quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pequenas verdades


"[...] a forma ideal de escrever um livro não é na ordem que o trabalho final será apresentado ao leitor. A explicação para isso é simples: por menos que você demore para escrever um livro, quando você termina o seu estilo já é diferente de quando você começou. Obviamente que os diferentes tratamentos por que passa o livro diminuem esta diferença, mas ainda assim ela pode ficar perceptível se você escrever na ordem sequencial de leitura". - Alexandre Lobão, escritor (fonte: http://dicasdoalexandrelobao.blogspot.com/)

Senti muito isso quando estava escrevendo. Meu estilo mudou muito durante a escrita do livro, não só por causa da passagem dos anos, mas por causa de influências externas, leituras, e também mudanças de ponto de vista. E de vez em quando eu me pegava escrevendo cenas separadas e depois as encaixando onde eu queria, mas confesso que não me sinto muito segura de escrever em ordem não sequencial.

De qualquer forma, uma consideração interessante.

5 comentários:

  1. Muito bom.

    Não sei se pretendo escrever algo, um dia. Mas se estivesse entrando nesse mercado, o meu medo seria, com o passar dos anos, perder a essência inicial da obra.

    No fim, não saberia se essa perda/alteração seria boa ou ruim.

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  2. Sábias palavras. Concordo com ambos. O medo que o nobre Torinks destacou também me preocupa por vezes, pois em todas as ocasiões em que algo que eu gostava sofreu alterações, estas foram sempre para pior...

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  3. Esse medo eu também tenho! Eu acho que ele pode ser uma faca de dois gumes, mas também é um medo saudável. Saudável exatamente para não descaracterizar a obra e mantê-la coerente. Isso me lembrou da trilogia de "Piratas do Caribe". Eu adorei o estilo leve e sagaz do primeiro filme. Fez sucesso, bombou, e de repente vem aquelas duas continuações "épicas" e megalomaníacas. Independente de gosto, acho que isso pode acontecer se começamos a sair demais da "proposta inicial", até mesmo com o intuito de engrandecer demais uma história, e muitas vezes deixando-se levar por inseguranças ou um desejo de agradar ao público (quando se tem um, hehehe). Mas é claro que mudanças podem ser positivas, acredito que o segredo é se manter focado e saber dosar as coisas.

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  4. Nem me fale em piratas do caribe! O que é aquela tosca mary sue da Elizabeth se tornando rei dos piratas???

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  5. Hahaha, tem razão, Amanda! Elizabeth é um exemplo de Mary Sue perfeito, eu já não gostava dela no primeiro filme, mas no segundo eu perdi a vontade de terminar de ver o filme exatamente na cena em que ela vira o "rei dos piratas". Lamentável...

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