sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Personagens - Lafaia

Saudações, queridos leitores! Hoje eu venho apresentar mais um personagem bastante importante no segundo livro. Finalmente temos um humano no grupo, um guerreiro experiente e que  vai dar uma grande ajuda para o pessoal de Silena (e também para certa princesa de Nuvara). Sem mais delongas, vamos lá...

Lafaia, por Angela Takagui
Lafaia

Raça: humano
Idade: 28 anos (no início do livro)
Cabelos e barba: castanhos e levemente grisalhos
Olhos: azuis
Classe: guerreiro

Histórico e personalidade: Lafaia nasceu em Myriar e era filho de um Cavaleiro Branco, Lafar, e de uma clériga da Lua, Andriena. Os dois foram mortos quando o garoto tinha cerca de 8 anos no ataque de Rodrom que dizimou as forças de Myriar. Lafaia sobreviveu e foi criado pelo irmão mais jovem de sua mãe, Telmon, que na época não tinha muito mais do que 18 anos, e sua delicada noiva. Telmon era um jovem dedicado à arte da guerra e também pretendia ingressar na Ordem dos Cavaleiros Brancos, mas seus sonhos foram interrompidos pelo brusco ataque de Rodrom. Ele intensificou seu treinamento e passou a ensinar com afinco o manejo da lança - arma usada por Lafar - a seu sobrinho, incutindo sempre em sua mente que os dois deveriam reerguer juntos aquilo que um dia tinha sido parte da história de suas famílias.
Lafaia, além de ter sido treinado como guerreiro, passou a frequentar os Templos da Lua para ser alfabetizado e educado. O garoto demonstrava disciplina e interesse incomuns para sua idade e Calisandra, a sumo-sacerdotisa dos Templos da Lua que substituíra Alastrina, decidiu secretamente instruí-lo, aos poucos, nos segredos delegados àqueles que participavam da Ordem. Telmon se juntou a eles e por alguns anos os dois passaram a frequentar as aulas com bastante entusiasmo. Enquanto planejavam reerguer a Ordem dos Cavaleiros Brancos, Lafaia e Telmon uniram-se à milícia da cidade quando aquele atingiu seus 18 anos.

Contudo, foi então que a realidade se abateu duramente sobre o rapaz. Durante uma jornada em que escoltavam comerciantes para fora de Myriar, Lafaia e seu pai adotivo foram emboscados por orcs, e Telmon foi ferido gravemente para proteger o jovem rapaz. As criaturas eram maioria e conseguiram subjugar Lafaia e outros dois guerreiros, abandonando Telmon e os comerciantes a sangrar na estrada. Lafaia foi levado para um acampamento onde havia mais pessoas presas e teve seu primeiro contato com os mercadores orcs que vendiam escravos para Rodrom. Em desespero, o rapaz, que também estava ferido, conseguiu fugir de seus captores com as mãos amarradas, mas sabia que seria pego novamente cedo ou tarde. Contudo, seu caminho se cruzou com o de dois um anões, o já famoso Galnor "Machado Sangrento", e Duran "Punho de Martelo", seu companheiro de estrada na época. Eles haviam encontrado Telmon e os comerciantes mortos na estrada e partiram em busca de sobreviventes. Galnor e Duran mataram os orcs que perseguiam o jovem rapaz, dos quais Lafaia tirou uma espada. Com sua ajuda, os anões atingiram o acampamento onde estavam os prisioneiros restantes. Com certa dificuldade, eles foram vitoriosos, mas naquele dia Lafaia levou o corpo de seu pai adotivo para Myriar.

Nos 10 anos que se seguiram a esse evento, Lafaia dedicou-se a caçar esse tipo de escória. Abandonou a milícia de Myriar e passou a viajar em busca de mestres de armas que pudessem treiná-lo da maneira mais eficiente possível. Treinou por algum tempo com os habilidosos guerreiros anões de Kretton e até mesmo com um elfo de cristal, Diel Alirandor, um dos poucos aventureiros desta raça, e um homem proficiente no uso da espada. Ao longo desse tempo, Lafaia conheceu aventureiros e outras pessoas que partilhavam seus ideais, e acabou por formar um pequeno grupo dedicado ao extermínio de criaturas malignas que tornavam-se cada vez mais comuns em toda Lontar.  O grupo começou a ficar conhecido por proteger pequenas cidades e vilas dos temíveis mercadores de escravos, e por desbaratar planos e ataques de necromantes de Rodrom. Por chamar tanta atenção, Lafaia e seus companheiros foram atacados por Valanus, um general do continente obscuro, e um grupo de seus soldados. A luta foi acirrada e no fim Valanus acreditou ter matado todos, mas fugiu extremamente ferido de volta para Rodrom. Lafaia com certeza teria morrido se Drimme, a princesa de Nuvara, não o tivesse visto em suas visões como alguém essencial para o futuro de Edrim e que não poderia perecer... assim, ele foi resgatado quase morto após a batalha e levado para a ilha mágica que a maioria dos habitantes do mundo jamais viu ou verá.

Lafaia é um homem honrado e corajoso, mas também é um tanto soturno e discreto. Essa aparência séria revela num segundo momento uma pessoa tranquila, cortês e bastante comprometida com seus ideais. Lafaia  deseja reerguer a Ordem da qual seu pai participava, mas acredita que o objetivo de tal organização não está apenas em obter um título ou residir em Myriar; Lafaia acredita que seus anos como um cavaleiro andante foram aqueles nos quais realmente viveu e serviu ao propósito da ordem de seu pai. É uma pessoa de bom coração e que jamais hesitará em fazer aquilo que acredita ser certo - no entanto, não é individualista: sabe que suas decisões afetam todos a sua volta e procura sempre ser cauteloso e sensato.

7 comentários:

  1. Pelas minhas barbas, que bela ilustração!!!

    E a descrição também é magnífica. Digna de um verdadeiro guerreiro, aquele tipo de herói que infelizmente vemos pouco hoje em dia...

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  2. Muito boa a história do Lafaia, digna de um verdadeiro herói!
    Agora sabemos quem habita os pensamentos da princesa Drimme =)

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  3. Obrigada, pessoal! O Lafaia acabou saindo um típico herói medieval, né, hehe. Ele e a Drimme têm mesmo uma ligação muito especial =D, só que a vida dos dois não vai ser muito fácil a partir do momento em que se encontraram...

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  4. Nossa, este desenho ficou MUITO FODA!!! E a história também ficou excelente!

    Posso até ver ele e o Galnor, no segundo livro lutando, e aos pés dos dois pilhas e pilhas de corpos de orcs!

    (Foi mal a empolgação, mas guerreiros são realmente OS CARAS!)

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  5. Ah, esqueci de falar (e olha que eu tinha entrado só para falar isso...)

    Terminei de ler o livro, Astreya/ Liege. Achei muito bacana mesmo, e fiquei com muita vontade de ler o segundo quando vi o Galnor entrando na cidade rindo carregando cabeças de elfos negros!

    Passei para a minha namorada ler, pois ela curte bastante histórias de elfos e fantasia. Ela está no segundo capítulo e disse que está gostando muito tanto da história quanto dos desenhos.

    Parabéns para vocês duas! Se houver justiça no mundo, um dia vocês ganharão muito dinheiro com este livro.

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  6. SHOOOOOOOOOOOOOOOOOW!!!! ^^

    Que desenho lindo, Angela! A a descrição da história dele ficou muito emocionante, Liege.

    Nossa, mal posso esperar para ver o Lafaia e a Drimme juntos... VAI SER MUITO FOFO ^^

    Beijos!

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  7. Ai, que bom que vocês gostaram!! Obrigada pelos elogios, Warrior of Ice, e que bom que a sua namorada está gostando. Eu sei que isso é meio óbvio, mas quando alguém diz que curtiu a história e fica ansioso pelo próximo volume, eu fico mesmo muito feliz. Hohohoh, Lafaia e Galnor vão mesmo matar muitos orcs...

    O desenho ficou mesmo muito legal, né? Ai, Amanda, eu espero mesmo que a história que eu criei para eles fique bem bacana, viu... Eu quis fazer algo bem romântica e de certa forma "clássico", vamos ver se dá certo =D

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