terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu...

"Gostaríeis de medir o tempo, o ilimitado e o incomensurável.
Gostaríeis de ajustar vosso comportamento e mesmo de reger o curso de vossas almas de acordo com as horas e as estações.
Do tempo, gostaríeis de fazer um rio, na margem do qual vos sentaríeis para observar correr as águas.
Contudo, o que em vós escapa ao tempo sabe que a vida também escapa ao tempo,
E sabe que ontem é apenas a recordação de hoje e amanhã, o sonho de hoje,
E que aquilo que canta e medita em vós continua a morar dentro daquele primeiro momento em que as estrelas foram semeadas no espaço.

Quem, dentre vós, não sente que seu poder de amar é ilimitado?
E, contudo, quem não sente esse amor, embora ilimitado, circunscrito dentro do seu próprio ser, e não se movendo de um pensamento amoroso a outro, e de uma ação amorosa a outra?
E não é o tempo, exatamente como o amor, indivisível e insondável?

Se, todavia, deveis dividir o tempo em estações, que cada estação envolva todas as outras estações,
E que vosso presente abrace o passado com nostalgia e o futuro com ânsia e carinho".

(O Profeta, Gibran Khalil Gibran).

Duas citações maravilhosas sobre o tempo. Uma da bíblia, o título da postagem (Eclesíastes, 3:1 - eu não sou católica, mas creio em Cristo e gosto de inúmeras passagens da bíblia), e uma de um dos meus livros favoritos de todos, última (re)leitura do ano (achado em um sebo de Balneário Camboriú): O Profeta, de Gibran Khalil Gibran (♥ - leiam, leiam, leiam). São as mensagens que eu gostaria de deixar a todos os leitores de O Enigma da Lua nesse último dia de 2013, com palavras de mestres muito mais hábeis do que eu.

E, de quebra, uma canção maravilhosa para a virada do ano, e que traz exatamente a mensagem de Eclesiastes 3:1... letra mais linda para esse momento, não há. "Old, but gold".
Turn, turn, turn - The Byrds

Que 2014 traga a todos nós um tempo de paz, amor, de abraços, de nascimento, de cura, de risadas, de dança, de livrar-se do que nos faz mal, de consolidação do bem. 

AMÉM!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Enigma do Natal


Eu não sei bem o que é, mas o Natal tem sim um enigma. Essa é uma data capaz de me fazer feliz o ano inteiro quando me lembro que, ao final, ela estará lá a me aguardar com sua promessa de esperança. E basta mencionar "o Natal está chegando" para ver um sorriso brotando genuinamente no meu rosto.

Eu desejo a todos nós que a alegria e a luz do Natal estejam presentes nos 365 dias do ano em nossos corações. Que sempre tenhamos gratidão e consciência do bem que cerca nossas vidas, o tempo todo.

Porque é esse o enigma do Natal - olhar ao redor e ver o quanto somos abençoados, independente das dores ou sombras.  Feliz Natal, queridos leitores!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Renovação...

Eu e o mar, amor eterno ♥ (favor ignorar a branquelice)
Esse final de ano não foi muito fácil. Quer dizer, 2013 não foi o melhor dos anos, para ser sincera. Foi uma ano cansativo, com sua cota de tristezas e perdas, e algumas tragédias, que graças a Deus não envolvem a mim e as pessoas que me são mais próximas, mas envolveram amigos e colegas queridos de trabalho. 

Por isso mesmo, eu fui muito grata esse ano. Vi muitas coisas ruins acontecendo ao meu redor, coisas bem ruins mesmo, mas eu voltava para casa e lá estava meu lar, com o abraço sempre constante do meu marido, minha cachorra jogando a sua amada bola de borracha cor-de-rosa nos meus pés (a bola é o grande amor dela, estou dizendo!), meu peixe nadando no aquário... Meu porto seguro estava seguro. Havia também o blog, o livro, e todos aqueles personagens me esperando para que eu desse continuidade à história deles. 

Por isso mesmo, 2013 foi um ano difícil, mas também foi muito bom. 

Ainda assim, eu estava me sentindo muito cansada, esquisita, sem ânimo. Confesso! Desacreditada na minha escrita. Isso é uma constante para mim. Embora eu tenha muitos motivos para me empenhar e continuar sempre (é o que eu faço!), eu muitas vezes me pego pensando que jamais conseguirei N coisas que eu desejo, incluindo aí melhorar a minha escrita a ponto de estar feliz com ela. É uma chatice minha, eu sei, e ninguém merece ouvir meus mimimis. Essa insatisfação constante misturada a uma extrema ansiedade sempre me coloca em maus lençóis, pois sou muito apressada e ao mesmo tempo quero que as coisas saiam bem, muito bem. Daí que uma das minhas músicas favoritas (eu tenho tantas favoritas...) seja I want it all, porque eu bem entendo essa sensação. Eu quero tudo, e eu quero agora. Isso já foi um grande problema na minha vida e tenho tentado consertar esse defeito de personalidade ao longo dos anos. Digamos que o marido ultra-calmo e nem um pouco imediatista tenha me ajudado muito a frear as compulsões, por simples exemplo mesmo. Eu percebi como é legal saber se acalmar e esperar, e o quanto isso traz tranquilidade e felicidade na nossa vida (mesmo assim eu ainda tenho mania de sair de casa meia hora antes de qualquer compromisso. Tenho pavor de atrasos. Ir no cinema comigo é um porre, sou aquele arauto da desgraça que sempre diz que não conseguiremos ingressos ou bons lugares, hahhaha).

De qualquer maneira, a renovação veio. Resolvi pegar as malas, o amado, e ir passar quatro dias na praia. E então eu vi o mar. 

O mar, o mar! Eu tinha me esquecido de quanto amava o mar, do quanto ele me faz feliz. Entrar naquela água, sentir as ondas batendo nas pernas... sentir o sol, o vento, a areia... a primeira vez que entrei no mar nesse ano, eu senti uma alegria tão genuína e infantil que eu comecei a agradecer a natureza imensamente. Percebi o quanto devemos a ela, o quanto somos pequenos diante dela. Eu agradeci o mar por sua gentileza de brincar comigo (levei um só caldo, e por descuido XD), agradeci ao sol por ter brilhado por quatro dias (e eu sabia que havia chovido bastante por lá antes), agradeci a chuva por ter nos molhado na última noite, quando eu fui me despedir do oceano. Eu tinha me esquecido do que é estar em contato com uma grande força da natureza. Apesar de eu ser um bichinho bastante urbano, por puro costume e comodismo, eu não gosto de estar sempre em uma selva de pedra, correndo, trabalhando, sobrevivendo ao invés de viver em muitos dias. Mas esses quatro dias foram uma benção, uma renovação. 

Além disso, me deram ideias para um conto com o pessoal de O Enigma da Lua. E me prepararam para o ano que vem, que será de bastante trabalho no terceiro e último livro (UHUL!!!). Eu planejo começar a escrever logo em janeiro. Prometo não deixar ninguém na seca, postarei spoilers, ilustrações (se a Angela ainda quiser desenhar, afinal, ela tem um bebê-menino a caminho, AI QUE COISA LINDA, cês precisam ver que lindeza a Angela está!!!), ou o que for possível! 

Eu gostaria de agradecer novamente a todos vocês que passam por aqui, as pessoas que já leram o segundo livro e a todos que já leram o primeiro. Obrigada por serem personagens tão maravilhosos nessa história modesta que é a minha. Obrigada por serem parte dessa renovação! E obrigada por lerem as besteiras que eu escrevo.

Em breve retorno, pessoal, quem sabe com aquele conto que eu mencionei acima? Um conto de férias, envolvendo o mar, o sol, o céu, o amor... 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Hobbit: A Desolação da Sutileza

Preciso começar esse post com alguns esclarecimentos. Eu estava planejando uma outra postagem, mas não me aguento e gostaria de dar o meu pitaco sobre a segunda parte de O Hobbit - chamada "A Desolação de Smaug". Mas antes, gostaria de dizer que isso é uma opinião, muito, muito sincera da minha parte. Não tenho "birra", não tenho nenhum orgulho ou alegria por não ter gostado desse filme. Muito pelo contrário, eu queria muito ter gostado, adorado, amado, mas não foi isso que aconteceu e os motivos estão bastante claros na minha cabeça e referem-se também a gostos pessoais, embora não apenas. 

Esse filme tem sido defendido como a maravilha das maravilhas do cinema, Peter Jackson foi elevado a um pedestal que sinceramente não entendo, e quem critica é tachado de "purista", chato, feio, bobo, cara de melão, "por que você não faz melhor". Gostaria de fazer um apelo às pessoas: por favor, leiam textos e comentários antes de qualquer coisa, e interpretem justamente. Analisem argumentos e procurem compreender por que algumas pessoas podem gostar ou não de um filme, livro, história, etc. É direito das pessoas assistir ou ler algo, não gostar e comentar sobre isso. Não entendo essa cegueira que acomete as pessoas em relação a algumas coisas, em especial no campo do cinema (primeiro filme do Thor, alguém lembra?). Comento isso por ver o terrível nível das discussões em fóruns e críticas acerca de O Hobbit. Qualquer um que ouse criticar o filme ou as escolhas narrativas de Peter Jackson, por mais educado que seja, é tachado de chato/xingado, "IN PETER JACKSON WE TRUST, GAAAAAH, CALA A BOCA SEU FEIO". Mas eu não tenho nenhum pacto com o Peter Jackson, não devo devoção ou adoração a ele, e nem nada. Aliás, as pessoas esquecem que ele está prestando um trabalho, um serviço, que ele ganha dinheiro em cima de seu público e o feedback que recebe, tanto positivo quanto negativo, é absolutamente normal, e é saudável ouvir os dois lados. Capisce? E se for para admirar uma pessoa em primeiro lugar por essas histórias, eu escolherei Tolkien, e não Peter Jackson. Tô me coçando pro PJ, sinceramente. Torço para que ele faça um bom trabalho em cima de um texto que já é bom, e só, não sou adoradora dele, e acho que ninguém deveria ser. 

Mas vamos ao comentário. Vou começar chovendo no molhado. Sim, os cenários, a fotografia, tudo está lindo, como sempre. Isso o Peter Jackson e sua equipe sabem fazer e ele conta também com as paisagens lindas da Nova Zelândia. O dragão Smaug é realmente impressionante, sua voz é de fazer qualquer um tremer nas bases e cagar tijolinhos, embora minha criatura computadorizada preferida da Terra-Média ainda seja o maravilhoso Balrog de A Sociedade do Anel (♥), mas isso é irrelevante.

Confesso que comecei o filme gostando de como a coisa estava indo. O início ainda fazia uma ponte com "Uma jornada inesperada" e carregava um pouco do clima do primeiro filme. Gradativamente, a película foi mudando o tom, quando os anões adentraram a Floresta das Trevas e Gandalf resolveu partir depois de uma comunicação telepática nada sutil entre ele e Galadriel. Infelizmente, Beorn aparece em uma ponta pequenina demais. Digo isso porque o filme teve bastante plots absolutamente desnecessários e bastante longos (mas superficiais), então senti falta de mais Beorn na tela. As participações élficas foram tão prolongadas, não custava ter se demorado um pouco mais na caracterização de Beorn... mas enfim, até então, tudo bem, coisas de adaptação para os cinemas. Não espero que tudo seja igual ao livro - acreditem - e sei muito bem que isso não é possível e nem mesmo aconselhável. 

Quando chegamos à Floresta das Trevas, temos uma sequência interessante com as aranhas e certa demonstração da influência do anel sobre Bilbo. Aqui ainda tinha impressão de que o protagonista da história era Bilbo e em segundo lugar a comitiva dos anões. Eis que surgem os elfos da floresta das trevas e Legolas, em todo o seu esplendor platinado, maquiado ao extremo, e com a lente de contato azul mais artificial e incômoda que eu já vi. E surge também Tauriel, a elfa guerreira, que nem de longe foi o que mais me incomodou nesse filme (e eu achei que seria...). 

É a partir desse momento que as coisas começaram a degringolar para mim. Peter Jackson vai inserindo várias subtramas na história, que, se podem ser interessantes isoladas e bem desenvolvidas, não o são nesse formato. Bilbo, o personagem cujo crescimento e amadurecimento deveria ter sido mais explorado, some em meio a tantos cortes que ora mostram o estranho e artificial triângulo amoroso entre Tauriel, Kili e Legolas (e olha, chato como o Legolas está nesse filme, e com um sogro como o Thranduil, eu bem entendo a moça se interessar pelo anão, viu...), ora mostram os problemas políticos da cidade do Lago de uma forma bastante rasa. Não, eu não espero uma profundidade enorme em um filme de ação e aventura, mas já vi muitos blockbusters com tramas mais bem construídas e que prendem. O problema aqui é que os cortes são tantos que acabamos não nos importando com o que está acontecendo com aqueles personagens; eu, ao menos, tinha muito mais interesse pelos anões e Bilbo, que vimos no primeiro filme, mas até o final de "A Desolação de Smaug" eles me pareceram meros coadjuvantes. 

Além disso, a falta de sutileza tira muito a beleza que a trama poderia ter - com mudanças ou não. PJ não parece confiar na inteligência de seus espectadores, e esfrega na nossa cara várias menções à terrível ganância dos anões, explica motivações com falas simplistas ("é a nossa luta! Não fazemos parte desse mundo?") envolve Bard em uma trama dentro de sua cidade entregando-nos um governante caricato demais e com humor que não me cativou - o pastelão característico do PJ... Bard corre pra lá e pra cá, esconde anões com peixes e e os enfia em privadas, é preso... uma correria que, ao invés de me divertir, me cansou, por falta de empatia mesmo. É muito personagem em tela sem tempo de desenvolvimento e sem esforços em relação a isso. Por exemplo, não é porque já conhecemos Legolas da primeira trilogia que ele pode aparecer como um personagem plenamente estabelecido e que está ali apenas para fazer piruetas e cenas de combate no melhor estilo videogame, batendo em orcs, subindo nas cabeças de anões (juro que eu queria ter derrubado ele no lago nessa hora, cara chato!) e sendo "fodão". Por que para desenvolver personagens enquanto pessoas o PJ não toma liberdades criativas? Pois é... 

As subtramas vão cansando e apresentam falhas, falhas claras, SIM, não importa que o filme seja de ação ou aventura, ele tem ao menos que ser verossímil e inteligente (o livro é, apesar de toda a leveza e suposta infantilidade). Por exemplo, nas cenas que envolvem Gandalf (Ian Mckellen continua ótimo, obrigada, embora o enredo o subestime)... para resumir, o mago cinzento acaba, uma hora, por se defrontar com Sauron, é completamente subjugado por ele, e.... e Sauron resolve prendê-lo... por que matar ele, né? É só um zé ninguém que não vai dar trabalho nenhum no futuro, deixa ele vivo, coitado do velho...  está aí uma faceta de bondade no Sauron que eu não conhecia.   

Outro momento um pouco incômodo é quando Smaug aparece. O dragão, mantendo um diálogo de astúcia com Bilbo (o filme é bastante fiel ao livro nesse primeiro momento), depois vira um cachorrão bobo, envolvendo-se em uma "brincadeira" de esconde-esconde e caindo em ardis tolos como ir atrás de quem está chamando do outro lado da sala, mesmo tendo três ou quatro anões perfeitamente visíveis e comíveis à sua frente. Smaug, apesar da vaidade e do orgulho, é um dragão inteligente. No diálogo com Bilbo, fica claro que ele está falando e falando porque está curioso e sabe perfeitamente que pode matar o hobbit quando quiser - por isso não se apressa. Sendo assim, não encontro justificativas para ele ter mudado sua atitude e inteligência depois. Isso, para mim, deixou claro que algumas liberdades tomadas pelos produtores e pelo diretor foram mais negativas do que positivas, sendo que o roteiro diminuiu de qualidade ao se afastar da situação original da própria história - quer dizer, poderia haver um enfrentamento, uma mudança, mas creio que poderia ser conduzido de outra forma. Restou uma perseguição meio pirotécnica, que é divertida, mas um pouco absurda e fora de tom.  E toda aquela história da balestra... da flecha negra... puxa, eu gostava tanto da ideia original, da falha descoberta pelo Bilbo na couraça... era uma parte importante, que dava um destaque bacana para o personagem. Lamentei essa escolha narrativa, sinceramente. 

Uma coisa que me incomoda um pouco na turma dos ferrenhos defensores do filme e de Peter Jackson é o modo como falam e defendem as supostas "adaptações". Para eles, é como se o livro de Tolkien fosse um marasmo sem fim, sendo que Peter Jackson praticamente fez um favor ao professor adaptando a história para os cinemas e melhorando aquele terrível e tedioso texto. 

NÃO. Mil vezes não. Eu entendo perfeitamente que um filme precise de adaptações, mas o texto de Tolkien é bom e poderia ter sido mais bem aproveitado nesse segundo filme, fazendo uma mistura mais orgânica entre a linguagem cinematográfica e literária, e transformando o filme em uma verdadeira adaptação, não uma fanfic.  

O Hobbit é um livro que começa despretensioso - você não dá nada por ele - e vai prendendo o leitor devagar, de modo que no final você já não larga mais o bichinho. Existe toda uma sutileza na forma como as coisas são tratadas (como os temas da vaidade e da cobiça), no humor, na mudança de Bilbo, e é essa essência que foi abandonada em A Desolação de Smaug. Bilbo virou quase um coadjuvante, Thorin mudou demais em relação à persona que foi construída para ele no primeiro filme, e Legolas e Tauriel são bastante dispensáveis, embora eu adore ver os elfos (mas não desse jeito...). Thranduil, na minha opinião, foi a pior caracterização do filme, com tantos maneirismos e caras e bocas que cheguei a ficar incomodada. Não há lugar na obra de Tolkien que diga que os elfos falam com três batatas na boca, andam em câmera lenta e são absolutamente andróginos e cheios de trejeitos. Então, desde o Senhor dos Anéis eu não concordo muito com a visão do PJ em relação aos elfos. Isso poderia passar batido se eu não tivesse me incomodado com tantas escolhas equivocadas. Mas não houve jeito... 

No fim, analisando o filme como uma obra totalmente separada do livro (porque é isso que A Desolação de Smaug é), continuo não gostando dele, exatamente pelas subtramas mal desenvolvidas e por ter relegado os supostos protagonistas a segundo plano, deixando personagens verdadeiramente carismáticos e melhor desenvolvidos (Bilbo e Balin dizem oi) com pouco tempo de tela. Para que inventar duas filhas para o Bard, por exemplo, se mal temos tempo de nos importarmos com elas? Quão estranho é pensar que a motivação para toda a jornada do Legolas ali era seguir uma suposta paixão que nem tivemos oportunidade de conhecer direito? E me parece estranho que o filme seja tão longo e mesmo assim não tenha tempo de desenvolver decentemente seus plots. Isso é sinal de excesso de tramas, de excesso de gordura no filme (sendo que partes interessantes como a passagem na Floresta das Trevas e a visita a Beorn são corridíssimas). 

Novamente, deixo claro que isso é minha opinião, sincera, sem birras ou outras coisas. Não desmereço o trabalho do Peter Jackson, mesmo porque a trilogia do Senhor dos Anéis são meus filmes favorito a ponto de termos em casa o box das versões estendidas (tá, foi um presente conjunto dos alunos do Matheus para ele, mas quem deu a dica fui eu XD!). Mas ser fã não é aceitar cegamente tudo o que se faz. Podemos, temos direito e devemos reconhecer falhas (e também acertos). Infelizmente, no caso desse filme, os erros suplantaram os pontos positivos para mim. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Estreia no Contos Sonoros!

Saudações, queridos leitores! Que bruxaria é essa que vem acontecendo comigo, hein? Agora que tenho mais tempo para postar, as ideias me fogem e eu fico encarando a tela em branco... puxa vida!

Bem, mas posso dizer que tenho uma novidade sim. Quem leu o último post sabe do projeto de audiocontos que o Meia-lua pra frente e soco tem. Fazia um tempo que eu ensaiava gravar algo para o site, embora tenha bastante vergonha. Mas gravei várias vezes o mesmo conto, e enfim alguma coisa saiu. 

O conto em questão é Carolina, uma homenagem à minha avó que faleceu há pouco mais de três meses (e que obviamente se chamava Carolina). Foi um período triste mas posso dizer que fiquei feliz e aliviada por minha avó ter descansado e ter parado de sentir dor e não poder mais andar. Era algo muito ruim para ela, que sempre foi uma velhinha muito ativa, indo para lá e para cá sozinha, pegando mil ônibus e batendo perna nesse mundão de meu Deus. 

Alguns dias depois da morte da minha avó, eu sonhei que ela trazia chá e pipoca para mim e para minha irmã, uma coisa que ela realmente fazia muito. Pegava a gente de surpresa trazendo uma bandejinha com as guloseimas, e sempre trazia chá de cidreira, que é o que eu mais gosto. 

Desse sonho veio a ideia para o conto em questão, que postei no wattpad há um tempo e depois resolvi gravar para o Contos Sonoros. Foi uma homenagem, muito espontânea na verdade, que escrevi em um momento de sensibilidade em relação à partida dela. Acho que foi um jeito de agradecer. 

Eu não divido isso com vocês para ganhar compaixão e nem me aproveitar de qualquer perda ou dor para chamar atenção - não suporto quem faça isso, e confiem que não é essa a minha intenção, mesmo porque todo ser humano sofre perdas e isso não é exclusividade minha. Divido porque nesse momento já sinto que a minha memória em relação a ela é uma mistura de orgulho de quem ela foi e felicidade por saber que ela está em um lugar melhor, e sei que isso não vai mais mobilizar dor e peso em relação a ela. A minha garganta ainda aperta, mas sei que não tenho motivos para tristeza - ela está bem agora, melhor do que estaria se ainda estivesse conosco. 

Enfim, depois de toda essa falação, deixo aqui o link para quem ainda não ouviu o audioconto. E deixo também a trilha que pedi para o André colocar de fundo - uma música muito especial para mim, composta pelo incrível Vangelis e chamada La petite fille de la mer. 




EU PROMETO voltar logo com notícias e novidades em relação a O Enigma da Lua, tá, pessoal...! Só queria dividir meu primeiro audioconto com todos vocês :). E fazer um brinde virtual com todos em memória da grande Carolina, com alegria no coração, porque é isso que ela merece \o/!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Divulgando... muitas coisas!

Saudações, meus queridos leitores! Eu já estava devendo um post desses há muito tempo para as pessoas bacanas que eu conheço por essa internet de meus Deus. Sim, hoje chegou o dia de divulgar trabalhos de artistas talentosos, pessoas que estão batalhando para serem conhecidas e reconhecidas. Tem até uma ou outra coisinha relacionada a mim... vamos ver?

1 - O Enigma da Luz - Wellington Cunha

O Wellington Cunha entrou em contato comigo há alguns dias, me explicando a situação dele, que me é tão familiar: acabava de publicar de maneira independente, pelo Clube de Autores, e estava precisando divulgar a obra dele... eu sei como isso pode ser difícil e estamos todos na mesma luta. Por isso mesmo, trago aqui para vocês conhecerem "O Enigma da Luz" (que título bonito, não? Que bom gosto!), cuja sinopse me pareceu bastante intrigante: 

"Paulo, um rapaz retraído e vivendo em um mundo marcado pelo preconceito e pela hipocrisia, se vê injustamente acusado pelo assassinato de uma criança. Hostilizado, agredido, humilhado e aprisionado, sob a iminência de ser condenado à morte, se envolve em uma jornada que mudará a sua vida para sempre. Uma luz misteriosa o acompanha durante toda a sua jornada e o destino o colocará diante de uma decisão que poderá mudar, não só o seu, como o destino de toda a humanidade, para melhor, ou para pior, para a luz, ou para a escuridão. Tudo dependerá da escolha que ele irá fazer." 

O Welington me disse que está trabalhando atualmente em um novo livro, chamado "O Guardião das Espadas", e que contratou o trabalho da maravilhosa Angela Takagui (puxo o saco mesmo!) para ilustrar essa obra. Alguma dúvida de que o Wellington leva o trabalho de escritor a sério? Logo, logo eu pretendo conhecer "O Enigma da Luz", e espero que todos queiram dar uma chance ao Wellington e a todos os escritores que batalham nessa blogosfera afora. 

2 - Audiocontos do Meia-lua pra frente e soco  

Os meninos do Meia-lua pra frente e soco estão com um projeto de audiocontos chamado "Contos Sonoros". Eu já ouvi vários e sinceramente estou impressionada com a qualidade dos trabalhos e com as narrações super inspiradas do pessoal. Já publicaram seus audiocontos por lá a Karen Alvares, a Ana Lúcia Merege, o autor Giovani Arieira (que também mora em Londrina), Jacó Galtran, e a última moça a emprestar seu talento para o Contos Sonoros foi a Gisele Bizarra, com o instigante "Eu sou a Caça". Confiram lá, gente!! 

3 - "Amor de Cortesã" e a tirinha do Wellington Marx 

Vocês lembram do Thomas Chasen? Se não lembram, cliquem AQUI e refresquem suas memórias. O moço inspirou duas grandes artes: uma poesia de Jacó Galtran, nos revelando o passado negro desse galã misterioso que aprontava altas confusões do barulho, e essa tirinha, que fala por si: 

Clique para aumentar!
Por enquanto é isso, pessoal. Espero que tenham gostado e que confiram os trabalhos desse pessoal talentoso dimais da conta!