quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Prólogo - Elora

Olá a todos os possíveis visitantes deste blog. Peço desculpas pela minha prolongada ausência, causada pelo fato de meu amado ter ficado em um hospital na última semana e pelos terríveis e intermináveis trabalhos que o mestrado tem me exigido porque acredito que seja uma doença docente universal cada professor acreditar que sua matéria é a única que todos os alunos cursam.

Hoje resolvi dar mas um pequeno passo em direção à destruição de minha vergonha acerca de minha obra, animada por meu querido marido. Trago-vos o pequeno prólogo que abre o livro, e gostaria que lessem e dessem suas opiniões. Ele basicamente cobre o nascimento de uma das personagens principais, a jovem Elora. Espero que apreciem (para aqueles que tiverem paciência para lê-lo!).


Prólogo - Elora



Driali abriu os olhos. Estava escuro, como de costume. Ela sempre acordava antes do sol nascer. Não estava frio, pois a primavera já havia chegado. Que ironia, ela pensou, enquanto se levantava. A primavera chegara junto com os bárbaros.
As tribos bárbaras habitantes das florestas que circundavam a modesta cidade de Silena nunca haviam sido um problema. De fato, alguns deles já tinham até sido acolhidos na cidade, quando bestas os pegavam desprevenidos. Mas aqueles eram diferentes. Eram orcs, e não humanos.
Cada vez que Driali se lembrava dos tambores que anunciaram a chegada dos terríveis guerreiros numa bela manhã de primavera, a clériga tremia. Foram dias em que seu templo, mantido graças aos esforços dos soldados da cidade, ficou praticamente desprovido de um chão para se pisar. Corpos de feridos e mortos apinhavam-se, e os clérigos aprendizes ficavam tão sujos e cansados quanto os guerreiros de que tratavam. Dias em que ela mal conseguia pensar, divida entre a preocupação com os feridos, com seu filho pequeno e seu marido, um dos generais da cidade.
Eles haviam sido expulsos, os bárbaros. Mas um grande preço fora pago. Driali suspirou com tristeza ao olhar para sua cama, agora muito grande e vazia.
- Tahlmus... – ela murmurou, acariciando os lençóis – Que a Deusa te acolha... e a Verquis também.
Muitos haviam morrido. O próprio capitão da guarda da cidade, Dufel, quase havia tombado também. Mas ele conseguira sobreviver. Não que isso o deixasse muito feliz. Seu irmão, Verquis, um mago muito habilidoso, morrera em seus braços. E Tahlmus, um de seus mais caros amigos, se juntara a ele na luta contra o líder dos bárbaros, e nela perecera. Dufel havia saído do templo há pouco tempo, pois tinha sofrido graves ferimentos. Driali sabia, pelo seu descontentamento, que a única coisa que o impulsionara a vida fora o respeito a seus companheiros e também sua filha, nascida em pleno ataque.
A cidade já estava sendo reconstruída. O povo de Silena era um tanto unido, e a amizade que havia ali entre elfos e humanos era algo difícil de se presenciar até mesmo no continente mais abastado de Edrim, Lontar, onde as cidades portuárias ofereciam uma vasta profusão de raças e tipos. Silena havia nascido da amizade, e esse era o significado de seu nome, vindo da linguagem élfica antiga. Uma amizade advinda da necessidade, quando outra guerra ameaçava a existência de ambos os povos naquela região. Os elfos selvagens ensinaram os humanos a sobreviver em meio à natureza e a amá-la. E os humanos haviam legado aos elfos a agricultura e a criação de animais. Era de fato uma cidade curiosa, na qual elfos e humanos haviam evoluído juntos, e onde aspectos de ambas as culturas se misturavam harmoniosamente.
Driali gostava da cidade. Era essa atmosfera de irmandade, que ele presenciava com mais força agora, que a havia atraído para Silena, há muitos anos atrás. Ali, pensava ela, conseguira os amigos mais preciosos que já havia feito em toda a sua vida. Ali conhecera seu marido e tivera seu amado filho. E agora, parte disso estava perdido para sempre. Ela sabia que num continente mais ermo como Amspar, as disputas por território eram bem mais constantes do que em Lontar. Mas não imaginava que isso chegaria de maneira tão gritante até Silena.

Ela levantou e se vestiu. Não adiantava ficar pensando naquilo agora. Era melhor que ela fosse até o templo logo, e começasse de vez os serviços do dia. O trabalho com certeza a ajudava a esquecer em parte o que havia acontecido. Driali colocou suas vestes azul-claras e prateadas e dirigiu-se até o quarto do filho. Observou com alívio o pequeno elfo de cabelos negros que dormia com a respiração pesada. Aquela noite ele não havia tido pesadelos. Ela o enrolou em um manto, como de costume, beijou sua cabeça ternamente e ergueu-o no colo. A elfa sorriu com certa tristeza ao olhar para o rosto do filho: era uma miniatura do pai. Agora, Myron cresceria sem ele, pensou Driali enquanto abria a porta. A brisa fresca da primavera acariciou os dois. Assim, a clériga élfica começou a dar seus passos em direção ao templo, pronta para mais um dia.

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O templo era bem menor quando Driali chegara em Silena, mas com a passagem dos anos, ele fora sendo aumentado. Como uma clériga graduada em Myriar, a elfa forasteira tinha sido rapidamente aceita e de imediato demonstrara sua utilidade para a cidade: suas habilidades de cura eram impressionantes, e seu carisma e conhecimento para conduzir rituais e celebrações à Deusa Lua faziam dela uma clériga perfeita. Driali era amada por toda a cidade. E este amor era correspondido, pois jamais Silena havia tido uma sacerdotisa tão benevolente e abnegada. Ela e Dufel constituíam os dois pilares da local, a quem os seus moradores recorriam em tempos de necessidade, buscando apoio e proteção. Após a morte da velha alta clériga, a sucessão foi dada à Driali com naturalidade e até mesmo alegria.
Por isso, a cada dia que Driali entrava no templo, encontrava sorrisos e gentileza esperando por ela. Seus pupilos a respeitavam, e ela os tratava quase como filhos. Aquela manhã ensolarada parecia ter trazido um pouco de alívio para o trabalho pesado que havia sobrecarregado o templo com o ataque dos orcs. Driali dirigiu-se ao quarto onde normalmente deixava Myron para dormir um pouco mais, e deitou o filho na cama. Nesse exato momento, a clériga sentiu uma forte vertigem, e, segundos depois, não conseguiu controlar o enjôo que se apossou dela.
- Senhora Driali – uma aprendiz, Veena, a chamou do lado de fora – O capitão Dufel está aqui, e quer falar com a senhora.
Driali não respondeu, mas o som que Veena ouviu foi inconfundível.
- Senhora Driali! – a menina exclamou – a senhora está bem?
A jovem meio-elfa abriu a porta e encontrou sua mestra vomitando.
- Driali! – ela gritou – pela Deusa!
- Não se preocupe, Veena... – a clériga respondeu – não se preocupe.
Driali já havia sentido aquilo antes. Tivera a mesma sensação há cerca de três anos atrás. Aquilo não era doença alguma. Parece que Tahlmus havia deixado para ela uma última benção como sinal de seu amor.
- Estou... grávida... – a clériga murmurou.
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- Força, Driali! Força!
Clahel, amiga de Driali, e Veena acompanhavam o difícil parto da clériga. Driali chorava pela dor e também pelas lembranças. Gostaria que Tahlmus estivesse vivo para ver o nascimento de seu segundo filho ou filha.
- Vamos, querida, você consegue! – Clahel incentivou-a – Já fez isso uma vez.
A clériga gritou com tamanha intensidade que sua aprendiz chegou a se assustar.
- Veena, traga mais água quente! – Clahel ordenou, sabendo que, assustada com estava, a menina não seria de muita ajuda ali dentro – Vá, menina, vá!
- Clahel... – Driali murmurou – Myron...
- Ele não está aqui, Driali – Clahel a tranqüilizou – Dufel o levou para dar um passeio. Ele não está ouvindo você.
- Então... está bem... o bebê... está virado... não é...?
Clahel assentiu com a cabeça.
Driali gritou ainda mais. A dor estava sendo difícil de suportar. Mas ela sabia que, no final, tudo aquilo compensaria.

No final de uma linda manhã de outubro, Driali deu a luz uma menina. Logo após amamenta-la, a clériga desmaiou de exaustão, mas o tempo foi suficiente para que a contente mãe lhe desse um nome.
- Elora – ela falou chorando, emocionada – ela vai se chamar Elora...
- É lindo, Driali – Clahel exclamou – tem algum significado?
- Sim – ela respondeu – é um nome que ouvi em uma história, há tempos atrás...

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Driali dormia em um sono profundo e sem sonhos. Exausta, a clériga recompunha-se do difícil parto de sua filha. Estranhamente, no entanto, a clériga parecia estar consciente de algo. Com o tempo, ela passou a sentir um calor agradável e regenerativo em seu ventre. A clériga teve o estranho impulso de olhar para baixo. Ao fazê-lo, percebeu que enxergava. Enxergava a luz que sentia no ventre, e, repentinamente, viu-se em uma lugar claro, com os pés cercados por uma leve neblina.
- Driali...
Ao ouvir seu nome, a clériga olhou para frente. E, para sua surpresa, viu uma bela mulher de cabelos prateados que desciam até seus pés, vestindo uma manta diáfana e simples. Uma luz prateada e cálida como a da lua a circundava, e ela emanava uma paz e bondade que preencheram o coração de Driali imediatamente. A clériga, reconhecendo de algum modo aquela impressionante figura, ajoelhou-se em devoção e assombro.
- Levante-se, filha da Lua...
- Não...
- Olhe para mim – a mulher continuou – Sua energia foi capaz de gerar uma criança muito especial. Eu a escolhi, filha minha, e você também escolheu esse destino, mesmo antes de nascer. Driali... cuide de Elora. Esse nome, você não escolheu em vão. Você a reconheceu. Ame-a e cuide dela, pois ela será luz para esse mundo.
Driali levantou o olhar emocionada, e percebeu que a imagem começou a desvanecer.
- Chegou a hora... – foi a última coisa dita à clériga, antes que ela afundasse novamente em um sono tranquilo.
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Finalmente estavam em casa. Driali não voltaria mais ao templo naquele dia. Elora começou a chorar, e a julgar por seu cheiro, precisava ser trocada.
- Vamos lá, minha querida – disse a clériga – Myron! Quer me ajudar a trocar Elora?
O garotinho veio segundos depois, com o rosto curioso. Ele olhou para o bebê e sorriu.
- Ela é bonitinha, mamãe... – ele disse.
- Sim, ela é linda – Driali falou – e ela é sua irmãzinha mais nova. Sabe o que isso significa.
O menino ficou em silêncio, apenas olhando para a mãe com seus grandes olhos negros.
- Você deve sempre cuidar dela – Driali riu da expressão do garoto – sempre. Ela é pequenina, mas vai crescer e vai precisar de você, quando você for um rapaz. Vocês devem sempre cuidar um do outro.
Myron já havia virado a cabeça desatento e olhava para a irmã.
- Mamãe! – ele disse – porque ela tem um desenho?
A clériga estacou. A marca de nascença de Elora, no início grande e vermelha, já havia diminuído e se tornado escura como a noite. O formato lembrava claramente uma lua crescente. A marca da Lua, a clériga pensou, com um calafrio. Ela não podia deixar que muitos vissem aquilo.
- Porque ela é tão bonitinha que a Deusa quis dar um presente a ela, e deu um desenho de Lua nas costas... – Driali sorriu – a você ela deu os olhos mais bonitos que eu já vi, que me lembram o céu quando o sol se põe. Todos nós ganhamos presentes da Deusa, querido. Mas, olhe para mim... você não deve contar a ninguém sobre os presentes que ganharam, está bem? É um segredo que cada um de nós deve guardar.
O menino assentiu com a cabeça, e começou a brincar com seus soldadinhos de madeira como se nada tivesse acontecido.

De fato, aquele era um segredo que precisaria ser guardado por muito tempo...

PS. Angela, espero que não se importe! A Elora pronta ficou tão linda que tinha de mostrá-la ao mundo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O problema de se escrever aos 15 anos...


Eu não sei até que ponto faz bem ficar apontando os defeitos de seu livro para as pessoas que porventura possam lê-lo. Isso pode fazer com que detalhes que passariam desapercebidos sejam focalizados e incomodem mais. De qualquer maneira, creio que me sentirei mais segura em dividir minhas inseguranças (por mais paradoxal que isso seja), pois são alguns dos detalhes de minha história que me fazem travar cada vez que eu penso em finalmente publicá-la.

Como eu disse anteriormente, comecei a escrever este livro aos 15 anos. Estava encantada, não, devo dizer, boquiaberta com o RPG e suas possibilidades, folheava o livro dos monstros e do jogador, e prometi a mim mesma que iria escrever um livro com todos aqueles elementos com a maior fidedignidade possível. Como podem perceber, a empolgação típica de uma adolescente sem-noção. Desde que eu era pequena que criava histórinhas para meus bichos de pelúcia e desenhava gibizinhos toscos (infelizmente nunca desenvolvi o dom do desenho), e ali estava minha áurea oportunidade de criar algo que envolvesse fantasia e medievo, elementos pelos quais sempre fui apaixonadíssima desde que me lembro por gente (além de música).

E tinha acabado de ler e assistir O Senhor dos Anéis, que, aliás, foi o elemento que me fez iniciar uma conversa com meu vizinho "Oyama Flagelo das Feras" sobre o RPG, o que me levou a jogá-lo (e conhecer meu futuro marido, eba, é por isso que O Senhor dos Anéis é tão especial para mim). Não fica difícil predizer qual era a raça com a qual eu qual jogava mais e com a qual eu alegremente povoei meu livro sem ter noção das consequências: elfos! Hoje gosto de elfos por gostar genuinamente, mas naquela época fui no sabor dos ventos da moda trazida pelo filme.

Elfos, elfos para todo lado! E um meio-elfo que apareceu ali por um milagre. Infelizmente, não me dei conta (mesmo que tivesse jogado com elfos nas aventuras e assistido o Senhor dos Anéis) de que os elfos eram seres que viviam em florestas ou cidades construídas nestas sabe-se Deus por quê, tenho certeza de que alguém me falou que elfos classicamente viviam em florestas. É engraçado notar o quanto elementos que são óbvios para mim agora que jogo faz tempo não o eram quando eu era uma jogadora iniciante. Vira e mexe apareciam nas aventuras alguns elfos na cidade, geralmente aventureiros NPCs, então na minha cabeça elfos migravam para ambientes urbanos e iam morar lá. Não que isso não possa acontecer em uma aventura, mas para mim isso era absolutamente natural e nas cidades fortificadas viviam anões, elfos, halflings e quem mais coubesse em profusão. E assim construí minha cidade chamada Silena que meus queridos personagens habitavam (estranhamente percebi muito mais rápido que anões combinavam mais com fortalezas em montanhas e não os coloquei na cidade. Nem os halflings, porque, oras bolas, os halflings viviam no Condado).

Mesmo ao reescrever meu texto mais velha, e mudar quase que completamente os rumos da história, eu mantive esses elementos. Já estava tão acostumada com a cidade que havia criado e os personagens elfos e meio-elfos (na cidade também há muitos humanos, por mais que no início eu tenha criado uma população massiva de elfos), que lá fui buscar um jeito de dar uma explicação para esta questão esquisita e inclusive para toda a configuração do planeta de Edrim. Na história há sim elfos que vivem nas cidades e misturam-se com humanos na mais plena harmonia (chamados elfos corrompidos pelos elfos de cristal) e há elfos mais fechados que vivem em florestas e escondem-se o máximo possível (embora no primeiro livro eles ainda não apareçam, mas são os elfos de cristal). Essa questão ainda me incomoda, mas depois de muito pensar vi que a história que criei pede que tudo mantenha-se como está.

Mas vejam bem, tudo era muito nebuloso em minha cabeça quando tinha 15 anos, e como eu disse, queria fazer uma transposição fidedigna dos elementos do RPG que jogava, porque para mim o mundo não conhecia o RPG (no caso D&D), e deveria! Isso não permitiu que eu criasse muita coisa nova, fiquei encantada com os drow e lá os coloquei com suas aranhas, quando poderia ter feito algo um pouco diferente e que não fizesse o pessoal do Forgotten Realms me processar. Mudei, eles se chamam dokalfar e são ligeiramente diversos, mas lá ficaram as aranhas que animadamente incluí em um combate, mas poderia ter feito algo diferente, talvez menos óbvio do que a combinação elfos negros + aranhas, provavelmente poderia ter criado algo que combinaria mais com minha ambientação. Mas, acredito que agora considero tais coisas como detalhes, e o mais importante está na história em si, espero, e não nas coisas iguais ou diferentes, no que é original ou não. Gosto de histórias focadas em personagens, e acredito que consegui fazer isso. O que me incomoda é que não queria banalizar as raças e transformar meu livro em um daqueles animes ou jogos computadorizados em que todo mundo tem orelha pontuda sem motivo algum.

Já falei em um comentário em um blog que não vejo problema em encontrar as mesmas raças de sempre em cenários fantásticos ou livros contanto que a história seja bem desenvolvida e que os elementos que participaram dessa releitura sejam bem embasados. Procurei renovar meu livro em certos pontos e tentar dar este embasamento na história para que tudo tivesse nexo e fosse coerente dentro do mundo que criei. Se consegui fazer isso realmente, só o tempo dirá...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma palavra da autora


Olá nobres visitantes que por aqui passarem. Aqui quem fala é a autora desse tímido projeto que chamo de "meu livro", e que tento botar no papel de maneira satisfatória desde meus quinze anos. Hoje, com 23, começo a me aproximar vagarosamente desse objetivo.

Meu livro já teve partes reescritas e já foi reescrito por inteiro uma vez, teve personagens totalmente mudados, alguns cortados, e cenas deletadas. Cada vez que leio sobre o processo de criação de algum autor ou vejo os extras de um DVD com aquelas exibições de storyboards, cenas que foram retiradas e dúvidas acerca do que colocar ou não na história, do que fazer ou não com personagens, vejo que minhas próprias dúvidas e angústias não são assim tão anormais. E ainda assim penso que meu livro ainda não está perto do ideal, que muitos elementos poderiam ser diferentes. A cada experiência nova que adquiro, a cada percepção de mundo que se transforma em mim, eu vejo que poderia ter feito ou escrito algo diferente. Mas por fim percebo que devo parar e tentar. Tentar finalizar o que vem sendo feito há 8 anos e por fim mostrar um pouquinho daquilo que criei e de que tipo de história me agrada.

Por mais que ela (minha história) não seja diferente, ultra original, ou mesmo interessante para alguns, posso dizer que ter passado todo esse tempo na companhia de meus personagens foi maravilhoso. Gostaria de poder transmitir por meio de minhas palavras neste meu humilde livro pelo menos um pouco da emoção e do divertimento que tive em fazê-lo. Gostaria de poder proporcionar pelo menos um pouco daquilo que senti aos leitores que por acaso vierem a encontrar meu Enigma da Lua.

Escrever é uma paixão para mim desde pequena. É delicioso, mas também frustrante. Frustrante porque parece que sempre há o que melhorar. Frustrante porque por vezes parece-me que as palavras não são suficientes para descrever uma cena que imaginei. Frustrante porque por vezes minha criatividade mostra-se extremamente limitada. Frustrante porque por vezes leio e sei que acabo de escrever algo péssimo. Mas é maravilhoso saber que eu posso sempre recomeçar quando uma página em branco está na minha frente...

Obrigada por iniciar essa jornada comigo, e com meus amados personagens...

A autora.