quarta-feira, 28 de março de 2012

Dicas sobre editoras

Eu tenho ido atrás de editoras há um tempo. É, eu ainda tenho esse sonho bobo de publicar o meu livro por uma delas. Só que, veja bem: eu não tenho dinheiro.

Pois é, gente. O dinheiro que eu tenho guardado eu não posso dispender na publicação, porque eu preciso ter uma casa. Quero ter filhos. E infelizmente não tenho o suficiente para guardar para esses dois sonhos, e os primeiros são mais importantes. São a formação da minha família com o meu marido, e isso vem em primeiro lugar.

Por que digo isso? Porque eu não sabia, quando estava escrevendo, que seria cobrada para publicar. Olha, eu não estou falando mal das editoras. Não é bem isso. Eu acho um saco ter que pagar para trabalhar (porque é basicamente isso que você faz), mas mesmo assim entendo o sistema. As editoras menores estão no começo, e precisam "dividir" os custos com os autores, pois é um investimento de risco (mas não só para a editora! Para nós também!). Quem pode, pode, quem não pode se sacode, e a gente vai levando.

A única coisa que me deixa incomodada é que, nem sempre isso fica muito claro. Algumas vezes você entra no site da editora, e está lá o amigável link: publique seu livro!, com toda a política para envios de originais descrita. Nada é dito, nesse primeiro momento, sobre o fato de que você terá que pagar:

Revisão ortográfica
Revisão gramatical
Diagramação
Confecção da capa (orelhas, arte, etc.).
Fotolitos
Registros (ISBN, Biblioteca Nacional - pessoal, quem já fez me diga: quanto pagaram para registrar? Uma editora me cobrou 300 dinheiros)

Enfim. Talvez eu seja ingênua, mas no começo isso foi bastante... estarrecedor para mim. Algumas editoras deixam bem claro já em seu site quais são os serviços com os quais você terá de arcar, e de que a proposta é de PARCERIA com o autor que tem condições de custear parte da produção de sua própria obra, ou de impressão por demanda, enfim... Isso eu acho louvável, de certa forma, porque você já deixou claro que o autor terá que gastar SIM para publicar seu livro. A partir daí ele pode tomar a decisão de mandar os originais ou não, já estando avisado de que seu livro não será publicado totalmente de graça.

Editoras, deixem tudo claro em seus sites. Não é legal para quem está começando receber aquele e-mail ou aquela ligação de "gostamos muito da sua obra, queremos publicar", para depois receber aquele orçamento de mais de 5000 dinheiros - do qual o autor não tinha nem ideia - e ver seu sonho ir por água abaixo. Eu posso estar sendo muito ingênua ou reclamona, eu sei, mas isso envolve mexer com os sonhos das pessoas. Deixem claro que o autor terá de arcar com custos e despesas altas. Eu sei que a impressão e distribuição (mas que distribuição também? Deixar catalogado nos sites de grandes livrarias não é bem "distribuição") das obras, o lidar com as livrarias, o marketing (e muitas vezes quem divulga mesmo é o autor! Ou vocês acham que alguns barulhinhos na internet e noites de lançamento de autores anônimos atraem um monte de compradores/leitores? Geralmente quem aparece são os parentes e amigos do escritor! Depois é você que tem que gastar suor e saliva para divulgar!), tudo isso também envolve custos para as editoras. Eu entendo. Mas clareza deixa tudo mais fácil. Eu agora já estou vacinada, mas antes não estava. E veja bem, querido autor, que dependendo do preço de capa e da porcentagem que você irá ganhar em cima disso, seu investimento não retorna - muito menos dá lucro - apenas com a venda da tiragem inicial (geralmente de 1000 livros). Pois é. Tá pensando que escrever aqui no Brasil é mole?

Editoras, não digam "publicamos de graça, mas acabamos prestando serviços para o autor". Diga: fazemos a impressão, distribuição (quando fazem... eu nunca vi livros de autores iniciantes que estão na internet na livraria da minha cidade), e o que mais a publicação envolver, mas o autor tem que arcar com tais e tais custos. É mais honesto. Porque é óbvio que a maioria dos livros vai precisar de diagramação, revisão, capa, fotolitos... veja bem, na minha cabeça eu já tenho uma capa para o meu livro, mas a produção dela me foi cobrada das duas vezes em que recebi uma proposta (até porque eu só tenho o desenho, a arte da capa). Então não adianta você mandar com desenhos, capa, diagramação própria, a editora vai querer fazer o serviço dela até mesmo por questão de padronização, então você vai ter que pagar pelo serviço desses profissionais. Simples assim.

Isso para mim não entra no conceito de "publicar de graça" (deveria?). Para mim publicar de graça é publicar sem pedir um centavo do autor. Já percebi que ter a sorte de isso acontecer com o seu primeiro livro é quase tão provável quanto ganhar na loteria, mas...

Eu, particularmente, acho triste ter que pagar para publicar ( O Divasca reclama de desenhar de graça ou desenhar pela divulgação... imagina a gente que tem que pagar para publicar!). Veja bem a situação do autor (sendo bem parcial, ok?): Eu pago para publicar. Nem sempre ganho livros que eu escrevi (é, em uma das editoras eu tinha que comprar mesmo - preço de capa!, ou então trocava o valor que eu ganhava em direitos autorais por meus próprios livros). Tenho que divulgar. Mando para os blogueiros literários de graça (porque o sistema é esse), para que eles leiam e resenhem. Corro o risco de ser criticada negativamente se uma dessas pessoas não gostar da história. Para um escritor iniciante isso é muito complicado! Sua imagem se mancha! Lembro do caso - extremo, de fato - de uma garota que publicou por uma editora grande (que cobra de autores nacionais, e MUITO) e o livro foi lançado SEM revisão, simplesmente publicou-se do jeito que foi mandado (pois é, e tecnicamente a revisão está inclusa no pacote - eu também já recebi a proposta dessa editora, que miraculosamente avaliou e aceitou meu livro para publicação em três dias). O que aconteceu? Choveram resenhas negativas. Impacto ruim, não? Se o livro não estava pronto para publicação, a editora tinha a obrigação de negar a obra ou revisar direito. Outra coisa ruim: muita gente escreve hoje em dia. Nem sempre as pessoas tem a noção de que seu livro ainda não está bom, e, se podem pagar, simplesmente mandam. Algumas editoras publicam, e, aí, foi-se! Mas me digam: isso é um trabalho sério? Isso é ajudar ou atrapalhar os autores nacionais? Sim, pois a cada livro nacional lançado de forma desleixada, mais pessoas ficam com o pé atrás com essas publicações e acabam preferindo a literatura gringa ou aquilo que já está consolidado.

Enfim, tudo isso para dar a algum escritor iniciante que por aqui passar uma luz. Alertá-los para algo que eu não sabia. Por isso, aqui vão algumas dicas para você reconhecer as editoras que cobram mesmo que elas não digam isso em seus sites:

1 - Desconfie de muita disponibilidade. Como eu disse, geralmente as editoras que cobram estão interessadas em publicar. Links com "publique seu livro", "publique com a gente", "saiba como publicar seu livro" e similares podem já indicar que a editora tem interesse em publicar porque irá ganhar algo com isso, nem que seja "prestando serviços editoriais" que sim, serão obrigatórios para a sonhada publicação. (Há uma editora que é receptiva mas não cobra, seu nome é Multifoco).

2 - Desconfie de respostas imediatas. Quando lhe mandam um e-mail da seguinte forma "recebemos seus originais, em breve entraremos em contato" logo que você envia o manuscrito, desconfie. Se a avaliação do original for rápida (algo como dias) provavelmente você irá receber a tal aceitação com um lindo orçamento (a "proposta de publicação") anexado.

3 - Confira o catálogo da editora. Quando a editora tem poucas obras e muitas são de autores desconhecidos e nacionais, fique atento.

As editoras que não cobram nem sequer acusaram o recebimento de meus originais, e levam cerca de meses para dar uma resposta. Quando não querem publicar, elas geralmente não respondem e pronto.

Para não tornar esse post mais longo do que já está, sugiro a leitura de um ótimo e honesto artigo de Laura Bacellar, clicando AQUI.

E boa sorte a todos! Como eu disse há uns tempos atrás, publicar, de qualquer forma que seja, é um prazer, mesmo que seja só por e-book! Portanto não pense que você só pode publicar seu trabalho se tiver uma editora! Conheça também o trabalho do Clube de Autores, da Bookess, e semelhantes. Uma forma de ter seu livro no formato impresso e de fazer seu próprio trabalho sem ter que gastar.

23 comentários:

  1. Fico pensando se um certo e-mail meu teria motivado essa postagem...
    É bom estar bastante ciente de como as coisas funcionam nesse sentido. E seria louvável que as pseudoeditoras que cobram para publicar fossem transparentes ao dizerem isso de forma direta em seus sites.

    Quem quiser publicar e ser "escritor profissional" precisa saber: NÃO SE PAGA PARA TRABALHAR. Se a editora acredita no autor, ela publica e arca com todos os riscos advindos dessa decisão. Se a editora cobra do autor, ou ela não confia no potencial do livro, ou não confia em sua própria capacidade de fazer um marketing satisfatório que gere boas vendas.

    SIMPLES ASSIM! (E fiquei nervoso agora...) rsrsrsr.

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  2. Sim, nobre Jaco. Não se paga para trabalhar.

    Que estas editoras oportunistas do inferno queimem nas profundezas de Niflheim por tamanha cobiça e falta de caráter.

    Acompanhei bem de perto toda a trajetória de Astreya, e posso comprovar que a postura de muitas editoras é repulsiva, além de tremendamente desonesta. Elas lhe cobram absurdos por serviços que muitas vezes não prestam, fazem com que o autor pague (preço de capa) por centenas de exemplares que provavelmente não são impressos a menos que haja demanda e ainda têm a cara de pau de dizer que não cobram nada do autor. Como se não bastasse, o autor recebe apenas entre 5 e 10% do valor de capa sobre as vendas que geralmente ELE precisa dar o sangue para concretizar.

    Algumas editoras ainda afirmam que o livro estará disponível em livrarias físicas, mas na verdade, tu só encontras a maioria das obras apenas nos sites, SE tiveres muita paciência para procurar.

    No exemplo que Astreya citou, a jovem pagou R$ 15.000,00 (sim, quinze mil reais) para publicar seu livro com diversos serviços "inclusos", mas os ratos que publicaram o livro sequer se deram ao trabalho de ler a obra, como ficou muito claro pelas críticas devastadoras.

    Certas editoras estão vivendo como parasitas às custas de pequenos escritores. Por esta razão, recomendo que vós, nobres mestres da pena, abram bem os olhos.

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  3. O mais revoltante é quando afirmam que o livro estará disponível em livrarias físicas. Conheço pelo menos duas editoras COMPROVADAMENTE SÉRIAS cujos livros eu não consegui encontrar em uma rede de grandes livrarias. Imagine uma editora iniciante.

    Felizmente, nobre Odin, já passei a Lady Astreya uma relação com editoras probas para que ela tenha opções interessantes se decidir encaminhar seus originais para apreciação.

    (Quinze mil reais... QUINZE MIL REAIS!!! Quantas ciaxas de sucrilhos eu conseguiria comprar com quinze mil reais...?)

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  4. Algumas editoras sérias, na política de recebimento de originais, pedem que o autor:

    1) Diga porque acha que a obra deve ser publicada: uma forma de saber se o trabalho do autor tem qualidade e se o autor tem consciência de que seu trabalho precisará de distinguir dos muitos outros similares que existentes nas estantes das livrarias.

    2) Mencione sua experiência literária ou as redes sociais nas quais tem textos: uma forma de saber se o autor escreve em blogs, fóruns, ou em qualquer lugar onde ele possa ser lido. É uma forma de saber se há alguém na internet conhecendo e/ou apreciando o trabalhando do autor. Uma forma de saber se o autor já está criando uma audiência. Se alguém terá interesse em comprar um livro escrito por esse autor.

    Com essas duas providências, e editora já tem como saber se vale a pena investir ou não no pretenso autor.

    Assim agem as editoras sérias: sabem que uma publicação é um investimento, e pesam se ele é rentável ou não.

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  5. Por isso que larguei a editora LivroPronto (e falo mêmo XD) Cobraram uma fortuna para trabalhar meu livro e não fizeram porcaria nenhuma para divulgá-lo (e largaram um monte de erro nele). Eu sozinha, mesmo que ganhando pouco, tô vendendo mais livros que eles e, ainda por cima, dando um pouco de humilde, meu trabalho de diagramação ficou muito melhor que o deles. Pelo menos foi o que eu ouvi de bastante gente que viu a 1ª edição do Amberblades e a 2ª que eu fiz pelo Clube de Autores. Lógico que o Clube ganha bastante em cima das vendas, mas pelo menos lá tem transparência. Você pode ver quantos livros foram vendidos e, mesmo não vendendo nada, a LivroPonto não dava nem sinal de vida sobre isso, só mandando emails falando pra vc indicar mais gente pra comprar com eles e vc ganhar alguma coisinha em troca disso.

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  6. Pois é pessoal. Eu concordo com todos vocês, em tudo o que disseram. No começo eu procurava essas editoras menores por achar que teria mais chances de publicar com elas, mas de nada adianta se você tem que pagar.

    Gisele, tem que falar mesmo! O que eu vejo em muitos blogs literários é o pessoal parabenizando essas editoras como se elas estivessem realizando um trabalho maravilhoso, quando, na verdade, elas estão simplesmente cobrando para publicar. Não estão "incentivando autores nacionais", estão "incentivando" quem pode ou se propõe a pagar. E muitas vezes essas pessoas fazem esforços homéricos para pagar essas parcelas e não tem retorno. Melhor seria então fazer um concurso para selecionar a melhor obra de um autor nacional e publicá-la assim como eles publicam os romances famosos do exterior: sem custos!

    Enfim, eu particularmente acho um absurdo o fato de que nesses casos, o autor é a pessoa que MENOS ganha por sua própria obra. Ele é última pessoa a receber pelo trabalho que ELE escreveu. Complicado.

    Eu concordo que pelo menos o Clube de Autores é mesmo transparente (e se formos falar de trabalho louvável para incentivar a publicação, o deles é mais!). Eu vejo direitinho o quanto vendi, o quanto receberei, os pedidos... E tudo está CLARO. Não é uma editora, é um sistema de publicação por demanda no qual o autor irá fazer todos os trabalhos exigidos para que o livro se torne um livro. Não tem enganação.

    Jaco, além da sua bem-vinda lista, o que me motivou a fazer esse post foi mais um orçamento de mais de 6.000 reais que recebi hoje. Isso que o Odin falou é verdade, a moça que eu citei como exemplo teve que pagar em torno de 15.000 para publicar, e eu sei que é verdade porque também recebi o orçamento dessa editora e o valor era esse (na verdade o que acontece é que você é obrigado a comprar 500 livros com o preço de capa. Imagine que seu livro custará cerca de 30,00 reais. Pronto. R$ 15.000 assim). Mas pelo menos essa editora especifica isso em seu site (eu que fui tonta de mandar mesmo).

    O que me deixa louca é a conversinha do pessoal, sabe. "Nós não cobramos, mas é que o autor geralmente manda só um arquivo em word ou pdf, então precisamos transformar o livro, e daí prestamos serviços editoriais...". MEU! Fala que cobra de uma vez que vai ser mais bonito. Mais honesto!

    E realmente, o seu livro publicado por uma editora menor NÃO VAI PARA AS LIVRARIAS, gente! Então não tem custo com distribuição! A não ser que alguém compre, entendem... porque na verdade a obra apenas fica catalogada na internet. E daí, sem divulgação direito não tem quem compre de qualquer forma.

    Por isso que fico zangada. Eles mexem com os sonhos das pessoas, dizem que estão valorizando o trabalho delas, mas não estão, porque na verdade não querem apostar no trabalho do autor. Não confiam no potencial de vendas da obra. Não querem correr o risco que eles pedem, na verdade, que nós corramos.

    P.S: Gisele, a sua diagramação ficou MIL VEZES MELHOR mesmo! Não tem nem comparação... tá vendo?

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    1. E olha que fiz no Word XD Não usei nenhum programa frufru de editoração profissional pra fazer. A propósito... A editora LivroPronto me cobrou 6.000 pra fazer "serviços editoriais" no meu livro e eu ainda to pagando a nhaca do empréstimo que fiz pra isso. E vc falou de sonhos... Quando eu vi o livro pronto, fiquei dias dando risada sozinha, afinal, era meu sonho. Mas sabe quando vc vê que sonhou alto e pagou caro por isso? Negócio é correr atrás do prejuízo com o Clube de Autores (poxa, eles deviam me dar um desconto... Tô fazendo mó propaganda XD)

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    2. Nossa, Gisele, não acredito. Que sacanagem. Isso me deixa mais zangada ainda, porque eu sei que têm muita gente como você, que se esforça para realizar um sonho, que paga com sacrifício e depois vem aquela baita decepção, a sensação de ter sido enganado, feito de bobo. Eu também tava louca para publicar, pensei em pagar da primeira vez que recebi a proposta. O que me segurou foi lembrar que eu tinha um segundo livro (10.000 em cerca de dois anos seria um investimento muito alto!) e conversando com o Matheus nós calculamos e percebemos que, com a porcentagem que eu iria receber do preço de capa, o investimento de cerca de 5.000 não iria retornar. E eles são espertos. Sabem que as pessoas ficam sensibilizadas quanto um sonho está envolvido e farão o que puder para vê-lo realizado.

      Sua diagramação ficou linda mesmo, maravilhosa! Muito melhor do que a do LivroPronto. Eu também acho que o Clube de Autores devia te dar um desconto... XD

      E olha, o que eu puder fazer para ajudar na divulgação, é só falar. Eu só não escrevi resenhas do livro porque me acho péssima para isso *_*, mas onde Amberblades aparece eu vou lá elogiar!

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    3. Hehehe Que isso! Eu agradeço e, se precisar de ajuda pra divulgar o seu material tb, pode contar comigo. o/

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  7. Essas fantasias vendidas a autoras poderiam muito bem cair na categoria propaganda enganosa. Eu acho, sinceramente, que vale muito mais apenas você mesmo publicar do que cair nas mãos desse pessoal aí que vai cobrar horrores e ainda nem divulgar seu livro direito...

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  8. Concordo com tudo o que vc disse Li. Infelizmente o Brasil é uma m*** para tudo o q é artístico em geral. É mto difícil para escritores, desenhistas, músicos e outros artistas serem valorizados de verdade, e isso é uma grande pena, só comprova como nosso país é pobre culturalmente. Seria mto bom se fosse diferente... E como vc disse, temos q encarar a realidade e às vezes ser mais racional q emocional para não entrar numa fria, pensar mais no quanto esse dinheiro vai ser importante para vc, em como é alto esse valor e não se deixar levar pela empolgação e expectativa de se ter o sonho realizado. Países mais desenvolvidos sempre têm uma abordagem mto diferente em relação a artes/cultura em geral, espero q um dia a gente chegue lá.
    P.S. Sua sumida! Não vejo mais vc! Continua casada? Mora no msm endereço? Ainda faz Mestrado? Ainda se chama Liége? Hahaha! Q horror né...

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  9. Concordo com tudo o que vc disse Li. Infelizmente o Brasil é uma m*** para tudo o q é artístico em geral. É mto difícil para escritores, desenhistas, músicos e outros artistas serem valorizados de verdade, e isso é uma grande pena, só comprova como nosso país é pobre culturalmente. Seria mto bom se fosse diferente... E como vc disse, temos q encarar a realidade e às vezes ser mais racional q emocional para não entrar numa fria, pensar mais no quanto esse dinheiro vai ser importante para vc, em como é alto esse valor e não se deixar levar pela empolgação e expectativa de se ter o sonho realizado. Países mais desenvolvidos sempre têm uma abordagem mto diferente em relação a artes/cultura em geral, espero q um dia a gente chegue lá.
    P.S. Sua sumida! Não vejo mais vc! Continua casada? Mora no msm endereço? Ainda faz Mestrado? Ainda se chama Liége? Hahaha! Q horror né...

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    1. Pois é, Bruna, é triste mesmo. Eu percebo isso cada vez mais, aqui é muito complicado seguir uma carreira que envolva esse tipo de trabalho, exatamente pela falta de oportunidades! Todo mundo leva como hobby, porque é praticamente impossível viver como escritor, desenhista, músico, e etc. E geralmente quem faz isso é visto como vagabundo, hahaha.

      O valor é muito alto mesmo, e se for gastar, acho mais justo com a gente mesmo tentar publicar por conta. Pelo menos você vai ter a noção exata do porque e como está gastando e do que está vendendo. Mas por enquanto estou satisfeita do jeito que está com O Enigma da Lua, e foi uma experiência ótima.

      Pois é, continuo a mesma sim! Vamos ver se a gente consegue se ver, que horror mesmo! E com vocês, tá tudo bem?

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  10. Ah, com ctz a experiência tem sido gratificante, pouco a pouco mais pessoas vão passando a conhecer e admirar seu trabalho, e acho q para um escritor não deve ter sensação melhor do q receber um feedback dos seus leitores.
    Então, por aqui tá td bem sim. Agora melhor pq acabou a disciplina do André em Ribeirão. Se vcs forem jogar amanhã (dom.) a gente dá uma passadinha para dar um oi, se não for problema.
    Bjos e até!

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    1. Nossa, é verdade, receber um feedback do pessoal é muito bacana. Podem passar aqui sim, não tem problema nenhum!

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  11. Nossa que coisa, eu como leitora não tinha muita ideia sobre isso, sabe que estive num encontro literário aqui na minha cidade (Caxias do Sul) sábado dia 30, e um dos autores que apareceram nos disse mesmo, que no Brasil você tem que pagar para publicar. Apesar de ele ter começado assim a alguns anos, somente agora com o lançamento do 3 vol que ele está conseguindo receber os gastos do 1 vol. Mas apesar de todos os pesares agora temos as versões e-book e editoras como o Clube de Autores e a Bookess...desejo-lhe sucesso e que tudo de certo. Queria comentar que a frase quem pode, pode. Quem não pode se sacode...foi demais..nossa eu falo ela muitas vezes...no meu dia-a-dia....\o/....adorei vê-la aqui...Beijokas Elis!

    Queria saber se podes visitar meu blog e conhecê-lo: http://amagiareal.blogspot.com/

    Te mais...\o/....vou ali conferir os desenhos que achei fantásticos...\o/

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    1. Oi Elisandra, seja muito bem-vinda! Espero ver você por aqui mais vezes.

      Essa é uma realidade que é dura para muitos autores que não tem como custear sua obra ou que custeiam mas não veem seu investimento retornando. Acho que devemos ter mais cuidado e pensar direitinho em todas as possibilidades. Publicar sem gastar não é impossível, e, por vezes, é melhor investir o seu dinheiro publicando por conta. Mas o Clube de Autores e a Bookess são opções bem bacanas para quem quer começar e não tem dindin =D. Hahahaha, eu também falo essa frase o tempo todo!

      Beijos e vou conhecer o seu blog com certeza!

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  12. Boa noite! Meu caso é bem similar! escrevi um livro infantil e procurei editoras. Primeiro uma disse q sim, e fiquei um ano a espera duma proposta. Ai começei a procurar outras e a Papiro respondeu-me. Cobravam-me os 200 primeiros exemplares. Tentei patrocinios, não consegui. Ai fiz uma venda antecipada pelos amigos na internet e consegui a verba. O segundo paguei com o q vendia do primeiro e o terceiro igual. Nao tenho um tostao, tudo q vendo e sozinha nas escolas, pago o investimento. Meu quarto livro infantil irei fazer por uuma grafica, se n arranjar uma editora seria. ainda estou a escreve-lo. Carol

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    1. Olá, Carol, muito obrigada por compartilhar sua experiência! Estou pensando em, no futuro, fazer por uma gráfica também. Abraços, e seja sempre bem-vinda!

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  13. Boa noite! Concordo completamente com todo este desabafo, e é claro que no fundo o escritor de primeira viagem ainda tem aquela pequena esperança de encontrar uma boa editora.
    Acho que todos que quisessem divulgar seus livros poderiam combinar com mais alguns autores e cada um apresenta todos estes livros para seu grupo de amigos, no fim a divulgação seria ainda maior.

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    1. Débora, seja muito bem-vinda! Você tem razão, essa cadeia de divulgação entre autores iniciantes é uma ideia maravilhosa, e já tem gente levando isso para frente! Sugiro que você conheça o blog http://escritorindependente.blogspot.com.br/. O Jaco, autor do blog, resenha autores independentes ou aqueles que tiveram pouquíssima divulgação. O negócio é ir ajudando um ao outro mesmo, porque depender das editoras é furada.

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