quinta-feira, 9 de maio de 2013

Para saber: o que você vai encontrar em O Enigma da Lua?

Saudações, queridos leitores! Já estava com saudades de escrever por aqui! Possuída pelo ritmo de "sexta-feira-está-chegando-sinto-alegria-de-viver", resolvi escrever mais uma postagem cujo esboço mental eu já andava fazendo há algum tempo. Vamos lá! 

Eu acho que todos nós já fomos enganados por uma sinopse ou um trailer na vida. Sinopses de livros e trailers de filmes são, em essência, resumos do conteúdo de alguma obra, e geralmente não conseguem abarcar todas as nuances daquilo que representam. Aliás, posso abrir um parêntesis para falar que eu admiro pessoas que conseguem escrever boas sinopses, daquelas instigantes, bem legais, que te deixam com vontade de ler o livro?? 

É porque eu acho a sinopse que eu escrevi de "A Centésima Vida" bem meh, mas foi o melhor que consegui da minha mente que adora ser prolixa. 

Enfim, continuando... muitas vezes uma sinopse nos atrai, mas mesmo assim não sabemos muito bem o que encontraremos no livro. Daí, lá no meio da leitura, opa! Que surpresa... não sabia que esse livro trataria desse assunto... ou teria esse conteúdo... 

Enfim, essa surpresa é natural e acredito que seja até esperada, mas penso que muitas vezes saber algumas coisas de antemão pode evitar uma leitura decepcionante, com a qual você não se identifica... então resolvi fazer uma listinha de "coisas que você encontrará em O Enigma da Lua" para quem passar por aqui. Coisas que talvez não sejam apreensíveis pela sinopse. Vamos lá, então, hoje com a ajuda dos poderes da Disney (e da Rainha): 

 O que você vai encontrar em O Enigma da Lua?

1 - Reencarnação.

Eu morri mas voltei com o poder do amor, HÁ!
Tem muita gente que não gosta desse tema, principalmente por convicções e crenças pessoais. Claro que meu objetivo no livro não é passar nenhuma doutrina! Esse elemento está lá simplesmente porque é importante para a história que eu criei e pronto. Não é o centro de tudo, e eu até acho (espero) que o tema está presente no livro de uma forma bem "natural", digamos. Afinal, o livro é de fantasia, há uma ambientação e a reencarnação está lá no meio. Assim como elementos meio... "pagãos", como uma Deusa Lua, rituais, magia, elfos... hehehe. Se você não curte essas temáticas, essa não é a história para você. 

2 - "O bem vence o mal... espanta o temporal... o azul, o amarelo, tudo é muito belo!". (pra quem não lembra, favor clicar AQUI).  

EVIL!!! EVIL!!!! EEEEEEEVIL!!!

Bem, bem, essa história é uma história clássica de bem X mal e pronto. Não significa que todos os personagens são paladinos do bem com caráter irrepreensível e que não sentem raiva, inveja ou medo. Não confundo "bem" com perfeição ou ingenuidade (ou lições de moral à lá He-Man XD). Mas é fato que, para mim, "heróis" ou protagonistas de uma história com esse clima de aventura que a gente curtia na sessão da tarde (Ai, como eu amava Willow - na terra da magia) tem que ser essencialmente bondosos. Portanto, como resultado temos o velho embate entre luz e trevas. Sim.   

3 - Personagens jovens. 

Os personagens principais são jovens. Acredito que eles tenham atitudes de gente jovem, portanto. Não é um livro de temas pesados, e o pessoal que leu me disse que ele é bem leve. 

4 - Romance!! 


GAAAAH, eu sempre choro, ME JULGUEM
Temos bastante romance, acredito eu. Só que o foco não está em um casal só, e nem mesmo apenas no romance (embora ele seja uma parte muito, muito central no livro - a meu ver). Outra coisa: não temos descrições arrebatadas de toda a beleza e das maravilhas dos personagens. Eu particularmente tenho arrepio do que eu apelido de "descrições aduladoras" por parte do narrador - sabe quando você não aguenta mais o dito cujo repetindo o quanto o personagem é maravilhoso, o quanto o fulano ou a ciclana são lindos(as), inteligentes, ágeis, e etc...? Gente, não rola para mim. Gaston feelings...

Não. Não. Simplesmente não. 

Minha reação nesses casos geralmente vai nesse sentido: 

Não estou impressionada. Cortem-lhe a cabeça. 
Portanto, eu tentei ser discreta e comedida na descrição dos meus personagens. E também tentei ser contida no desenvolvimento dos romances... quem já leu pode até dar seus pitacos sobre isso...

Ah, outro ponto... nessa onda de 50 tons de cinza é bom ressaltar... não espere "cenas calientes". Sabe... não orna  com o livro. E vou ser sincera, eu não sou uma pessoa que curte, exatamente, escrever nesse estilo mais "quente". Não significa que o livro nunca vá ter envolvimentos mais profundos entre os casais, mas certamente as coisas serão bem sutis e delicadas nesse sentido.

5 - Batalhas 

Nada é muito violento, eu acho, mas você encontrará batalhas e gente sangrando. 



***

É isso, gente. Não sei até que ponto fui repetitiva e falei sobre coisas que já são óbvias, mas espero eu que isso possa ajudar pessoas novas que passam por aqui (vai que, né?). Outros elementos ficaram de fora, como a influência do RPG, mas não quero deixar isso aqui maior do que já está. :)

Se alguém que já leu o livro tiver a paciência de ler o post, gostaria de saber se minha visão está "acertada", XD. Há algum outro elemento que acham que vale a pena comentar? Quais foram suas impressões ao ler? Algum tema os incomodou?  

É isso, pessoal! Volto em breve, com mais postagens!

6 comentários:

  1. Amanda Silversong10 de maio de 2013 08:29

    AAAAHHHHHHHHH!!!!! LOVE POWER RUUUUUUUUUULES!!! ^^

    Amei os gifs da bela e a fera, meu desenho favorito de todos os tempos, e o diabão parece o coordenador da minha pós graduação! Igualzinho!!!!

    Bom, voltando ao tema, sua visão está muito acertada sim, Li! Sua sinopse é muito clara e verdadeira. Explica o que acontece no livro sem nos dar ideias falsas ou expectativas que não se concretizam no final. E como eu já disse à minha mana, o que mais gosto no enigma da lua é a maneira com você desenvolve os romances: Nada daquelas acéfalas dizendo "ah, ele é tão lindo que dá vontade de me cortar inteira e sangrar até morrer" enquanto babam e se atiram em cima de qualquer cara bonito. As suas personagens e a relação entre elas são muito convincentes, e ao contrário deste bando de história toca que vemos por aí, os homens da cidade não são todos apaixonados pela personagem principal. Se alguém aqui gosta de série crepúsculo me desculpe, mas eu não engulo esta idia de uma menina imbecil e sem sal que chama a atenção de todos os caras ao redor só porque ela... deixar ver... não tem NADA de diferente ou especial.
    Para falar a verdade, eu MORRO de curiosidade para saber se no segundo livro a Elora e o Laucian vão fazer sexo, porque você disse em um post que se passariam alguns anos em Nuvara. Mas eu sei muito bem que a história não gira em torno disso, e que se isso acontecer, vai ser descrito de uma forma muito bonita, sem baixarias e apelações doentias.

    O enigma da lua é uma história para pessoas que gostam de bons romances, e uma trama leve, porém muito bem construída dentro da esfera de fantasia, que é muito semelhante ao mundo de Willow (que filme FOFO!). E a sinopse deixa isso muito claro, pode ficar tranquila! ^^

    Ops, falei demais.

    Beijos da Amanda! ^^

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    1. Uahahahaha, agora fiquei curiosa para ver seu coordenador, Amanda! Mas eu acho que eu ia cagar tijolinhos, porque o Chernabog (o diabão) me mete o maior medo desde pequena XD!! CAHAM, eu confesso que ele também me lembra uma pessoa que eu conheço (CORRAM PARA AS COLINAS!!)

      A Bela e a Fera também é meu desenho favorito de todos os tempos. Eu acho lindo demais. Também adoro outros da Disney (como Pocahontas e Mulan), mas esse definitivamente é o que mais me toca. Pra falar a verdade, ele é uma das inspirações para O Enigma da Lua.

      Amanda, você sabe que eu compartilho totalmente da sua aversão por esse tipo de romance. Eu detesto quando todos os personagens de um livro amam uma só pessoa, principalmente quando essa pessoa não tem um mínimo de atrativos. Soa muito artificial. Me lembra da minha sala de 7 ano, em que todas as meninas são apaixonadas pelo mesmo menino, só porque ele tem olhos azuis (história real. O moleque é um mala só por causa disso). Gente, é nessa idade que essas coisas acontecem!! Será que ninguém notou ainda que essa presepada é sinal de imaturidade emocional, caramba???

      A Bella do Crepúsculo é um dos piores exemplos, mas esse tipo de enredo é muito comum na literatura para jovens adultos, o tal do Young Adult. As descrições repetitivas e as paixões arrebatadoras que nascem só por causa de uma aparência bonita também. Nossa, comigo não funciona. Não desce mesmo! Em O Enigma da Lua, eu procurei fazer com que eles se gostassem pelos motivos certos (ou ao menos que eu considero certos). Eu fico muito feliz de saber como você gostou dos romances. Afinal, eu confesso que essa é a parte mais importante para mim <3 <3 <3.

      Olha, olha... não resisto e vou contar. O Laucian e a Elora vão ter o momento deles sim, porque nada mais natural, né? Só ainda não decidi exatamente quando isso acontecerá no enredo, MAS... a cena já está escrita (\o/). Eu estou MUITO curiosa para saber se vocês vão gostar.

      O envolvimento de todos eles vai crescer, e isso vai aparecer no livro sim. Eu acho que essa é uma das coisas mais bonitas em um relacionamento, é o momento de entrega total. Mas acredito que as minhas descrições do sexo vão mais para o lado do romântico, da delicadeza mesmo. Acho que é o que combina mais com a história também, né? Fica mais coerente.

      FALEI DEMAIS NÃO EXISTE NESSE BLOG!! Olha o tanto que eu escrevi! Eu adoro comentários longos!!

      Beijão, e obrigada pelo comentário!

      Li


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  2. Então, eu não achei que a sinopse tenha passado uma ideia diferente do livro. Na verdade eu li o que esperava: uma história leve de fantasia com bastante romance. Não fui "enganada".

    Eu gosto bastante dessa abordagem de romance que não é baseada em arroubos de paixão. Acho que fica mais real e menos chato (sinceramente, quer coisa mais chata que mocinha apaixonada falando de como o cara é lindo o tempo todo? *Oi, Bella Swan*

    Acho que nada no livro me incomodou. Só acho (e eu já te falei isso) que algumas cenas foram mais corridas, mas entendo que isso e´processo de escrita também. :)

    A Bela e a Fera é tipo o desenho mais lindo de amor da Disney!

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    1. Nossa Melissa, que bom saber disso! Fico muito feliz que a sinopse não tenha "enganado". Ela é simples, mas acho que não promete mais do que o livro entrega, né. Isso me deixa contente.

      Eu também gosto bem mais de romances que não são baseados em arroubos de paixão. Fico muito abismada com esses romances surreais de livros e filmes. Gente, não é assim que funciona e sinceramente, acho isso perigoso. As pessoas, principalmente as garotas jovens, crescem com uma visão muito ruim sobre o que é um relacionamento e o que é o próprio amor. Paixão cega e obsessão são coisas perigosas, e não elementos a serem aplaudidos...

      Você tem razão, Melissa, algumas cenas estão mesmo corridas (totalmente) e eu não me esqueci do que você falou, inclusive sobre o relacionamento do Myron e da Valenia. No segundo livro tentei sanar isso e acredito que haja até mesmo uma certa explicação para a aproximação mais rápida deles. Fico bastante curiosa para saber se minha escrita evoluiu mesmo! Espero que sim, mas só vou descobrir quando finalmente lançar O Círculo dos Sete. \o/

      Ai, ai, a Bela e a Fera é muito querido. É uma história de amor muito encantadora e com uma mensagem bacana. Desde pequena é o que eu mais gosto <3.

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    2. Mas sabe, Liége, eu acho que muita gente cria expectativas irreais em relação a livros. Todo mundo quer ler algo de tirar o fôlego, independente do gênero. Parece uma febre doente de leitores em que todo mundo quer ler um livro que vai mudar radicalmente os paradigmas do universo. Só que, bem, isso não existe. Nem tudo é arrebatador, nem todo livro se pretende grandioso e exultante... Tenho preguiça de quem não entende isso.

      To cansada de gente reclamando que não gostou de livro X ou Y porque não deixou na ponta da cadeira, porque não gerou desespero e bla bla bla. Putz, nem todo livro tem esse objetivo. affe Não espere Stephen King de Nicholas Sparks e vice-versa!

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    3. Concordo plenamente, Melissa! E também digo que nem todo livro precisa ser arrebatador para ser bom. Eu gosto muito de leituras leves, e ultimamente tem sido muito difícil encontrar coisas assim, e acho que é exatamente por causa disso. Sei lá, tem vezes que acho que as pessoas estão com uma necessidade patológica de "grandes emoções", de desespero, porque estamos ficando cada vez mais ansiosos nesse mundo doido.

      Eu também tenho preguiça de pessoas que não entendem isso. Outro dia eu e o Matheus estávamos conversando sobre isso e chegamos à conclusão que Tolkien jamais conseguiria publicar hoje em dia! O começo de O Senhor dos Anéis é super lento, o Hobbit tem um ritmo diferente... gente, as pessoas tem que se reeducar para parar de consumir grandes emoções enlatadas. Temos que voltar a apreciar as coisas em um ritmo mais tranquilo. Assim não dá não XD.

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