segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meme literário: Isso ou aquilo?

Saudações, queridos leitores! Mais uma vez encontrei um meme bacana no blog da Melissa, o ótimo Livros de Fantasia, e resolvi fazer e compartilhar com vocês. Achei muito bacana e esse tipo de coisa sempre me ajuda a relaxar! Quem quiser brincar de responder nos comentários, eu vou gostar muito de ler!

1. Audiobook ou livro?

Hmm, livro, eu nunca ouvi um audiobook na verdade. E me conhecendo, não sei se conseguiria prestar atenção direitinho, eu divago bastante, é sempre melhor ter um texto concreto nas mãos!

2 - Capa dura ou capa mole?

Capa mole! Eu gosto mais da maleabilidade, apesar de achar as capas duras bem bonitas. O problema é que tem aquelas capas duras que vem apenas com um papel por cima, acho perigoso de rasgar...

3 - Ficção ou não-ficção?

Ficção, certamente. Eu gosto de viajar para outro mundo quando estou lendo. Vou-me embora pra Pasárgada.

4 - Harry Potter ou Crepúsculo?

Hehe. Hehe. Tenho mesmo que responder ou é óbvio demais? Harry Potter, claro. Eu gosto muito de um, e nada de outro.

5 - E-book ou livro?

Prefiro o livro em si, mas me acostumei muito a ler no computador. Afinal, eu escrevo o livro no computador e o leio depois. E o prazer que sinto escrevendo é tão grande que até me afeiçoei à telinha branca cheia de palavras.... abrir o word me empolga doida, desde os 15 que acho que o word e um teclado são portas para um mundo novo, hahaha.

6 - Comprar ou pegar emprestado?

Depende do volume na carteira. Livros no Brasil são caros demais. Se alguém tem algum livro que quero ler eu prefiro emprestar. O problema é que nem sempre eu leio rápido e daí a gente fica lá anos com um livro alheio e isso não é legal. Por esse motivo, quando sei que demorarei para ler uma obra, prefiro comprar de uma vez.

7. Livro único ou série?

Geralmente eu prefiro séries pela emoção de saber como tudo vai continuar, por aquela angústia gostosa que a gente sente no final de um livro que gosta e que sabe que vai ter continuação. Só que prefiro que a série não seja enorme, pois, como eu disse, livros são caros aqui no Brasil e muitas vezes demoram a ser lançados. Então o que acontece é que você lê um livro bacana, quer saber a continuação, mas descobre que a segunda parte nem foi lançada e a previsão não é das melhores. Lembro que tivemos que esperar pelas traduções de Dragonlance e da trilogia do Vale do Vento Gélido... e o medo de que a editora resolvesse simplesmente não lançar mais?

8 - Livraria física ou on-line?

Para comprar, gosto dos dois tipos. Na física adoro passear, ver os livros, CDs tomar capuccino gelado e não pagar frete!

9 - Livro longo ou curto?

Geralmente prefiro livros longos, porque gosto que a história, o desenvolvimento dos personagens, romances e tudo o mais que aprecio vá se desenvolvendo gradativamente, e seja bem explicado. Por que fulano mudou, o que aconteceu, por que o vilão decidiu que agiria de tal maneira, qual a história de tal lugar, etc. Mas é duro quando o livro é muito longo e enrolado. É melhor que seja curto e bem amarrado, ágil, gostoso de ler...

10 - Drama ou ação?

Os dois misturados (aventuras com altos acontecimentos dramáticos, eba!)?? Mas acho que, por um e por outro, prefiro ação.

11 - Prefere ler no seu canto ou tomando sol?

No meu canto! Sofá quentinho... Sol no papel me mata de dor de cabeça!

12. Chocolate quente, café ou chá?

Hmm, café. Café.... bom... Mas ler tomando alguma coisa é bem perigoso!

13. Prefere ler a resenha ou decidir por si?

Gosto de ler resenhas, mas prefiro decidir por mim mesma. Mas o bacana é que por vezes a gente encontra resenhistas que tem uma visão parecida com a nossa, e sabe que seus apontamentos vão ser bem válidos para nós. Só que sempre sou a favor de ler a sinopse, tentar sentir o clima do livro dando uma olhada nas primeiras páginas... sinta por você. Eu penso assim porque se fosse sempre confiar em críticos de cinema para assistir filmes, não teria visto um bando de filmes que gosto. As pessoas tem visões diferentes e isso acaba influenciando um pouco nas resenhas e críticas, creio eu.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Resenha no Viaje na Leitura!

Saudações, queridos leitores!

Senhor Frodo Bacchi, diagramador deste humilde livro ao qual o blog se destina, outro dia fez uma traquinagem e mandou o livro ao pessoal do Viaje na Leitura sem eu saber. Hehe. Insegura, eu, nããããããão. Só fui descobrir depois, e eis o resultado: O Enigma da Lua acaba de ganhar sua primeira resenha!

Quero agradecer ao Frodo pela traquinagem e por ter tido uma certa "confiança" que eu mesma não demonstro, hehe, e também à Andressa, a resenhista, por ter lido e feito um belo texto para analisar o livro, dando sua opinião sincera sobre os personagens!

Querem ler? É só clicar AQUI.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fanart Gisele Bizarra - Laucian

Saudações nobres leitores! É com muita alegria que trago hoje para vocês a primeira "fanart" do livro. Ontem entrei no blog da Gisele e me deparei com uma linda ilustração de ninguém mais ninguém menos do que o Laucian! A Gisele, que agora acabou de publicar seu segundo livro (dê uma olhada clicando aqui), disse que sapeando pelo blog adorou as ilustrações do Laucian feitas lindamente pela Angela e se sentiu compelida a desenhá-lo. E eu me senti muito honrada por  ter podido dar a ela alguma inspiração para desenhar com a minha humilde história.

Sem mais delongas, aqui vai o desenho:

Laucian, por Gisele B. Bizarra
Acho que uma das coisas mais bacanas para um escritor é poder ver seus personagens "vivos" e retratados por diferentes pessoas e traços. Eu amei o desenho e espero que a Gisele tenha vontade de fazer outros.

É isso, queridos leitores! Até breve!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Trilha Sonora - Drimme

Saudações, nobres leitores! Hoje venho trazer mais uma postagem de trilha sonora, mas dessa vez um pouco diferente. Ela não diz respeito a nenhum capítulo ou passagem do livro, e sim a uma personagem que aparece na segunda parte da história e que vocês podem conhecer melhor AQUI.

Uma coisa interessante que eu tenho a dizer sobre a Drimme é que ela foi feita a partir da ideia de uma amiga, quando pretendíamos escrever juntas (a Gê). Na verdade na época não criamos nada de muito concreto e acho que a Drimme iria ser (outra) elfa. Mas eu nunca mais esqueci dessa espécie de pacto e não tirei a Drimme da história. Estava decidida a colocá-la no livro e fazer dela uma personagem importante.

E eis que um dia estava ouvindo uma música que me encantou muito. E eu pensei... como seria bacana fazer uma personagem que combinasse perfeitamente com essa canção! E posso dizer que a Drimme nasceu direitinho, descaradamente, a partir de uma música:


Ghost of a rose - Blackmore's night

Eu acho essa música absurdamente linda, e quem assistir o vídeo e ler a letra vai entender porque o título que eu escolhi para a condição da Drimme como uma pessoa de poderes especiais em Nuvara é "rosa branca".

E quem duvida de que ela vai falar "Me prometa que você se lembrará de mim quando vir uma rosa branca" em algum momento no segundo livro? Não resisto...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Enigma da Lua no Clube de Autores e SORTEIO!

Olá pessoal! Hoje tenho uma notícia bacana para dar: O Enigma da Lua agora também terá uma versão impressa! Caso algum de vocês tenha vontade de ter o livro na mão, clique AQUI e compre pelo Clube de Autores!

Lembrando que eu continuo vendendo o e-book a um precinho módico e amigo =D pela loja da ASGARD LEGENDS!

E outra notícia muito legal e bacana é a seguinte (tcham-tcharam!!!): Estarei sorteando um exemplar impresso de O ENIGMA DA LUA - A CENTÉSIMA VIDA para vocês, queridos e fiéis leitores!!! Para participar basta fazer um comentário neste post! Fácil assim. Farei o sorteio no dia 4 de fevereiro, então vocês tem até a noite do dia 3 para fazerem um comentário bem supimpa e concorrer. Quem já tem o e-book pode se inscrever também, não se sintam acanhados!

É isso aí, pessoal! Espero que tenham gostado da notícia e muito obrigada pelo apoio de todos vocês!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Booktrailer - O Enigma da Lua

Saudações, queridos leitores! Há um tempo eu estava matutando a ideia de fazer um booktrailer. Basicamente, ele consiste em um "trailer" do seu livro (tá, eu sei que o nome é autoexplicativo), com imagens, músicas e frases que expliquem um pouco da história e instiguem algum futuro leitor. Eu demorei para fazer isso porque, primeiro,  eu não fazia ideia de que isso existia antes, e, segundo, eu achei que não ia conseguir fazer um bacana. Mas não é que eu até gostei do resultado? Aí vai ele:



Vergonha de ficar criando frases de impacto e botar meu nome no final, mas tem que ser um negócio sério, né Vamos fazer de conta que eu sou uma pessoa super confiante e acredito piamente no potencial do meu livro.

Mas eu confesso que eu amei fazer o vídeo e fico feliz cada vez que assisto.

A música é da Kate Covington, uma menina incrível que grava suas músicas por conta própria e distribui seu lindo trabalho pelo youtube. Sério, procurem essa menina por lá!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Personagens - Galnor

Olá pessoal! Finalmente voltei ao blog e dessa vez cumprindo a promessa de apresentar o Galnor para vocês! Então vamos para com a enrolação e vamos lá!

Galnor

Raça: Anão
Idade: 110 anos
Altura: 1,50
Cabelos e barba: castanhos, já grisalhos
Olhos: castanhos
Classe: guerreiro

Histórico e personalidade: Galnor é uma anão nascido nas montanhas Kretton, uma cadeia montanhosa do continente de Lontar, relativamente próxima da cidade de Myriar. Galnor começou a ser treinado por seu pai, comandante das tropas de seu clã, em uma idade tenra, e logo destacou-se como um excelente guerreiro. Quando atingiu sua maturidade, Galnor ficou noivo de uma anã curandeira, Olívia. Antes que os dois pudessem se casar, no entanto, Olívia desapareceu misteriosamente enquanto auxiliava um batalhão de anões em combate. Galnor nunca deixou de procurá-la e isso o motivou a sair de Kretton. Depois de muitas jornadas em vão, Galnor voltou-se para Myriar para tentar buscar a ajuda de magos adivinhos ou clérigos, por mais que não simpatizasse com magia. Nos Templos da Lua, ao invés de receber ajuda, teve uma proposta: naquela época suas habilidades já eram conhecidas por viajantes que tiveram sua ajuda na proteção de caravanas e mercadorias, e Alastrina, a sumo-sacerdotisa, buscava um guarda-costas para sua filha, Laessara, por três meses. Em troca, Alastrina tentaria rastrear Olívia entrando em comunhão com a Deusa. Galnor aceitou e então acompanhou Laessara em viagem até uma cidade próxima, juntamente a um mago de Silena que treinava em Myriar, Verquis, e seu irmão, um guerreiro élfico chamado Dufel. A missão consistia em ajudar a cidade contra goblins e alguns orcs que praticavam raptos. Lá, eles descobriram indícios da presença de Rodrom começando a ressurgir. Ao retornarem para Myriar, Alastrina revelou a Galnor que Olívia estava morta, e que de nada adiantaria procurar por ela. Galnor pediu que ela lhe dissesse o local onde poderia encontrar o corpo da noiva, e Alastrina disse que a Deusa tinha apenas lhe revelado que a anã não estava mais viva. Desolado, o anão continuou a cumprir sua promessa e se afeiçoou a Laessara ao longo dos meses. Acabou por não partir mesmo depois do tempo acordado, e cinco anos depois ainda estava a seu lado, quando a ajudou a fugir de Myriar e adotar o nome de Driali. Os dois chegaram em Silena e foram recebidos por Verquis e Dufel.
Galnor tornou-se um viajante, nunca mais querendo retornar para casa e sempre a procura de Olívia, a quem ele ainda espera encontrar, mesmo sabendo que ela está morta. Ele esteve presente na guerra de Myriar que dizimou a Ordem dos Cavaleiros Brancos, e é um guerreiro de muitas batalhas. Apesar de tudo, Galnor não se tornou um homem amargo. A memória de sua compassiva e gentil noiva o faz querer ser bom e grato para que ele possa um dia acompanha-la no pós-vida. Galnor não possui nenhum tipo de tolerância com criaturas malignas e não hesita em rachar seus crânios com seu machado. É um exímio guerreiro e um frio combatente, mas acaba por ser uma figura paternal com aqueles a quem se afeiçoa. O tempo o transformou em alguém paciente mas também rígido, e quando se vê protegendo quatro jovens de Silena, sente que sua vida finalmente voltou a possuir um objetivo maior.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Curiosidades: livro 2

Páginas (até agora): 74 (143 em modo de leitura) - em word, fonte Times New Romam tamanho 12, parágrafo simples.

Maior capítulo (até agora): Nuvara (com 15 páginas e ainda não terminado!).

Menor capítulo (até agora): Tempestade (com 6 páginas).

Capítulo com mais ação (ação = combates): O necromante.

Capítulo com menos ação: Nuvara (é que, sabe, precisa falar sobre o lugar).

Novos personagens: até que tem bastante: Larsen, Duran (outro anão!), Drimme, Lafaia, Silariel, Arnelis e Éridan.

Até agora os pobres coitados (Elora, Laucian, Myron e Valenia) não sabem o que aconteceu em Silena. E os leitores só vão descobrir isso com os personagens também. Porque nesse livro eu tenho sentido ainda mais a grande dificuldade que se é trabalhar com muitos personagens!

E para fechar essa sessão de curiosidades, eu trago um rascunho muito legal e bacana e não aguento, vou ter que postar porque quero mostrar a vocês do Galnor, já que ele está com alguns fãs:

Galnor, por Angela Takagui

Eu amei demais o Galnor, aliás, eu tenho um problema de achar que anões são todos simpáticos e fofos e quero abraçar, por mais que sejam parrudos ou carrancudos. Vai entender.

Prometo que quando o Galnor estiver prontinho eu faço aquela prévia com todas as informações do personagem assim como fiz com os outros! O anão não será esquecido!

(Angela, desculpe ter publicado antes, fiquei com muita vontade!).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Posso roubar?

Eu já falei aqui que eu chamei a Elora de Elora por causa do filme Willow? Se não falei está falado. Agora, tem uma música linda chamada Elora, e eu acho que combina muito com a minha Elora também. Fazendo ontem um post no Cancioneiro sobre as trilhas sonoras que marcaram minha infância eu lembrei que nunca postei ela por aqui, então...


Elora Danan - James Horner

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Debaixo do luar

Essa é uma canção que alguém canta para outro alguém no livro 2 (não conto! não conto!). Espero que vocês gostem e fiquem um pouquinho curiosos...


Um anjo um dia me contou
Quando encontrei o teu olhar
O céu se abriu, uma estrela brilhou
Debaixo do luar

Então a brisa se acalmou
E me beijou, na escuridão,
E eu, sozinha, a te esperar,
Debaixo do luar

Dias de guerra e solidão,
Por ti chorei, e então voltou,
Mas mesmo assim não te encontrei
Debaixo do luar

Naquela noite eu te aguardei,
Onde é que está, meu coração?
Então eu vi você no mar
Debaixo do luar

Por várias vezes te chamei,
Você sorriu e não falou
Naquela noite eu te perdi
Debaixo do luar

Você partiu e me deixou,
Voltou apenas uma vez,
Espada fria te levou,
Debaixo do luar. 



Apesar de não ser uma criação totalmente primorosa eu fiquei muito feliz quando consegui fazer uma música, afinal as bardas do livro vivem cantando (até melodia a bichinha tem, eba!)! Tenho muita dificuldade para fazer esse tipo de coisa...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Uma festa muito esperada


Hoje seria o aniversário de mestre Tolkien. Parabéns, grande bardo. Que você e Edith estejam juntos em Valinor!

domingo, 1 de janeiro de 2012

"Palhinha": primeiro capítulo do livro 2

Saudações, queridos leitores! Estava pensando em uma boa maneira de começar 2012 no blog, como forma de agradecer por toda a atenção e apoio que tenho recebido por meio dele. Aliás, eu não fiz postagem ontem mas queria dizer, a todos vocês que visitam o Enigma da Lua e aos que leram o livro, aos que divulgaram, aos que se interessaram: OBRIGADA! Isso foi um dos maiores presentes que 2011 reservou para mim.

Pois bem, não tenho nada de muito novo para postar, mas pensei em deixar para vocês uma pequena parte do primeiro capítulo do livro. Não é exatamente a parte mais emocionante mas acredito que sirva para deixar um gostinho do que está por vir. Imagino que a postagem vá ficar longa mas espero que tenham paciência para lê-lo. Dizem o Odin e a Angela que o livro não é uma leitura complicada e flui bem, espero que esse seja o caso do primeiro capítulo. Sem mais delongas, vamos lá!

Capítulo 1 – Iniciando a Jornada

O teletransporte não havia dado certo.

Por algum motivo, a magia de Meav não levara Galnor, Laucian, Elora, Myron e Valenia até o destino que ela planejara. Ao invés disso, o grupo foi parar na metade do caminho entre Silena e o vilarejo de Inisah. Meav tentara por mais duas vezes. Tudo o que conseguiu foi embrenhar-se ainda mais na floresta que circundava a trilha.

E na segunda falha, o grupo não passou despercebido.

- CUIDADO!!

Laucian gritou com toda a força de seus pulmões quando viu uma pequena e horrenda criatura cair de uma árvore segurando dois punhais de lâminas levemente enferrujadas.

Em cima de sua namorada.

O meio-elfo empurrou Elora como pôde, o que fez com que o estranho inimigo caísse no chão. No entanto, ele parou de pé com uma agilidade assustadora, e Laucian notou que havia sangue nas pequenas lâminas que o monstro segurava. Ele atingira Elora de raspão.

De repente, parecia que uma dezena daquelas criaturas havia surgido, tão repentinamente que nenhum deles soube muito bem o que fazer. Três deles cercaram Valenia e outros dois fizeram Myron alvo de seus ataques. Valenia, atordoada, tentou se esquivar dos ataques de seus inimigos, mas teve as pernas feridas e gritou de medo e dor. Myron tentou atropelar seus adversários com seu escudo para ajudá-la, mas foi Galnor, um combatente experiente e acostumado com o inesperado, que decepou a cabeça de dois monstrengos com seu machado em apenas um golpe e foi socorrer a assustada barda. Laucian e Elora ficaram de costas um para o outro e desembainharam suas espadas, defendendo-se dos golpes que recebiam.

- O que está acontecendo? – Elora gritou, tremendo, enquanto tentava aparar um golpe que recebera.
- Devemos estar próximos de uma tribo deles – Galnor gritou de volta – Concentrem-se!
-São goblins! – Laucian completou – são mais rápidos do que eu pensei...

Os cinco companheiros continuaram a se defender e atacar como podiam. Os mais jovens não conseguiam evitar serem feridos. Foi então que, de repente, de modo gradual e quase imperceptível, uma suave melodia começou a ressoar no ambiente.

Meav, espada em punho, começara a cantar. Cada um dos goblins parou de fazer o que fazia e passou a olhar para a barda, como se estivessem enfeitiçados. Segundos depois, os pequenos monstros começaram a cair no chão, completamente adormecidos.

- Reúnam-se ao meu redor! – Meav falou logo em seguida – Rápido!
Os companheiros obedeceram prontamente. Meav fez alguns gestos com as mãos, concentrou-se e entoou um pequeno encantamento. Em segundos, todos eles desapareceram.
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- Eu sinto muito – Meav falou aborrecida – vocês terão de ir andando até Inisah...
Os cinco companheiros encontravam-se novamente na trilha que os guiaria até o seu destino, o vilarejo de Inisah. Meav conseguira levá-los pelo menos até a estrada, saindo da floresta fechada e da mira dos ágeis e selvagens goblins.
- Porque você acha que isso está acontecendo, barda? – Galnor perguntou, coçando sua barba.
- Energia negativa... – Meav falou em um sussuro – Algo realmente está acontecendo.

Valenia chorava silenciosamente pelo susto, olhando para o sangue que brotava de suas pernas. Ela prometera a si mesma que faria de tudo para não ser apenas um peso naquela jornada, mas no primeiro momento em que se viu ferida, já teve vontade de voltar para casa. As palavras que Myron lhe dissera há um dia atrás ecoavam em sua mente. “Você vai atrapalhar”. Será possível que ela realmente tivesse feito uma escolha errada... será possível que ele realmente estivesse certo? “Clérigo tolo!”, ela pensou com raiva.
- Não se preocupe, eu já vou curar suas feridas – Myron retirou a barda de suas divagações, enquanto terminava de fechar os dois cortes que o goblin fizera nas costas de sua irmã, grandes, mas superficiais.
- Isso não é nada, garota! – Galnor falou em um tom bem humorado, observando o choro de Valenia – você vai levar estocadas muito piores do que estas. Comece a se acostumar!
Valenia engoliu em seco e Elora arregalou os olhos.
- Embora o que eu esteja falando possa muito bem se transformar em realidade, estou brincando – o anão completou, rindo levemente – no entanto, todos vocês precisam estar conscientes de que se aventurar não é uma simples brincadeira. Estejam sempre concentrados e atentos. Quando formos atacados, se possível, façam uma formação de batalha, em círculo. Evita que sejamos pegos pelas costas, e faz com que fiquemos unidos, ajudando uns aos outros. E uma das lições mais valiosas que eu aprendi e que vou passar para vocês: preservem o clérigo.
As mãos de Myron brilharam e foram fechando lentamente os ferimentos de Valenia. A menina suspirou de alívio.
- Obrigada - ela disse friamente, e evitou olhar para o rosto do clérigo. Myron percebeu, mas agiu naturalmente.
- Está vendo? – Galnor falou.
- Obrigada pela ajuda, senhor Galnor e Meav – Elora falou, levantando-se – nós... vamos ter de ir andando para Inisah?
- Sim, Elora... – Meav disse – eu temo coloca-los em risco se continuar tentando levar vocês até lá.
- Agora que voltamos à estrada, é melhor permanecermos nela – Laucian falou – podemos ao menos nos guiar com mais tranquilidade.
- Mas não sabemos em que altura da estrada estamos – Myron completou – bem, eu, pelo menos, não sei.
- Eu passei por Inisah antes de chegar em Silena – Galnor disse – é um caminho simples, na verdade. Basta seguirmos a trilha, e será a primeira parada que encontraremos.
- Andando por toda a trilha, vocês provavelmente levariam cerca de três dias para chegar até lá. Eu acredito que tenha chego perto do destino que pretendia... sinto que a magia nos deslocou bastante... apenas não o suficiente – Meav afirmou.
- Andando e sem saber onde estamos... – Valenia murmurou descontente – ótimo começo.
Meav sorriu.
- Vamos, vamos, Valenia – ela disse – lembra-se da lição número 1 dos bardos? “Onde você for, leve alegria”.

Valenia suspirou e sorriu um sorriso amarelo. “Alegria, sim... Estão todos mais nervosos do que nunca, e eu nem sei muito bem o porquê”, ela pensou, aborrecida.

- Bem, eu tentarei voltar para Silena com minha última magia de teletransporte – Meav continuou – se chegar perto o bastante, mando uma mensagem por meio de magia a Rekdan para que ele me busque com um cavalo. Não se preocupem comigo e sigam viagem. É necessário.

Apesar dos protestos e preocupações de seus companheiros, Meav partiu sozinha, enquanto Galnor e seus jovens acompanhantes continuaram a trilhar a estrada a sua frente.

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- Está tudo pronto?

Fierna andava de um lado para o outro em uma das muitas salas existentes no imenso complexo subterrâneo que abrigava toda a força de Rodrom no momento. Seu irmão Firlan parecia tão tenso quanto ela, mas se controlava.

- Norus está reunido com Valanus agora – o dokalfar respondeu – eles decidiram atacar à noite. Valanus conseguiu neutralizar o grupo de Lafaia. Norus está bastante satisfeito. No momento ele está invocando mais... “homens” para nossa investida. Os Cavaleiros Negros.

Fierna parecia consternada. Sabia que em poucas ocasiões Norus invocava os Cavaleiros Negros, estranhas criaturas que combatiam sem que qualquer golpe pudesse derrubá-los definitivamente. Pareciam armaduras implacáveis, sem corpos que pudessem ser feridos ou mortos. Norus por vezes os chamava de golens. E sacrificava seu próprio sangue para dar vida às estranhas criaturas.

- À noite... é muito tempo... – a elfa negra protestou, ignorando os últimos feitos de Valanus – eu temo que eles já tenham partido. Aquela clériga... tenho certeza de que ela é Laessara. Ela sabe da história de Velnor e Elora, e não seria tola a ponto de deixar os dois jovens que podem ser eles em Silena... ainda mais depois de minha tentativa frustrada de levar embora o meio-elfo.
- De fato... – Firlan suspirou.
- Não é justo, Firlan! – Fierna gritou – eu fiz tudo o que pude! O garoto simplesmente desapareceu na minha frente!
- Fierna – o dokalfar pensava – não fique a remoer o que já aconteceu...
- Ele nem ao menos me deixou participar do conselho de guerra! – a elfa negra continuava a extravasar sua ira – Eu, que sempre fiz todo o trabalho sujo que ele me pede! Não é justo que eu seja punida sem ter todas as chances que me são de direito. Ninguém mais fez um trabalho melhor do que o meu para que eu seja penalizada!
- Eu sei – Firlan respondeu – mas eu já tenho uma solução para isso.
A dokalfar lançou o brilho lancinante de seus olhos azuis claros na direção do irmão gêmeo.
- O que quer dizer com isso? – ela perguntou.
- Mesmo que ele já tenha partido de Silena – Firlan completou – eu e você, com nossas habilidades... iremos caçar este meio-elfo até o fim do mundo. Apenas nós dois, discretos como a sombra. E a incursão até Silena não será inútil, mesmo se não encontrarmos o bastardo... capturar Laessara , ou Driali, como ela mesma se chama agora, já será de grande ajuda, e ela ficará lá, certamente. Norus pretende traze-la até aqui. O sangue de clérigos da Lua é um dos que mais fortalece nosso Senhor. Ainda mais o sangue daqueles que foram abençoados como celestiais prateados. Laessara é uma dessas pessoas, segundo Norus. Ela tem poder divino que se equipara ao de Alastrina, e cada gota do sangue dela é preciosa para nós.
- Ele realmente aceitou este acordo? – Fierna parecia incrédula.
- Sim – Firlan respondeu – Norus sabe de nossa utilidade, Fierna. Ele não é tolo, e não desperdiçará o seu talento, minha irmã, para seguir arroubos de ira. Norus, antes de tudo, é um homem sábio. Ele sabe esperar e raciocina muito bem antes de tomar qualquer decisão. Ele tem planos para nós dois.
Fierna sorriu.
- É por isso que iremos conseguir tudo o que queremos, meu irmão – ela disse, satisfeita com a decisão de seu mestre – tudo.
Era isso que Firlan esperava.

Bem, é isso... espero que comentem e expressem suas opiniões!