sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Elgalor Saga

Saudações, queridos leitores! Como vão nesse dia turbulento?

Hoje estou aqui no blog para falar sobre um projeto diferente. Ele me envolve também, embora de forma muio mais discreta, mas é tão importante para mim quanto O Enigma da Lua.

Esse projeto é Elgalor Saga.

Quem conhece O Cancioneiro de Astreya, meu outro - e abandonado - blog, sabe que eu só comecei a dar minhas caras no universo da internet por conta do meu amor por duas coisas: música e a aventura que estava sendo mestrada pelo meu querido marido. Uma aventura na qual eu interpretava uma certa barda-meio-elfa-do-deserto-vestida-com-roupas-púrpuras.

Fala sério, ela ficou lindona né?
Desenho por Ingrit Lima
Cor do André Bacchi
A Astreya - minha barda - foi minha personagem favorita. Mesmo porque a aventura foi a minha favorita. Havia ali uma história que nos envolveu e uma boa química entre os personagens. Astreya, Oyama e Aramil (personagens, respectivamente, do meu amigo e do meu cunhado) eram bem diferentes, mas eram um grupo muito divertido (A Bulma, que era a Angela, deu uma sumida na época junto com o paladino Evan e a meio-orc acabou sendo mais interpretada pelo Odin mesmo). E, apesar do chato do Aramil XD, era um grupo unido. Ninguém queria morrer, no fundo, porque todo mundo gostava dos personagens. Eles não eram descartáveis, estavam dentro da história, tinham destinos, valores, missões. Não eram simplesmente fichas que podiam ser trocadas. Eles realmente ganharam vida na época. E por isso foi muito divertido. Aquela relação toda dos personagens entre si e com o seu mundo era muito mais importante do que simplesmente seguir as regras e fazer combates (hei, não sou contra as regras não, só acho que tem de haver mais do que isso, ou senão a aventura vira vídeo-game) ou encafifar com o uso ocasional de uma ressurreição porque "ser realista é mais importante". Não, o mais importante era saber se o Oyama ia conseguir madeira para construir o seu templo marcial de monges, se o Aramil ia conseguir terminar a aventura sem levar uns cascudos do grupo, ou se a Astreya ia casar com o rei Coran no final (essa parte é por minha conta XD). Ou se todos iam vencer a batalha final contra o Rei Dragão. Bom, ao menos para mim, é aí que o RPG se torna realmente divertido. Quando você se importa com o seu personagem e com os personagens de seus amigos e do mundo (e sabe, até na realidade isso se reflete... pelo menos para mim, né. Que sou uma manteiga derretida muito da tonta). Quando tudo aquilo tem significado para você, ao invés de ser apenas um punhado de combates aleatórios ou um desfile de vários personagens que nem tem o seu tempo de te conquistar.

"Sensível demais... eu sou um algúem que chooooraaaaaa"

Caham, mas enfim, todo esse mimimi era para falar o porquê de essa aventura ter todo esse significado especial para mim. Ela se passava em Elgalor, um mundo que também é especial para mim. Lá no Cancioneiro tem toda uma grande parte dessa aventura narrada, que o Odin acabou se desanimando de escrever. Mas, eis que surge um novo projeto para compensar a minha perda XD: Elgalor Saga!

Elgalor Saga vai contar histórias desse mundo e desses personagens que até hoje são especiais e importantes para mim. E de outros personagens e heróis também. Vai falar sobre Elgalor, um lugar que muitas vezes era meu pequeno refúgio semanal, onde me sentia mais em casa do que em qualquer outro lugar, junto com meus amigos e meu amado marido. Podem me acusar de escapista, mas eu declaro sem medo que isso nunca me atrapalhou. Todos os valores que eu prezava em jogo, estando em um mundo mais ideal do que o nosso, eu tentei levar para a minha vida, sabendo muito bem que ela devia ser vivida e aceita com gratidão e respeito. E isso deixou tudo o que eu fiz muito mais colorido, muito melhor, mais suportável. Mais digno.

Bom, e o melhor de tudo isso é: Elgalor Saga será em quadrinhos!! Hell Yeah!!! Nada temam, pois não seremos eu e Odin os desenhistas. Serão as talentosas Angela Takagui e Ingrit Lima, com a magistral cor de nosso amigo André Frodo Bacchi. E o HQ contará com os enredos e histórias de meu querido Odin (com eventuais pitacos meus). Time de peso, hein? (Tirando os meus pitacos).

Confiram, pessoal. Em um mundo tão cheio de modinhas e regrinhas, uma coisa que eu posso jurar é que essa história realmente foi construída com coração. Pode não ser a mais original, a mais espetacular obra de fantasia (embora eu ache que é, porque eu a vivi), na opinião de muitos. Mas que foi feita com emoção, isso foi. Não tivemos stress, preocupação, angústias com aceitação de editoras, projeto de marketing, vendas, "será que vão gostar, será que não"... Nada disso. Nada dessas coisas de pessoas crescidas, preocupadas, pragmáticas e um pouco céticas em que todos acabamos nos tornando (e até mesmo levamos isso para o RPG, quando nos preocupamos demais com qual dado devemos rolar para a iniciativa, ou o que estatisticamente é mais coerente)...  Ah, não. Esses foram momentos - e perdoem-me o termo meloso - mágicos, passados sobre uma mesa velhinha cheia de dados em tardes de domingo, nas quais nosso único objetivo era viver uma grande aventura por nós mesmos. Como crianças que se juntassem para brincar. E não me envergonho disso.

Querem saber mais sobre isso? Cliquem AQUI para ver o post do Odin sobre o projeto, e AQUI para visitar o Elgalor Saga Brasil (tem em inglês também, quer ver? Clica AQUI então!).  

Fui-me, queridos. Até breve, e confiram Elgalor Saga!



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

Saudações, queridos leitores!

O Clube de Autores está promovendo um concurso com as obras publicadas por lá, e adivinhem quem está cadastrado? Siiiiim, O Enigma da Lua - A Centésima Vida.

Se você leu e gostou do livro, que tal dar uma forcinha votando no bichinho? Lembrando que Amberblades, da Gisele Bizarra, também está concorrendo. Vamos dar uma força para a literatura nacional, de fantasia e independente (porque não tá fácil pra ninguém não, minha gente XD!).

Clique AQUI para votar

Já deixo aqui meus sinceros agradecimentos a quem votar. Valeu mesmo, pessoal!

sábado, 22 de setembro de 2012

Velho novo booktrailer!

Saudações, nobres e queridos leitores!! Alguns de vocês devem se lembrar que tencionei publicar um booktrailer do livro 2 no youtube há pouco tempo atrás, mas minhas tentativas foram frustradas pela EMI, que bloqueou o conteúdo do meu vídeo por conta da música. Bem, resolvi corrigir o problema \o/!! Finalmente acredito que agora tenho um booktrailer de O Círculo dos Sete na rede sem problemas (espero...):



 Bem, as imagens continuam as mesmas - o interessante é que a música coube bem com a montagem sem precisar alterar nada! O trailer ficou substancialmente mais alegrinho, mas achei que a música combinou, e, o melhor de tudo, ela é pequenina e toca inteira! Gosto disso! Sinceramente gamei no final retumbante que a melodia propiciou XD. Espero que vejam e gostem! Sei que continua mais ou menos a mesma coisa, mas a música é legal, eu prometo :).

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Resultados e novidades

Saudações, pessoal! Faz muito tempo que não posto nada por aqui e o blog anda às moscas, eu sei. Desculpem-me por isso. Mas hoje venho com notícias relevantes, eu prometo.

E aliás, são notícias ruins e notícias boas. A ruim é que meu conto sobre dragões não foi selecionado para a antologia da editora Draco. Eu não esperava ser selecionada, para falar a verdade, mas é claro que a gente fica sempre com uma ponta de esperança. Esperanças finalizadas XD, aqui estou eu para dar, quem sabe, notícias boas!

Já que o conto não foi selecionado e já que ele tem tudo a ver com O Enigma da Lua, vou disponibilizar ele por aqui \o/ muito em breve. E, é claro, ele vai entrar como prólogo no livro 2. Tenho aqui na cachola uma ideia meio mirabolante também, mas como ela depende de outras pessoas, não sei se vai dar certo. Se der, volto para contar para vocês :).

É isso, pessoal. Desculpem o desânimo, mas acho que é reflexo do novo trabalho que tem consumido minhas energias e ânimo (adolescentes são difíceis, muito difíceis) e da tristezinha natural de não ter sido selecionada para a antologia.

De qualquer jeito, vai ser muito legal poder colocar o conto no livro 2, porque tem tudo a ver mesmo!!

domingo, 2 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Literatura de fantasia, regras e perguntas importantes.

Saudações, meus queridos leitores que tem sido abandonados :(. Peço desculpas pela falta de postagens. Essa semana foi mais corrida do que o normal, portanto por isso acabei me afastando mais da internet de modo geral. Mas tenho boas notícias: terminei o conto para a antologia da editora Draco, a Excalibur, a tempo. Essa antologia está sendo organizada pela querida Ana Lúcia Merege, e torço muito para que meu conto seja selecionado. Mas não alimento esperanças XD, porque ele foi escrito em dois dias e sinceramente não sei se ficou bom. 

Pessoal, vocês não sabem o quanto me faz falta ficar em contato com o livro. Como alguns de vocês sabem, dei uma parada na escrita por conta do mestrado e pretendo retomar o Círculo dos Sete no final de setembro ou no começo de outubro. Eu espero mesmo que seja possível, porque, além do mestrado, agora tenho uma outra novidade: consegui uma vaga para dar aulas em uma escola grande de Londrina. É em caráter de substituição e não tenho absoluta certeza de que ficarei lá no ano que vem, mas com certeza essa é uma novidade grande para mim. Já dou aulas há um bom tempo, mas nunca estive em uma instituição tão grande, com regras, minúncias, pautas, prazos, turmas de 30 alunos... estou empolgada com a novidade, mas não sei o quanto isso vai afetar meu desempenho literário XD. Por favor, torçam para que eu me dê bem por lá!  

Mas nada temam!!! Jamais abandonarei o livro 2!!!! Eu jamais deixarei de escrever na minha vida, sério mesmo.

E pensando nisso, eu quero partilhar algo com vocês e pedir suas opiniões. 

Muitas pessoas que entram aqui gostam de fantasia, acredito. Aliás, acho que todo mundo que se interessa pelo livro deve gostar de fantasia. Afinal, temos elfos, profecias, amores complicados, aventuras, espadas, magia... toda aquela mistureba de clichés que a gente tanto ama. Sim, sim, ama sim. 

Desde que finalmente tive coragem para montar o blog e divulgar meus escritos por aí, eu tenho entrado muito mais em contato com esse mundo da literatura e do mercado editorial em si. Tenho conhecido mais escritores nacionais, tenho lido mais sobre editoras, publicações, enfim... tenho me informado. O que faz sucesso? O que não faz? Como se comportam os novos escritores? O que dizem os leitores? É interessante saber. É bom se situar. 

E uma coisa que tenho visto e que, sinceramente, me aborrece, é um certo... digamos... "preconceito" com as obras de fantasia mais "clássicas". 

Elfos: parece que todos já estão cansados deles.
Pasmem, mas muitas vezes eu já vi a expressão "livro de elfo" sendo utilizada como uma coisa pejorativa. Gente, não estou reclamando não, eu simplesmente estou dizendo que me peguei impressionada quando vi isso pela primeira vez! Existe, por exemplo, um twitter humorístico chamado "Os editor pira" em que um escritor iniciante sem-noção (e fictício, ainda bem XD) se gaba de ser disputado a tapas por editoras, que desejam publicar o seu "livro de elfo" com mais de 1000 páginas. A piada é engraçada, sim, porque brinca com os enganos e ilusões que muitas vezes uma pessoa que começa a escrever tem. Diga-se de passagem: achar que ninguém mais escreve e que se está fazendo algo muito especial, achar que são necessárias 100 páginas de enrolação apenas para contar o nascimento do seu herói, achar que será publicado rapidamente e que tem em mãos uma obra muito original (embora eu nunca - nunca - tenha achado isso! Principalmente no quesito originalidade). Enfim, é basicamente uma brincadeira com os clichés de escritores iniciantes. Na época achei engraçado ele ter usado "livro de elfo" quando eu teria utilizado, por exemplo, "livro de vampiro", algo que tem sido muito mais banalizado hoje em dia (mas não significa que tudo que tiver vampiro vai ser chato ou ruim). 

Daí, depois de algum tempo, acabei lendo um comentário no qual uma pessoa dizia que o "escritor do livro de elfo padrão geralmente é apenas um moleque semi-alfabetizado, ingênuo e deslumbrado".  Ou algo assim. Na hora me surpreendi de novo por ver a expressão - "livro de elfo" - ser utilizada novamente de forma tão negativa. E generalizadora, diga-se de passagem. 

E daí, comecei a prestar atenção. Percebi que esse tipo de história não é lá muito bem aceita. Por favor, saibam que não estou prestando alguma reclamação nesse momento, e sim uma surpresa sincera. O ser humano tem uma interminável vontade de ditar regras, e já colhi algumas que devem ser utilizadas na escrita de fantasia. Vamos lá: 

- Não diga que Tolkien é sua maior inspiração. Larga de ser cliché, ok. Esse cara é um chato que só faltava descrever as moléculas de ar. E sua moral ocidentalizada e cristã já está ultrapassada, por favor. Vamos buscar coisas mais transgressoras. Vamos buscar o moderno e o "cult", de acordo com uma pequena parcela de pessoas. 

- Elfos nas florestas, anões nas montanhas... basta! Isso é "brochante pra qualquer um" (desculpem-me o vocabulário, mas foi exatamente esse o comentário que li uma vez). PRA QUALQUER UM, ok?? Sinta-se obrigado a não gostar disso e tentar bolar algo diferente, mesmo que você não queira fazer uma sociedade de elfos tirânicos que escravizaram os humanos ou um mundo de anões aquáticos. 

- Bote muito sexo, sangue, traições e "realidade" no seu livro. Mesmo que esse conceito de "realidade" seja um tanto unilateral e deturpado (veja que gracinha esse artigo. Amo muito esse tipo de comparação, só que não). Se falar mal da igreja ou das religiões em geral, melhor ainda, tá na moda. Mostre o quanto a sociedade é hipócrita e moralista. Afinal, obra de fantasia séria não pode ser apenas de entretenimento. Tem que ser crítica, tem que provocar muitas reflexões a cada página.  

- Palavras em inglês já cansaram. Por mais que a mentalidade americana esteja cada vez mais presente no nosso país, use sempre o português para mostrar o quanto você valoriza o nacional, não importando sonoridade e adequação ao clima que você quer passar. 

É óbvio que estou sendo exagerada, mas a intenção é essa no momento. Por favor, não pensem que eu acho que só devemos escrever de uma forma. É exatamente o contrário. Eu acredito que devem existir livros para todos os gostos. Simplesmente por um motivo: o ser humano tem liberdade de escolha. Tem liberdade de buscar aquilo que ele acredita ser melhor para ele. 

Uma coisa que me incomoda é a opinião colocada como superior, como certa, independentemente do caso, do contexto. E essas opiniões geralmente vêm revestidas de palavras bonitas e embasadas por um suposto conhecimento elevado, muitas vezes obscuro. Ou então vêm revestidas de pura ironia, sarcasmo e até mesmo desrespeito. Claro que todo mundo tem seus momentos. Ninguém é comedido e respeitoso o tempo todo. Temos todos nossas paixões, nossos fervores, nossas certezas. Mas tem gente que se impõe ininterruptamente como sumidade.

Vejo muitas pessoas bradarem que o mercado está cheio desse tipo de livro, que "fanfics de Tolkien" são uma praga por aí, mas confesso que ainda estou procurando onde todos esses livros se escondem nas livrarias (admito que talvez seja muito mais limitada do que essas pessoas, mas aqui estou relatando minha experiência pessoal). Se me disserem que existem milhares de romances sobrenaturais com seus vampiros, anjos, mortos-vivos, fadas e lobisomens apaixonados, daí sim posso concordar. Existe mesmo uma profusão dessas obras, que podem ser boas ou ruins, como tudo na vida.

Nunca vi Dragonlance, trilogia do Vale do Vento Gélido ou similares em destaque na maior livraria da minha cidade. Pelo menos aqui em Londrina, obras de fantasia que apelam a um público que curte esse tipo de história (olá, jogadores de RPG!) não estão a venda em profusão. As obras dos escritores nacionais que se aproximam desse estilo já são difíceis de achar.

Posso dizer a vocês uma coisa: eu amo escrever, mas o que mais me motivou a inventar alguma coisa e colocar no papel foi exatamente a falta que eu sentia de histórias que me encantassem. Que tivessem lá seus elfos e anões e um grupo de aventureiros no melhor estilo medieval romantizado... sei lá, tem algo de tão errado nisso?

Eu sou uma pessoa que criou uma história muito da modesta, que tem falhas, furos e imperfeições. Sim, eu preciso ler mais, me informar mais. Sim, eu confesso que não conheço muitos autores que deveria conhecer, confesso que não leio tanto quanto deveria.  Eu não tenho o conhecimento que deveria. Não saio por aí citando Hemingway, T.S. Eliot, Poe, Yeats ou mesmo Shakespeare (embora tenham trabalhos maravilhosos, mas dos quais eu conheço uma ínfima parte). Falando não só do clássico mas também do "pop consagrado", nunca li ao menos Douglas Adams e seu Guia dos Mochileiros e pouco li de Neil Gaiman, embora o que tenha lido tenha me agradado bastante. Não, não sou cult e nem mesmo culta comparada a tantas pessoas que admiro muito por seu conhecimento e humildade (entre elas estão vocês que sempre passam por aqui =), e tantas outras que adoram erguer seus inteligentes narizes por aí.

Não estou dizendo que não gostaria de conhecer mais a fundo tudo isso (é claro que gostaria! Eu gosto de ler). O ruim é usar o que se conhece como uma medalha e afirmar o que se deve ou não se deve ler ou escrever, o que é digno de ser apreciado e conhecido ou o que não é. Se Harry Potter não me levou a Shakespeare ou qualquer outro clássico, Machado de Assis ou Saramago também não me levaram. Acho que o que me levará a qualquer autor é a vontade natural de conhecê-lo, e não a obrigação de ler algo para mostrar o quanto sei, o quanto conheço. Como se contasse estrelinhas para pendurar em um mural.


Eu posso ter escrito apenas um "livro de elfo" padrão, e posso ter consumido pouca cultura no sentido mais restrito do termo. Mas não fui, ao menos, apenas uma consumidora passiva. Tentei botar em palavras aquilo que nasceu dentro de mim. E jamais terei vergonha de admitir que há o que ser melhorado, que há coisas infantis ou não tão bem desenvolvidas dentro da minha história. Eu nunca quis um dia declarar que minha obra era originalíssima ou que estava escrevendo um futuro best-seller.

Eu simplesmente, no momento em que me sentei pela primeira vez na frente do computador, estava fazendo algo que amava. Não significa que não mereça cuidado, atenção, correção (o que a gente ama a gente quer ajudar a melhorar, de qualquer forma). Não significa que eu não deva me esforçar para melhorar.

Mas também não significa que eu deva parar de escrever o que gosto, certo? (claro que ninguém me falou para parar. Essa é só uma reflexão, porque a gente tende a se influenciar pelas opiniões alheias, é claro).

Não significa também que o que eu escrever não terá seu público, e que esse público, por meu livro ter elfos, magia, aventura, clichés, será de gente boba e ingênua (e as pessoas que passam por esse blog são a MAIOR prova disso).

Enfim, pessoal, desculpem pelo post enorme. Desculpem pelas palavras que podem dar a impressão de que estou generalizando. Não estou dizendo que não gosto de livros com aquelas características que citei como regrinhas lá em cima, ou que não leio nada fora da fantasia clássica. Não é isso mesmo.

De qualquer forma, gostaria de saber o que pensam disso. O que pensam sobre a literatura de fantasia, digamos, mais "clássica". Vocês gostam? O que faz com que se interessem por um livro? O que mais os motiva a ler? O que gostam de escrever? E se gostam de escrever, por que escrevem?