quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Prólogo - Anaïse - A rosa branca

Olá pessoal! Com muita alegria eu venho postar hoje o prólogo do segundo livro (ainda sem título definido!). Esse é relativamente menor do que o prólogo do primeiro livro, mas espero que possa ser instigante para vocês. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!


Drimme, por Angela Takagui
Prólogo – Anaïse – A Rosa Branca

Drimme olhava para o oceano.

Ela gostava do barulho das ondas, do vento gelado e agradável que balançava seus cabelos, da calma e do silêncio que ela encontrava ali. Naquela noite, naquele momento, ela estava em paz. Ali era o único local onde ela se permitia chorar, gritar, ou sorrir como queria. Ela andou para frente e molhou os pés descalços nas ondas frias, sentindo a barra de seu vestido, alvo como a lua cheia que estampava o céu noturno, se molhar. Olhou para seu busto observando os motivos bordados em sua vestimenta - pequenas e delicadas rosas brancas. Rosas brancas.

“Você é a Rosa Branca de Nuvara, Drimme. Anaïse”.

Lágrimas rolaram de seus olhos.

“Sua vida é a vida de todos nós. Você é filha da terra e da magia. Você é nossa guia e futura rainha. Sua vida é a vida que já estava escrita mesmo antes de você nascer”.

As palavras de sua mãe e seu pai ecoavam em sua mente. Ela nunca se incomodara tanto com aquilo. Executava perfeitamente suas tarefas, era o orgulho de sua terra, a representação de tudo aquilo que o povo de Nuvara prezava. E no entanto, agora tremia e chorava como uma criança que se perde e não sabe encontrar o caminho de volta para o lar. Chorava a dor mais aguda que jamais sentira em toda a sua vida. E de fato, Drimme jamais experimentara tal sensação. Era como se, por toda a sua vida, ela tivesse vivido sob o sol e seu calor e agora, pela primeira vez, estivesse experimentando o frio da neve, o gelo branco embaixo de seus pés desprotegidos. A tristeza a desnudara.

“Você nem ao menos sabe o nome dele. Nem ao menos sabe quem ele é. Você é uma tola, Drimme Anaïse”, ela pensou, desgostosa consigo mesma.

Naquele momento, as palavras da enfermeira das casas de cura voltaram a ecoar em sua mente.

“Ele não vai sobreviver por muito tempo. Talvez não passe dessa noite. Talvez viva mais alguns dias. Não sabemos. Mas a esperança é pouca, princesa”.

A princesa de Nuvara ajoelhou-se na areia. Não se importava mais em ser tola.

Drimme Anaïse olhou para a lua cheia e implorou em lágrimas por um milagre.

Espero que gostem, aiaiaiai!

7 comentários:

  1. O prólogo está excelente!! Mal conheço a Drimme e já torço por ela =)

    ResponderExcluir
  2. Realmente, o prólogo está excelente!

    Assim como a bela ilustração de Drimme.

    ResponderExcluir
  3. Uma ótima apresentação! Deu pra saber muito com somente algumas palavras.

    ResponderExcluir
  4. Obrigada pessoal! Espero que tenham gostado mesmo!

    ResponderExcluir
  5. S-H-O-W!!!!!!! ^^

    Muito obrigado por ter postado o prólogo, Liege! e a Drimme está linda!

    ResponderExcluir
  6. Olha, o primeiro livro estava excelente, mas tenho a sensação de que o segundo estará ainda melhor! Eu amei o prólogo e a história da Drimme!!

    Ah, a Amanda apressadinha tá dizendo que esqueceu de colocar uma coisa no comentário:

    "LIEGE RULES!!!" ^^

    ResponderExcluir
  7. Puxa, obrigada meninas =´)!

    Eu mesma acho que o segundo livro está mais legal também, porque toda a ação e o conflito estão realmente se desenvolvendo, e existem mais personagens. A Drimme tem uma história bacana também, vou tentar escrever o mais rápido possível para que vocês possam ler logo!

    ResponderExcluir