximo post!

Enquanto eles conversam, no entanto, uma boa música de acompanhamento (imagine a cena no desenho do início do post!):


Brian Boru's march - Loreena Mckennitt

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trilha Sonora - As crianças crescem - parte I

Esse capítulo tem duas partes distintas. Uma que é praticamente uma introdução à vida dos personagens e outra na qual nós temos um festival religioso que acontece em Silena. É um capítulo que eu considero introdutório, que pula da infância dos personagens para sua adolescência (e posso dizer começo da vida adulta, ainda mais em uma ambientação medieval!) mostrando um pouco de suas personalidades e do que eles fazem.

Na primeira cena temos a Elora conversando com seu irmão e indo para casa com ele, lamentando a falta de seu amigo meio-elfo que foi embora do local onde ela treina para ser uma barda sem esperá-la. Logo depois Elora está treinando com sua harpa em casa e recebe a visita de Laucian. Eu posso ouvir duas melodias suaves claramente na minha cabeça, hehehe:


Romeo - Nino Rota


Juliet - Nino Rota

Elora (rascunho), por Angela Takagui
Acho a primeira canção encantadora, posso imaginar com perfeição os dois irmãos indo para casa caminhando enquanto Elora divide com Myron sua insegurança em relação à carreira de barda e sua voz. Além disso, é uma melodia delicada, combinando com a "apresentação" dos dois jovens que agora cresceram e se tornaram uma moça e um rapaz =). A segunda canção me faz imaginar Elora treinando com a harpa em sua casa - embora eu ache que a música seja tocada com um alaúde - e a partir do 1:03 o coração dela saltitando ao ouvir as batidas de seu amigo Laucian na porta (adolescência...).

Novamente meu amor por trilhas sonoras antigas impera, essa de Nino Rota para o filme de 1968 de Romeu e Julieta é uma trilha que amo desde pequena e jamais me enjoo de escutar. Acho impressionante a delicadeza e a forma como as canções conseguem capturar a suavidade dos personagens e acho que combina bastante com os momentos que descrevi.

Imagino que essas músicas e cenas delicadas estejam afastando as possibilidades de uma grande fatia do público masculino se interessar pelo meu livro, hahaha, mas prometo que nos capítulos vindouros teremos mais ação e canções mais impactantes.

domingo, 13 de novembro de 2011

Trilha Sonora - O meio-elfo

Elora encontra Tathiela e Laucian, por Angela Takagui
Essa trilha sonora diz muito mais respeito a apenas alguns momentos do segundo capítulo, mas eu sempre imaginei que o encontro da pequena Elora com o Laucian seria um momento muito especial, por tudo o que eles representam um para outro - ainda que nenhum dos dois, naquele exato momento, saiba disso.

Além disso, nesse capítulo temos a Tathiela explicando para Driali como foi o nascimento de seu filho e tudo o que se deu após isso. Ainda que o capítulo tenha alguns momentos tristes, sempre pensei que ele era muito mais sobre as duas crianças e o encanto da Elora ao conhecer seu futuro amigo. Inocência, beleza e o início de uma história importante. E daí sempre me vinha essa melodia na cabeça:


Star of Bethlehem/Adoration of the magi - Miklos Rozsa

Eu adoro trilhas sonoras antigas, culpa do meu pai que sempre assistia esses filmes e ficava tocando seus bolachões na vitrola, para meu deleite infantil. Essa canção faz parte do filme Ben Hur, certamente mais velho do que eu, mas é uma das minhas melodias favoritas de qualquer trilha. E é uma das músicas que adorava escutar enquanto escrevia. Isso sempre me ajuda a focalizar o "clima" no qual eu quero deixar a história, não sei se sempre consigo, mas ao menos tento. Quem dera poder transformar em palavras as sensações que estas canções me trazem!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Trilha Sonora - Nascimento de Elora

Eu sou uma amante da música, isso não é segredo para ninguém que me conhece. Minha mãe disse que, bem antes de falar, eu cantei. Minha vida tem trilha sonora (que toca na minha cabeça) e eu nunca separei músicas e histórias. Para mim elas andam intimamente juntas, e seja num filme ou num livro, a música sempre me pareceu um personagem muito importante de qualquer narrativa. Por isso mesmo, sempre quis postar aqui no blog as músicas que me acompanhavam enquanto eu escrevia certas cenas. Sei que algumas pessoas já leram ou estão lendo (alegria!) o livro, então, quem sabe, isso tornará a história um pouco mais colorida, não? A primeira canção diz respeito ao nascimento da Elora, uma das personagens principais do livro. Para isso, temos até uma imagem feita lindamente pela Angela:

Nascimento de Elora - Angela Takagui
  E abaixo, a música que eu imagino para esse momento:


Suantrai - tive que mudar o vídeo porque a querida EMI fica bloqueando os vídeos do youtube com essa canção.

Afinal, que música melhor para um filho recem-náscido do que uma canção de ninar? Ainda mais quando uma coisa muito especial vai acontecer logo depois... =) Ler o prólogo com essa música torna o momento bem mais bacana!

IMPORTANTE: aos que estiverem lendo esse post, a loja da redbox continua com problemas. Se alguém estiver interessado em comprar o livro mas não estiver conseguindo, estou vendendo o PDF diretamente também, graças a esse inconveniente. Basta me mandar um e-mail: astreya.bhael@gmail.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Enigma da Lua - Capa colorida!

Hoje recebi da Angela a versão finalizada e colorida com aquarela da capa que mostrei a vocês ontem. Vejam o resultado:

Não se preocupem,  para quem gostou, também teremos uma versão em preto e branco dentro do livro! Eu particularmente amei o efeito que a aquarela deu nos personagens. Espero que gostem também, estamos fazendo tudo com muito carinho.

Quem é que aguenta? - Capa!

Olá pessoal. Em vão tentei me controlar para não revelar antes da publicação a capa de O Enigma da Lua... no entanto, não consigo mais aguentar e hoje resolvi fazer uma postagem com o que seria seu rascunho, para mostrá-lo a vocês:

Capa linda do meu coração feita pela Angela Takagui
Bem, aí está ela, figurando os quatro personagens principais desta primeira parte - em sentido horário, começando pela mocinha com uma lua nas costas: Elora, Laucian, Valenia e Myron. O que acharam? Eu particularmente adorei, e posso dizer que a versão colorida com aquarela está ficando maravilhosa (depois a dificuldade será escolher entre a versão colorida ou em preto e branco).

Como vocês, meus escassos (mas muito bacanas) leitores podem ver na enquete fechada hoje mesmo, o subtítulo escolhido para a obra foi "A centésima vida", que já está devidamente colocado na capa. Agradeço a todos que votaram e me ajudaram a escolhê-lo!

Espero que gostem e comentem, como sempre. Até breve, com mais novidades!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pequenas verdades


"[...] a forma ideal de escrever um livro não é na ordem que o trabalho final será apresentado ao leitor. A explicação para isso é simples: por menos que você demore para escrever um livro, quando você termina o seu estilo já é diferente de quando você começou. Obviamente que os diferentes tratamentos por que passa o livro diminuem esta diferença, mas ainda assim ela pode ficar perceptível se você escrever na ordem sequencial de leitura". - Alexandre Lobão, escritor (fonte: http://dicasdoalexandrelobao.blogspot.com/)

Senti muito isso quando estava escrevendo. Meu estilo mudou muito durante a escrita do livro, não só por causa da passagem dos anos, mas por causa de influências externas, leituras, e também mudanças de ponto de vista. E de vez em quando eu me pegava escrevendo cenas separadas e depois as encaixando onde eu queria, mas confesso que não me sinto muito segura de escrever em ordem não sequencial.

De qualquer forma, uma consideração interessante.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Seu personagem é "Mary Sue"?

"Mary Sue" é uma alcunha para personagens que são, digamos, perfeitos demais. Exemplos:

- Tudo parece dar certo para eles/elas, mesmo quando aparentemente algo está errado;
- Seu passado pode ser trágico, mas isso só traz mais charme ao personagem e desculpa seus erros ou atitudes;
- Ele/ela é novo(a), mas mesmo assim costuma saber mais e ser mais esperto do que adultos (e pessoas mais velhas podem se apaixonar por ele);
- Ele/ela tem cicatrizes, marcas, falta-lhe um membro, mas estranhamente isso não lhe dá problemas ou prejudica sua estonteante beleza;
- Ele/ela é um(a) drow - alô Drizzt renegado(a) que sofre preconceitos mas mesmo assim de um jeito ou de outro é admirado e invejado por muitos e provoca amores por onde passa;
- Ela (nesse caso é só para as mulheres) é a clássica personagem que faz tudo sozinha, é gostosa independente, forte, linda e, é claro, ganha os corações de todos.

Aposto que todos nós podemos pensar em inúmeros exemplos de Mary Sues, e meu objetivo aqui não é ser arrogante e nem julgar mal nenhum personagem - eu, uma mera escritora amadora (apesar da piadinha com o Drizzt, eu gostava muito dele até chegar no terceiro livro da Trilogia do Vale do Vento Gélido - foram o voo mágico dele utilizando apenas correntes de ar e sua capa para salvar a chata da Cattiebrie e o fato de ele não perder mais nenhuma briga que me deixaram menos afeita ao drow renegado) tenho é mais que ficar quieta. Mas é interessante pensar nisso quando estamos escrevendo um livro.

Uma coisa que pode acontecer é o fato de o escritor acabar "se colocando" em um livro. Ou seja: você coloca uma versão idealizada de si mesmo no livro, talvez possuindo habilidades e qualidades que você gostaria de ter. Seu personagem vai ter rivais em sua pequena comunidade, mas eles serão estereótipos que provavelmente terão inveja de seu querido personagem por todas as qualidades que ele possui. Eu sei disso porque na primeira versão do meu livro, todos esses elementos estavam presentes - acredito que pela minha idade. Eu mudei isso (espero, hahaha), mas mesmo assim podemos incorrer em "erros" do tipo sem perceber.

Hoje, eu pensei nisso e encontrei na internet um teste (!) para "medir" o nível de Mary Sue-ísse de seu personagem. Está em inglês, infelizmente, mas é bem interessante:

http://www.ponylandpress.com/ms-test.html

Eu respondi o teste pensando na Elora, e veja o que consegui:
.
21-35 points: Borderline-Sue. Your character is cutting it close, and you may want to work on the details a bit, but you're well on your way to having a lovely original character. Good work.
(Seu personagem está perto - de ser uma Mary Sue - e você talvez queira trabalhar os detalhes um pouco, mas você está no caminho para ter um adorável personagem original. Bom trabalho!).

A Elora é uma das personagens mais, bem, "perfeitas" do livro, porque simplesmente quis fazer uma menina delicada, sensata e séria. Aquela pessoa que tem uma boa criação e cresce tranquila e sem muitos problemas e conflitos pessoais, mesmo porque o problema principal da história estará em cima dela no segundo livro, então pensei que ela já teria muito com o que lidar. Confesso que achei até que o nível de Mary-Sue-ísse dela fosse ficar pior, hehehe.

Mas uma coisa que podemos pensar, apesar desta pequena brincadeira, é que, por vezes, os elementos de Mary Sue-ísse são necessários para a construção da história e do personagem. Os elementos que eu descrevi no início do post podem dar origem a um personagem maravilhoso. Basta - a meu ver - que as qualidades do personagem não fiquem sendo ressaltadas o tempo todo ao decorrer do texto. Isso incomoda e faz com que o personagem seja de difícil identificação ou empatia. Outra coisa que penso ser importante é a criação de características plausíveis. A Elora é delicada? Significa que ela provavelmente não será fisicamente forte e terá medo de lutar, ao menos no início. Não será uma fortaleza espiritual: se emocionará ou assustará com mais frequência. E se quiser fazer dela mais forte, posso demonstrar uma evolução plausível dentro da história (posso, não sei se consigo - esse é outro ponto!). O problema está quando todo tipo de qualidade está presente em seu personagem - mesmo quando tais qualidades não se complementam.

Enfim, apenas reflexões.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Oração à Deusa


Sempre tive muitas dificuldades com rimas e poemas, mas em um momento do livro, lembro que encasquetei de escrever uma oração à Deusa, parte de um ritual que a Driali, clériga, precisa fazer para salvar a vida de alguém quase-spoiler gratuito para ver se meus 1d3 leitores ficam curiosos. Eis o resultado:

Filhos da luz e guardiães do tempo
Filhas da lua e arautos do vento
Filhos do fogo da purificação
Ouçam agora a minha oração

Desçam sobre mim e me façam unir
As vozes do templo interno, sentir
Faça-se novamente a conexão
Com o meu espírito e meu coração!

Asas de fogo, alma de luz
Pela senda do amor me conduz
Que eu seja o veículo da fé e da ação
Dirigida por coração, cabeça e mão.



Até que eu gostei do resultado, mas demorou para bolá-lo....

Para aproveitar coloquei aquela imagem que mostrei para vocês neste post, agora finalizada, só para dar um gostinho. Não ficou linda? (Valeu Angela!). E tem muitas outras dentro do livro, que está perto de ficar pronto!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Shadow of the moon - Elora e Valenia


Infelizmente, conheci essa canção apenas hoje. Mas é engraçado como elas combinam muito com o livro e com suas duas personagens femininas principais (combina com a Drimme também, mas essa só aparece no segundo livro, hehehehe). Engraçado também o fato de que ela se chama "Shadow of the moon" - sendo que meu livro foi inspirado em uma canção chamada "Moonlight Shadow". E estou concluindo que preciso dar mais atenção ao Blackmore's Night.


Shadow of the moon - Blackmore's Night

In the shadow of the moon,
She danced in the starlight
Whispering a haunting tune
To the night...

Velvet skirts spun 'round and 'round
Fire in her stare
In the woods without a sound
No one cared...

Through the darkened fields entranced,
Music made her poor heart dance,
Thinking of a lost romance...
Long ago...

Feeling lonely, feeling sad,
She cried in the moonlight.
Driven by a world gone mad
She took flight...

"Feel no sorrow, feel no pain,
Feel no hurt, there's nothing gained...
Only love will then remain,"
She would say.

Shadow of the Moon... Shadow of the Moon...

Somewhere just beyond the mist
Spirits were seen flying
As the lightning led her way
Through the dark...

Shadow of the Moon...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dificuldade total

- Em descrever cenários

- Criar lugares

- Narrar cenas de batalha

- Corrigir meu texto: depois de 500 vezes lendo, eu ainda encontro erros ortográficos bobos na PRIMEIRA página! AAAAaah!

- Parar de ter vergonha do que eu escrevo, hehe...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Personagens - Dufel

Mais uma quinta-feira está chegando ao seu fim, e hoje venho trazer aos meus 1d3 leitores o último mas não menos importante personagem principal de O Enigma da Lua. Mas antes de apresentar Dufel a vocês, gostaria de tirar uma dúvida. Se alguém ler essa introdução, ficaria muito contente se me ajudassem a escolher o subtítulo do meu primeiro livro! Estou entre "Renascimento" e "A centésima vida". Qual desses soa melhor e parece mais instigante a vocês? Apreciarei muito qualquer sugestão a respeito, e irei colocar uma enquete ao lado para votação! Mas agora, ao personagem!


Dufel

Raça: elfo (que novidade, não?)
Idade: cerca de 39 anos, em termos humanos
Altura: 1,77
Cabelos: lisos e castanhos
Olhos: azuis
Classe: guerreiro

Personalidade e histórico: Dufel nasceu e cresceu na cidade de Silena, e aprendeu com seu pai a arte da espada. Porém, ele e seu irmão mais velho, Verquis, passaram alguns anos no continente de Lontar, aventurando-se e aperfeiçoando suas respectivas habilidades. Verquis, em especial, passou alguns meses em Myriar, estudando em uma academia de magia. Lá, ele e Dufel conheceram Driali, na época uma noviça, e então Dufel apaixonou-se em silêncio pela gentil e circunspecta jovem. Contudo, na mesma época Verquis recebeu uma mensagem por meios mágicos e os dois ficaram sabendo que seu pai havia morrido, acometido por uma intensa febre. Os dois retornaram para Silena e o jovem Dufel assumiu o posto de seu pai como capitão da guarda da cidade. Anos depois, o destino trouxe Driali à Silena e ali a clériga estabeleceu moradia; no entanto, ela apaixonou-se pelo melhor amigo de Dufel, e os dois casaram-se. No ataque de bárbaros orcs que ceifou as vidas de muitas pessoas na pacata cidade, Verquis e Tahlmus pereceram, e Dufel escapou com vida por muito pouco - no entanto, a culpa pela morte do irmão e do amigo nunca o abandonou por completo, por mais que ele não tenha tido responsabilidade por elas.

Dufel é marido de Nyra, uma bela mas amarga meio-elfa, e é pai de Valenia. Ele é um homem responsável e comprometido, e se dedica muito ao dever e a seu trabalho como capitão da guarda da cidade, em parte graças as dificuldades que encontra em sua vida pessoal. Seu casamento é complicado, e ele não é muito próximo da filha, apesar de amá-la. Suas experiências negativas o fizeram um homem reservado e sério, mas seu jeito honrado e atencioso faz com que as pessoas confiem nele e busquem nele apoio e proteção. Em Silena, o capitão da guarda atua como uma espécie de "prefeito" da cidade, e Dufel e Driali são os pilares da comunidade, atuando como líderes e conselheiros. Dufel nunca deixou de amar Driali, mas honra o compromisso com sua esposa e é fiel a seus princípios.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

1000 Visitas!!

Olá pessoal!

Hoje percebi que o blog já ultrapassou as 1000 visitas. Gostaria apenas de agradecer a todos que visitaram esse espaço, todos os comentários e visitas são na verdade um grande apoio para mim, mais do que vocês podem imaginar. Muito obrigada mesmo!

Gostaria de emprestar esse pequeno espaço para agradecer em especial ao meu marido, sem ele jamais teria divulgado meu primeiro livro e nem ao menos o teria terminado. Ao meu "farol" e melhor amigo, obrigada pela paciência de ter lido tudo o que eu escrevia, pelas sugestões e por ter escrito as cenas de batalha (vou contar um segredo, sou extremamente inepta em descrever combates, estas cenas ficaram a cargo do meu pobre amado). E por fim também devo agradecer à Angela, segunda maior responsável pelo empurrão que me fez fazer esse blog e mostrar o meu livro ao mundo com ilustrações, amizade calda de bolo de chocolate antes do RPG enfim, muito obrigada é tudo o que eu tenho a dizer.

Que venham mais 1000 visitas!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Personagens - Driali

Olá caros visitantes e leitores! Hoje apresento mais um dos personagens de O Enigma da Lua: Driali, a alta-clériga de Silena. Espero que apreciem!


Driali

Raça: elfa
Idade: em termos humanos, Driali seria uma mulher de cerca de 38 anos (no ínicio do livro)
Altura: 1,68
Cabelos: castanhos, longos e ondulados
Olhos: castanhos
Classe: clériga

Personalidade e histórico: Driali nasceu na cidade de Myriar, a capital mais importante do continente de Lontar e uma das cidades mais antigas de toda Edrim. Sua mãe era Alastrina, a poderosa sumo-sacerdotisa dos Templos da Lua da cidade, uma mulher sábia mas também obstinada e rigorosa (seu pai morreu quando ela ainda era pequena). Driali cresceu sob uma disciplina rigorosa e sufocante, que a transformou em uma clériga excepcional e talentosa, mas também em alguém que ansiava por liberdade e sonhava em poder agir a sua própria maneira. Driali não concordava com a visão de sua mãe de que a religião da Deusa e seu conhecimento deveria ser uma dádiva oferecida apenas àqueles que estivessem aptos a se subjugar a uma vida de restrições e isolamento, no qual relacionamentos e amizades sempre deveriam estar em um segundo plano. No final de sua adolescência, Driali tomou uma importante decisão e renegou o futuro posto de sumo-sacerdotisa dos Templos da Lua e todos os privilégios aos quais tinha direito em Myriar. Com poucos pertences, ela saiu em peregrinação por Edrim contando com a companhia de seu fiel amigo e protetor, o anão Galnor. Em uma de suas viagens conheceu Silena, a cidade que se tornaria seu lar. Lá ela fixou moradia por ter se encantado com o lugar e seus habitantes, sendo que a clériga sentiu que ali finalmente tinha encontrado o que procurava. Ela se casou com um dos guerreiros da milícia da cidade, o honrado Tahlmus, e com ele teve dois filhos, Myron e Elora, antes que o marido perecesse em batalha.

Driali é uma mulher sábia, amorosa e calma, e todos da cidade a respeitam e gostam muito dela. Ela cuida do templo de Silena e atua como “médica”, apotecária, conselheira, ou seja, muitas pessoas procuram por ela para pedir ajuda, pois ela inspira bastante confiança. Ela é gentil mas também muito séria e discreta. Driali trata seus pupilos com bastante firmeza mas cuida deles como se fossem filhos. É uma pessoa apaziguadora, mas briga pelos seus valores quando acha necessário. Ela ama seus filhos e faz tudo para que eles tenham uma vida tranquila. Apesar de ser uma mãe cuidadosa, ela tentou fazer com que eles crescessem sabendo tomar as próprias decisões, para que não incorresse no mesmo erro de sua mãe.

Não percam o próximo e último personagem, Dufel!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Origens...


Há uns dias atrás, enquanto revisava meu livro, me lembrei de algo curioso.

Sempre digo que comecei a escrever meu livro aos 15 anos. No entanto, houve uma razão para que eu começasse a inventar a história e escolher, digamos, o seu "tema". Aí está ela:


Moonlight Shadow - Maggie Reilly (com letra para a sua conveniência!)

Essa música mais velha do que eu eu conheci em uma chuvosa manhã de domingo enquanto dormia em um colchão na sala. Meus pais estavam esperando que algo passasse na TV em um canal local que estava sem programação e que tocava à exaustão o que eu assumo ser um CD da Maggie Reilly. Eu não conhecia absolutamente nada da cantora, mas adorei a música no mesmo momento. Bem, passadas essas informações um pouco inúteis, resolvi procurar com afinco que canção era aquela, lembrava que havia algo como "moonlight shadow" no refrão. O senhor google me ajudou e para facilitar, "moonlight shadow" era o nome da música de qualquer modo.

Adoro músicas que tem uma história, e quando vi a letra de Moonlight Shadow me peguei toda empolgada pensando no quanto seria legal criar algo que combinasse com a música. Eis o porquê de meu livro conter a lua como um de seus elementos principais. Eu cheguei a nomeá-lo de "A Sombra da Lua" em um primeiro momento, hehe. Mas não se assustem com a letra trágica e profética, na verdade eu não consegui fazer nada que tivesse tanta relação com a música assim. Ninguém vai levar 6 tiros de um homem em fuga, pelo menos.

Quando eu finalmente for lançar o primeiro livro e escrever o segundo, vocês, os pacientes que forem lê-lo, podem me dizer se consegui alcançar meu intento.

De qualquer maneira, o que quero dizer é que muitas vezes, ao se prestar atenção em uma música ou mesmo qualquer detalhe do dia-a-dia, podemos ter uma ideia que irá gerar frutos duradouros. Eu sempre gostei de saber como é o processo de criação de histórias, canções e coisas que eu gosto e admiro, por isso acho interessante dividir esse tipo de curiosidade.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Personagens - Valenia

Nesta tarde de quarta-feira na qual eu deveria estar terminando um enfadonho fichamento trago-vos mais uma personagem feminina de O Enigma da Lua. Espero que apreciem, esparsos leitores e visitantes!

Valenia

Raça: elfa
Idade: aproximadamente 17 anos no início da história
Altura: 1,67
Cabelos: loiros e cacheados
Olhos: azuis
Classe: barda (usa um belo alaúde)

Personalidade e histórico: Valenia nasceu em meio a um ataque de orcs a sua cidade, numa situação um tanto conturbada. Ela é filha do capitão da guarda de Silena, Dufel, e de sua esposa, Nyra. Valenia cresceu em um lar conturbado; embora fosse de certa forma protegida e até mesmo mimada e privilegiada por sua posição social, seus pais estavam sempre em conflito, e Nyra habilmente criou a filha para que esta tomasse partido de seu "lado". Tendo sido criada por um pai de certa forma ausente e por uma mulher caprichosa e ressentida, Valenia tornou-se um espelho para esta, agindo com presunção e comportando-se de forma provocativa ou mesmo agressiva. Tal fato resulta, em parte, do sentimento de confusão e culpa que a jovem sente em relação aos pais - a defesa de um e a rejeição a outro que ela ama igualmente - e da responsabilidade que sente em preencher o vazio da amarga mãe, agindo como ela gostaria para agradá-la. Embora externamente seja expansiva e até mesmo atrevida, Valenia é uma pessoa solitária, pois não consegue criar vínculos com outras pessoas e nutre ressentimento em relação a todos aqueles que possuam uma visão de mundo diferente daquele que sua mãe apresenta, como se isso significasse trair a pessoa que mais precisa dela.

Valenia é uma garota de bom coração, e assemelha-se a seu pai, Dufel, mais do que ela gosta de admitir. Porém, ela tem medo de enxergar a verdade e admitir que passou anos agindo da maneira errada, por isso age com teimosia e arrogância. Por se sentir pequena é invejosa e um pouco medrosa, mas aos poucos começa a perceber que não é essa a vida que deseja levar...

Ufa! Valenia foi uma das personagens que mais tive dificuldade em descrever. Em breve, Driali e Dufel!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Personagens - Myron

Depois de Elora, vamos conhecer seu irmão, Myron, um futuro clérigo da Deusa, outro dos personagens principais de O Enigma da Lua. Espero que apreciem!


Myron

Raça: elfo
Idade: aproximadamente 19 anos no início da história
Altura: 1,77
Cabelos: pretos e ondulados, na altura dos ombros
Olhos: pretos
Classe: clérigo

Personalidade e histórico: Myron é o filho mais velho de Driali, a alta-clériga de Silena, e Tahlmus, o marido falecido desta. Apesar de ter nascido em uma época tranquila e ter conhecido o pai, Myron logo depois viu sua realidade se transformar graças ao ataque de bárbaros orcs que trouxe destruição e morte (inclusive a de seu pai) para a cidade e fez com que o pequeno garoto conhecesse a dor e o medo muito cedo. Este foi um dos motivos pelo qual o garoto resolveu seguir os passos da mãe ao crescer e se tornar um clérigo; Myron possui um senso de praticidade e uma noção muito grande daquilo que realmente é importante. Por isso é o mais sério dentre todos os seus companheiros, e não se deixa levar por distrações. Em um primeiro momento ele pode até parecer frio e distante, mas ao conhecê-lo percebe-se que ele é na verdade o oposto disso: Myron preocupa-se em cuidar de todos os que estão ao seu redor e é muito protetor e amável. Ele não hesitará em se colocar em perigo ou arriscar sua vida se isso significar proteger alguém que esteja por perto. Está sempre tentando se manter “nos eixos” porque pensa que o clérigo é aquele que tem a obrigação de tomar as decisões mais sensatas e proteger as pessoas que precisam dele. Contudo, este hábito de não pensar em si mesmo por vezes pode prejudicar o clérigo mais do que ele pode perceber...

Nos próximos dias, Valenia, Driali e Dufel vão aparecer por aqui também!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Personagens - Elora

Olá nobres e fiéis leitores! Nesta noite venho trazer ainda outro personagem de O Enigma da Lua - subtítulo a ser decidido. Conheçam um pouco mais de Elora, a jovem elfa de Silena!

Elora

Raça: elfa
Idade: aproximadamente 17 anos (no primeiro livro)
Altura: 1,65
Cabelos: castanhos e lisos, indo até a altura da cintura
Olhos: verdes
Classe: barda (toca uma harpa e possui uma pequena flauta para emergências!)

Personalidade e histórico: Elora é uma jovem elfa nascida na cidade de Silena, alguns meses depois de um ataque de bárbaros orcs que trouxe sérios danos à cidade e sua população. Sua mãe é Driali, a alta-clériga do lugar e administradora do templo de Silena, e seu pai, Tahlmus, foi um guerreiro que pereceu antes mesmo que Elora nascesse. A jovem garota cresceu com tranquilidade e paz sob a tutela amorosa de sua mãe e o companheirismo de seu irmão mais velho, Myron. Desde pequena ela demonstrou grande amor e aptidão para a música, e Driali naturalmente a encaminhou para treinar com Meav, a mais talentosa barda de Silena e região. Elora tem uma personalidade séria, mas é bastante gentil. Ela é sensível às necessidades dos outros e geralmente se preocupa com as pessoas ao seu redor. Apesar de ser reservada, ela consegue se socializar bem, embora seja um pouco insegura. Sua seriedade não a impede de agir com afetuosidade, principalmente em relação à seus entes queridos. Seus amigos mais próximos sabem que sua expressão doce nada tem a ver com ingenuidade. Uma curiosidade importante sobre Elora é que ela tem uma marca de nascença incomum nas costas, um pouco abaixo de seu ombro direito: uma pequena lua crescente, o símbolo da Deusa, bastante escurecido. Esta marca sempre dói quando algo ruim está para acontecer ou quando Elora encontra-se bastante tensa. Ela sempre usa vestimentas que escondam esta marca, sob a orientação de sua mãe.

Em breve, Myron e Valenia (e suas versões desenhadas e finalizadas!) estarão por aqui também!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Novidades

Olá, esparsos leitores! Apesar de o blog andar parado, estamos trabalhando aqui no mundo real para aprontar o livro o mais brevemente possível. Hoje venho contar uma novidade: minha amiga e talentosa ilustradora Angela, além de estar desenhando os personagens do livro, também está ilustrando os capítulos com belas imagens! Para vocês terem uma noção de como as coisas vão, aqui vai o esboço de uma ilustração que faz parte do prólogo (ainda não leu? Clica aqui!):



Logo, logo, mais novidades!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Personagens - Laucian

Agora que já disponibilizei o prólogo desta história, acho que é interessante falar um pouco sobre os personagens. Não revelarei muitos elementos que façam parte do enredo e que sejam importantes para não estragar a surpresa que os possíveis 1d4 leitores possam ter. Isso pode deixar as descrições incrivelmente chatas, mas, é um risco que devo correr. Espero que estas considerações possam fazê-los um pouco curiosos, esparsos leitores de meu blog! Aqui vamos então para um dos personagens centrais de O Enigma da Lua: Laucian (já que vocês já conhecem um pouco da história de Elora).


Laucian


















Raça: meio-elfo
Idade: aproximadamente 17 anos (no primeiro livro)
Altura: 1,78
Cabelos e olhos: castanhos (dê uma olhada no rapazinho que está ali em cima)
Classe: ranger

Personalidade e histórico: Laucian é um meio-elfo nascido em Myriar, uma das principais e mais velhas cidades de Edrim. Seu pai era Galder, um imponente humano da Ordem dos Cavaleiros Brancos de Myriar e sua mãe era Tathiela, uma elfa feiticeira poderosa. Por ser em tese estéril, Tathiela encheu-se de alegria ao saber de sua gravidez, que chamou a atenção de Alastrina, a sumo-sacerdotisa dos Templos da Lua, principal complexo religioso dedicado a Deusa. Em um violento e repentino ataque das forças de Rodrom, o continente maldito de Edrim, a Myriar (apenas três meses após o nascimento do pequeno meio-elfo) Galder foi morto e Tathiela fugiu com o filho para sua cidade natal, Silena, com a ajuda de Alastrina, que se entregou as forças de Rodrom para conter o ataque. Exaurida pela tristeza e por ter utilizado seus poderes mágicos de forma muito intensa, Tathiela entrega o filho a Clahel, sua irmã, e une-se ao marido em seu destino.

Embora tenha protagonizado um nascimento trágico, Laucian cresceu em paz. Clahel o trata como filho e ele a enxerga como mãe, embora saiba que seus pais verdadeiros estão mortos. Laucian é um rapaz tranquilo, que não se aborrece facilmente. Age sempre com naturalidade e sem dissimulação, tratando todos bem; é generoso e tem um enorme coração. Ele tem facilidade para fazer amigos e gosta muito deles, sendo bem leal e dedicado às pessoas que aprecia. No entanto, em situações de tensão, ele costuma ser impulsivo e agir por instinto. Em combates e quando vê pessoas queridas em perigo, ele costuma dar vazão à fúria ao invés de ser cauteloso. Ele é o melhor amigo de Elora e os dois se conhecem desde muito pequenos.

Bem, isso é tudo por enquanto!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Prólogo - Elora

Olá a todos os possíveis visitantes deste blog. Peço desculpas pela minha prolongada ausência, causada pelo fato de meu amado ter ficado em um hospital na última semana e pelos terríveis e intermináveis trabalhos que o mestrado tem me exigido porque acredito que seja uma doença docente universal cada professor acreditar que sua matéria é a única que todos os alunos cursam.

Hoje resolvi dar mas um pequeno passo em direção à destruição de minha vergonha acerca de minha obra, animada por meu querido marido. Trago-vos o pequeno prólogo que abre o livro, e gostaria que lessem e dessem suas opiniões. Ele basicamente cobre o nascimento de uma das personagens principais, a jovem Elora. Espero que apreciem (para aqueles que tiverem paciência para lê-lo!).


Prólogo - Elora



Driali abriu os olhos. Estava escuro, como de costume. Ela sempre acordava antes do sol nascer. Não estava frio, pois a primavera já havia chegado. Que ironia, ela pensou, enquanto se levantava. A primavera chegara junto com os bárbaros.
As tribos bárbaras habitantes das florestas que circundavam a modesta cidade de Silena nunca haviam sido um problema. De fato, alguns deles já tinham até sido acolhidos na cidade, quando bestas os pegavam desprevenidos. Mas aqueles eram diferentes. Eram orcs, e não humanos.
Cada vez que Driali se lembrava dos tambores que anunciaram a chegada dos terríveis guerreiros numa bela manhã de primavera, a clériga tremia. Foram dias em que seu templo, mantido graças aos esforços dos soldados da cidade, ficou praticamente desprovido de um chão para se pisar. Corpos de feridos e mortos apinhavam-se, e os clérigos aprendizes ficavam tão sujos e cansados quanto os guerreiros de que tratavam. Dias em que ela mal conseguia pensar, divida entre a preocupação com os feridos, com seu filho pequeno e seu marido, um dos generais da cidade.
Eles haviam sido expulsos, os bárbaros. Mas um grande preço fora pago. Driali suspirou com tristeza ao olhar para sua cama, agora muito grande e vazia.
- Tahlmus... – ela murmurou, acariciando os lençóis – Que a Deusa te acolha... e a Verquis também.
Muitos haviam morrido. O próprio capitão da guarda da cidade, Dufel, quase havia tombado também. Mas ele conseguira sobreviver. Não que isso o deixasse muito feliz. Seu irmão, Verquis, um mago muito habilidoso, morrera em seus braços. E Tahlmus, um de seus mais caros amigos, se juntara a ele na luta contra o líder dos bárbaros, e nela perecera. Dufel havia saído do templo há pouco tempo, pois tinha sofrido graves ferimentos. Driali sabia, pelo seu descontentamento, que a única coisa que o impulsionara a vida fora o respeito a seus companheiros e também sua filha, nascida em pleno ataque.
A cidade já estava sendo reconstruída. O povo de Silena era um tanto unido, e a amizade que havia ali entre elfos e humanos era algo difícil de se presenciar até mesmo no continente mais abastado de Edrim, Lontar, onde as cidades portuárias ofereciam uma vasta profusão de raças e tipos. Silena havia nascido da amizade, e esse era o significado de seu nome, vindo da linguagem élfica antiga. Uma amizade advinda da necessidade, quando outra guerra ameaçava a existência de ambos os povos naquela região. Os elfos selvagens ensinaram os humanos a sobreviver em meio à natureza e a amá-la. E os humanos haviam legado aos elfos a agricultura e a criação de animais. Era de fato uma cidade curiosa, na qual elfos e humanos haviam evoluído juntos, e onde aspectos de ambas as culturas se misturavam harmoniosamente.
Driali gostava da cidade. Era essa atmosfera de irmandade, que ele presenciava com mais força agora, que a havia atraído para Silena, há muitos anos atrás. Ali, pensava ela, conseguira os amigos mais preciosos que já havia feito em toda a sua vida. Ali conhecera seu marido e tivera seu amado filho. E agora, parte disso estava perdido para sempre. Ela sabia que num continente mais ermo como Amspar, as disputas por território eram bem mais constantes do que em Lontar. Mas não imaginava que isso chegaria de maneira tão gritante até Silena.

Ela levantou e se vestiu. Não adiantava ficar pensando naquilo agora. Era melhor que ela fosse até o templo logo, e começasse de vez os serviços do dia. O trabalho com certeza a ajudava a esquecer em parte o que havia acontecido. Driali colocou suas vestes azul-claras e prateadas e dirigiu-se até o quarto do filho. Observou com alívio o pequeno elfo de cabelos negros que dormia com a respiração pesada. Aquela noite ele não havia tido pesadelos. Ela o enrolou em um manto, como de costume, beijou sua cabeça ternamente e ergueu-o no colo. A elfa sorriu com certa tristeza ao olhar para o rosto do filho: era uma miniatura do pai. Agora, Myron cresceria sem ele, pensou Driali enquanto abria a porta. A brisa fresca da primavera acariciou os dois. Assim, a clériga élfica começou a dar seus passos em direção ao templo, pronta para mais um dia.

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O templo era bem menor quando Driali chegara em Silena, mas com a passagem dos anos, ele fora sendo aumentado. Como uma clériga graduada em Myriar, a elfa forasteira tinha sido rapidamente aceita e de imediato demonstrara sua utilidade para a cidade: suas habilidades de cura eram impressionantes, e seu carisma e conhecimento para conduzir rituais e celebrações à Deusa Lua faziam dela uma clériga perfeita. Driali era amada por toda a cidade. E este amor era correspondido, pois jamais Silena havia tido uma sacerdotisa tão benevolente e abnegada. Ela e Dufel constituíam os dois pilares da local, a quem os seus moradores recorriam em tempos de necessidade, buscando apoio e proteção. Após a morte da velha alta clériga, a sucessão foi dada à Driali com naturalidade e até mesmo alegria.
Por isso, a cada dia que Driali entrava no templo, encontrava sorrisos e gentileza esperando por ela. Seus pupilos a respeitavam, e ela os tratava quase como filhos. Aquela manhã ensolarada parecia ter trazido um pouco de alívio para o trabalho pesado que havia sobrecarregado o templo com o ataque dos orcs. Driali dirigiu-se ao quarto onde normalmente deixava Myron para dormir um pouco mais, e deitou o filho na cama. Nesse exato momento, a clériga sentiu uma forte vertigem, e, segundos depois, não conseguiu controlar o enjôo que se apossou dela.
- Senhora Driali – uma aprendiz, Veena, a chamou do lado de fora – O capitão Dufel está aqui, e quer falar com a senhora.
Driali não respondeu, mas o som que Veena ouviu foi inconfundível.
- Senhora Driali! – a menina exclamou – a senhora está bem?
A jovem meio-elfa abriu a porta e encontrou sua mestra vomitando.
- Driali! – ela gritou – pela Deusa!
- Não se preocupe, Veena... – a clériga respondeu – não se preocupe.
Driali já havia sentido aquilo antes. Tivera a mesma sensação há cerca de três anos atrás. Aquilo não era doença alguma. Parece que Tahlmus havia deixado para ela uma última benção como sinal de seu amor.
- Estou... grávida... – a clériga murmurou.
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- Força, Driali! Força!
Clahel, amiga de Driali, e Veena acompanhavam o difícil parto da clériga. Driali chorava pela dor e também pelas lembranças. Gostaria que Tahlmus estivesse vivo para ver o nascimento de seu segundo filho ou filha.
- Vamos, querida, você consegue! – Clahel incentivou-a – Já fez isso uma vez.
A clériga gritou com tamanha intensidade que sua aprendiz chegou a se assustar.
- Veena, traga mais água quente! – Clahel ordenou, sabendo que, assustada com estava, a menina não seria de muita ajuda ali dentro – Vá, menina, vá!
- Clahel... – Driali murmurou – Myron...
- Ele não está aqui, Driali – Clahel a tranqüilizou – Dufel o levou para dar um passeio. Ele não está ouvindo você.
- Então... está bem... o bebê... está virado... não é...?
Clahel assentiu com a cabeça.
Driali gritou ainda mais. A dor estava sendo difícil de suportar. Mas ela sabia que, no final, tudo aquilo compensaria.

No final de uma linda manhã de outubro, Driali deu a luz uma menina. Logo após amamenta-la, a clériga desmaiou de exaustão, mas o tempo foi suficiente para que a contente mãe lhe desse um nome.
- Elora – ela falou chorando, emocionada – ela vai se chamar Elora...
- É lindo, Driali – Clahel exclamou – tem algum significado?
- Sim – ela respondeu – é um nome que ouvi em uma história, há tempos atrás...

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Driali dormia em um sono profundo e sem sonhos. Exausta, a clériga recompunha-se do difícil parto de sua filha. Estranhamente, no entanto, a clériga parecia estar consciente de algo. Com o tempo, ela passou a sentir um calor agradável e regenerativo em seu ventre. A clériga teve o estranho impulso de olhar para baixo. Ao fazê-lo, percebeu que enxergava. Enxergava a luz que sentia no ventre, e, repentinamente, viu-se em uma lugar claro, com os pés cercados por uma leve neblina.
- Driali...
Ao ouvir seu nome, a clériga olhou para frente. E, para sua surpresa, viu uma bela mulher de cabelos prateados que desciam até seus pés, vestindo uma manta diáfana e simples. Uma luz prateada e cálida como a da lua a circundava, e ela emanava uma paz e bondade que preencheram o coração de Driali imediatamente. A clériga, reconhecendo de algum modo aquela impressionante figura, ajoelhou-se em devoção e assombro.
- Levante-se, filha da Lua...
- Não...
- Olhe para mim – a mulher continuou – Sua energia foi capaz de gerar uma criança muito especial. Eu a escolhi, filha minha, e você também escolheu esse destino, mesmo antes de nascer. Driali... cuide de Elora. Esse nome, você não escolheu em vão. Você a reconheceu. Ame-a e cuide dela, pois ela será luz para esse mundo.
Driali levantou o olhar emocionada, e percebeu que a imagem começou a desvanecer.
- Chegou a hora... – foi a última coisa dita à clériga, antes que ela afundasse novamente em um sono tranquilo.
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Finalmente estavam em casa. Driali não voltaria mais ao templo naquele dia. Elora começou a chorar, e a julgar por seu cheiro, precisava ser trocada.
- Vamos lá, minha querida – disse a clériga – Myron! Quer me ajudar a trocar Elora?
O garotinho veio segundos depois, com o rosto curioso. Ele olhou para o bebê e sorriu.
- Ela é bonitinha, mamãe... – ele disse.
- Sim, ela é linda – Driali falou – e ela é sua irmãzinha mais nova. Sabe o que isso significa.
O menino ficou em silêncio, apenas olhando para a mãe com seus grandes olhos negros.
- Você deve sempre cuidar dela – Driali riu da expressão do garoto – sempre. Ela é pequenina, mas vai crescer e vai precisar de você, quando você for um rapaz. Vocês devem sempre cuidar um do outro.
Myron já havia virado a cabeça desatento e olhava para a irmã.
- Mamãe! – ele disse – porque ela tem um desenho?
A clériga estacou. A marca de nascença de Elora, no início grande e vermelha, já havia diminuído e se tornado escura como a noite. O formato lembrava claramente uma lua crescente. A marca da Lua, a clériga pensou, com um calafrio. Ela não podia deixar que muitos vissem aquilo.
- Porque ela é tão bonitinha que a Deusa quis dar um presente a ela, e deu um desenho de Lua nas costas... – Driali sorriu – a você ela deu os olhos mais bonitos que eu já vi, que me lembram o céu quando o sol se põe. Todos nós ganhamos presentes da Deusa, querido. Mas, olhe para mim... você não deve contar a ninguém sobre os presentes que ganharam, está bem? É um segredo que cada um de nós deve guardar.
O menino assentiu com a cabeça, e começou a brincar com seus soldadinhos de madeira como se nada tivesse acontecido.

De fato, aquele era um segredo que precisaria ser guardado por muito tempo...

PS. Angela, espero que não se importe! A Elora pronta ficou tão linda que tinha de mostrá-la ao mundo!