sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Início de "O Círculo dos Sete"!

Saudações, queridos leitores! Hoje é noite de sexta-feira, o melhor dia da semana, weeee!!!!


Ok, o sábado também é ótimo, mas a sexta-feira tem a expectativa de sábado ♥. O sábado tem expectativa de domingo, o que é péssimo. 

CAHAM, vamos ao assunto do post. 

Há uns tempos atrás, a Ana Lúcia Merege leu a prévia de O Círculo dos Sete (quem ainda não leu pode conferir AQUI) e me aconselhou a fazer uma retomada do que aconteceu no primeiro livro no capítulo inicial. É impressionante como a gente não pensa em certas coisas óbvias sozinho, não? Pois é, foi um ótimo conselho. Como O Círculo dos Sete vai sair bem depois de A Centésima Vida, é claro que alguns detalhes da história vão ser esquecidos. Portanto, tentei fazer um pequeno resumo no começo do livro, e gostaria de postar aqui para vocês eventualmente lerem, se puderem, e emitirem vossas preciosas opiniões :)

Bem, sem mais delongas, aqui vai: 

"Laucian e Elora eram um meio-elfo e uma elfa da cidade de Silena. Haviam crescido felizes e despreocupados, e, como bons melhores amigos que crescem juntos, haviam se apaixonado um pelo outro.

Seriam um casal comum, com vidas e atividades comuns, se não tivessem descoberto, há dois dias atrás, algo que mudaria, para sempre, o resto de suas vidas.

Estavam, de certa forma, amaldiçoados.

O continente de Rodrom era um lugar que sempre assombrara o imaginário infantil, e de adultos também, em todo o mundo de Edrim. Com histórias tenebrosas sobre monstros, espíritos malignos capazes de enlouquecer e levar à morte, e uma lenda antiga que conta de um terrível demônio que jaz sob seu solo enegrecido, Rodrom sempre parecera, aos dois, apenas isto: um lugar de medos nebulosos, distante, que jamais tocaria suas vidas.

Estavam errados. Muito errados.

O demônio era verdadeiro. E não era apenas um demônio, e sim um deus. Um deus que atormentara a vida de Laucian e Elora há cem vidas atrás, e que selara seus destinos com morte e sofrimento.

Laucian tinha parte daquele deus dentro de si, e, na verdade, o meio-elfo era a chave para tirá-lo de um longo sono nas profundezas de Rodrom. Elora, sua amada, sua alma gêmea, nascera nessa vida com a marca da Deusa em suas costas – uma lua. Era a única forma de identifica-los. Quem quer que a portadora da marca amasse seria o meio-elfo que Rodrom procurava. Tudo porque há cem vidas atrás Laucian fora Velnor, o primeiro meio-elfo de toda Edrim, fruto de amor entre duas raças que antes se odiavam profundamente. Tal criação havia despertado a ira e a inveja do irmão mais tenebroso da Deusa Lua. Era ele que Laucian carregava dentro de si. Era ele que poderia ser solto mais uma vez naquele mundo, trazendo nada para Edrim além de morte e escuridão.

Uma realidade difícil de assimilar. Nenhum dos dois ainda conseguia acreditar muito bem; mas fora preciso que se convencessem rapidamente. Agentes de Rodrom já haviam aparecido em Silena. Elfos negros, os dokalfar, tinham sido mortos em seus arredores na noite anterior. Além disso, a cidade já fora atacada por eles, de uma forma que deixava claro que Rodrom já sabia que algo estava sendo escondido na pequena cidade. Elora e Laucian não estavam mais seguros em Silena. Talvez, ninguém mais estivesse.    

Por isso mesmo, Driali, a mãe de Elora, uma clériga experiente, contara tudo aos dois. Ela já sabia daquilo há tempos, mas cometera o erro – na visão dela – de esconder deles a verdade, talvez esperando, tolamente, que jamais precisasse contar. Agora, Laucian e Elora estavam correndo contra o tempo. Fugiam de Silena na companhia do irmão de Elora, Myron, da prima de Laucian, Valenia, e de Galnor, um anão, amigo de longa data de Driali. Meav, uma barda talentosíssima, a professora de Elora e Valenia, fora a incumbida de leva-los, por meio de magia, o mais longe possível de Silena.

Algo realmente estava acontecendo. O poder de Rodrom começava a se fazer sentir. Meav concentrara-se e cantara a melodia necessária para deslocar, em segundos, o grupo para a entrada da cidade mais próxima de Silena – Inisah. Era uma magia complicada e que exigia um nível de poder e concentração consideráveis. Mas Meav era uma barda experiente, uma mulher cuja habilidade só era rivalizada pelo impressionante e caloroso sorriso e a moldura de longos e fartos cabelos de fogo que envolviam seu corpo como um manto.      

Ela sentiu a fagulha da magia brotar de dentro de si. Sua voz começava a vibrar de um jeito diferente, quase hipnótico. Todos estavam de mãos dadas e apertaram os dedos uns dos outros, já sentindo o ar mudar ao seu redor. Iriam ser levados em pouco tempo. Sentiriam o estômago virar e os olhos lacrimejarem ao verem e ouvirem um turbilhão de imagens e sons a cerca-los.

De repente, aconteceu. Mas não da forma como todos imaginavam.

Por algum motivo, a magia de Meav não levara Galnor, Laucian, Elora, Myron e Valenia até o destino que ela planejara. Ao invés disso, o grupo foi parar na metade do caminho entre Silena e o vilarejo de Inisah.

Meav tentou de novo, por mais duas vezes. Tudo o que conseguiu foi embrenhar-se ainda mais na floresta que circundava a trilha.


E na segunda falha, o grupo não passou despercebido".  

Bem, bem, é isso... gente, se alguém ler, por favor me digam se está claro e se é possível entender as coisas e relembrar o que levou os personagens a estarem ali. Sei que algumas partes ficaram um pouco vagas, como o trecho da "profecia" que envolve o Laucian e a Elora, mas como supõe-se que a pessoa que vai ler o segundo livro já leu o primeiro, achei que apenas uma pincelada daria conta do recado! Será?

Abraços, queridos leitores, e até breve!

10 comentários:

  1. Gostei muito desta recapitulação!

    Muito bom!

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  2. Eu achei que ficou legal \o/. Particularmente, fui lendo e já me situando novamente nos acontecimentos do livro anterior.

    E... Assim... Err... Eu tenho mania de ficar voltando cenas dos livros XD (no Julieta, da Anne Fortier, eu ficava relendo alguns dos diálogos e rindo sozinha, por exemplo) Mesmo com o resumo, é certeza eu pegar o primeiro livro e voltar algumas coisas ^_^

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    1. Eba, que bom, Gisele! Eu sou péssima em resumos, então é importante para mim saber se está pelo menos passável XD.

      Hahaha, eu também tenho mania de voltar cenas!! Principalmente quando elas têm diálogos que eu gosto :) Weeee, que legal saber que você vai reler um pouquinho o primeiro livro \o/

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  3. Deu para situar o leitor sim, não se preocupe! :)

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  4. Eu também fiquei com vontade de ler A centésima vida de novo, rs!! Ficou muito legal Liége, ficou na medida certa, dá para relembrar os pontos importantes do livro anterior de maneira clara, também acredito que não há necessidade de aprofundar demais nos eventos, é legal deixar o leitor com vontade de reler o primeiro livro =)

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    1. Ai, vocês me deixam feliz quando dizem que querem reler o livro! Porque só dá vontade de reler aquilo que a gente gostou, né? :D

      Deixa eu sonhar aqui... XD

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  5. Eu achei bastante útil. Eu mesmo lembrava de boa parte da história, mas um ou outro detalhe eu já havia esquecido.

    Fica agora a expectativa para o lançamento do livro.

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    1. Então, Jaco, mas foi isso mesmo que eu pensei: imagino que quem leu vai lembrar o essencial da história, claro, mas os detalhes é que pegam. E alguns deles são importantes. Por exemplo, o fato de ser a Meav que está indo com eles, pode ser esquecido. É bom até mesmo lembrar quem é a Meav XD. O nome original da Driali, Laessara, aparece depois de um tempo, é bom dar uma relembrada nesse aspecto, contando que a Laessara é a Driali... enfim, essas coisas! Ninguém, além da autora, tem a obrigação de lembrar XD.

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