domingo, 17 de novembro de 2013

Referências - O Círculo dos Sete

Saudações, pessoal! Depois de ter dado uma sumida por motivos de estive-passando-mal, eis que retorno das cinzas (quem vê pensa, foram só alguns dias). Com o estômago acalmado e a cabeça mais clara, venho trazer nesse domingo preguiçoso uma postagem que já estava planejando há algum tempinho.

Fiz, toscamente em um programinha que tenho aqui em casa, um pequeno quadro de referências, ou coisas que me inspiraram e me guiaram na escrita desse segundo livro. Talvez a minha escrita não tenha melhorado como eu desejava (isso só vocês me dirão), mas eu realmente me senti mais amadurecida nesse processo, e sinto que consegui definir melhor o que eu queria e que tipo de "clima" desejava passar com alguns personagens, lugares e cenas. Então, vamos ao quadrinho:


Começando da esquerda, nós temos:

1 - Os sete raios e Saint Germain: isso partiu de uma doutrina que aprendi com meus familiares, e, independente de eu acreditar nisso ou não, eu sempre fui fascinada pela "história" dos sete raios. Poucas pessoas conhecem, mas basicamente eles são energias que representam conceitos como fé, amor, pureza e disciplina, conhecimento, compaixão, etc. Essas energias, de certo modo, podem ser mobilizadas pelo ser humano em sua busca espiritual. O que mais me fascinava quando era pequena é que cada raio desses tem um representante, digamos assim, um ser humano que evoluiu e se tornou um patrono espiritual. Por algum motivo, eu sempre gostei do representante do sétimo raio, Saint Germain, e as histórias misteriosas sobre ele (diz-se que foi um alquimista no século 18, o conde de Saint Germain na França). A intenção não foi passar uma crença, de jeito nenhum, mas sim usar em um mundo de fantasia algo que sempre me despertou a curiosidade. Eu tinha planos em relação a isso desde o primeiro livro, e embora tenha encontrado pessoas que já utilizaram os sete raios de maneira muito mais sutil e bacana (sim, Ana Lúcia Merege, eu estou falando de você e das torres do Castelo das Águias!), eu não desisti e encontrei em Nuvara um local para fazer a minha versão dos sete raios e um personagem vagamente inspirado em Saint Germain.

2 - Ivy e Lucius, de A Vila: o meu casal favorito de todos os tempos me inspirou um pouco em como eu conduzia os diálogos entre dois personagens. Notadamente, Ivy é uma moça alegre e mais extrovertida do que o sério e circunspecto Lucius. Quem já leu/lerá o livro sabe/saberá que dois personagens da história são assim, e eu confesso que escrevi as cenas dos dois embalada, várias vezes, por essa linda trilha sonora:


Esse começo, esse COMEÇO!!!!! Eu repetia a música do 0:00-2:00 ad infinitum. 

3 - Arwen e Aragorn: outro casal entre os meus favoritos que me inspirou a criar um novo relacionamento nesse livro. Eu quis, descaradamente, fazer (mais) uma homenagem ao universo de Tolkien, mas criar também a minha versão de um casal separado pelo destino e pelas condições sociais, envolvido, digamos, em um relacionamento mais "solene", e entre duas pessoas mais velhas e amadurecidas. Não, pessoal, eu juro que não fiz uma cópia - a questão aqui é inspiração mesmo. 

4 - O vitral na árvore: essa linda imagem me encantou tanto quando eu a vi que me inspirou a compor um cenário especial em Nuvara: a clareira da árvore Anúin. Existe uma cena bastante importante nesse lugar: a cena do ritual Ellein-Gan. Para saber o que é isso, vocês vão ter que ler mesmo, porque eu prometi não ficar dando spoiler por aqui (sou muito spoilerenta!!). 

5 - A Torre de Marfim de "A História sem Fim": essa é outra imagem que me encantava muito quando eu era pequena e assistia na Sessão da Tarde a versão cinematográfica do maravilhoso livro de Michael Ende, "A História sem Fim". Sendo assim, Nuvara ganhou sua própria torre, que não é de marfim, e sim de alabastro. Não faço ideia se alabastro seria uma material resistente o bastante para construir-se com ele uma torre inteira - pelo que pesquisei, acho que sim. Mas me dei essa liberdade porque Nuvara é uma ilha mágica. 

6 - Borboletas Azuis: a borboleta azul já começa a aparecer em O Círculo dos Sete e é um símbolo importante no mundo de Edrim. Quem já leu o conto "A Borboleta" sabe o porquê :).

7 - Romeu e Julieta: já falei por aqui o quanto gosto dessa história tão famosa de William Shakespeare. Minha irmã sempre se revolta contra esses dois adolescentes que se matam por amor e fala que Romeu devia ter esperado um pouco mais antes de dar cabo da própria vida. Eu concordo XD, mas acho a história apaixonante ainda assim. Isso se deve em grande parte ao filme de 1968, de Franco Zefirelli, que escalou uma Julieta e um Romeu simplesmente encantadores. Esses dois conseguiram passar tão bem a delicadeza e a pureza de um amor entre dois adolescentes (hoje em dia os adolescentes já sabem mais do que eu, mas enfim...) que são minha grande inspiração para Laucian e Elora - afinal, os dois, apesar de toda sua ligação, começaram a história como adolescentes comuns e apaixonados. Nas cenas entre os eles, também ouvi a trilha sonora de Nino Rota ad infinitum. Principalmente em uma cena mais triste, em especial... 


A partir do 1:08, meu coração, GAAAAAH!!! Tão lindo!!! Tão Elora ♥ Laucian quando os dois se encontram de novo depois de uma cena fatídica! Tá, parei de surtar. 

8 - Um dragão negro: apesar de não termos um dragão negro nesse livro, haverá um no terceiro, e a presença dele me assombrou durante a escrita. É como se eu soubesse que ele vai chegar. Sim, vai chegar e vai atormentar a vida dos personagens, em especial de dois deles. 

9 - Lago subterrâneo: existe um lago subterrâneo muito importante nesse livro, o Nidaria, que é o estopim para uma cena bastante marcante. O Nidaria fica em Nuvara, e eu me inspirei em diversas imagens de Bonito-MS, entre outros locais, para conseguir fazer uma descrição minimamente decente. 

10 - Mulher-Gavião e Gavião Negro: ai, esses dois.... são super-heróis da DC Comics. Embora eu não conheça quadrinhos a fundo, esses dois têm uma das histórias de amor mais lindas que eu já li, e me inspirei bastante no destino triste de Quéops e Chay-Ara (primeiras encarnações dos dois) para compor o relacionamento entre dois personagens (eu me estresso com quadrinhos porque eles ficam separando os casais, gwjwjheeFfffd, e mudando as coisas!!!). Mas confesso que a história  deles têm bastante a ver com toda a temática do O Enigma da Lua. 

Escrevi demais, eu sei, então por hoje ficamos aqui. Ainda estou duvidando da utilidade desse post, mas só sei que gosto de falar daquilo que me inspira, então... não posso dizer que não foi divertido XD!

Um abraço, queridos leitores, e espero que tenham paciência para ler e comentar!

8 comentários:

  1. Hahaha, hei de adicionar "spoilerenta" ao meu dicionário de expressões!

    Gostei muito deste post sobre referências, e ele é prova de que todo bom material que produzimos possuem bons modelos por trás. Bons livros, bons filmes, bons personagens, boas influências religiosas e até bons quadrinhos!

    Como resultado, temos dois livros excelentes e um terceiro que promete muito!

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    1. Obrigada, querido Odin. Você sempre gentil ♥

      Spoilerenta, isso eu sou!!

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  2. É sempre bacana conhecer as influências/referências de uma obra/autora. Isto é particularmente legal neste exato momento em que estou procurando referências/idéias/inspirações.

    Confesso que só conhecia algumas das referências citadas. Só me resta agora aguardar para ler o livro com a calma devida.

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    1. Também acho, Jacó. Eu gosto de saber quais são as referências que as pessoas utilizam para escrever, a gente acaba sempre tendo surpresas. Minhas referências são meio loucas, hahaha, mas fizeram bastante diferença na escrita, viu. Elas realmente chegaram a me guiar em certos pontos.

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  3. Adorei esse post! São ótimas as referências que você tem, Liége. E eu entendo perfeitamente quando você diz que não é cópia e sim referência. Tem mesmo uma grande diferença. Inclusive os leitores percebem quando é cópia, né? E sinceramente, é um dos motivos que me faz querer parar de ler na hora. Mas deixo claro que seu livro não é assim, viu?

    Já separei meu tempinho para ler O Círculo dos Sete. Hoje estou entregando um capítulo (amém! amém!) então espero ter tempo livre nas próximas semanas. :)

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    1. Ai, Melissa, que bom que meu livro não é assim. Eu acho que é um pouco impossível escrever sem ter uma "base" de referências, digamos assim... são coisas que nos influenciam e que vão ter um peso na nossa escrita. Mas o problema é quando essas referências passam a ser copiadas... a gente percebe mesmo, e é horrível. Que graça tem? Mas eu prometo que O Círculo dos Sete tem sua própria "vida".

      OBA, leia sim, por favor!!! Aleluia, como é bom entregar um capítulo e se ver livre de mais uma etapa, né? Eu me lembro desse sufoco...

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  4. Estas sim são boas referências !!!! Não é a toa que o livro ficou tão bom ^^

    Eu particularmente A-M-O praticamente tudo o que você colocou aqui, Li, principalmente o Lucius e a Ivy, a Torre de Marfim, Aragorn e Arwen e os Gaviões. E Saint German e os Sete Raios, para quem não conhece, vale a pena conhecer, independente da sua religião.

    Gente, quero aproveitar para dizer que acabei de ler o Círculo dos Sete e o livro é MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO LEGAL! É incrível como a gente fica preso a ele e termina rápido, mesmo sendo tão grande!

    Sério, quem ainda não pegou para ler tome vergonha nas carinhas e leia porque está sensacional. Não vou ficar dando spoilers, mas Nuvara é o lugar mais lindo do mundo e quem gosta de bons pares e romances não vai ficar nem um pouco decepcionado (quem não gosta disso vá se tratar ^^). Os personagens se desenvolvem muito, e a relação deles é muito bacana de se ver. O Galnor provocando a Valenia é um sarro!

    E melhor de tudo: Quando você termina este livro, fica babando pelo terceiro da série.

    (Não, gente, eu não fui paga para elogiar tanto. É que o livro é bom mesmo!!!)

    Beijos da Amanda ^^

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    1. Amanda, eu fiquei muito feliz que você gostou. Muito mesmo. E é verdade, gente, eu não paguei a Amanda, mesmo porque não ando com condições de pagar ninguém para uma coisa dessas XD!!!

      Minha preocupação maior são os personagens e os relacionamentos entre eles. Eu sei que ambientação é muito importante, é mesmo, mas no fim eu acho que quem leva uma história são os personagens. Claro que esses elementos se complementam, porque uma ambientação muito fraca geralmente vai deixar os personagens capengos também, mas se você não sentiu isso, fico muito feliz. Ai, que bom que você achou Nuvara linda!! Talvez não pareça, mas eu me esforcei tanto para melhorar as descrições...

      Sei que sou suspeita, mas eu também adoro as interações Valenia X Galnor. No fundo ele adora ela :).

      Obrigada pelo seu comentário, Amanda, e sinceramente fico muito contente que o livro tenha agradado a uma leitora tão querida e empolgada com a história como você!

      Um abração!!!

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