terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu...

"Gostaríeis de medir o tempo, o ilimitado e o incomensurável.
Gostaríeis de ajustar vosso comportamento e mesmo de reger o curso de vossas almas de acordo com as horas e as estações.
Do tempo, gostaríeis de fazer um rio, na margem do qual vos sentaríeis para observar correr as águas.
Contudo, o que em vós escapa ao tempo sabe que a vida também escapa ao tempo,
E sabe que ontem é apenas a recordação de hoje e amanhã, o sonho de hoje,
E que aquilo que canta e medita em vós continua a morar dentro daquele primeiro momento em que as estrelas foram semeadas no espaço.

Quem, dentre vós, não sente que seu poder de amar é ilimitado?
E, contudo, quem não sente esse amor, embora ilimitado, circunscrito dentro do seu próprio ser, e não se movendo de um pensamento amoroso a outro, e de uma ação amorosa a outra?
E não é o tempo, exatamente como o amor, indivisível e insondável?

Se, todavia, deveis dividir o tempo em estações, que cada estação envolva todas as outras estações,
E que vosso presente abrace o passado com nostalgia e o futuro com ânsia e carinho".

(O Profeta, Gibran Khalil Gibran).

Duas citações maravilhosas sobre o tempo. Uma da bíblia, o título da postagem (Eclesíastes, 3:1 - eu não sou católica, mas creio em Cristo e gosto de inúmeras passagens da bíblia), e uma de um dos meus livros favoritos de todos, última (re)leitura do ano (achado em um sebo de Balneário Camboriú): O Profeta, de Gibran Khalil Gibran (♥ - leiam, leiam, leiam). São as mensagens que eu gostaria de deixar a todos os leitores de O Enigma da Lua nesse último dia de 2013, com palavras de mestres muito mais hábeis do que eu.

E, de quebra, uma canção maravilhosa para a virada do ano, e que traz exatamente a mensagem de Eclesiastes 3:1... letra mais linda para esse momento, não há. "Old, but gold".
Turn, turn, turn - The Byrds

Que 2014 traga a todos nós um tempo de paz, amor, de abraços, de nascimento, de cura, de risadas, de dança, de livrar-se do que nos faz mal, de consolidação do bem. 

AMÉM!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Enigma do Natal


Eu não sei bem o que é, mas o Natal tem sim um enigma. Essa é uma data capaz de me fazer feliz o ano inteiro quando me lembro que, ao final, ela estará lá a me aguardar com sua promessa de esperança. E basta mencionar "o Natal está chegando" para ver um sorriso brotando genuinamente no meu rosto.

Eu desejo a todos nós que a alegria e a luz do Natal estejam presentes nos 365 dias do ano em nossos corações. Que sempre tenhamos gratidão e consciência do bem que cerca nossas vidas, o tempo todo.

Porque é esse o enigma do Natal - olhar ao redor e ver o quanto somos abençoados, independente das dores ou sombras.  Feliz Natal, queridos leitores!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Renovação...

Eu e o mar, amor eterno ♥ (favor ignorar a branquelice)
Esse final de ano não foi muito fácil. Quer dizer, 2013 não foi o melhor dos anos, para ser sincera. Foi uma ano cansativo, com sua cota de tristezas e perdas, e algumas tragédias, que graças a Deus não envolvem a mim e as pessoas que me são mais próximas, mas envolveram amigos e colegas queridos de trabalho. 

Por isso mesmo, eu fui muito grata esse ano. Vi muitas coisas ruins acontecendo ao meu redor, coisas bem ruins mesmo, mas eu voltava para casa e lá estava meu lar, com o abraço sempre constante do meu marido, minha cachorra jogando a sua amada bola de borracha cor-de-rosa nos meus pés (a bola é o grande amor dela, estou dizendo!), meu peixe nadando no aquário... Meu porto seguro estava seguro. Havia também o blog, o livro, e todos aqueles personagens me esperando para que eu desse continuidade à história deles. 

Por isso mesmo, 2013 foi um ano difícil, mas também foi muito bom. 

Ainda assim, eu estava me sentindo muito cansada, esquisita, sem ânimo. Confesso! Desacreditada na minha escrita. Isso é uma constante para mim. Embora eu tenha muitos motivos para me empenhar e continuar sempre (é o que eu faço!), eu muitas vezes me pego pensando que jamais conseguirei N coisas que eu desejo, incluindo aí melhorar a minha escrita a ponto de estar feliz com ela. É uma chatice minha, eu sei, e ninguém merece ouvir meus mimimis. Essa insatisfação constante misturada a uma extrema ansiedade sempre me coloca em maus lençóis, pois sou muito apressada e ao mesmo tempo quero que as coisas saiam bem, muito bem. Daí que uma das minhas músicas favoritas (eu tenho tantas favoritas...) seja I want it all, porque eu bem entendo essa sensação. Eu quero tudo, e eu quero agora. Isso já foi um grande problema na minha vida e tenho tentado consertar esse defeito de personalidade ao longo dos anos. Digamos que o marido ultra-calmo e nem um pouco imediatista tenha me ajudado muito a frear as compulsões, por simples exemplo mesmo. Eu percebi como é legal saber se acalmar e esperar, e o quanto isso traz tranquilidade e felicidade na nossa vida (mesmo assim eu ainda tenho mania de sair de casa meia hora antes de qualquer compromisso. Tenho pavor de atrasos. Ir no cinema comigo é um porre, sou aquele arauto da desgraça que sempre diz que não conseguiremos ingressos ou bons lugares, hahhaha).

De qualquer maneira, a renovação veio. Resolvi pegar as malas, o amado, e ir passar quatro dias na praia. E então eu vi o mar. 

O mar, o mar! Eu tinha me esquecido de quanto amava o mar, do quanto ele me faz feliz. Entrar naquela água, sentir as ondas batendo nas pernas... sentir o sol, o vento, a areia... a primeira vez que entrei no mar nesse ano, eu senti uma alegria tão genuína e infantil que eu comecei a agradecer a natureza imensamente. Percebi o quanto devemos a ela, o quanto somos pequenos diante dela. Eu agradeci o mar por sua gentileza de brincar comigo (levei um só caldo, e por descuido XD), agradeci ao sol por ter brilhado por quatro dias (e eu sabia que havia chovido bastante por lá antes), agradeci a chuva por ter nos molhado na última noite, quando eu fui me despedir do oceano. Eu tinha me esquecido do que é estar em contato com uma grande força da natureza. Apesar de eu ser um bichinho bastante urbano, por puro costume e comodismo, eu não gosto de estar sempre em uma selva de pedra, correndo, trabalhando, sobrevivendo ao invés de viver em muitos dias. Mas esses quatro dias foram uma benção, uma renovação. 

Além disso, me deram ideias para um conto com o pessoal de O Enigma da Lua. E me prepararam para o ano que vem, que será de bastante trabalho no terceiro e último livro (UHUL!!!). Eu planejo começar a escrever logo em janeiro. Prometo não deixar ninguém na seca, postarei spoilers, ilustrações (se a Angela ainda quiser desenhar, afinal, ela tem um bebê-menino a caminho, AI QUE COISA LINDA, cês precisam ver que lindeza a Angela está!!!), ou o que for possível! 

Eu gostaria de agradecer novamente a todos vocês que passam por aqui, as pessoas que já leram o segundo livro e a todos que já leram o primeiro. Obrigada por serem personagens tão maravilhosos nessa história modesta que é a minha. Obrigada por serem parte dessa renovação! E obrigada por lerem as besteiras que eu escrevo.

Em breve retorno, pessoal, quem sabe com aquele conto que eu mencionei acima? Um conto de férias, envolvendo o mar, o sol, o céu, o amor... 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Hobbit: A Desolação da Sutileza

Preciso começar esse post com alguns esclarecimentos. Eu estava planejando uma outra postagem, mas não me aguento e gostaria de dar o meu pitaco sobre a segunda parte de O Hobbit - chamada "A Desolação de Smaug". Mas antes, gostaria de dizer que isso é uma opinião, muito, muito sincera da minha parte. Não tenho "birra", não tenho nenhum orgulho ou alegria por não ter gostado desse filme. Muito pelo contrário, eu queria muito ter gostado, adorado, amado, mas não foi isso que aconteceu e os motivos estão bastante claros na minha cabeça e referem-se também a gostos pessoais, embora não apenas. 

Esse filme tem sido defendido como a maravilha das maravilhas do cinema, Peter Jackson foi elevado a um pedestal que sinceramente não entendo, e quem critica é tachado de "purista", chato, feio, bobo, cara de melão, "por que você não faz melhor". Gostaria de fazer um apelo às pessoas: por favor, leiam textos e comentários antes de qualquer coisa, e interpretem justamente. Analisem argumentos e procurem compreender por que algumas pessoas podem gostar ou não de um filme, livro, história, etc. É direito das pessoas assistir ou ler algo, não gostar e comentar sobre isso. Não entendo essa cegueira que acomete as pessoas em relação a algumas coisas, em especial no campo do cinema (primeiro filme do Thor, alguém lembra?). Comento isso por ver o terrível nível das discussões em fóruns e críticas acerca de O Hobbit. Qualquer um que ouse criticar o filme ou as escolhas narrativas de Peter Jackson, por mais educado que seja, é tachado de chato/xingado, "IN PETER JACKSON WE TRUST, GAAAAAH, CALA A BOCA SEU FEIO". Mas eu não tenho nenhum pacto com o Peter Jackson, não devo devoção ou adoração a ele, e nem nada. Aliás, as pessoas esquecem que ele está prestando um trabalho, um serviço, que ele ganha dinheiro em cima de seu público e o feedback que recebe, tanto positivo quanto negativo, é absolutamente normal, e é saudável ouvir os dois lados. Capisce? E se for para admirar uma pessoa em primeiro lugar por essas histórias, eu escolherei Tolkien, e não Peter Jackson. Tô me coçando pro PJ, sinceramente. Torço para que ele faça um bom trabalho em cima de um texto que já é bom, e só, não sou adoradora dele, e acho que ninguém deveria ser. 

Mas vamos ao comentário. Vou começar chovendo no molhado. Sim, os cenários, a fotografia, tudo está lindo, como sempre. Isso o Peter Jackson e sua equipe sabem fazer e ele conta também com as paisagens lindas da Nova Zelândia. O dragão Smaug é realmente impressionante, sua voz é de fazer qualquer um tremer nas bases e cagar tijolinhos, embora minha criatura computadorizada preferida da Terra-Média ainda seja o maravilhoso Balrog de A Sociedade do Anel (♥), mas isso é irrelevante.

Confesso que comecei o filme gostando de como a coisa estava indo. O início ainda fazia uma ponte com "Uma jornada inesperada" e carregava um pouco do clima do primeiro filme. Gradativamente, a película foi mudando o tom, quando os anões adentraram a Floresta das Trevas e Gandalf resolveu partir depois de uma comunicação telepática nada sutil entre ele e Galadriel. Infelizmente, Beorn aparece em uma ponta pequenina demais. Digo isso porque o filme teve bastante plots absolutamente desnecessários e bastante longos (mas superficiais), então senti falta de mais Beorn na tela. As participações élficas foram tão prolongadas, não custava ter se demorado um pouco mais na caracterização de Beorn... mas enfim, até então, tudo bem, coisas de adaptação para os cinemas. Não espero que tudo seja igual ao livro - acreditem - e sei muito bem que isso não é possível e nem mesmo aconselhável. 

Quando chegamos à Floresta das Trevas, temos uma sequência interessante com as aranhas e certa demonstração da influência do anel sobre Bilbo. Aqui ainda tinha impressão de que o protagonista da história era Bilbo e em segundo lugar a comitiva dos anões. Eis que surgem os elfos da floresta das trevas e Legolas, em todo o seu esplendor platinado, maquiado ao extremo, e com a lente de contato azul mais artificial e incômoda que eu já vi. E surge também Tauriel, a elfa guerreira, que nem de longe foi o que mais me incomodou nesse filme (e eu achei que seria...). 

É a partir desse momento que as coisas começaram a degringolar para mim. Peter Jackson vai inserindo várias subtramas na história, que, se podem ser interessantes isoladas e bem desenvolvidas, não o são nesse formato. Bilbo, o personagem cujo crescimento e amadurecimento deveria ter sido mais explorado, some em meio a tantos cortes que ora mostram o estranho e artificial triângulo amoroso entre Tauriel, Kili e Legolas (e olha, chato como o Legolas está nesse filme, e com um sogro como o Thranduil, eu bem entendo a moça se interessar pelo anão, viu...), ora mostram os problemas políticos da cidade do Lago de uma forma bastante rasa. Não, eu não espero uma profundidade enorme em um filme de ação e aventura, mas já vi muitos blockbusters com tramas mais bem construídas e que prendem. O problema aqui é que os cortes são tantos que acabamos não nos importando com o que está acontecendo com aqueles personagens; eu, ao menos, tinha muito mais interesse pelos anões e Bilbo, que vimos no primeiro filme, mas até o final de "A Desolação de Smaug" eles me pareceram meros coadjuvantes. 

Além disso, a falta de sutileza tira muito a beleza que a trama poderia ter - com mudanças ou não. PJ não parece confiar na inteligência de seus espectadores, e esfrega na nossa cara várias menções à terrível ganância dos anões, explica motivações com falas simplistas ("é a nossa luta! Não fazemos parte desse mundo?") envolve Bard em uma trama dentro de sua cidade entregando-nos um governante caricato demais e com humor que não me cativou - o pastelão característico do PJ... Bard corre pra lá e pra cá, esconde anões com peixes e e os enfia em privadas, é preso... uma correria que, ao invés de me divertir, me cansou, por falta de empatia mesmo. É muito personagem em tela sem tempo de desenvolvimento e sem esforços em relação a isso. Por exemplo, não é porque já conhecemos Legolas da primeira trilogia que ele pode aparecer como um personagem plenamente estabelecido e que está ali apenas para fazer piruetas e cenas de combate no melhor estilo videogame, batendo em orcs, subindo nas cabeças de anões (juro que eu queria ter derrubado ele no lago nessa hora, cara chato!) e sendo "fodão". Por que para desenvolver personagens enquanto pessoas o PJ não toma liberdades criativas? Pois é... 

As subtramas vão cansando e apresentam falhas, falhas claras, SIM, não importa que o filme seja de ação ou aventura, ele tem ao menos que ser verossímil e inteligente (o livro é, apesar de toda a leveza e suposta infantilidade). Por exemplo, nas cenas que envolvem Gandalf (Ian Mckellen continua ótimo, obrigada, embora o enredo o subestime)... para resumir, o mago cinzento acaba, uma hora, por se defrontar com Sauron, é completamente subjugado por ele, e.... e Sauron resolve prendê-lo... por que matar ele, né? É só um zé ninguém que não vai dar trabalho nenhum no futuro, deixa ele vivo, coitado do velho...  está aí uma faceta de bondade no Sauron que eu não conhecia.   

Outro momento um pouco incômodo é quando Smaug aparece. O dragão, mantendo um diálogo de astúcia com Bilbo (o filme é bastante fiel ao livro nesse primeiro momento), depois vira um cachorrão bobo, envolvendo-se em uma "brincadeira" de esconde-esconde e caindo em ardis tolos como ir atrás de quem está chamando do outro lado da sala, mesmo tendo três ou quatro anões perfeitamente visíveis e comíveis à sua frente. Smaug, apesar da vaidade e do orgulho, é um dragão inteligente. No diálogo com Bilbo, fica claro que ele está falando e falando porque está curioso e sabe perfeitamente que pode matar o hobbit quando quiser - por isso não se apressa. Sendo assim, não encontro justificativas para ele ter mudado sua atitude e inteligência depois. Isso, para mim, deixou claro que algumas liberdades tomadas pelos produtores e pelo diretor foram mais negativas do que positivas, sendo que o roteiro diminuiu de qualidade ao se afastar da situação original da própria história - quer dizer, poderia haver um enfrentamento, uma mudança, mas creio que poderia ser conduzido de outra forma. Restou uma perseguição meio pirotécnica, que é divertida, mas um pouco absurda e fora de tom.  E toda aquela história da balestra... da flecha negra... puxa, eu gostava tanto da ideia original, da falha descoberta pelo Bilbo na couraça... era uma parte importante, que dava um destaque bacana para o personagem. Lamentei essa escolha narrativa, sinceramente. 

Uma coisa que me incomoda um pouco na turma dos ferrenhos defensores do filme e de Peter Jackson é o modo como falam e defendem as supostas "adaptações". Para eles, é como se o livro de Tolkien fosse um marasmo sem fim, sendo que Peter Jackson praticamente fez um favor ao professor adaptando a história para os cinemas e melhorando aquele terrível e tedioso texto. 

NÃO. Mil vezes não. Eu entendo perfeitamente que um filme precise de adaptações, mas o texto de Tolkien é bom e poderia ter sido mais bem aproveitado nesse segundo filme, fazendo uma mistura mais orgânica entre a linguagem cinematográfica e literária, e transformando o filme em uma verdadeira adaptação, não uma fanfic.  

O Hobbit é um livro que começa despretensioso - você não dá nada por ele - e vai prendendo o leitor devagar, de modo que no final você já não larga mais o bichinho. Existe toda uma sutileza na forma como as coisas são tratadas (como os temas da vaidade e da cobiça), no humor, na mudança de Bilbo, e é essa essência que foi abandonada em A Desolação de Smaug. Bilbo virou quase um coadjuvante, Thorin mudou demais em relação à persona que foi construída para ele no primeiro filme, e Legolas e Tauriel são bastante dispensáveis, embora eu adore ver os elfos (mas não desse jeito...). Thranduil, na minha opinião, foi a pior caracterização do filme, com tantos maneirismos e caras e bocas que cheguei a ficar incomodada. Não há lugar na obra de Tolkien que diga que os elfos falam com três batatas na boca, andam em câmera lenta e são absolutamente andróginos e cheios de trejeitos. Então, desde o Senhor dos Anéis eu não concordo muito com a visão do PJ em relação aos elfos. Isso poderia passar batido se eu não tivesse me incomodado com tantas escolhas equivocadas. Mas não houve jeito... 

No fim, analisando o filme como uma obra totalmente separada do livro (porque é isso que A Desolação de Smaug é), continuo não gostando dele, exatamente pelas subtramas mal desenvolvidas e por ter relegado os supostos protagonistas a segundo plano, deixando personagens verdadeiramente carismáticos e melhor desenvolvidos (Bilbo e Balin dizem oi) com pouco tempo de tela. Para que inventar duas filhas para o Bard, por exemplo, se mal temos tempo de nos importarmos com elas? Quão estranho é pensar que a motivação para toda a jornada do Legolas ali era seguir uma suposta paixão que nem tivemos oportunidade de conhecer direito? E me parece estranho que o filme seja tão longo e mesmo assim não tenha tempo de desenvolver decentemente seus plots. Isso é sinal de excesso de tramas, de excesso de gordura no filme (sendo que partes interessantes como a passagem na Floresta das Trevas e a visita a Beorn são corridíssimas). 

Novamente, deixo claro que isso é minha opinião, sincera, sem birras ou outras coisas. Não desmereço o trabalho do Peter Jackson, mesmo porque a trilogia do Senhor dos Anéis são meus filmes favorito a ponto de termos em casa o box das versões estendidas (tá, foi um presente conjunto dos alunos do Matheus para ele, mas quem deu a dica fui eu XD!). Mas ser fã não é aceitar cegamente tudo o que se faz. Podemos, temos direito e devemos reconhecer falhas (e também acertos). Infelizmente, no caso desse filme, os erros suplantaram os pontos positivos para mim. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Estreia no Contos Sonoros!

Saudações, queridos leitores! Que bruxaria é essa que vem acontecendo comigo, hein? Agora que tenho mais tempo para postar, as ideias me fogem e eu fico encarando a tela em branco... puxa vida!

Bem, mas posso dizer que tenho uma novidade sim. Quem leu o último post sabe do projeto de audiocontos que o Meia-lua pra frente e soco tem. Fazia um tempo que eu ensaiava gravar algo para o site, embora tenha bastante vergonha. Mas gravei várias vezes o mesmo conto, e enfim alguma coisa saiu. 

O conto em questão é Carolina, uma homenagem à minha avó que faleceu há pouco mais de três meses (e que obviamente se chamava Carolina). Foi um período triste mas posso dizer que fiquei feliz e aliviada por minha avó ter descansado e ter parado de sentir dor e não poder mais andar. Era algo muito ruim para ela, que sempre foi uma velhinha muito ativa, indo para lá e para cá sozinha, pegando mil ônibus e batendo perna nesse mundão de meu Deus. 

Alguns dias depois da morte da minha avó, eu sonhei que ela trazia chá e pipoca para mim e para minha irmã, uma coisa que ela realmente fazia muito. Pegava a gente de surpresa trazendo uma bandejinha com as guloseimas, e sempre trazia chá de cidreira, que é o que eu mais gosto. 

Desse sonho veio a ideia para o conto em questão, que postei no wattpad há um tempo e depois resolvi gravar para o Contos Sonoros. Foi uma homenagem, muito espontânea na verdade, que escrevi em um momento de sensibilidade em relação à partida dela. Acho que foi um jeito de agradecer. 

Eu não divido isso com vocês para ganhar compaixão e nem me aproveitar de qualquer perda ou dor para chamar atenção - não suporto quem faça isso, e confiem que não é essa a minha intenção, mesmo porque todo ser humano sofre perdas e isso não é exclusividade minha. Divido porque nesse momento já sinto que a minha memória em relação a ela é uma mistura de orgulho de quem ela foi e felicidade por saber que ela está em um lugar melhor, e sei que isso não vai mais mobilizar dor e peso em relação a ela. A minha garganta ainda aperta, mas sei que não tenho motivos para tristeza - ela está bem agora, melhor do que estaria se ainda estivesse conosco. 

Enfim, depois de toda essa falação, deixo aqui o link para quem ainda não ouviu o audioconto. E deixo também a trilha que pedi para o André colocar de fundo - uma música muito especial para mim, composta pelo incrível Vangelis e chamada La petite fille de la mer. 




EU PROMETO voltar logo com notícias e novidades em relação a O Enigma da Lua, tá, pessoal...! Só queria dividir meu primeiro audioconto com todos vocês :). E fazer um brinde virtual com todos em memória da grande Carolina, com alegria no coração, porque é isso que ela merece \o/!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Divulgando... muitas coisas!

Saudações, meus queridos leitores! Eu já estava devendo um post desses há muito tempo para as pessoas bacanas que eu conheço por essa internet de meus Deus. Sim, hoje chegou o dia de divulgar trabalhos de artistas talentosos, pessoas que estão batalhando para serem conhecidas e reconhecidas. Tem até uma ou outra coisinha relacionada a mim... vamos ver?

1 - O Enigma da Luz - Wellington Cunha

O Wellington Cunha entrou em contato comigo há alguns dias, me explicando a situação dele, que me é tão familiar: acabava de publicar de maneira independente, pelo Clube de Autores, e estava precisando divulgar a obra dele... eu sei como isso pode ser difícil e estamos todos na mesma luta. Por isso mesmo, trago aqui para vocês conhecerem "O Enigma da Luz" (que título bonito, não? Que bom gosto!), cuja sinopse me pareceu bastante intrigante: 

"Paulo, um rapaz retraído e vivendo em um mundo marcado pelo preconceito e pela hipocrisia, se vê injustamente acusado pelo assassinato de uma criança. Hostilizado, agredido, humilhado e aprisionado, sob a iminência de ser condenado à morte, se envolve em uma jornada que mudará a sua vida para sempre. Uma luz misteriosa o acompanha durante toda a sua jornada e o destino o colocará diante de uma decisão que poderá mudar, não só o seu, como o destino de toda a humanidade, para melhor, ou para pior, para a luz, ou para a escuridão. Tudo dependerá da escolha que ele irá fazer." 

O Welington me disse que está trabalhando atualmente em um novo livro, chamado "O Guardião das Espadas", e que contratou o trabalho da maravilhosa Angela Takagui (puxo o saco mesmo!) para ilustrar essa obra. Alguma dúvida de que o Wellington leva o trabalho de escritor a sério? Logo, logo eu pretendo conhecer "O Enigma da Luz", e espero que todos queiram dar uma chance ao Wellington e a todos os escritores que batalham nessa blogosfera afora. 

2 - Audiocontos do Meia-lua pra frente e soco  

Os meninos do Meia-lua pra frente e soco estão com um projeto de audiocontos chamado "Contos Sonoros". Eu já ouvi vários e sinceramente estou impressionada com a qualidade dos trabalhos e com as narrações super inspiradas do pessoal. Já publicaram seus audiocontos por lá a Karen Alvares, a Ana Lúcia Merege, o autor Giovani Arieira (que também mora em Londrina), Jacó Galtran, e a última moça a emprestar seu talento para o Contos Sonoros foi a Gisele Bizarra, com o instigante "Eu sou a Caça". Confiram lá, gente!! 

3 - "Amor de Cortesã" e a tirinha do Wellington Marx 

Vocês lembram do Thomas Chasen? Se não lembram, cliquem AQUI e refresquem suas memórias. O moço inspirou duas grandes artes: uma poesia de Jacó Galtran, nos revelando o passado negro desse galã misterioso que aprontava altas confusões do barulho, e essa tirinha, que fala por si: 

Clique para aumentar!
Por enquanto é isso, pessoal. Espero que tenham gostado e que confiram os trabalhos desse pessoal talentoso dimais da conta!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Círculo dos Sete - Conheça a versão impressa!

Saudações, queridos leitores! Hoje estou passando aqui para dizer que finalmente recebi em casa meu primeiro exemplar de O Círculo dos Sete! Apesar das frustrações - ver ainda alguns (muitos para o meu gosto) errinhos de digitação no material final ao passar o olho pelo livro mais uma vez, e perceber que alguns parágrafos que eu achei que estavam bons nas primeiras leituras não estão tão bons assim - o livro ficou lindo, e quem já leu disse que entendeu bem a história e que gostou. Por isso mesmo, nada de me lamentar agora! Com vocês, O Enigma da Lua - O Círculo dos Sete, com a bela arte da Angela Takagui!









(Favor ignorar a poeira na cadeira que eu só percebi agora. É uma cadeira na qual a gente não senta tanto XP). 

Lembrando que quem quiser comprar a versão impressa, pode encontrá-la no Clube de Autores, clicando AQUI. O Clube está com promoção de 35% de desconto em todos os livros até sexta-feira!! Corram lá!!

Meus agradecimentos às queridas Angela Takagui e Amanda Silversong, que já leram a obra e que me passaram suas impressões com palavras de estímulo e carinho. Muito obrigada a vocês, suas anjas do céu! 

domingo, 17 de novembro de 2013

Referências - O Círculo dos Sete

Saudações, pessoal! Depois de ter dado uma sumida por motivos de estive-passando-mal, eis que retorno das cinzas (quem vê pensa, foram só alguns dias). Com o estômago acalmado e a cabeça mais clara, venho trazer nesse domingo preguiçoso uma postagem que já estava planejando há algum tempinho.

Fiz, toscamente em um programinha que tenho aqui em casa, um pequeno quadro de referências, ou coisas que me inspiraram e me guiaram na escrita desse segundo livro. Talvez a minha escrita não tenha melhorado como eu desejava (isso só vocês me dirão), mas eu realmente me senti mais amadurecida nesse processo, e sinto que consegui definir melhor o que eu queria e que tipo de "clima" desejava passar com alguns personagens, lugares e cenas. Então, vamos ao quadrinho:


Começando da esquerda, nós temos:

1 - Os sete raios e Saint Germain: isso partiu de uma doutrina que aprendi com meus familiares, e, independente de eu acreditar nisso ou não, eu sempre fui fascinada pela "história" dos sete raios. Poucas pessoas conhecem, mas basicamente eles são energias que representam conceitos como fé, amor, pureza e disciplina, conhecimento, compaixão, etc. Essas energias, de certo modo, podem ser mobilizadas pelo ser humano em sua busca espiritual. O que mais me fascinava quando era pequena é que cada raio desses tem um representante, digamos assim, um ser humano que evoluiu e se tornou um patrono espiritual. Por algum motivo, eu sempre gostei do representante do sétimo raio, Saint Germain, e as histórias misteriosas sobre ele (diz-se que foi um alquimista no século 18, o conde de Saint Germain na França). A intenção não foi passar uma crença, de jeito nenhum, mas sim usar em um mundo de fantasia algo que sempre me despertou a curiosidade. Eu tinha planos em relação a isso desde o primeiro livro, e embora tenha encontrado pessoas que já utilizaram os sete raios de maneira muito mais sutil e bacana (sim, Ana Lúcia Merege, eu estou falando de você e das torres do Castelo das Águias!), eu não desisti e encontrei em Nuvara um local para fazer a minha versão dos sete raios e um personagem vagamente inspirado em Saint Germain.

2 - Ivy e Lucius, de A Vila: o meu casal favorito de todos os tempos me inspirou um pouco em como eu conduzia os diálogos entre dois personagens. Notadamente, Ivy é uma moça alegre e mais extrovertida do que o sério e circunspecto Lucius. Quem já leu/lerá o livro sabe/saberá que dois personagens da história são assim, e eu confesso que escrevi as cenas dos dois embalada, várias vezes, por essa linda trilha sonora:


Esse começo, esse COMEÇO!!!!! Eu repetia a música do 0:00-2:00 ad infinitum. 

3 - Arwen e Aragorn: outro casal entre os meus favoritos que me inspirou a criar um novo relacionamento nesse livro. Eu quis, descaradamente, fazer (mais) uma homenagem ao universo de Tolkien, mas criar também a minha versão de um casal separado pelo destino e pelas condições sociais, envolvido, digamos, em um relacionamento mais "solene", e entre duas pessoas mais velhas e amadurecidas. Não, pessoal, eu juro que não fiz uma cópia - a questão aqui é inspiração mesmo. 

4 - O vitral na árvore: essa linda imagem me encantou tanto quando eu a vi que me inspirou a compor um cenário especial em Nuvara: a clareira da árvore Anúin. Existe uma cena bastante importante nesse lugar: a cena do ritual Ellein-Gan. Para saber o que é isso, vocês vão ter que ler mesmo, porque eu prometi não ficar dando spoiler por aqui (sou muito spoilerenta!!). 

5 - A Torre de Marfim de "A História sem Fim": essa é outra imagem que me encantava muito quando eu era pequena e assistia na Sessão da Tarde a versão cinematográfica do maravilhoso livro de Michael Ende, "A História sem Fim". Sendo assim, Nuvara ganhou sua própria torre, que não é de marfim, e sim de alabastro. Não faço ideia se alabastro seria uma material resistente o bastante para construir-se com ele uma torre inteira - pelo que pesquisei, acho que sim. Mas me dei essa liberdade porque Nuvara é uma ilha mágica. 

6 - Borboletas Azuis: a borboleta azul já começa a aparecer em O Círculo dos Sete e é um símbolo importante no mundo de Edrim. Quem já leu o conto "A Borboleta" sabe o porquê :).

7 - Romeu e Julieta: já falei por aqui o quanto gosto dessa história tão famosa de William Shakespeare. Minha irmã sempre se revolta contra esses dois adolescentes que se matam por amor e fala que Romeu devia ter esperado um pouco mais antes de dar cabo da própria vida. Eu concordo XD, mas acho a história apaixonante ainda assim. Isso se deve em grande parte ao filme de 1968, de Franco Zefirelli, que escalou uma Julieta e um Romeu simplesmente encantadores. Esses dois conseguiram passar tão bem a delicadeza e a pureza de um amor entre dois adolescentes (hoje em dia os adolescentes já sabem mais do que eu, mas enfim...) que são minha grande inspiração para Laucian e Elora - afinal, os dois, apesar de toda sua ligação, começaram a história como adolescentes comuns e apaixonados. Nas cenas entre os eles, também ouvi a trilha sonora de Nino Rota ad infinitum. Principalmente em uma cena mais triste, em especial... 


A partir do 1:08, meu coração, GAAAAAH!!! Tão lindo!!! Tão Elora ♥ Laucian quando os dois se encontram de novo depois de uma cena fatídica! Tá, parei de surtar. 

8 - Um dragão negro: apesar de não termos um dragão negro nesse livro, haverá um no terceiro, e a presença dele me assombrou durante a escrita. É como se eu soubesse que ele vai chegar. Sim, vai chegar e vai atormentar a vida dos personagens, em especial de dois deles. 

9 - Lago subterrâneo: existe um lago subterrâneo muito importante nesse livro, o Nidaria, que é o estopim para uma cena bastante marcante. O Nidaria fica em Nuvara, e eu me inspirei em diversas imagens de Bonito-MS, entre outros locais, para conseguir fazer uma descrição minimamente decente. 

10 - Mulher-Gavião e Gavião Negro: ai, esses dois.... são super-heróis da DC Comics. Embora eu não conheça quadrinhos a fundo, esses dois têm uma das histórias de amor mais lindas que eu já li, e me inspirei bastante no destino triste de Quéops e Chay-Ara (primeiras encarnações dos dois) para compor o relacionamento entre dois personagens (eu me estresso com quadrinhos porque eles ficam separando os casais, gwjwjheeFfffd, e mudando as coisas!!!). Mas confesso que a história  deles têm bastante a ver com toda a temática do O Enigma da Lua. 

Escrevi demais, eu sei, então por hoje ficamos aqui. Ainda estou duvidando da utilidade desse post, mas só sei que gosto de falar daquilo que me inspira, então... não posso dizer que não foi divertido XD!

Um abraço, queridos leitores, e espero que tenham paciência para ler e comentar!

domingo, 10 de novembro de 2013

O Enigma da Lua - O Círculo dos Sete na Amazon!

Saudações, queridos leitores!

Hoje a postagem é rápida e servirá apenas para avisar que agora O Círculo dos Sete está disponível na Amazon! Lembrando que o primeiro livro da série, A Centésima Vida, também está por lá, por um preço muito bacaninha :). 

Então, fica aqui também um recado para quem ainda não leu o primeiro e gostaria de conhecer o mundo de Edrim e a história de Elora, Laucian, Myron e Valenia. Que tal adquirir os dois livros para ter uma leitura leve para o próximo feriado? Eu ia ficar muito feliz XD. 

Para ir até a página da Amazon, basta clicar nos links abaixo. Boa leitura!


Também tem o conto A Borboleta, que tem uma grande relação com a história de O Enigma da Lua por lá. Conheçam!

Um abraço, bom fim de domingo e fico por aqui!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Refletindo: o que eu esperava e o que realmente foi O Círculo dos Sete

Nuvara: um desafio para mim.
Saudações, queridos leitores! 

Como eu havia dito na postagem anterior, a partir de agora vou ficar falando sozinha publicar aqui no blog alguns posts sobre o processo de escrita de O Círculo dos Sete. Afinal, foram dois anos convivendo com esse livro, com seus desdobramentos e com o que ele trouxe para a história de O Enigma da Lua como um todo e para seus personagens. 

Primeiramente, eu devo dizer que eu tinha algumas expectativas para esse livro. Bem, eu sempre tenho na minha cabeça um esqueleto do que eu quero para a história, mas os detalhes e o "recheio" vão surgindo no momento da escrita mesmo. É como se eu tivesse os ingredientes todos, mas para fazer o bolo tenho que combiná-los para que a massa dê liga. E dessa vez, acho que ao invés de ter o bolo que eu esperava, me vi assando outro, porque combinei os ingredientes de forma diferente. 

"O Círculo dos Sete" foi planejado para ser o último livro da série de O Enigma da Lua. Eu não sou uma grande fã de séries intermináveis e não tinha pretensões de fazer uma trilogia. Acreditei que terminaria a história toda em dois livros, e pronto! 

Essa foi a primeira expectativa quebrada. Vi que não conseguiria terminar tudo no segundo livro. Poderia até ter feito isso, mas teria ficado um livro extremamente corrido e superficial. O "recheio" do bolo foi crescendo, e percebi que eu tinha que apertar o freio, me conter. O que eu mais gosto em um livro é de um bom desenvolvimento, que me dê tempo para me apegar aos personagens e acreditar que tudo o que está acontecendo é "real" dentro daquele mundo. Não consigo me sentir assim com histórias corridas, apressadas, e não desejei isso para o meu livro. É claro que não sei se o ritmo que eu adotei vai passar aquilo que eu quis passar, mas ao menos eu posso dizer que tentei. 

Veio, então, a decisão de dividir o livro em questão em dois, ou seja, fazer um terceiro livro. Mas é claro que isso trouxe também seus problemas. 

Eu imaginei um livro 2 com mais ação, descobertas e batalhas, porque o primeiro livro já tem um caráter bastante introdutório. Então, eu queria que esse mostrasse mais os personagens "botando a mão na massa". Bem, é claro que nós temos ação, e eu diria que no começo o livro é até bem agitado. Mas quando cheguei em Nuvara com os personagens, eu percebi que precisaria apresentar aquele novo mundo. Um dos conselhos que recebi de leitores do primeiro livro foi o de desenvolver mais meu mundo e melhorar minhas descrições. E senti que precisava dar uma atenção especial para Nuvara e para o que aconteceria lá, ou senão correria o risco de criar um lugar insípido, sem vida própria e pouco crível para os leitores. Apenas um "check point" para os personagens. E não era isso que eu queria, não mesmo! 

Portanto, tivemos um livro com um pouco de ação, mas também com outras coisas. Procurei desenvolver os personagens e o relacionamento entre eles, mesmo porque para mim isso é bastante importante. Em questão de romance, por exemplo, acho ruim quando os personagens se apaixonam do nada e de repente já fazem juras de amor eterno. No caso da Elora e do Laucian, por exemplo, a gente sabe que eles já se conhecem desde pequenos e que sempre foram amigos, então introduzir um romance entre eles é mais fácil. Mas outros personagens precisavam de tempo e coerência em suas relações. Além disso, tinha que haver amadurecimento deles como pessoas. 

Sendo assim,  o livro ainda tem um pouco de clima de "preparação". Não é como o primeiro, mas também não é o livro mais agitado que pensei que seria. Fico sinceramente com medo de que algumas pessoas possam achá-lo arrastado, mas eu também acho que quem gosta de desenvolvimento de personagens vai curtir. Sei lá. Tudo é tão incerto, gaaaah!

Uma coisa engraçada que notei é que é muito complicado monitorar a sua escrita em uma história na qual você está tão envolvida. Constantemente, eu me deixava levar pela história e mergulhava ali, com tudo. O problema é que é preciso ficar com o pé no chão para evitar coisas que vão desde incoerências na história até erros de ortografia e repetição de palavras e estruturas em um mesmo parágrafo. Percebi que consigo fazer isso até que bem em um conto, mas em um livro, a coisa é mais complicada... então.... peço desculpas adiantadas. Eu sei que o livro não está perfeito em questões de linguagem, estilo, e talvez até de história, mas eu procurei me esforçar bastante para entregar algo que possa entretê-los e envolvê-los. 

Por último, algumas revelações que eu planejava fazer nesse segundo livro vão ficar para o terceiro. Percebi que ficaria muito melhor deixar algumas coisas para mais tarde. Mais natural. Espero ter acertado na minha escolha!

Bom, pessoal, por hoje é isso. Espero vê-los por aqui comentando e espero que esse post possa despertar um pouco a curiosidade de vocês. Ah, e em breve o livro já estará na Amazon! Cadastrado já está, graças à Karen Alvares que me salvou e fez a diagramação para mim no programa infernal Calibre (mentira, sou eu que não sei lidar com ele porque sou inepta). Ela é uma moça esperta, e além de tudo isso, tem um coração muito generoso, pois se propôs a me ajudar no meio das minhas lamentações no twitter. Obrigada, Karen, essa atitudes valem o mundo para mim, e jamais as esqueço!

Bem, até breve, pessoal! Volto logo XD. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lançamento - O Enigma da Lua: O Círculo dos Sete!


Saudações, queridos leitores. Hoje é um dia muito especial, que eu venho alardeando há um certo tempo por aqui. Chegamos finalmente ao dia 7 de novembro, e isso significa que... 

ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE GASTRITE DA LIÉGE PORQUE AS PESSOAS VÃO LER O QUE ELA ESCREVEU 

O Círculo dos Sete está pronto. Pronto e publicado :). 

Esses últimos dias foram desgastantes, mas a alegria que eu sinto agora compensa tudo! Como é bom ver esse livro terminado! Por alguns momentos eu juro que achei que isso não aconteceria, porque eu sou muito indecisa quanto ao que escrevo. Sempre penso que está horrível em certos momentos, e então tenho vontade de jogar tudo fora. Além disso, sou enrolada. Então, colocar esse prazo foi uma coisa muito boa mesmo. Porque posso ser enrolada, mas levo a sério compromisso que estabeleço com vocês aqui do blog. Tudo gente boa, que merece ser respeitada, capisce? 

Gostaria de agradecer novamente a todos vocês, que tornaram o livro possível. Vocês sabem o quanto são importantes, pessoal. 

Bem, mas agora vamos falar do livro. Ele tem 568 páginas, 13 capítulos e ilustrações lindas da Angela em sua capa e seu miolo. Por conta do número maior de páginas, o preço dele ficou um pouco mais salgado :( no Clube de Autores: saiu por R$ 46,03 a versão impressa. Lá no Clube também há a versão em pdf sendo vendida, por R$ 6,64. Para quem quiser conferir, é só clicar AQUI

Para quem quiser adquirir essa versão em PDF diretamente comigo, o preço sai mais bonitinho: lindas páginas coloridas ♥ por R$ 5,00. Basta me contatar pelo e-mail astreya.bhael@gmail.com que combinamos a forma de pagamento e eu mando o livro, com marca d'água e tudo :). 

A versão em ebook na Amazon vai ter que esperar ainda alguns dias, pessoal. A diagramação dessa versão é mais complicada e vou precisar de mais um tempinho para fazer. Contudo, em breve o livro estará por lá também, podem ficar tranquilos!

A partir de hoje, farei uma série de posts falando sobre O Círculo dos Sete: referências, processo de escrita, trilha sonora, o que esperar da história... coisas que eu gosto de contar para vocês verborrágica, eu?, mas que não pude falar por aqui antes, por conta de estar ocupada com o término do livro, hehehehe!!

Publicar um livro é expor seu coração. Estou fazendo isso pela segunda vez, e sei que a caminhada tem sido mais fácil por conta de algumas pessoas que entram sempre por aqui, e, é claro, por conta do meu companheiro. A todos vocês, meu obrigada... 

(bem, vocês foram devidamente agradecidos no livro, tenham certeza disso!)

Obrigada por caminharem comigo. E espero que todos vocês gostem do Círculo dos Sete.   

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Habemus Capa!

Soltem a fumaça branca! Habemus Capa!

(Tá, eu sei que já habemus capa faz tempo, mas é "outra" capa).

Já estou montando o livro no Clube de Autores, e olha só que bonitinha saiu a imagem da capa com as duas orelhas:

Clique para ver maior!! ^^

TÔ.EMOCIONADA. (Achando que sou escritora de verdade com essa orelha com foto).


Segura, gente! Só falta 1 dia!!

(568 páginas esperam vocês).

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

7 dias!

Saudações, queridos leitores!

Ando em ritmo de escrita frenético. São cenas sendo reformuladas, novas partes sendo criadas, diálogos sendo aprimorados... e eu aqui, esperando que fique minimamente bom.

Para ser sincera, embora eu e minha amiga insegurança eterna continuemos em um relacionamento firme e forte, eu estou ficando contente com o resultado. Claro que sempre vai haver o que melhorar, ainda mais porque... bem, eu admito que ainda tenho muito o que aprender.

De qualquer maneira, hoje estou aqui apenas para dizer: feliz Dia das Bruxas, e FALTAM 7 DIAS PARA O CÍRCULO DOS SETE!!

E, para quem quiser matar a saudade e aumentar um pouco a expectativa, vamos relembrar a capa e o booktrailer!!



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Concentrada...

Em escrever o livro, pessoal! Hoje só passei para falar isso!

Em breve novas postagens e... dia 7... VOCÊS JÁ SABEM. GAAAAAAH!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Podcast Meia-lua pra frente e soco - Ofício: escritor independente!


EU FALEI QUE TINHA GRAVADO UM PODCAST E AQUI ESTÁ A PROVA!

Mas antes, algumas coisas que vocês precisam saber: 

1. Minha voz é fina e engraçada;
2. Tenho sotaque de londrinense (poRRRRRRta abeRRRRRta);
3. Eu falei uns negócios nada a ver sem perceber. Tipo: "com o blog, fui 'estabelecendo contatos'". Fui estabelecendo amizades, isso sim! Afff!
4. Eu fiquei dando recadinhos e falando oizinhos para o pessoal que passa sempre por aqui como se estivesse no programa da Xuxa, mas o André teve que cortar tudo por causa do tempo XD. Snif. 
5. Eu tenho vergonha de gravar minha voz e falar assim, mas EU CONSEGUI, aaaaah!!! 


De qualquer jeito, para quem quiser conhecer um pouco sobre as origens de O Enigma da Lua, sobre como a maluca aqui começou a escrever, e também ouvir algumas dicas de uma autora iniciante e doida, basta ir ao site do Meia-lua pra frente e soco clicando AQUI!

Lembrando que temos vários depoimentos de outros autores mais talentosos e muito mais articulados do que eu no final do podcast, entre eles o Jacó Galtran (palmas), a Gisele Bizarra (palmas), a Karen Alvares (palmas), a Ana Lúcia Merege (palmas), entre outros (PALMA PRA TODO MUNDO! RITMOOOO É RITMO DE FESTAAAA). 

Um beijo e um abraço pro meu pai, pra minha mãe... 

Caham, quer dizer, queria mesmo é dar um abraço em quem já escutou, comentou lá no site e quem vai escutar! Valeu pessoal!! Espero que tenham gostado/gostem do podcast. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Resultado Excalibur

Olá pessoal! Eu já tinha postado um resultado aqui, mas peço desculpas, infelizmente tinha esquecido de incluir uma pessoa no sorteio. Sendo assim, vamos a lista de participantes, seguindo a ordem dos comentários e adicionando uma chance extra para quem é seguidor do blog:

1 - Estudio Daimon
2 – Gisele Bizarra
3 – Gisele Bizarra
4 – Jacó Galtran
5 – Jacó Galtran
6 – Ana Paula Scolari
7 – Ana Paula Scolari
8 – Alice Guerreiro
9 – Alice Guerreiro
10 – Cristiane
11 – ÉCPO
12 – Elizabeth Machado
13 – Elizabeth Machado
14 – Andréia Nogueira
15 – Andréia Nogueira
16 – César Silva
17 – Redd
18 – Redd
19 – Renata Melo
20 – Renata Melo
21 – Rebecca de Sales Newbold
22 – Rebecca de Sales Newbold
23 – Lory Scharlott
24 – Scaevola
25 – Gabriel Farias
26 – Thiago Halfling Bêbado Dal Bó

U número sorteado foi...


Parabéns, ANA PAULA SCOLARI!! Por favor, entre em contato pelo e-mail astreya.bhael@gmail.com para enviar seus dados em até 48 horas, ok?

Gostaria de agradecer a TODOS que participaram, foi um prazer ler cada um dos comentários. Quem não ganhou, não desanime, pois teremos mais sorteios no blog no futuro, ok?

Lembrando que também há um sorteio de Excalibur no blog Livros de Fantasia, onde sou colunista, então corre lá que vocês ainda tem chance de ganhar!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

20 dias para...


(Sim, eu meio que surtei com essa ilustração também)

(Sim, sim, há spoilers - para alguns - nessa imagem, pequenos spoilers com asas, ME DESCULPEM. NÃO AGUENTEI. Só que oh: não foi tão spoiler assim, foi?).

(Hoje é dia 17, por isso a postagem comemorativa e de contagem regressiva! Número 7 comandando aqui no blog)

(Como vocês sabem, só a Angela Takagui poderia produzir uma coisa tão linda como esse desenho).

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Comemorando Excalibur e gravando um podcast!

Saudações, queridos leitores! Esse mês estamos com muitas novidades boas, e uma delas eu vim contar para vocês aqui hoje!

Nesse sábado, aproveitando o feriado, eu, meu querido Odin e o pessoal do Meia-lua pra frente e soco e suas esposas acabamos comemorando o lançamento da antologia Excalibur no melhor estilo medieval! Pois é, nos aventuramos em um pub-taverna de Londrina, comemos carne, pão e os meninos beberam cerveja! Eu quis "fazer a elfa" e fiquei com um espumante com licor de pêssego e cereja. Pois é, mas tava bão dimais da conta! (só fica um apelo para os estabelecimentos noturnos baixarem o preço de seus produtos, nunca gastei tantas peças de ouro em uma bebida XP).   

Mas o mais legal é que, depois disso, eu parti para gravar um podcast com o Gleyson e o André, os meninos do Meia-lua pra frente e soco! Eu não sei se eu já falei do Meia-lua pra frente e soco por aqui, já que quando os meninos lançaram eu estava meio lerda nas postagens, mas trata-se de um podcast com foco em videogames e cultura nerd de modo geral. Bem, essa meninada é de Londrina e são amigos meus e do Odin de longa data, então a gente se juntou para falar besteira como sempre, mas dessa vez gravamos XD. Brincadeiras à parte, em breve estará disponível um podcast com "euzinha" falando um pouco sobre o ofício de escritor independente. Sim, vocês poderão ouvir a minha horrível voz e minha mais horrível ainda risada aguda, porque eu ri muito, dando dicas sobre como se lançar no mundo selvagem da internet como se eu soubesse de muita coisa e também contando um pouco sobre como toda essa vontade de escrever surgiu. Foi um bate-papo muito legal, e provavelmente sai no final de outubro. E, o mais legal de tudo isso é que não sou só eu falando - o André teve a ótima ideia de pedir que outros escritores gravassem depoimentos sobre sua labuta, e então temos Gisele Bizarra, Jacó Galtran, Ana Lúcia Merege, Karen Alvares, entre outros, falando sobre seu trabalho. Ficou muito, muito bacana mesmo.   

Fiquei muito nervosa porque eu tenho bastante vergonha de gravar minha voz ou aparecer em vídeo, mas, embora eu tenha começado com o coração batendo muito, logo eu relaxei e comecei a contar a incrível história de Thomas Chasen. É, pois é, vocês vão saber quem é esse super cara... se ouvirem o podcast! 

Para finalizar, algumas fotos desse dia bacana!!

Eu (no meio) e os podcasters André, de listras, e Gleyson, de Amon Amarth XD

Eu e Matheus/Odin ♥ ♥ ♥
Eu, com meu champanhe colorido, Pâmella e Bruna, esposas dos famosos podcasters de Londrina XD, Gleyson e André
Enfim, chega de exposição da figura! Mas é que, dessa vez, vale a pena, pois nas mãos sempre temos a "estrela da noite", Excalibur, esse livro lindão da Editora Draco!

E quem quiser concorrer a Excalibur, lembre-se que temos promoção dele rolando aqui no blog, até dia 19 de outubro!

Abraços, pessoal, e até muito breve! 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Promoção Excalibur!

Fazia um tempo que eu queria presentear o pessoal que visita o blog de alguma maneira. Desde o aniversário de dois anos do blog, eu passei algumas horas em livrarias procurando algo que pudesse ser legal e significativo. Mas, nada me parecia tão bacana, e aí então veio Excalibur!! 

Como alguns de vocês já sabem, Excalibur é uma coletânea de contos passados no universo arturiano da qual eu participei. No ano passado, fiquei sabendo que o meu conto havia sido aceito no dia do meu aniversário, e, nesse ano, será um de vocês que vai ganhar um presente nesse dia!

O presente, é claro, será um exemplar com dedicatória de Excalibur - histórias de reis, magos e távolas redondas. Para instigar vocês um pouquinho, aqui vão algumas fotos do livro, que ficou absolutamente lindo!









LINDO É POUCO, Gaaah!!! E o mais inacreditável é ver meu nome nesse livro. Sério, é algo indescritível. 

Bem, pessoal, para participar desse sorteio, basta postar um comentário nesse post. Só que, gostaria que vocês evitassem o "participando". Para quem já leu O Enigma da Lua, que tal comentar um pouquinho sobre seu momento favorito no livro (se lembrarem!), ou personagem mais querido, ou as expectativas para o novo livro? E quem não leu, que tal falar um pouco sobre o seu interesse e seu envolvimento com as lendas do rei Artur? (não precisa ser um artigo científico, podem ser comentários simples sim, mas com algum conteúdo, ok?). Não se esqueça de deixar seu e-mail no comentário para que eu possa entrar em contato!

Quem for seguidor do blog vai ganhar uma chance extra, ok? Então, ninguém é obrigado a seguir o blog, mas se quiser, eu fico muito feliz!

Os comentários poderão ser feitos até o dia 18 de outubro e o sorteio será realizado no dia 19 de outubro, quando eu estarei completando 26 primaverinhas! Entonces, é isso mesmo, são vocês que ganham presente, uhul!!

Peço que divulguem a promoção se puderem, e não tenham medo de participar, pessoal! Todo mundo que passa por aqui está convidado, ok? Mesmo quem tá chegando pela primeira vez! Tem lugar para todos em volta da fogueira!

SORTEIO ENCERRADO!!!!! RESULTADO PELA TARDE DO DIA 19! AGUARDEM!!!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Em breve... o lançamento de O Círculo dos Sete!

Clique para ver maior! Desenho lindão da Angela Takagui!! 

DIA 7 DE NOVEMBRO!! MARQUEM NA AGENDA!

Pois é, pessoal. Eu disse outubro, mas em outubro não vai dar. Embora eu já esteja quase terminando as reformulações de O Círculo dos Sete, o final do bimestre foi terrível e eu passei a semana final de setembro e a inicial de outubro sem poder tocar no livro graças a provas, trabalhos e cadernos a corrigir. No começo de setembro, ainda, a minha vó faleceu, e também foi uma semana de molho, já que não tinha muita cabeça para trabalhar no livro. Então, eu peço desculpas pelo "atraso", mas agora tudo já está organizado, e eu finalmente pude definir uma data. Nada melhor que lançar "O Círculo dos Sete" no dia 7, não? 

Para comemorar essa notícia, eu já havia encomendado um desenho lindão para a Angela, então, ei-lo! Com vocês, Laucian e Elora mais velhos, lindos e poderosos XD, dizendo a vocês: "Vejam, o dia está chegando! Curtam a gente em O Círculo dos Sete, no dia sete de novembro! Uhul!".  

Brincadeiras à parte, pessoal, o sentimento é o seguinte: eu não sei se o livro estará perfeito, mas sei que estou fazendo o meu melhor, e espero poder ouvir de vocês que, mesmo com falhas, a minha escrita melhorou. Espero que possam se envolver mais uma vez com os personagens. Espero que gostem do que eu reservei para cada um deles, embora nem tudo vá ser revelado nesse segundo livro. Muita coisa vai ficar para o terceiro - e último. 

Gostaria de agradecer quem passa por aqui e comenta (e quem passa e não comenta também, puxa, eu sei que tem gente assim, eu sei que vocês existem, HÁ!), porque são vocês que me motivam a continuar. Sou dessas pessoas que não confia mesmo no que faz, e embora saiba que eu tenho que fazer as coisas sem precisar sempre de "aprovação externa", ver que existem pessoas interessadas genuinamente no que eu escrevo me dá um gás a mais. Perceber que existem pessoas que gostam e curtem das mesmas coisas que eu gosto, que valorizam aquilo que eu valorizo... ah, desculpe, isso é muito legal. As diferenças são muito bem-vindas, mas as identificações e coincidências também são maravilhosas. Então... valeu, pessoal!

E, em agradecimento, eu já anuncio: amanhã vai rolar sorteio aqui no blog, e o resultado vai sair na data do meu aniversário!! O prêmio é um livro, mas que livro é amanhã eu conto, ok? Por enquanto, vamos comemorar o vindouro 7 DE NOVEMBRO!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Top 5: Títulos de Livros

Achei fofo! E não é verdade? Obrigada, leitores-amigos que alegram o meu dia!
Fonte

Saudações, pessoal! Estou aqui super feliz porque finalmente terminei de corrigir meus 240 cadernos e então resolvi fazer um post diferente bobo. Mas antes disso, vamos a alguns recados:

1. Eu prometo logo trazer notícias sobre O Círculo dos Sete. Sim, eu sei, é outubro e eu fiz uma promessa para outubro. Mas preciso esperar o fim do bimestre para poder trazer algo de concreto, e para isso eu tenho data: dia 07 desse mês. Prometo uma postagem nesse dia ou antes para definir definitivamente a data da publicação!

2. Estou preparando umas surpresinhas para vocês. Entre elas um sorteio (eu falei que faria!). Fiquem de olho!

Dito isso, vamos à postagem. Sou fascinada por títulos de livros e hoje resolvi listar os meus títulos favoritos, aqueles que eu acho mais bonitos e espetaculares e que me chamaram muito a atenção. Aqueles que um dia eu gostaria de emular, de alguma forma XD. Deixo claro que vou deixar de fora os títulos lindos dos meus amigos escritores para não ser injusta com colocações (vocês são fodas: Amberblades, Guerra nos Nove Mundos, O Legado de Lyraan, Crônicas de Elgalor, O Castelo das Águias, Noites Negras de Natal, não tem título feio, putz!). Então, vamos lá?

5 - O Senhor dos Anéis (por J.R.R. Tolkien)

Meu livro favorito não poderia estar fora dessa lista. Está em quinto porque eu já me acostumei tanto com esse título que ele parece um velho amigo. Mas ele é lindo, ele é instigante, e não é óbvio. Se você não sabe nada sobre o universo da Terra-Média, você vai ficar se perguntando quem diabos é esse senhor dos anéis, e porque ele gosta tanto de anéis assim. Você vai perceber ao longo da lista que eu gosto de títulos que começam com artigos definidos XD.

4 - Noite na Taverna (por Álvares de Azevedo)

Um brasuca na lista! Há algo de muito bacana nesse título, algo fantasioso, misterioso e boêmio. Antes de jogar RPG e me relacionar intimamente com tavernas XD, eu já gostava muito desse título. Sempre me deixou instigada a descobrir o que se passou nessa noite... e poucas palavras são mais legais do que "taverna". In taberna quando sumus... (Carmina Burana feelings).

3 - O Chamado de Cthulhu (por H.P. Lovecraft) e Stardust (por Neil Gaiman)

EMPATE!

Eu gosto muito do título do Lovecraft em inglês, "The Call of Cthulhu". Apesar do terror não ser meu gênero favorito, eu gostei bastante desse conto quando o li, e acho esse título muito legal. Só ele já me dá arrepios pelas costas. Brrrrrr!!

E, EXISTE título mais fofo, lindo, e querido do que Stardust?? Impossível!! E bom mesmo é não traduzir, porque pó de estrelas não ficaria muito bom...

2 - O Nome do Vento (por Patrick Rothfuss) e O Tempo e o Vento (por Érico Veríssimo)


EMPATE de novo!! Mas vamos confessar que esses títulos são semelhantes, não? Eu acho esses dois títulos as coisas mais lindas do mundo. O Nome do Vento ainda não li inteiro, mas já li o começo e vi que o nome do livro tem um significado todo especial dentro da história. A cada vez que o protagonista repete o título, eu me vejo toda arrepiada. Sério. Esse título foi estupidamente bem escolhido e é lindo demais.

O Tempo e o Vento, bem, eu também não li, só vi a série antiga da Globo. Adorava a história, quero ler um dia, e esse título é maravilhosamente belo. Nossa, quem me dera criar um desses.

1 - A História sem Fim (por Michael Ende)


MELHOR título do mundo, e um dos melhores livros que já li em toda a minha vida. Está emparelhado com o Senhor dos Anéis como meu livro favorito. Gosto tanto do título em português quanto do título em inglês (Neverending Story é demais!), mas o original em alemão é todo Gesundheit: Die Unendliche Geschichte. Lindo, significativo, tudo de bom, gaaah, leiam esse livro!


Eis aqui a lista! Tenho certeza que vou acordar às 3 da manhã lembrando de algum título injustiçado, mas tudo bem. Quem quiser dar pitacos nos comentários, por favor, faça isso XD!

Abraços, e até breve, queridos leitores!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Escrevendo "A Borboleta"

Saudações, meus queridos leitores! Primeiramente, gostaria de agradecer vocês pelos comentários na última postagem. Foi uma discussão super bacana que permitiu que a gente abordasse o assunto por vários ângulos, embora todo mundo estivesse concordando. Valeu mesmo, gente. Vocês são demais.

Bem, hoje eu vim aqui para falar sobre um trabalho meu que está inserido no universo de O Enigma da Lua, mas que não é o segundo livro, e sim o conto "A Borboleta"! Há alguns dias, eu escrevi um pequeno post para o blog da Editora Draco explicando o processo de escrita de "O Espelho", conto que será publicado na antologia Excalibur, e acabei pegando gosto pela coisa :). Então, gostaria de dividir com vocês como foi mais ou menos o processo de criação de "A Borboleta".

Por coincidência, foi por causa da Editora Draco que eu sentei a bunda no sofá e comecei a escrever "A Borboleta". Quem já frequenta o blog faz um tempinho deve se lembrar de que eu mandei um conto para a seleção da antologia "Dragões" da editora, e o conto foi esse! No entanto, a ideia já estava germinando antes disso, e a antologia foi apenas a motivação que eu precisava para colocá-lo no papel.

Já havia algum tempo, eu estava matutando uma história que seria importante para dois personagens de O Enigma da Lua, um background que fosse explicar alguns eventos do segundo livro, que está por vir. Quem já leu o primeiro livro e o conto deve ter se tocado de que personagens são esses, mas o fato é que eu precisava estabelecer uma certa ligação entre os dois, que eu sempre planejei que existiria, desde o primeiro livro. Essa ligação, no entanto, deveria ser descrita de forma convincente (ao menos foi o que eu quis), e então veio a proposta da Editora Draco. Dragões... puxa, dragões... pensei que eu gostaria de envolver uma dragoa nessa história... e então...

Bem, acontece que, na mesma época, eu estava com uma mania absurda de ouvir essa famosa ária da ópera Madama Butterfly, de Puccini (desculpa, gente, eu tenho manias musicais estranhas, eu sei), "Un bel di, vedremo":



A história de Madama Butterfly em si não tem muita relação com o enredo do conto (ainda bem, porque é triste pra caramba!), mas esse vídeo com a figura feminina sendo relacionada à borboleta e essa melodia me inspiraram muito... imaginei uma jovem mulher, sozinha, sofrendo por questões existenciais e por ter abandonado um grande amor (e não por ter sido abandonada, como é o caso da Buttefly da ópera). Algo melancólico mesmo, como a música. Posso imaginar Lyriel, a personagem principal, sendo embalada por essa melodia fácil, fácil XD. E daí a Angela conseguiu captar todo esse meu ~sentimento~ naquele desenho lindo que você pode ver no começo do post. 

Lyriel é a personagem principal, mas também temos Eladar, que desempenha um papel muito importante e de certa forma trágico, e a borboleta. E que raios faz uma borboleta no meio disso tudo? E a tal dragoa, onde fica? Bem, eu não vou ficar falando mais para não soltar tantos spoilers (mais do que já soltei).  

Tudo que posso dizer além disso é que procurei dar um tom de "mitologia" para o conto, em especial no que se refere à dragoa e à figura da "Dama da Borboleta", uma guerreira andarilha, uma espécie de paladina, que marcou o povo de Edrim de tal forma que se tornou, séculos depois, uma figura folclórica. Mas vocês verão isso no livro 2, porque no conto essas consequências não ficam claras. 

Para vocês verem que não estou contando lorotas XD, aqui vai uma canção que é entoada pela Elora no convés do navio Lua Azul, enquanto eles procuram pela ilha de Nuvara, a pedido do capitão Larsen: 

Ela era uma dama de asas pequenas,
Asas pequenas, asas pequenas,
Ela tinha em seus passos a brisa serena,
A Brisa serena, brisa serena

Dentro dela o fogo que ainda queima,
Que ainda queima, ainda queima,
Era filha da Lua, mas tinha certeza,
Tinha certeza, tinha certeza...

De que o mundo não era o seu lugar,
Mesmo quando o amor veio acalentar
Uma alma que não sentia passar
O seu medo de voar.

E um dia a dama se foi do lugar
Onde seu coração desejava ficar,
As asas pequenas pesavam demais,
“Onde está, onde está minha paz?”

Ela andou e andou, e uma espada forjou,
Em seu coração a coragem brotou
E outras asas vieram lhe acompanhar,
Asas que a fizeram voar.

Mesmo assim seu coração doeu,
Pois o amor que nascera nunca feneceu.
Ela então desejou poder retornar,
Não podia mais esperar.

Não se sabe se ela o amor reencontrou,
Ou mesmo se um dia ela retornou,
Mas se sabe que a dama de olhos violetas
Era a dama da borboleta.  

(Não sei se ficou bom, só sei que ficou assim, e que existe até uma melodia. Que nunca poderei mostrar por motivos de: não sei tocar nenhum instrumento, só sei imaginar melodias e cantar com voz de taquara). 

(Obs: a Dama da Borboleta na verdade não tinha olhos violetas. Dizem que o bardo que criou essa canção inventou isso apenas para favorecer sua rima... :D). 

Bem, pessoal, fico por aqui. Espero que gostem! 

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