segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Enigma da Lua - Capa colorida!

Hoje recebi da Angela a versão finalizada e colorida com aquarela da capa que mostrei a vocês ontem. Vejam o resultado:

Não se preocupem,  para quem gostou, também teremos uma versão em preto e branco dentro do livro! Eu particularmente amei o efeito que a aquarela deu nos personagens. Espero que gostem também, estamos fazendo tudo com muito carinho.

Quem é que aguenta? - Capa!

Olá pessoal. Em vão tentei me controlar para não revelar antes da publicação a capa de O Enigma da Lua... no entanto, não consigo mais aguentar e hoje resolvi fazer uma postagem com o que seria seu rascunho, para mostrá-lo a vocês:

Capa linda do meu coração feita pela Angela Takagui
Bem, aí está ela, figurando os quatro personagens principais desta primeira parte - em sentido horário, começando pela mocinha com uma lua nas costas: Elora, Laucian, Valenia e Myron. O que acharam? Eu particularmente adorei, e posso dizer que a versão colorida com aquarela está ficando maravilhosa (depois a dificuldade será escolher entre a versão colorida ou em preto e branco).

Como vocês, meus escassos (mas muito bacanas) leitores podem ver na enquete fechada hoje mesmo, o subtítulo escolhido para a obra foi "A centésima vida", que já está devidamente colocado na capa. Agradeço a todos que votaram e me ajudaram a escolhê-lo!

Espero que gostem e comentem, como sempre. Até breve, com mais novidades!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pequenas verdades


"[...] a forma ideal de escrever um livro não é na ordem que o trabalho final será apresentado ao leitor. A explicação para isso é simples: por menos que você demore para escrever um livro, quando você termina o seu estilo já é diferente de quando você começou. Obviamente que os diferentes tratamentos por que passa o livro diminuem esta diferença, mas ainda assim ela pode ficar perceptível se você escrever na ordem sequencial de leitura". - Alexandre Lobão, escritor (fonte: http://dicasdoalexandrelobao.blogspot.com/)

Senti muito isso quando estava escrevendo. Meu estilo mudou muito durante a escrita do livro, não só por causa da passagem dos anos, mas por causa de influências externas, leituras, e também mudanças de ponto de vista. E de vez em quando eu me pegava escrevendo cenas separadas e depois as encaixando onde eu queria, mas confesso que não me sinto muito segura de escrever em ordem não sequencial.

De qualquer forma, uma consideração interessante.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Seu personagem é "Mary Sue"?

"Mary Sue" é uma alcunha para personagens que são, digamos, perfeitos demais. Exemplos:

- Tudo parece dar certo para eles/elas, mesmo quando aparentemente algo está errado;
- Seu passado pode ser trágico, mas isso só traz mais charme ao personagem e desculpa seus erros ou atitudes;
- Ele/ela é novo(a), mas mesmo assim costuma saber mais e ser mais esperto do que adultos (e pessoas mais velhas podem se apaixonar por ele);
- Ele/ela tem cicatrizes, marcas, falta-lhe um membro, mas estranhamente isso não lhe dá problemas ou prejudica sua estonteante beleza;
- Ele/ela é um(a) drow - alô Drizzt renegado(a) que sofre preconceitos mas mesmo assim de um jeito ou de outro é admirado e invejado por muitos e provoca amores por onde passa;
- Ela (nesse caso é só para as mulheres) é a clássica personagem que faz tudo sozinha, é gostosa independente, forte, linda e, é claro, ganha os corações de todos.

Aposto que todos nós podemos pensar em inúmeros exemplos de Mary Sues, e meu objetivo aqui não é ser arrogante e nem julgar mal nenhum personagem - eu, uma mera escritora amadora (apesar da piadinha com o Drizzt, eu gostava muito dele até chegar no terceiro livro da Trilogia do Vale do Vento Gélido - foram o voo mágico dele utilizando apenas correntes de ar e sua capa para salvar a chata da Cattiebrie e o fato de ele não perder mais nenhuma briga que me deixaram menos afeita ao drow renegado) tenho é mais que ficar quieta. Mas é interessante pensar nisso quando estamos escrevendo um livro.

Uma coisa que pode acontecer é o fato de o escritor acabar "se colocando" em um livro. Ou seja: você coloca uma versão idealizada de si mesmo no livro, talvez possuindo habilidades e qualidades que você gostaria de ter. Seu personagem vai ter rivais em sua pequena comunidade, mas eles serão estereótipos que provavelmente terão inveja de seu querido personagem por todas as qualidades que ele possui. Eu sei disso porque na primeira versão do meu livro, todos esses elementos estavam presentes - acredito que pela minha idade. Eu mudei isso (espero, hahaha), mas mesmo assim podemos incorrer em "erros" do tipo sem perceber.

Hoje, eu pensei nisso e encontrei na internet um teste (!) para "medir" o nível de Mary Sue-ísse de seu personagem. Está em inglês, infelizmente, mas é bem interessante:

http://www.ponylandpress.com/ms-test.html

Eu respondi o teste pensando na Elora, e veja o que consegui:
.
21-35 points: Borderline-Sue. Your character is cutting it close, and you may want to work on the details a bit, but you're well on your way to having a lovely original character. Good work.
(Seu personagem está perto - de ser uma Mary Sue - e você talvez queira trabalhar os detalhes um pouco, mas você está no caminho para ter um adorável personagem original. Bom trabalho!).

A Elora é uma das personagens mais, bem, "perfeitas" do livro, porque simplesmente quis fazer uma menina delicada, sensata e séria. Aquela pessoa que tem uma boa criação e cresce tranquila e sem muitos problemas e conflitos pessoais, mesmo porque o problema principal da história estará em cima dela no segundo livro, então pensei que ela já teria muito com o que lidar. Confesso que achei até que o nível de Mary-Sue-ísse dela fosse ficar pior, hehehe.

Mas uma coisa que podemos pensar, apesar desta pequena brincadeira, é que, por vezes, os elementos de Mary Sue-ísse são necessários para a construção da história e do personagem. Os elementos que eu descrevi no início do post podem dar origem a um personagem maravilhoso. Basta - a meu ver - que as qualidades do personagem não fiquem sendo ressaltadas o tempo todo ao decorrer do texto. Isso incomoda e faz com que o personagem seja de difícil identificação ou empatia. Outra coisa que penso ser importante é a criação de características plausíveis. A Elora é delicada? Significa que ela provavelmente não será fisicamente forte e terá medo de lutar, ao menos no início. Não será uma fortaleza espiritual: se emocionará ou assustará com mais frequência. E se quiser fazer dela mais forte, posso demonstrar uma evolução plausível dentro da história (posso, não sei se consigo - esse é outro ponto!). O problema está quando todo tipo de qualidade está presente em seu personagem - mesmo quando tais qualidades não se complementam.

Enfim, apenas reflexões.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Oração à Deusa


Sempre tive muitas dificuldades com rimas e poemas, mas em um momento do livro, lembro que encasquetei de escrever uma oração à Deusa, parte de um ritual que a Driali, clériga, precisa fazer para salvar a vida de alguém quase-spoiler gratuito para ver se meus 1d3 leitores ficam curiosos. Eis o resultado:

Filhos da luz e guardiães do tempo
Filhas da lua e arautos do vento
Filhos do fogo da purificação
Ouçam agora a minha oração

Desçam sobre mim e me façam unir
As vozes do templo interno, sentir
Faça-se novamente a conexão
Com o meu espírito e meu coração!

Asas de fogo, alma de luz
Pela senda do amor me conduz
Que eu seja o veículo da fé e da ação
Dirigida por coração, cabeça e mão.



Até que eu gostei do resultado, mas demorou para bolá-lo....

Para aproveitar coloquei aquela imagem que mostrei para vocês neste post, agora finalizada, só para dar um gostinho. Não ficou linda? (Valeu Angela!). E tem muitas outras dentro do livro, que está perto de ficar pronto!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Shadow of the moon - Elora e Valenia


Infelizmente, conheci essa canção apenas hoje. Mas é engraçado como elas combinam muito com o livro e com suas duas personagens femininas principais (combina com a Drimme também, mas essa só aparece no segundo livro, hehehehe). Engraçado também o fato de que ela se chama "Shadow of the moon" - sendo que meu livro foi inspirado em uma canção chamada "Moonlight Shadow". E estou concluindo que preciso dar mais atenção ao Blackmore's Night.


Shadow of the moon - Blackmore's Night

In the shadow of the moon,
She danced in the starlight
Whispering a haunting tune
To the night...

Velvet skirts spun 'round and 'round
Fire in her stare
In the woods without a sound
No one cared...

Through the darkened fields entranced,
Music made her poor heart dance,
Thinking of a lost romance...
Long ago...

Feeling lonely, feeling sad,
She cried in the moonlight.
Driven by a world gone mad
She took flight...

"Feel no sorrow, feel no pain,
Feel no hurt, there's nothing gained...
Only love will then remain,"
She would say.

Shadow of the Moon... Shadow of the Moon...

Somewhere just beyond the mist
Spirits were seen flying
As the lightning led her way
Through the dark...

Shadow of the Moon...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dificuldade total

- Em descrever cenários

- Criar lugares

- Narrar cenas de batalha

- Corrigir meu texto: depois de 500 vezes lendo, eu ainda encontro erros ortográficos bobos na PRIMEIRA página! AAAAaah!

- Parar de ter vergonha do que eu escrevo, hehe...