terça-feira, 30 de abril de 2013

Parcerias - um assunto delicado

Saudações, nobres leitores! Estive há um certo tempo sem escrever :(, mas hoje, dia 30 de abril, digo-vos que entreguei todas as notas do primeiro bimestre e estou LIVRE, LIVRE!! E amanhã é feriado.

TODOS OS PROFESSOR CANTA NA RUA AMANHÃ:



\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/
Do you hear the people sing?
Singing a song of angry men?
It is the music of a people
Who will not be slaves again! (again até quinta-feira, mas tá valendo!)

Brincadeiras (?) à parte, hoje volto ao blog para abordar um assunto que há tempos venho querendo abordar por aqui. Mesmo porque esse é o canal principal por onde divulgo meu livro, e algumas pessoas já me procuraram para propor parcerias por meio dele.  

Quando comecei um blog para o meu livro, eu já havia conhecido um pouquinho outra blogosfera, a do pessoal do RPG, por meio do semi-defunto O Cancioneiro de Astreya. Com o Cancioneiro eu já formava parcerias, mas elas se restringiam à divulgação mútua, simples assim. Eu coloco seu banner, você o meu, e estamos bem. 

A blogosfera literária é diferente. As parcerias geralmente envolvem livros. É claro que existem parcerias e divulgação entre blogs literários, mas as parcerias que me parecem mais importantes, de certa forma, são aquelas que os blogueiros (que resenham e divulgam livros) fazem com editoras e... autores. 

A Melissa do Livros de Fantasia já escreveu m post muito legal sobre o assunto e lá eu expus minha opinião, assim... meio ressabiada mesmo. Antes de mim, sem que eu tivesse me dado conta, a Gisele Bizarra já havia postado um comentário muito mais equilibrado por lá. 

Na época eu estava um pouco desanimada com essa questão de parcerias, e eu já explico o porquê. Antes, gostaria de dizer que isso NÃO É nenhuma indireta ou mimimi para alguém que já me pediu parceria. Eu fiquei muito agradecida por cada contato e interesse, tendo a pessoa lido o livro ou não. Realmente me sinto grata por isso. Mas, existem alguns pontos a se considerar, e que acredito que eu nunca tenha deixado totalmente claros por aqui: 

- Sou uma autora independente MESMO. O que eu quero dizer com isso é que não tenho nenhuma editora (paga ou não paga) que tenha publicado meu livro (não que isso vá ser garantia de alguma coisa - todo mundo que publica nesse Brasil, por qualquer meio, tem que ralar muito para divulgar seu trabalho e ser reconhecido por algo). Enfim, o meu livro simplesmente está disponível no Clube de Autores, o que faz com que eu não tenha exemplares impressos comigo. Quando eu compro o livro pelo Clube, tenho pouco desconto. Para ser exata e direta, eu posso comprá-lo por R$ 36,33. Ou seja: complicado comprar um livro para cada pessoa que me pede parceria, fato. Gostaria, mas não dá mesmo.  

- Sendo assim, esteja ciente de que o que eu ofereço, geralmente, é o pdf. O que acontece é que quase todo mundo aceita receber o pdf, mas poucos realmente o leem. Então, cada vez que alguém me propõe uma parceria, geralmente não me animo mais, porque sei que o pdf vai ficar esquecido em alguma pasta do computador da pessoa. Geralmente, é o que acontece. 

Novamente, EU SEI que todo mundo tem os seus compromissos, que blog não é o ganha-pão de ninguém, que muitas pessoas têm milhares de parcerias na frente, que muitos têm preguiça de ler pdf no computador, que ninguém tem obrigação de ler nada. Eu sei de tudo isso, e não me importo e nem fico com raiva quando alguém não lê o meu livro, pessoal. Meu objetivo aqui não é ficar reclamando de quem me pediu parceria, e sim conscientizar o pessoal que participa desse meio de algumas coisas.  

Algo que eu acho que cada pessoa tem que considerar, ao propor uma parceria ou pedir um livro, é: o quanto eu REALMENTE quero ler o livro? Eu me interessei de verdade? Tenho intenção de ler? Intenção REAL? Não um "ah, quando der eu leio, eu achei o livro bonitinho, a capinha legalzinha...". Avalie, reflita! Pense que pode ser frustrante para um autor - especialmente um autor independente - firmar várias parcerias e receber quase nenhum feedback em troca.  Se você tem todos os problemas que eu citei acima (muitas parcerias, preguiça de ler o pdf, vida atribulada), pense duas vezes antes de propor uma parceria, principalmente se você não tem tanto interesse no livro assim.

Além disso, falo mais... SE o interesse é grande, e você tem disposição para ler no computador, não seria legal apoiar o autor pagando pelo pdf? Geralmente o preço é bem em conta, gente... não falo isso só por mim, mas também pelas outras pessoas que conheço e que vendem seus livros em formato digital... autores independentes, que tentam ganhar seu lugar ao sol e divulgar seu trabalho. É um pouco triste ver que cada divulgação, cada resenha e cada parceria resulta apenas em.... outros pedidos de parceria, ou seja, outros pedidos pelo livro gratuitamente. A impressão que tenho é que o que vale, muitas vezes, é aquele velho ditado: "de graça, até injeção na testa", e não um genuíno interesse pela história e pelo livro. Não seria mais bacana tentar apoiar de fato o autor nacional, já que se fala tanto disso? Não digo que precisa comprar tudo, mas ao menos procure se informar sobre preços e meios de se obter o livro, e considere realmente comprar alguns, antes de propor parcerias pra todo lado XD.  

Há alguns dias atrás, recebi proposta de parceria, e divulgo aqui minha resposta, para que fique claro meu ponto de vista. Acho importante avaliarmos o nosso real desejo ao propor uma parceria para autores que dependem de seus próprios meios para divulgar seus livros: 

"Oi, XXXXX,tudo bem? 

XXXXXX, eu vou ser sincera com você, eu gosto de fazer parcerias e tenho interesse sim. O problema é que não tenho condições de enviar o livro físico e acabo enviando a versão em pdf. A maioria dos meus parceiros sempre me diz que aceita e que não se importa em ler o livro em pdf, mas o que acontece é que poucos realmente leem o livro (...) Sei que ninguém tem obrigação de ler, sei que existem outras parcerias na frente, mas a minha pergunta é essa: você acha que, mesmo nessas condições, você tem mesmo interesse de ler o livro? 

Se você não quiser, se você não gostar de ler em pdf, eu compreendo perfeitamente, não há nada de errado com isso. Se você acha que não terá tempo, tudo bem também,ok? Apenas peço que pense se tem real desejo de ler o livro. Se tiver, será um grande prazer fechar a parceria.  

Abraços, e desculpe a sinceridade. Não quis de modo algum chateá-la, mas é que a maioria dos meus parceiros acabaram não lendo o livro... e isso é um pouco frustrante para mim também, enquanto autora iniciante que precisa e espera opiniões alheias para poder aprimorar sua escrita. 

Desejo muito sucesso a você, e de qualquer modo, obrigada pelo interesse!

Liége". 


Enfim, é isso que eu desejo para todos - sucesso - e também que pensem, quando forem propor qualquer parceria, se tem real interesse no livro. Apenas isso! ;) A pessoa em questão foi sincera e disse que não gostava de ler em pdf. Ótimo, gente! Ninguém é obrigado a aceitar as minhas condições, ninguém tem culpa de eu ser pobre, huahauhauaha, e não poder sair comprando e distribuindo livros. Eu não me ofendo quando não aceitam, e acredito que se formos mais claros em nossas intenções, a vida se descomplica.

Desculpem qualquer coisa, mesmo. Sou grata a todos que passam por aqui e se interessam pelo livro, de verdade, apenas peço, por todos os autores que conheço: sejamos conscientes ao propor parcerias! Assim todo mundo só terá livros que realmente quer ler :).

terça-feira, 16 de abril de 2013

O segredo da princesa



Não era a primeira nem a última vez que ela faria aquilo. Mas toda vez, em todas elas, ela sentia medo.

“Por quê?”

Drimme sempre repetia a mesma questão. Por que sentia medo, sendo que tão poucas vezes experimentara aquela sensação? Mesmo o Nubayan, o ritual que arriscaria sua vida, não chegava a lhe inspirar temor. Desconforto, talvez. Mas , na maioria das vezes, o que Drimme sentia era resignação.

No entanto, ali estava ela. O coração batia forte. As mãos tremiam. Medo.

Estava empoleirada como um gato branco no batente de sua janela, uma das janelas mais altas de todo o palácio. A lua era um disco de prata no céu, e iluminava os bruxuleantes cabelos alvos da princesa. Não fosse pelo feitiço que conjurara, ela poderia ser vista facilmente – mas estava invisível, inacessível para a maioria dos olhos de Nuvara. O vento, naquela altura, era gelado.

Drimme colocou o pé para fora. A sapatilha de seda escorregou levemente, mais pronta para cair em meio ao céu noturno do que quem a usava. A princesa lembrou-se de uma antiga história que sua mãe lhe contara. Uma das Anaïses, enlouquecida pelo próprio poder que não conseguia controlar, quis um dia tomar a lua do céu para si. Em uma noite de plenilúnio, seu desvario tomou forma, e ela se jogou daquela mesma janela, querendo alcançar aquilo que a negavam...

E não era, de certa forma, exatamente isso que Drimme faria?

Precipitou-se. Agora, a única coisa que a impedia de cair eram seus braços, ainda agarrados à solidez do batente de sua enorme janela. Respirou fundo e, como se sentisse que o ritmo de seu coração palpitante havia chegado a um clímax, Drimme por fim deixou que os dedos se abrissem, para enfrentar novamente a queda livre que a transformaria. E se não funcionasse dessa vez?

Ela caia. Mergulhava na escuridão da noite e aproximava-se rapidamente do chão. O peito explodia, o sangue corria rapidamente por suas veias. Cada respiração de Drimme tragava um pouco da magia de sua ilha para si. Ela e Nuvara eram uma só. E naquele momento...

Estava acontecendo. Novamente, os braços tomavam a forma de asas. O peito, as costas, e os membros transformaram-se; surgiram penas, o bico e a cabeça graciosa. Jamais poderia haver uma sensação de liberdade maior para Drimme do que transformar-se naquele animal, o seu guardião, a sua essência.

Um cisne.

Ela era um cisne, e embora não quisesse a lua, também buscaria, naquela noite, o seu desejo mais recôndito.

***
Apenas um conto rápido, que serve como "teaser" do que está por vir no segundo livro. É também uma pequena e humilde homenagem a um poema que gosto muito - Ismália - pois ele inspirou de certa forma a cena que imaginei. 

É, a Drimme tem seus recursos e segredos... XD... o que será que ela estava buscando? Porque se transforma em cisne? Isso vocês saberão em "O Círculo dos Sete", ainda esse ano!

E, se alguém quiser trilha sonora... 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Brincando de fazer bonecas ^^ - uma ferramente útil para descrições físicas

Saudações, queridos leitores!!

Outro dia a Gisele Bizarra me fez uma surpresinha! Brincando de fazer bonecas no site Doll Divine, ela empolgou e, assim como fez as suas heroínas em versão Sailor Moon, também fez a Elora e a Valenia no mesmo estilo ^^! Behold:


Daí que esta que vos escreve, que quando era pequena adorava aquelas bonequinhas de papel que você podia vestir com 973975 roupinhas, se empolgou também. A Gisele me indicou um "construtor de bonequinhas" no site chamado "RPG heroine creator".

FOI DIVERTIDO, NÃO ME ARREPENDO DE NADA, JE NE REGRETTE RIEN!!!!!

O RPG heroine creator tem um monte de variedades de roupinhas e um traço super bonito, que inclusive lembra o da Angela! Daí eu fiz minhas três garotas principais:

Elora, com seu vestido lilás 

Valenia variando o modelito vermelho XD

Drimme, a Anaïse, em toda sua misteriosa brancura...
Infelizmente não dá para fazer meninos, só garotas, mas mesmo assim é muito divertido. Poxa, tem orelhas élficas... o que tem orelhas élficas já leva certo crédito comigo XD.

Na brincadeira acabei fazendo até algumas de minhas personagens de RPG...

Astreya, a barda do deserto que é minha autorrepresentação pela blogosfera (gramática nova, acertei?) - não que eu seja parecida com ela - e personagem favorita com que já joguei... 

Kyrena, minha clériga de Corellon que anda procurando o amado por Ravenloft, aaaaah!!!
Enfim, eu fiz mais, mas não vou ficar postando tudo por aqui, hehehehe. Só sei que esse negócio é muito divertido... e útil para quem quer visualizar, de forma mais concreta, como que fazer um personagem (de fantasia) em aspectos físicos. Uma das minhas grandes dificuldades é conseguir fazer descrições mais detalhadas, e, puxa, isso teria sido bastante útil para mim se tivesse achado antes. Inclusive para ajudar a pobre Angela, a minha querida ilustradora, que tem que captar meu embaralhado de ideias para desenhar... 

É isso, pessoal! Espero que gostem, e até breve!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Finais felizes não existem (?).


(Primeiramente, peço desculpas por qualquer incoerência ou besteira aqui escrita. Depois de um dia de correções de provas interrompidas por uma estranha dor no peito, foi isso aqui que consegui produzir XD).

Dia desses estava em sala de aula ensinando o gênero "narrativa de aventura" para meus alunos. Lá estava eu ensinando aquela estrutura "situação inicial-complicação-clímax-desfecho" e me sentindo uma incapacitada por ter que enfiar em cabecinhas de 6 ano algo que me parece tão complexo e cheio de nuances em uma/duas aulinha(s) de 50 minutos. Mas enfim, esse não é o foco...

Depois de ensinada a matéria, vem o momento de pedir a produção, ou seja, vem o momento de pedir que eles escrevam. Em meio a muitas interrogações, virava e mexia um deles me perguntava como poderia ser essa narrativa, se todos podiam morrer, se podia ter muito sangue e terror (e zumbis). E eu batia na tecla: "pessoal, estou pedindo uma narrativa de aventura, não de terror! Narrativas de aventura são mais heroicas ...pedem um final mais feliz, geralmente".

Daí que me vem um aluno, categórico: "Credo! Detesto finais felizes!".

A afirmação dele foi tão incisiva que eu fiquei surpresa. "Credo, fulano, por quê? Tem tantas histórias legais que têm finais felizes!".

Ao que ele me respondeu: "Finais felizes não existem".

Ora bolas. Que menino desencantado. Em se tratando de algumas das realidades que tenho visto, já pensei em algo ruim, pensei que a mãe dele havia morrido, que ele apanhava em casa, etc., etc., etc. Mas daí, ele continuou, todo inocente e "orgulhoso" ao mesmo tempo:

"Ah, professora, é que eu prefiro histórias mais realistas, coisas mais 'pé-no-chão'. Esse negócio de o bem vence o mal, de pessoas boas, isso não é verdade. As coisas nunca são assim na vida real. Na vida real as coisas não acabam bem, os ruins vencem, as pessoas não são assim. Eu prefiro realismo"...

(Ter consciência de que na vida real as coisas são uma droga não são fáceis muitas vezes: ok. Preferir, aos 11 anos, que as coisas sejam assim até na ficção: me parece estranho). 

Vi, pelo jeitinho dele, que ele não sabia muito bem o que estava falando. Parecia estar repetindo um discurso que ouviu em algum lugar. Eu tentei responder isso:

"Fulano, as pessoas estão com mania mesmo de falar que histórias, para serem boas, tem que ser 'realistas', e por realismo elas entendem, algumas vezes, algo bem negativo. Olha, a vida tem coisas boas e coisas ruins, é verdade, mas é você que vai escolher olhar para o lado mais feio ou para o mais bonito. As coisas não precisam ser perfeitas para serem boas. E falar que o real é sempre ruim não te parece exagero também?".

Claro que o que eu falei de verdade foi alguma coisa pela metade disso aí, pois tentar conversar sobre a vida e fazer reflexões com uma turma de 6 ano que só está querendo saber como fazer a tarefa é quase utopia. 

Eu já bati muito nessa tecla do realismo por aqui e eu sei que me repito. Mas estou compartilhando essa experiência aqui no blog porque achei interessante ver um garoto de 11 anos reproduzindo um discurso que eu já ouvi muito por aí. E, sinceramente? Acho triste que uma criança já pense assim.

Será que finais felizes não existem? Talvez não existam finais 100% perfeitos, mas finais felizes são possíveis, tanto na realidade quanto na ficção. E confesso que essa questão vem me perseguindo na minha escrita. 

Questionamento do dia: finais felizes são ruins, bobos ou ingênuos?

Como fugir de finais artificiais e daquele tipo de história na qual nada parece ter um preço ou uma consequência verdadeira? Na qual o "felizes para sempre" já é tão descaradamente garantido - e sem-graça -  que nós não sofremos, tememos ou torcemos pelos personagens? Eles só são um bando de chatos eternamente favorecidos pelo acaso ou por quem os cerca... 

Olha, eu confesso que sou fã de um bom final feliz. Mas aquele que você não sabe nem por um segundo se vai chegar ou não, e que, no final, chega, e te deixa com um baita sorrisão no rosto. Aquele que vem depois de bastante sofrimento e sacrifício, mas que vem. 

Também curto um meio termo. Aquela coisa meio agridoce, feliz e melancólica ao mesmo tempo. Mas que seja feliz, sim. 

"E você não gosta de coisas tristes, então?". 

Ora, gosto sim. Sofro muito, evito, mas gosto - se a história for boa, claro. 

O que eu não gosto, na verdade, é de falta de esperança (e aqui estou falando do gênero fantasia). Se por um lado histórias felizes demais nos tiram aquela expectativa de que algo vai realmente acontecer, por outro, quando você sabe que tudo vai acabar em miséria, sofrimento, sangue e traição... que nada, nenhuma luz ali estará garantida... bem, nesse caso eu também perco o interesse. Não tenho pelo que ansiar ou torcer. Não me apego.  

Outro dia, lendo o divertido blog Inútil Nostalgia, vi um post no qual a autora chamou isso de "maniqueísmo dramático". Achei apropriado. Eu também acho artificial quando as coisas só dão errado e tudo é um sofrimento sem fim. Quando não conseguimos nos apegar a nada por saber que em algum momento aquilo vai desaparecer. Quando o autor parece estar abusando de seus personagens apenas para chocar ou causar lágrimas. Claro que nunca vou ler uma história de terror esperando encontrar finais cor-de-rosa, mas da fantasia eu espero, ao menos, esperança. Só isso. claro que não é porque eu espero que vai ter que ter, huahauahuaua! 

"Há, então teu livro vai ter final feliz todo bonitinho"... 

Não sei. Não sei ainda como farei, mas digo uma coisa: acredito em finais felizes que vem com sacrifícios e boa vontade. Acredito que finais felizes não são perfeitos. E acredito que a esperança não deve morrer (nem por último). Pois sem ela ainda não consigo viver nem na ficção :).