quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Em 2015...

Saudações, queridos leitores que ainda visitam esse amontoado de poeira que virou o blog(sobrou alguém??). Faz tempo que não passo por aqui e eu sabia que precisava, de algum modo, fechar esse ano do capiroto que foi 2014 no blog. 

Como alguns sabem, eu tive que me afastar daqui para cuidar da vida (quem nunca, né?). Escrevi pouquíssimo esse ano, mesmo para os meus padrões, que já são lentos. Não tinha muito tempo, mas, além disso, não tinha cabeça e nem vontade. Foi um pouco assustador ficar sem vontade - e sem vontade mesmo, não estou falando de procrastinação ou preguicinha - de escrever, mas compreendi que era minha cabeça e meu espírito pedindo um tempo, pedindo foco e paciência. (Pausa para cantar Paciência, do Lenine).  

Gostaria de estar aqui dando ótimas notícias e contando progressos, comemorando uma possível publicação (vai saber, né?), dizendo que conquistei um montão de sonhos em 2014. Mas esse foi um ano diferente e mais cascudo, de entendimentos, aprendizagens e renovação. E acho que foi um fenômeno mundial, porque vi uma porrada de gente reclamando desse 2014 dos nove infernos. MAS VAMOS ELEVAR NOSSO COSMO!!!! VAMOS LUTAR POR ATHEEEEEEENA! CÓLERA DO DRAGÃO!!!!

Shiryu amigo, WHY SO AWESOME???
Em 2015, pretendo voltar a escrever por aqui (pelo menos um pouco) e retomar meu ritmo normal com o livro. O Despertar de Kathul não ficou totalmente parado no segundo semestre de 2014, mas andou pouco. Existe uma sensação de estagnação (ao menos nesse campo literário) dentro do meu ser que preciso exorcizar e tenho certeza de que o bloguinho será um aliado nesse ritual. 

Desejo que 2015, para todos nós, seja um ano de recomeços e novas possibilidades. E adoto, a partir de agora, o lema "devagar e sempre". Ou, quem sabe, "devagar se vai ao longe". 

 E vamos juntos! 

Um beijo no coração e Feliz Natal e Feliz 2015 para todo mundo. Até lá, no novo ano, no novo começo. :)

domingo, 28 de setembro de 2014

Terra Antiga - O Duelo

Saudações, pessoal! Hoje estou aqui para divulgar (com atraso, para minha vergonha) a obra de nosso amigo Tiago Dutra, mas conhecido por essas paragens como God Zamiel. É com muita alegria que trago ao conhecimento de vocês essa obra, pois cada amigo escritor que atinge seus objetivos é motivo de comemoração, felicidade e inspiração para mim. Agora, chega de matraquear e vamos à obra:



"Um pequeno ponto no Cosmos, um vasto mundo para os seus muito diversificados habitantes. Terra Antiga de seu nome, por ser uma terra sofrida, herança de gerações passadas. 

Estamos na Era do terceiro teste do Homem, onde o destino de todos será decidido pelas ações de poucos. 

Na Cordilheira Negra, refúgio das raças da semente do mal, um exército inteiro desaparece sem deixar rastro, cedendo ao reino de Eltior o pranto pela perda dos seus filhos. Enquanto toda a Terra Antiga entra em tormento e vira a sua atenção para onde os ventos sopram rumores de uma crescente ameaça, aqueles com dinheiro e meios forçam o seu lugar para uma posição de poder. A nossa aventura tem lugar numa dessas regiões usurpadas, o Vale da Foice. Quando um estranho naquelas paragens, roubado das suas memórias, desperta de um sono misterioso. O seu sentido de justiça coloca-o entre a tirania e os oprimidos. Onde a sua mente falha, os seus músculos reagem, um dotado guerreiro. Do outro lado, quem tem poder não o quer perder, especialmente quem atraiçoou para o conseguir. A Meliath, o líder dos Mirdios e o mais hábil dos mercenários de Blob, é agora oferecido o que pode ser, finalmente, um verdadeiro desafio para as suas capacidades, pôr fim ao forasteiro. 

Dois guerreiros em lados opostos, unidos por uma vida flagelada de um passado que preferiam não ter existido.”







Vocês podem adquirir o livro AQUI, AQUI e AQUI. Em breve pretendo prestigiar o trabalho de nosso amigo e, quem sabe (e se esse 2014 maluco permitir) trazer a vocês minha opinião! De qualquer forma, parabéns ao Thiago Dutra por essa emocionante conquista!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Publicação na antologia "Horas Sombrias" e outras novidades!

Saudações, pessoal. Faz tempo que não passo por aqui, não? É, mas eu tinha prometido sempre voltar para contar as novidades e dar notícias importantes, então, eis-me aqui \o/! Na verdade, já devia ter feito essa postagem há um bom tempo, mas confesso que só hoje me sobrou um tempo realmente tranquilo para fazer isso, então, vamos lá!

Antologia Horas Sombrias 



No começo desse ano, tive um conto aceito na antologia Horas Sombrias, da Editora Andross, chamado "O primeiro e último filho". O lançamento do livro (e de outras antologias) aconteceu em São Paulo, no evento Livros em Pauta, mas infelizmente não teve jeito de comparecer. Então, há cerca de quinze dias, recebi uma caixa lindona cheia de livros, que ficaram beeem bonitos e lindamente diagramados. Temos muitos contos nele, de estilos e tamanhos diversos, todos lidando com a temática do terror/horror/sobrenatural. 

Fiquei bastante feliz com essa publicação e, obviamente, se alguém se interessar pelo livro entre em contato comigo por e-mail (astreya.bhael@gmail.com). Estou vendendo os bichinhos por R$ 20,00 + o frete! Desculpe a propaganda aqui, gente, mas escritor também precisa comer (brincadeira! Qué dizê...). 

Ah, também tive o prazer de saber que os queridos Gisele Bizarra e Sandro Moura publicaram também pela editora Andross ao mesmo tempo, em outras antologias - Amor nas Entrelinhas e Utopia, respectivamente. É isso aí, povo! Vamo que vamo!! Que tal dar uma olhada nessas antologias também?? Tem pra todo mundo, pra todos os gostos!

Promoção na Amazon e seus resultados!



Alguns devem se lembrar que, no dia do escritor, resolvi deixar meus três livros disponíveis na Amazon de graça. Gente, o resultado foi muito legal. Entre as três obras, foram mais de 400 livrinhos adquiridos por possíveis leitores. E a "onda" de downloads já tem seus resultados. As vendas deram uma aquecida e até recebi comentários (positivos) em cada um dos livrinhos lá na Amazon. São essas coisas que mantem a gente motivada e escrevendo. Foi uma surpresa maravilhosa ter recebido três avaliações cinco estrelas de um leitor de lá. Fiquei filiiiiiz, filiiiz!

Nesse mês, também recebi um e-mail lindo de uma leitora que comprou o livro pelo Clube dos Autores! Ela me disse que desde Harry Potter não ficava tão apegada a uma história assim. Vocês já podem imaginar meu pulo de 303039394 metros de altura, né? Gente, beijo no coração para vocês, mesmo, mesmo!

Resenha de "O Círculo dos Sete" no Livros de Fantasia 



A Melissa de Sá resenhou O Círculo dos Sete no Livros de Fantasia e quase me matou de alegria, né? Para entender melhor meus sentimentos de euforia, queiram por favor dar uma olhada na resenha clicando AQUI.

Myron e Valenia fazendo sucesso


E, nesses feedbacks bacanudos que ando recebendo, é muito maravilindo perceber que esses dois personagens têm agradado. Como eu amo os dois, sou suspeita para falar, mas fiquei super feliz de saber que consegui gerar empatia nos leitores (iupi!). E olhe que muita gente não gostou da Valenia quando lancei o primeiro livro. You go, girl! 

O Vento do Oeste na Trasgo




Até agora saíram cinco resenhas da Revista Trasgo 3 - essa, essa, essa, essa e mais essa (vocês me perdoem se esqueci alguma). Gente, queria agradecer de coração por esse feedback. Fiquei muito contente porque, até agora, a história foi bem recebida por todo mundo que expressou sua opinião. Além disso, recebi um recado no wattpad de um leitor que disse que adorou o conto e quer mais histórias em Sawad. Fiquei nas nuvens, gente. Obrigada mesmo a todos os que leram esse conto. Ele foi um trabalho muito especial para mim, muito mesmo, por vários motivos, e foi uma das coisas que escrevi que teve mais repercussão e retorno de leitores. E isso é muito legal!

Ah, e lembrem-se que a Trasgo 4 está chegando! 

***
Bom, gente, essas são as novidades, por enquanto. Continuo escrevendo a passos bem vagarosos, mas continuo. Creio que será possível publicar O Despertar de Kathul em 2015... só que volto com mais novidades antes disso, prometo :). 

Beijo no coração de todos!


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Feliz dia do escritor e livros grátis! Rá rá rá!

Saudações, pessoas! Hoje estou aqui porque não queria deixar a data passar em branco. Gostaria de dar parabéns a todos os escritores que passam por aqui e dizer o quanto os admiro. É preciso muito amor, carinho, paixão e esforço para ir trilhando esse caminho de quem ama contar histórias e escrever. Eu sei! 

Ao mesmo tempo, me inspirei pelos colegas que espiei hoje no twitter e resolvi comemorar esse dia de um jeito diferente. A partir de amanhã, as três obras que coloquei na Amazon - O Enigma da Lua - A Centésima Vida, O Enigma da Lua - O Círculo dos Sete e o conto A Borboleta estarão... DE GRÁTIS!!! Eeee!!! ♪Ritmo, é ritmo de festa♪!

Pois bem! Se você sempre quis dar uma espiadinha no meu trabalho e tinha medo de gastar o dinheiro do pão frito e do café no que eu escrevo (baseado nas bobagens que eu posto nesse blog), nada tema! Agora você poderá ter dois romances e um conto meu pagando NADA! NADIE! NIENTE! NICHTS (Gol da Alemanha!). 

A festa da uva começa a partir de amanhã, dia 26/07 e termina só no dia 28/07. Ok? Então, baixem, divulguem para os amigos e coleguinhas, enfim, façam essa escritora feliz! Para entrar nas páginas da Amazon, basta clicar nas capinhas abaixo: 

O Enigma da Lua I - A Centésima Vida


O Enigma da Lua II - O Círculo dos Sete


Conto A Borboleta -




Já pensou que depressão ninguém baixar nenhum? HUEHUEHUE

Lembrando que O Enigma da Lua - A Centésima Vida tem o selo Livros de Fantasia de aprovação ^__^. E a Melissa, dona do blog, já deu quatro estrelinhas no Skoob (GGAHAAHAHAHA, MORRI) para O Círculo dos Sete (e também para A Borboleta). Olha lá, hein, foram testados e aprovados pelos leitores (todos os quatro ou cinco) e eu tenho PROVAS!

Enfim, gente, voltando a falar sério, espero que aproveitem e feliz dia do escritor a todos! 

domingo, 29 de junho de 2014

Muito obrigada!

Olá, pessoal. Hoje estou aqui para falar algo não tão bacana... é. Hesitei bastante antes de escrever essa postagem e já tem algum tempo que tenho tentado manter as coisas como sempre estiveram. Mas, infelizmente, sinto que chegou a hora de dar uma desligada e cuidar do que preciso cuidar. 

Para quem interessar (meus queridos 1d4-1 leitores!), apesar do tom um pouco sombrio do parágrafo acima, tanto eu quanto o Matheus estamos bem, mas não vivemos sozinhos em uma ilha. Há tempos existem algumas coisas acontecendo em meu âmbito familiar/pessoal e nós dois temos procurado ajudar. Isso tem envolvido um desgaste emocional para mim e aos poucos fui sentindo mais dificuldade para prosseguir levando minhas obrigações diárias, rotina e até mesmo atividades que são hobbies, mas que exigem comprometimento e dedicação. Além disso, muitas vezes o tempo é escasso, já que meu trabalho como professora não pode ficar de lado de jeito nenhum. Já fazia um tempo, afinal, que eu não andava tão produtiva quanto gostaria. 

Não tenho me sentido 100% e decidi que preciso de tempo, recolhimento e reflexão ao lado das pessoas que amo. Vocês sabem o quanto gosto desse espaço e o quanto ele me é e foi importante. Por isso, acreditem, essa não é uma decisão leviana. Não quero expor aqui tudo o que me levou a tomá-la, mas realmente creio que isso será a melhor coisa para mim nesse momento. 

Eu NÃO deixarei de escrever O Despertar de Kathul e darei continuidade aos meus projetos (incluindo Coração de Areia) e minhas leituras, mas de forma mais gradativa. Voltarei aqui quando o terceiro livro estiver pronto (não sei quando será) e para dar alguma notícia, eventualmente. Mas me afastarei da internet e de redes sociais pelo tempo necessário. Quem precisar/quiser se comunicar comigo por conta de alguma coisa mais importante ou meu próprio trabalho, pode continuar me encontrando no e-mail astreya.bhael@gmail.com. 

Peço desculpas, digo um adeus e deixo aqui a minha gratidão por todo o apoio que ganhei ao longo desses quase dois anos. Vocês que sempre estiveram por aqui sabem o quanto são especiais e quanto me fizeram bem. E é por vocês que prometo continuar escrevendo sempre, nem que seja mais devagarinho. Obrigada, pessoal... e tudo de bom. Que os deuses os acompanhem em um caminho esplendoroso... e torçam por mim, se encontrarem um espacinho em seus ♥.



"So fill to me the parting glass
Good night and joy be with you all"

(Atualização: pessoal, não fiquem preocupados. O que está acontecendo são todas coisas passageiras e que se resolvem. Só preciso de um tempo para refrescar a cabeça e me focar na escrita e em ficar ao lado das pessoas que eu amo. Mas estou bem e conto com muitas bençãos na minha vida!).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estamos ficando cada vez mais cínicos?

O título da postagem é um pouco mais sombrio/pesado do que eu gostaria, mas essa pergunta tem martelado insistentemente a minha cabeça nos últimos tempos. Será que estamos ficando mais cínicos? 

Pense em filmes que você assistia nos idos anos 80/90. Sessão da Tarde. É claro que até hoje não sei como "Rambo" era uma escolha para as tardes globais, por exemplo, mas se me lembro de Willow, A História sem Fim, A Lenda, De volta para o futuro e outros, sempre me pego pensando se esses filmes teriam uma boa recepção caso fossem lançados hoje em dia. Minha resposta, invariavelmente, é não. Talvez esteja enganada, mas creio que muitos concordariam comigo e já vi esse questionamento ser levantado em inúmeros lugares e rodas de conversa. 

As crianças para as quais dou aula hoje não acreditam em finais felizes, tiram sarro de príncipes e princesas, mas sabem o preço de um Porsche, de uma Ferrari e sonham com riqueza e dinheiro. É verdade. Eu dei uma aula, recentemente, na qual nós abordamos sonhos e anseios. A resposta "dinheiro" para a pergunta "qual é o seu sonho" foi extremamente comum. Com um sorriso, eu perguntava a eles qual era o motivo de quererem tanto dinheiro. O que fariam com ele. Como fariam para ter a tão sonhada e valorizada riqueza. O que conseguia, depois disso, eram salas silenciosas ou respostas titubeantes (bem, um garoto disse que conseguiria comprar mulheres, carros e amigos). Me dei conta de que eles repetem desejos adultos de carreiras espetaculares e cofres do Tio Patinhas, mas, no fim, nem ao menos sabem o que fariam com isso.


São crianças. O que é que eu queria com dinheiro nessa idade? É claro que todos almejamos ter conforto e algumas regalias na vida (quem é que não ama viajar, né?), mas se eu sonhava com dinheiro aos 10 anos era porque queria uma casa com tobogã gigante e uma piscina de marshmallows. 

Me permitiram ser criança. Me permitiram sonhar e olhar a vida com menos cinismo. Com fantasia, inocência, alegria. 

Recentemente, eu assisti um filme chafurdado pela crítica e que nem chegou aos cinemas aqui de Londrina - "Um conto do destino". Fiquei com o pé atrás por conta de tantos elogios ao contrário mas, ao final, me peguei às lágrimas. Ali estava um filme parecido com um conto de fadas, com conceitos simples como "o amor faz milagres", com uma batalha entre bem e mal e ponto final. Me emocionei de verdade. Me emocionei porque ando, sim, cansada de tons de cinza e descrença. Não porque eles não existam - é claro que existem, existem a toda hora, em cada lugar que eu vou. Estou cercada por falta de esperança, gente ambígua e atitudes traiçoeiras. Minha vida não é só isso, é claro. Tenho pessoas maravilhosas perto de mim, mas as vejo serem machucadas o tempo todo, vejo muita gente que eu adoro sofrendo e quebrando a cara. Já é um mundo difícil. 

Veja bem: não quero, com essas palavras, pregar que só deve existir um tipo de história. Pelo contrário, eu prezo a diversidade e acho que é muito importante que todos nós tenhamos histórias e personagens com os quais possamos nos identificar. Mas... eu acho que estamos mesmo ficando mais cínicos. Basta perceber que até na fantasia, gênero que aceita o imaginário e a inocência com portas bem mais abertas, o que tem se destacado é o "dark", o violento, o "realista". Nada de errado em gostar disso! Eu mesma aprecio coisas mais sombrias de vez em quando e gosto de um monte de narrativas que lidam com esses "tons de cinza" e mostram os vários lados de uma história. Porém, até mesmo a Disney tem se reinventado, não é? E lá está Elsa, de Frozen, com rosto frio e ar de desprezo: "você não pode se casar com um homem que acabou de conhecer". 

Se eu concordo com ela? É claro. Ninguém deveria se casar com um completo estranho, mas eu também acho que contos de fada são histórias que funcionam em sua simplicidade arquetípica (e fico pensando que Shakespeare jamais escreveria Romeu e Julieta hoje em dia...), acho que conceitos simples de bem/mal, amor/ódio, vingança/compaixão funcionam para crianças (a educação em casa também é bem importante para que a gente não leve as coisas ao pé da letra - fica um recado aos pais que acham que TV vai fazer o trabalho deles). Eu e minha irmã crescemos com desenhos da Disney, nos tornamos adultas amando esses clássicos e não, não ficamos esperando um príncipe encantado aparecer em nossas vidas - sei lá, não foi essa a mensagem que captamos. 

Na verdade, os desenhos foram parte importante de nossas infâncias e um grande ponto de alívio para nós quando as coisas ficavam mais conturbadas no ambiente familiar. Então, sinceramente, para nós duas - conversamos sobre isso nesse feriado - é até mesmo triste essa coisa de "isso mesmo, vamos modernizar a Disney e deixar para trás as mensagens ridículas e ultrapassadas, uhul". Bem, não foi ridículo para nós. Eu sei que estou falando aqui de memória afetiva e de um caso em particular, mas, definitivamente, o legado que a Disney nos deixou não foi ruim. Foi uma mensagem de inocência, de um momento em que embarcávamos em sonhos e fantasias infantis, nas quais receber um beijo de amor verdadeiro, voar em um tapete e salvar a China imperial eram coisas igualmente fantásticas. 
Quem fez essa montagem tem um parco conhecimento sobre os filmes da Disney. E "sisters before misters" é o novo "bros before hoes"? :\

Bem, o que estou dizendo é o seguinte: eu lido com crianças o tempo todo, tenho uma sobrinha de seis anos e primos adolescentes (família grande, hehehe). Vejo o resultado dessa "quedinha" pelo cinismo exatamente em quem deveria estar vivenciando um pouco mais de inocência e simplicidade. E fico verdadeiramente triste ao ver esses olhos pequenos parando de brilhar cada vez mais cedo. 

Que nós apreciemos histórias diversas, sim. Mas que não nos esqueçamos de que temos direito ao sonho, à fantasia, ao amor verdadeiro entre as pessoas, à esperança (se assim quisermos, se gostarmos). E, mais do que isso, temos o dever de não negar isso a quem mais precisa... em um mundo cada vez mais pragmático. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Trasgo edição 03 no ar!


Saudações, queridos leitores! Primeiramente, feliz dia dos namorados atrasado! Mais uma vez, eu não faço uma postagem no dia 12, mas prometo tentar sanar essa falta em 2015 :P. 
Bom, mas venho com boas novas para compensar meu equívoco. A terceira edição da Revista Trasgo está no ar e, como alguns já sabem, tem conto meu lá!!! AI, A EMOÇÃO!!!

Falando sério, estou muito feliz por poder apresentar Sawad pela primeira vez por meio de uma publicação séria e bacana como a Trasgo. Eu já estava feliz antes, mas, ao ver o conto por lá, fiquei mais ainda. Quando vi o "Salwaan" - saudação que é parte do vocabulário desse meu novo e querido cenário - abrindo o editorial, fiquei muito emocionada. Daí quase tive um pequeno AVC quando vi o "Safiah din naan" ao final. Quer saber qual o significado da frase? Ou, talvez, saber o que é um Ahmar e conhecer Farid Nafsaji, um homem atormentado pelo maligno Bahaal'zar? Então, que tal ler "O Vento do Oeste"? Para conferir a revista (tem até uma entrevista comigo lá!), com seis contos supimpas, basta acessar esse link!.

Bom, chega do meu blábláblá. O importante é conhecer a revista e continuar apoiando iniciativas como essa! Portanto, pessoal, sugiro que confiram também as duas primeiras edições da Trasgo (excelentes, por sinal) e peço que, se for possível, divulguem a cada vez mais pessoas esse trabalho bacana do editor Rodrigo van Kampen e dos autores que enviam seus escritos para a publicação - incluindo aí os ilustradores. A capa da Kelly Santos não ficou maravilhosa?

Safiah din naan, queridos, e boa leitura!

sábado, 7 de junho de 2014

Uma ponte sobre águas turbulentas

Ontem, dia 6, Matheus, meu marido, fez 34 anos. Planejava fazer uma postagem no dia certo, como sempre gosto de fazer. Mas, ao invés disso, larguei o computador por quase o dia todo e procurei demonstrar com ações e gestos o que as palavras poderiam ter dito. Ainda assim, minha resolução não morreu e aqui estou eu, hoje, porque quem gosta de escrever adora botar seus sentimentos no papel - post, nesse caso.

Quando conheci o Matheus, ele tinha 22 anos, creio que estava muito próximo de fazer 23. Eu tinha quinze e fiz dezesseis no mesmo ano. Até hoje, me lembro muito bem da primeira vez em que o vi. Também me lembro muito bem de um dia em que ele chegou na casa de nosso amigo para jogar RPG com o semblante um pouco nervoso - o que era muito incomum. Perguntamos o que havia acontecido e ele falou brevemente sobre algum problema em casa e também contou que um galho de árvore enorme havia caído em suas costas antes de ele sair. Logo depois, assumiu a sua costumeira paciência e passou a mestrar a partida com aquela voz calma e bonita de sempre.

Apenas anos depois eu fui descobrir que, naquela época, o Matheus estava passando por um verdadeiro rebuliço em seu âmbito familiar e pessoal. Mas ele nunca dizia nada, embora todos nós dividíssemos problemas e angústias com ele, e só contou isso depois que me tornei sua namorada. E era impressionante - sempre havia um sorriso, sempre havia uma palavra de conforto nos lábios dele, um gesto de gentileza. E até hoje há, embora o tempo e as feridas tenham nos ensinado que nem todos merecem um coração aberto, pelo menos não o tempo todo. Temos que nos resguardar um pouco, para sobreviver.

Mas, eu digo... quem se dispõe a conhecer - verdadeiramente - esse moço com quem tenho a honra de conviver, vai encontrar muito mais do que um simples colega, uma pessoa para rir ou falar bobagens. Muitos estranham esse rapaz silencioso e sério, mas o Matheus é o tipo de pessoa que se jogará em cima de qualquer problema ou obstáculo, como uma ponte, para fazer passar as pessoas que ama. Por isso, se eu pudesse dizer que tipo de pessoa o Matheus é usando uma canção, eu usaria essa:



Se hoje eu devo agradecer uma pessoa pelo que me tornei - e o que me tornei pode parecer pouco, já que sou absolutamente comum, mas para mim é muito - essa pessoa é ele. Porque ele me resgatou de um mar profundo, se fez ponte e hoje está aqui, dizendo, como na música: "navegue, garota prateada. Navegue. Chegou o seu tempo de brilhar e os seus sonhos estão se encaminhando. E, se você precisar de um amigo, estou navegando logo atrás". 

Logo atrás, não. Do meu lado, segurando minha mão. Sempre. E a recíproca é absolutamente verdadeira.

Feliz aniversário, meu querido marido. E muito obrigada. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Laucian e Elora por Mario Nakano

Saudações, queridos leitores! Como vão nessa noite de sexta-feira? Eu tenho muitos compromissos não cumpridos, pilhas de prova e um festival cultural do colégio surtando meu coração, por isso joguei tudo para o alto por um momento e vim aqui postar nesse oásis de paz XD. 

Mas, além da óbvia tentativa de escape, prometo que tenho bons motivos. Me ocorreu, dia desses, que eu nunca postei por aqui os primeiros-primeiríssimos desenhos que foram feitos do Laucian e da Elora. 

MAH COMO ASSIM? (alguém pergunta). 

Explico. Vocês que passam por aqui já conhecem os lindos-maravilhosos-esplêndidos desenhos da Angela Takagui - que, inclusive, foram absolutamente essenciais para que eu parasse de tremer nas bases e tivesse coragem de botar a cara a tapa com meus escritos. MAS, MAS, Laucian e Elora tiveram encarnações anteriores, vocês sabiam?

Eu tenho outro amigo desenhista muito talentoso (vocês não acham que a gente tem sorte por aqui?), e antes mesmo de conhecer a Angela eu já conhecia o Mario Nakano, pessoa que a gente atazanava para desenhar nossos personagens nas mesas de RPG. Mario desenhou a minha primeira personagem de D&D - uma elfa guerreira chamada Melwen, que morreu na mesma partida :(. Depois da Melwen, vieram outros e um dia eu me vi conversando com o Mário (quer dizer, quem falou foi o Matheus, quem disse que eu tinha coragem?) sobre o meu livro e os personagens dele. Então, o Mário acabou desenhando essas duas coisas lindas que vocês verão a seguir: 



Acontece que, logo depois, o Mario foi com a família para o Japão (e hoje já está de volta, eba!) e passou uns bons tempos por lá, mas nunca me esqueci desse primeiro momento em que os personagens ganharam vida.

O mais bacana é que, mesmo do Japão, o Mario participou do nosso casamento enviando essa arte em que eu e o Matheus figuramos como Arwen e Aragorn (pobre Arwen que ficou bem menos élfica e bem menos linda nessa versão, hahahaha! - mas o desenho tá magnífico):


Esse desenho ficou pendurado no salão e figurou como quadro aqui em casa por muito tempo. Infelizmente, as paredes do nosso apartamento esfarelam com facilidade e tudo que a gente pendura nela com mais de 200 gramas cai no chão. Portanto, o quadro está guardado com muito carinho, assim como o lindo quadro que a Angela me fez de aniversário (esse aqui). Felizmente, o quadrinho de bodas de papel não caiu!

Bem, esse post com certeza foi um passeio pela minha memória afetiva. Só posso dizer que sou muito sortuda por conhecer tanta gente talentosa, não é? E, pra acabar esse post, a última ilustração que o Mario fez da nossa partida de RPG (dou um doce para quem adivinhar qual é a minha personagem!):

Darina, a elfa clériga, Dreevean, o bárbaro e Elina, a halfling barda :D
Já coloquei o link lá em cima, mas reforço aqui, gente: visitem o site do Volpe Studio, que é o estúdio do Mario! Uma chiqueza só essas pessoas que sabem desenhar, viu. Enquanto isso eu vou aqui desenhar meus homens-palitinho, com licença. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Top 10 - Músicas (cantadas) de Animações

Hoje é dia de fazer post e eu não me aguento e venho com mais uma lista musical. Desculpa, gente, mas EU PRECISAVA fazer ESSA lista.

Antes disso, um adendo. Eu geralmente não ouço muitas músicas enquanto escrevo, porque elas costumam me distrair, mas o fato é que eu as uso como fonte de inspiração em todo o processo. E eu acho que as animações têm músicas incríveis para isso, porque elas geralmente fazem parte do contar da história, ilustram passagens de tempo ou momentos importantes ♥, assim como em um musical.

As músicas da lista abaixo fizeram parte da minha infância e muitas ilustram cenas que certamente me influenciam na composição das minhas histórias até hoje. Preparem-se, então, para o TOP 10 Músicas (cantadas) de animações!!!

RUFEM OS TAMBORES!!

10 - Arabian Nights

Quando eu era pequena, precisei colocar aparelho, mas, antes disso, tive de fazer uma "mini-cirurgia" para extrair dois dentes que não estavam nem perto de ficar moles. Eu estava com muito medo nem imaginava que ia ter que tirar quatro cisos depois e então minha mãe prometeu me dar o VHS do Aladdin depois da extração, caso eu fosse bem corajosa.

Resultado: muita coragem e 1 ano assistindo a fita com a minha irmã TODOS-OS-DIAS.

Essa música estaria umas posições à frente caso fosse um tiquito maior. Mas eu gosto muito dela porque o instrumental é incrível e eu acho que a introdução de Aladdin é uma das mais inspiradas da Disney (atrás, para mim, apenas de A Bela e a Fera e O Rei Leão).

Ei-la (em inglês, porque as versões em português estavam muito baixas):



AS NOITES NA ARÁÁÁÁÁBIA E OS DIAS TAMBÉÉÉÉM!! SÃO SEMPRE TÃO QUENTES QUE FAZ COM QUE A GENTE SE SINTA TÃO BEEEEEM!!!

(Relativo o calor fazer a gente se sentir bem, mas ok).

O mais legal é que a minha fita tem a versão original dessa música, com a parte de cortar a orelha e tal ("vão cortar sua orelha - pra mostrar pra você - como é bárbaro o nosso lar"). Depois a Disney refez e nos DVDs você já ouve outra coisa :).

9 - Once upon a December

Primeiro: Anastasia não é um desenho da Disney, e sim da Fox! Muita gente não se lembra desse detalhe :). Mas o fato é que Once Upon a December é um dos pontos altos da animação e sempre foi uma das minhas músicas favoritas dentre todas as músicas de animações. A melodia é linda e esse toque de caixinha de música... ♥. A cena também é inesquecível.
Eu fico com lágrimas nos olhos quando as imagens saem dos quadros. TODA VEZ!!!

8 - Strangers like me

Eu até prefiro a melodia de "Once Upon a December", mas Strangers like me, de Tarzan, se tornou especial para mim por conta da letra. Quem nunca se sentiu deslocado do mundo na adolescência (e até depois) e, de repente, descobriu que existem pessoas parecidas com você... a sensação eu expresso nesses singelos caracteres:
( ͡° ͜ʖ ͡°) ( ͡o ͜ʖ ͡o) ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)


 ♪ I wanna know, can you show me♪ I wanna know about these strangers like me♪ I wanna know, please show me♪ Something's familiar about these strangers like me♥

I SEE BEFORE ME A NEW HORIZON!!!

Caham. Continuando...

7 - Hellfire

A única "música de vilão" a figurar na lista, eu acho "Hellfire", de O Corcunda de Notre Dame, uma canção absolutamente incrível. Ela é poderosa, marcante e apresenta o conflito do Frollo de uma forma fenomenal. Quando criança eu não entendia o quanto essa música é sombria e perturbadora. Pensem bem, é um filme da Disney e o vilão basicamente está dividido entre sua religião e o desejo carnal que sente pela Esmeralda. Um tema bastante adulto.



 SHE WILL BE MINE OR SHE WILL BURN!!!

(Senhor, me salve desses capuzes vermelhos!! Que medo!!)

6 - I See the Light

Deixe-me expressar todos os meus sentimentos sobre essa música e essa cena de maneira adequada:

AHDIDDVLWJFFPEOJDVFFRPLEWLDWQDVGEGEVWB!!!

GENTE, eu não consigo controlar os SENTIMENTOS!!! THE FEELS!!!!

Porque eu AMO duetos, porque Flynn e Rapunzel são dois FOFOS, porque as LANTERNAS e o jeitinho que eles se olham, e NOW THAT I SEE YOU!! GAAAAH!!!

E para provar que eu adoro duetos...

5 - A Whole New World

Eu adoro essa música, adoro a cena do Aladdin e da Jasmine voando pelos céus com luas e estrelas, adoro o fato de que a música é um dueto, e acho esses dois muito meigos juntos. Além disso Aladdin é o único príncipe que parece meu marido, me deixa. 



♥ ♥ ♥ E que casal não descobre um mundo novo juntos? ♥ ♥ ♥

(E eles transformando a nuvem em sorvete italiano?? Tem até GORDICES nessa cena, Aladdin e Jasmine pensam em comida o tempo todo como eu).

4 - Circle of Life


Se eu fosse eleger a trilha sonora mais bonita de um desenho, como um todo, acho que escolheria O Rei Leão. A trilha instrumental desse desenho é muito, muito linda, e eu nunca consigo escutar essa música sem ficar com lágrimas nos olhos. Como agora. :´).

(E a cena é um clássico, não? Tive o prazer de ver essa obra-prima no cinema).

3 - I'll make a man out of you

Para falar a verdade, eu não me lembrava muito bem de Mulan porque só havia assistido uma vez quando criança. Eis então que, aos 17 anos, eu peguei para assistir de novo. No AUGE do meu treinamento de karate. IMAGINA o que essa música não representou para mim nessa idade confusa, complicada e cheia de problemas em que a gente ainda está se firmando.


Mas não é só isso. A música é super cativante, bonita, engraçada em alguns momentos, e a cena é linda com toda a questão de superação que ela traz. Para mim é uma das músicas mais legais da Disney e ponto.

(Mulan ♥ Shang. Gente, eu adoro esses dois).

2 - Through Heaven's Eyes

O Príncipe do Egito é uma animação da Dreamworks, outra que eu assisti no cinema quando criança. Você percebe o trabalho carinhoso que foi feito com esse desenho e ele é um dos meus favoritos até hoje, embora também seja um pouco sombrio (coisa que eu nem percebi quando era nova). Estudei por anos em colégio católico e já estava bastante habituada à história, mas hoje vejo que a parte das pragas pode assustar muito as crianças (mas a música dessa cena é incrível também XD).

Só que essa música me marcou muito desde aquela época. Adoro a mensagem da letra, que pode ser muito abrangente, e a cena é simplesmente perfeita. AMO a parte do casamento do Moisés com a Zipporah (ai, gente, esse casal também AVGWWGHWGA!!!), acho tão delicada a forma como eles fizeram a transição da dança para a cerimônia... enfim, não é por menos que a música e a cena estão em segundo lugar:


Vale lembrar de outras músicas muito bonitas dessa animação, como "Deliver us" (amo) e "When you believe", que inclusive ficou bem famosa na época.

1 - Colors of the Wind

Amo a melodia dessa música, a mensagem da letra e a cena extremamente inspirada. É a minha música favorita de todas as animações e colocaria também "Listen with your heart" (aquela que a Vovó Willow canta) junto. Gosto muito de Pocahontas e é um dos meus desenhos favoritos da Disney, embora quase ninguém goste :P. Mas, para mim, o conjunto dessa canção é imbatível. A letra realmente me toca bastante. 


"And we are all connected to each other, in a circle, in a hoop that never ends".... :´) 

***

E é isso, gente. Faltaram muitas músicas. Eu sei que é meio absurdo não ter colocado nenhuma de A Bela e a Fera, que é meu desenho favorito, afinal, mas de A Bela e a Fera eu gosto mais da trilha instrumental. Adoro a música tema, mas não acho ela tão inspirada no desenho em si.  Eu poderia fazer mais uma lista, mas por hoje chega de música por aqui :). 

E vocês? Têm suas favoritas?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

"O Vento do Oeste" na Revista Trasgo!

No último post, falei sobre minhas dificuldades em abordar outras culturas em um novo cenário que estou desenvolvendo, Sawad. Falei também que em breve vocês poderiam conferir parte dos resultados dessa empreitada e prometi uma surpresa. Pois bem, pois bem... hoje eu venho anunciar que o conto "O Vento do Oeste" estará na terceira edição da Revista Trasgo de Ficção Científica e Fantasia!! É isso mesmo, gente!! Olha o meu nominho na banner de divulgação (ai, meu coração): 


Para quem ainda não conhece, a Trasgo é uma revista digital de contos com uma proposta muito bacana. Eu tive contato com ela desde a primeira edição - mesmo porque fui conferir o trabalho das talentosíssimas Karen Alvares e Melissa de Sá - e me surpreendi demais com a qualidade do que li por lá. A segunda edição só veio confirmar o trabalho sério e competente feito pelo editor Rodrigo Van Kampen (e de quebra ainda tinha um conto super da Ana Lúcia Merege!) e pelos autores dos contos, é claro. 

Foi então que me arrisquei, saindo da minha caverninha escura XD, e mandei um trabalho meu. Sinceramente, eu não achei que seria aceito, mesmo porque "O Vento do Oeste" é bem grandinho. E também tem toda aquela minha coisa de "meus-escritos-não-são-bons-o-suficiente-mimimi-insegurança-chatice", etc, etc. 

Só que daí aconteceu. Recebi um e-mail que me deixou com um sorriso de orelha a orelha e está aí o resultado. Estarei na terceira edição da Trasgo, "estreando" Sawad desse jeito maravilhoso. Gostaria de poder expressar em palavras a alegria que estou sentindo, mas, sinceramente, acho que elas não vão dar conta do recado dessa vez.

Fica aqui meu agradecimento de coração ao Jacó Galtran, que me ajudou a revisar o conto com muito esmero, à linda da Amanda Silversong, essa pessoa tão querida que foi também minha leitora beta com "O Vento do Oeste", e, é claro, ao Matheus-meu-marido, primeiro leitor e crítico de tudo que eu escrevo ♥. Obrigada, pessoal. Vocês me ajudaram, novamente, a acreditar um pouquinho mais no meu trabalho com as letras. 

Também agradeço muito ao Rodrigo Van Kampen, editor da Trasgo, pela leitura do conto, pelas sugestões tão cuidadosas e pontuais e pela oportunidade que me deu de mostrar meu trabalho nessa revista 1000!!! Estou MUITO orgulhosa de estar na Trasgo. Muito mesmo. 

E é isso, pessoal! Fiquem atentos porque logo, logo, "O Vento do Oeste" vai estar disponível para todos na Trasgo!

(Desculpa, gente. Esse meu post ficou parecendo agradecimento do programa da Xuxa, mas é que eu estou feliz mesmo XD!). 

sábado, 10 de maio de 2014

Escrevendo sobre outras culturas

Saudações, meus queridos leitores! Nesse momento, eu deveria estar dormindo ou dando continuidade aos meus escritos literários. Mas, ao invés disso, aqui estou, na madrugada do sábado, para falar sobre um assunto que tem me trazido muitas reflexões, ultimamente. 

Vocês que passam sempre por aqui já sabem que estou tentando desenvolver uma história com elementos da mitologia árabe e da cultura do oriente médio/África em geral. Eu gosto muito dessa temática e tenho procurado pesquisar bastante para não fazer feio. Embora o meu objetivo não seja, absolutamente, fazer um romance histórico ou algo do tipo, ainda assim me preocupo em deixar a ambientação minimamente coerente. E olha, tenho esbarrado com muita coisa bacana. Aprendi palavras novas como "muxarabi", li receitas de pão de semolina, descobri o que é um forno tandoor, me encontrei com djinn e ifrit, tomei chá com os tuaregues, li sobre umas trocentas coisas diferentes, sobre costumes, religiões, zoroastrismo, islamismo, ou seja... tem sido divertido e enriquecedor pra caramba! Até arquitetura entrou na roda. Vocês sabem o que é um arco tudor? XD. 

Mas aí vem aquela sensação de que o pouco que eu sei é nada. É estranho porque, embora essa temática me seja muito cara, eu não pertenço a esse mundo, obviamente. Na verdade, nasci e fui criada em uma país ocidental extremamente influenciado pela cultura norte-americana, que, aliás, nos ensina que árabe/islâmico/oriental é sinônimo de terrorista/fundamentalista/homem-bomba  (etc). E daí me ponho a pensar: como retratar todo esse caldeirão de informações, de culturas, de épocas diferentes, de uma forma justa e não estereotipada? Como não transformar o meu livro em um capítulo da novela O Clone XD? (putz, eu admito que adorava essa novela). O que quero dizer é que é muito mais fácil, para mim, escrever sobre elfos, florestas, casas na neve e etc. porque, mesmo que eu nunca tenha visto neve (ou elfos - snif!!) XD, estamos mais acostumados à uma fantasia mais "europeia", habituados a histórias que lidem com esse mundo mais "próximo". Não é? (e ainda assim surgem muitas dificuldades, anacronismos que cometemos, problemas com linguagem, etc). 

Tenho medo de fazer lambança e de tropeçar desajeitadamente no meio do caminho, falando sobre o que não sei. Minhas intenções são as melhores, eu prometo, mas tenho minhas limitações. Tudo o que posso dizer é que quero que Sawad seja um reino cheio de histórias para contar, com uma cultura tão rica e bonita quanto tudo o que eu tenho descobrido ultimamente ♥. Quero que Sawad tenha personagens marcantes, com falas e características próprias, com traços que os diferenciam dos meus queridos jovens de Silena, por exemplo (que vivem do outro lado do mundo), para que o próprio mundo de Edrim se torne mais vivo, mais cheio de detalhes e coisas que o tornem crível. 

Vamos ver. Em breve, vocês vão poder conferir o resultado da minha empreitada no conto "O Vento do Oeste". É, logo, logo eu vou trazer uma surpresa por aqui em relação a essa história. Mas isso fica para depois... :). 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

"Coisas gritantes que me calam"

Arte e palavras de Clarice Freire, do lindo blog Pó de Lua
Ando ruim para escrever. Confesso. Outro dia até comemorei via twitter o quinto capítulo de O Despertar de Kathul engrenando novamente, mas foi em vão. Acabei apagando grande parte do que tinha escrito, insatisfeita. 

Nada temam - é fase. Continuo amando muito meus queridos personagens e essa história que tanto significa para mim. O que tem me salvado é o tal Coração de Areia, lembram? A história tem me renovado os ânimos e creio que teremos dois livros novos até que eu termine O Despertar de Kathul. Quem diria... 

Mas a questão é que eu ando ruim até de leitura. Preciso voltar parágrafos, me engalfinho com as palavras, deixo passar detalhes essenciais. Não tem nada a ver com o que estou lendo, e sim com meu estado de espírito. 

Quem me conhece pessoalmente sabe que sou extremamente falante. Aliás, quando eu estou sem-graça eu desato a falar e fazer piadas (e acreditem, eu não sou nada engraçada), quando estou em um grupo geralmente sou bem tagarela (o Galnor com certeza me apelidaria assim também). Mas, paradoxalmente (será?), sou bem ruim quando se trata de conversar sobre assuntos mais sérios. Não consigo falar sobre os meus sentimentos de maneira clara, não me sinto confortável discutindo coisas que até mesmo gostaria de discutir, não chego ao ponto. Quando falo sobre essas coisas, tudo me parece pobre e superficial. Na verdade, sou uma introvertida disfarçada de extrovertida. 

Felizmente consigo conversar tudo com o marido, mas muitas vezes passamos horas no blá-blá-blá até que eu consiga definir realmente que tipo de joça estou sentindo. Enquanto isso, o Matheus, com seu jeito calado e sério, tem uma precisão cirúrgica ao falar sobre essas coisas. Pois é. É muito comum que ele consiga perceber e definir o que eu estou sentindo muito melhor do que eu. E viva minha coerência XD. 

Em compensação... eu me solto quando escrevo. Muito. Escrever textos, sozinha e quietinha, é a melhor forma de expressão que eu tenho, é uma das minhas terapias (além de encher os ouvidos do marido, pobre!). 

Por isso mesmo, um bom tempinho atrás, eu comecei um blog pessoal. Na verdade, foi em fevereiro, mas eu deixei o bichinho quietinho lá e fui utilizando o dito cujo como uma espécie de diário, para desabafar e manter escritas aquelas coisas que gritam dentro de mim e, ao mesmo tempo, me calam. São essas as coisas que muitas vezes me deixam de espírito esgotado, com a cabeça travada.

Acho que todo mundo sente isso de vez em quando. Nossas experiências enquanto humanos nesse planetinha esquisito nos vão enchendo de dores, feridas, aprendizados difíceis (e de muitas alegrias também, mas alguns períodos são mais turbulentos, outros mais amenos, e assim vai), indignações... e então, por vezes, temos tanto a dizer que não conseguimos dizer nada. Como a imagem ali em cima demonstra magistralmente. 

Vira e mexe eu sinto vontade de escrever um ou outro texto aqui no blog e percebo que ele não tem nada a ver com a proposta desse espaço. Daí deixo quieto. Mas sempre quis falar sobre outros assuntos e abordar reflexões que não tivessem cunho literário. Então veio a ideia de fazer o Escriba da Lua lá no começo do ano. Até agora não sei se foi uma boa ideia, mas depois de meses decidi que gostaria de compartilhar isso com vocês. Apelidei-o carinhosamente de "blog dos mimimis", mas juro que não é tão ruim assim. Ou é. Sei lá. Vocês decidem, se tiverem coragem de fazer uma visita XD. 

Fica aqui o convite. Adoraria conversar mais com vocês por lá também, então, sintam-se já muito bem-vindos se passarem pelo Escriba da Lua. Um beijo no ♥, gente boa. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Somewhere over the sea (the moon is shining)

Saudações, queridos leitores que ainda resistem bravamente à minha inconsistência! Sei que ando muito relapsa com o blog nesse mês, mas prometo que em breve terei muitas novidades boas. Eu ainda não posso contá-las, mas garanto que elas são legais.

Hoje, eu queria dividir com vocês uma canção (mais música, Liége?? XD). Nessa páscoa (Feliz Páscoa atrasado, pessoal!!), eu ganhei de meu amado Matheus/Odin um CD do Blackmore's Night (é, eu pedi para ele não me dar ovos de páscoa. A família já nos proporciona uma avalanche de chocolate, e eu ainda tenho que dar conta dos doces dele, que ele não come). Uma das músicas do CD me encantou e eu acabei me lembrando das minhas aulas de literatura. 

Uma das coisas que eu mais gostava de estudar nessa matéria era o período do trovadorismo português (e depois romantismo, alguém duvidava??). Isso se devia ao fato de que era um período literário medieval (eu sempre gostei de qualquer coisa que se relacionava ao medievo. Pirava até estudando feudalismo) e que tinha óbvia relação com a música. Me lembro até hoje das classificações das cantigas: cantigas de escárnio, cantigas de amor e cantigas de amigo. Eu, pequena pirralha, tinha como minhas favoritas as canções de amigo (ahá, pensaram que eu ia falar cantigas de amor, né? Não sou assim tão óbvia! Quer dizer... sou sim). 

É que as cantigas de amigo sempre tem um eu-lírico feminino, falando sobre o amado e muitas, muitas vezes lamentando sua ausência. Eu ficava sonhando acordada ao ler Ondas do mar de vigo. Vocês estão captando a criança estranha que eu era, certo?

Hoje compreendo que essa temática ainda me é muito cara. Eu tenho uma atração especial por histórias com personagens femininas lidando com o amor de várias formas, mas essa imagem melancólica da mulher que perdeu seu amado em circunstâncias trágicas me inspira muito. Sim, eu gosto de finais felizes, mas até lá podemos ter uma boa dose de ânsia romântica, não (essa fui eu tentando achar uma equivalência em português para a palavra "longing" nesse contexto)? Ai, ai.

Enfim, isso tudo só para trazer a vocês a bela "Somewhere Over The Sea (The Moon is Shining)". Ela tem tudo a ver com as duas histórias que estou escrevendo simultaneamente - O Despertar de Kathul e Coração de Areia. E, se for pensar bem, ela tem tudo a ver com praticamente qualquer coisa que eu escrevo (penso que sou uma autora repetitiva). E me lembrou Ondas do mar de vigo e Debaixo do Luar ♥.




Esse foi mais um post musical. Prometo me controlar daqui pra frente.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Por que as pessoas menosprezam a fantasia?

Você não quer entrar?
O questionamento feito no título do post me acompanha desde a adolescência. Foi na adolescência que eu tomei consciência da minha paixão por criar histórias com essa temática, embora eu tenha gostado de fantasia (principalmente medieval) desde que me conheço por gente - isso veio comigo e nunca mudou. Tanto que meu filme favorito quando pequena era Willow - Na Terra da Magia, fantasia clássica com a típica jornada do herói em sua trama. 

Quando eu tinha 15 anos, em 2001, O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel estreou nos cinemas. Antes disso eu já havia lido os livros e conhecia a história e, obviamente, estava encantada - mas foi com a explosão de Tolkien nos cinemas e o meu consequente envolvimento com o RPG que me vi cercada por um mundo do qual não queria mais sair. Eu descobri muitas coisas novas, coisas que nunca havia visto ou lido antes. Devorei Dragonlance e a trilogia do Vale do Vento Gélido, li As Brumas de Avalon, escutei metal melódico pela primeira vez e as nuvens se abriram ao som de The Village of Dwarves. Antes disso, simplesmente não tinha um grupo de pessoas que conhecesse e me mostrasse essas coisas. Por isso essa foi uma época muito importante para mim, uma descoberta um tanto tardia de coisas que eu teria gostado muito desde uma época mais tenra. 

Mas, eu me lembro até hoje de uma discussão que tivemos em uma aula de geografia no colégio onde estudava. Uma professora de quem eu gostava muito, muito mesmo, ouviu a gente conversando sobre O Senhor dos Anéis. Alguém perguntou a ela se ela curtia, ao que ela respondeu que não, que preferia viver a vida real, que não gostava dessas coisas de elfos e anões. O tom dela e sua expressão diziam que ela achava aquilo tudo uma grande besteira. E isso, embora não tenha me deixado chateada na época (ela era, afinal, uma boa professora e eu realmente gostava dela), foi uma coisa que me marcou. Nunca esqueci das palavras dela e me lembro que na época fiquei me perguntando o que é que a afastava da fantasia, já que para mim esse gênero era uma paixão que me levava a escrever, era algo que não me tirava da vida, apenas me fazia enxergá-la de modo diferente. 

Quando entrei na faculdade, esse tipo de opinião se tornou uma constante por parte de professores e alunos. Em Letras ninguém queria tratar desse tipo de literatura, Tolkien era motivo de chacota, e a atividade favorita de muitos alunos era zoar Paulo Coelho e fazer arzinho de superior ao falar o quanto seus escritos eram um lixo. Escuta, eu não amo de paixão Paulo Coelho, mas não conseguia compreender esse prazer tão grande em menosprezar a literatura mais popular e a de fantasia. 

Até hoje não entendo muito bem certos argumentos utilizados para menosprezar a fantasia. Certo, há quem não goste mesmo do gênero, e não há problema com isso. Eu não gosto de chick-lit, por exemplo, não sou super fã de terror e não é tudo na ficção científica que me agrada. Não gostar não é problema, mas menosprezar é. 

Esse argumento de que "fantasia não tem nada a ver com a realidade" é falacioso. Você pode falar da realidade e dos sentimentos humanos em qualquer cenário. O Senhor dos Anéis, por exemplo, aborda conceitos que falam sim do nosso mundo e dos nossos anseios. Amizade, lealdade, honra, dever, questionamentos e dúvidas em relação a responsabilidades, corrupção e sede pelo poder, exploração do meio-ambiente... se forem me dizer que isso não tem a ver com a humanidade e o mundo em que vivemos, ficarei com um ponto de interrogação estampado na minha cara. 

O engraçado (e triste) é que mesmo dentre os amantes de fantasia temos constantemente discussões sobre essa questão da "realidade", e por vezes existe uma certa tendência a valorizar fantasias mais "sujas", como As Crônicas de Gelo e Fogo, por exemplo, como sendo histórias que mostram "as coisas como elas são" e, portanto, são menos "ingênuas". Já falei aqui sobre isso e acho que essa discussão é muito insípida, mas ela existe e reflete um pouco a visão das pessoas sobre a fantasia mais clássica. É como se ela fosse um gênero menor, "infantil", que não tem nada a ver com o mundo real "adulto". Mas é interessante pensar que todos os livros de fantasia que eu já li, incluindo aí mídias como gibis e mangás, sempre me trouxeram reflexões, fizeram parte da minha formação como pessoa e como mulher e continuam fazendo, mesmo agora que tenho 26 anos. 

A fantasia não é ingênua. Talvez seja, por vezes, idealista e até utópica, mas não é algo que se exime de reflexões profundas e discussões sobre ideais e valores (ou a falta deles, talvez...). Não é porque a fantasia fala de elfos, trolls, pôneis ou samurais voadores que não existirão ali conexões com as questões humanas. Seja qual for a roupagem de um personagem, seja qual for o cenário - um mundo feito de pirulitos, o planeta marte, a floresta de Lothlórien - a fantasia também fala sobre nós, sobre o nosso mundo. E muitas vezes vê esse mundo e as pessoas de forma mais positiva do que merecemos, confesso. 

Portanto, eu digo: não gostar de fantasia (ou de outros gêneros) não é um problema. O problema está em menosprezar algo como se fosse inferior por supostamente não ter conexão com a realidade (como se a realidade fosse essa coca-cola toda também, né, gente XD), o problema é arranjar uma desculpa repleta de julgamentos equivocados para justificar uma suposta intelectualidade superior, adulta e mais crítica. 

Termino minha reflexão meio confusa e mais superficial do que eu gostaria com uma citação de Tolkien que eu simplesmente adotei para a vida. Aí vai:

“Fantasy is escapist, and that is its glory. If a soldier is imprisioned by the enemy, don't we consider it his duty to escape?. . .If we value the freedom of mind and soul, if we're partisans of liberty, then it's our plain duty to escape, and to take as many people with us as we can!”

"A Fantasia é escapista, e essa é a sua glória. Se um soldado é aprisionado pelo inimigo, não consideramos que é seu dever escapar?... Se valorizamos a liberdade da mente e da alma, se somos partidários da liberdade, então é nosso óbvio dever escapar, e levar conosco tantas pessoas quanto conseguirmos!" 

E fica aqui essa reflexão também... nem todo escapismo é ruim. Não é muitas vezes escapando que nos tornamos livres?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Top 10 - Músicas que fazem chorar

Saudações, meus queridos leitores!

Como me encontro praticamente "acamada" por conta de uma gripe tenebrosa nesta tarde de sexta-feira (até meus alunos se compadeceram hoje de manhã porque eu vertia lágrimas e mais lágrimas por conta do contato com o giz. Pelo menos ganhei uma cartinha com corações e um "eu te amo" ♥) e a dor de cabeça forte não me deixa escrever em paz, pensei que seria bom negócio escrever um post do tipo gostoso-de-fazer-embora-não-agregue-nada-de-útil (quer dizer, quem sou eu para definir a utilidade das coisas?). Não é segredo que eu adoro listas e adoro música, então resolvi fazer um top 10 inusitado hoje.

Dependendo da minha sensibilidade, qualquer coisa me faz chorar, mas confesso que existem certas melodias que basicamente me transformam em uma cascata. Algumas me trazem aquela emoção boa, uma sensação de grandeza e gratidão, outras me dão tristeza e melancolia, mas é certo que todas têm sua beleza. Muitas vezes eu já recorri a elas quando estava com algo entalado na garganta e precisava extravasar aprontando aquele berreiro silencioso, composto de lágrimas e soluços engolidos. Pesquisas mostram que 10 a cada 10 professores passam por isso no final do bimestre, quando o desespero bate e a simples pergunta "precisa copiar?" testa os limites de nossa paciência e sanidade XD.

CAHAM. Chega de enrolação e vamos às canções. Elas variam em gênero e número de baldes de lágrimas.

10 - Eleanor Rigby - Beatles

Puxa vida, hein? Tá pra nascer música mais depressiva do que essa. Além da melodia já deixar a gente com o coração meio apertado, vem a letra e acaba com a sua alegria de viver. Basicamente, Eleanor Rigby fala de solidão, de pessoas esquecidas, de funerais vazios. Gente, como essa música é triste. É bonita, mas não consigo escutar.



Classificação: cinco baldes de lágrimas sofridas e um balde de esperança sugada. AAAH, LOOK AT ALL THE LONELY PEOPLE... LET'S HUG THEM, PLEASE!!!

9 - Segundo movimento da sétima sinfonia de Beethoven

DEPRESSÃO. Linda. linda, melodia, mas imagino crianças morrendo na neve até o 2:42 (depois melhora bastante!). Na verdade, creio que vi um filme com essa combinação e até hoje essa música me assombra como uma das coisas mais bonitas e mais tristes que já ouvi na vida. Aliás, Beethoven é mestre em me fazer chorar, mas é meu compositor clássico favorito mesmo assim.



Classificação: quatro baldes de lágrimas amargas, e só porque a música melhora depois.

8 - Lacrimosa - Réquiem de Mozart

E já que é pra chutar o pau da barraca, vamos de Lacrimosa. Essa é daquelas músicas que eu NÃO GOSTO de ouvir porque me deixa na fossa o dia inteiro. De novo, bonita, mas triste demais. Mas, pudera, é parte de um Réquiem, então o que é que eu queria, né? Se você assistir o filme Amadeus, a coisa só vai piorar.



Classificação: cinco baldes de lágrimas fúnebres. Lacrimosa mesmo.

7 - 12 O'Clock - Vangelis

Vamos mudar o disco um pouco? Vamos falar de música que me faz chorar de emoção também. Essa música é linda demais e me faz chorar por motivos desconhecidos. Eu não sei bem o que sinto quando a ouço. Me sinto em outra dimensão (Saga de Gêmeos, é você?). Meus pais costumavam colocar ela para a gente dormir e eu AMAVA (estranhamente, minha irmã se pela de medo dessa música...).


TÃO ~ LINDA ~

Classificação: três baldes de lágrimas transcendentais.

6 - Non nobis, Domine - Patrick Doyle

Falando em "meus pais colocavam", lá vem outra da série. Essa música faz parte da trilha sonora do filme "Henrique V", baseado na peça de Shakespeare, e meu pai colocava sempre nessa cena do filme só para ouvir a música em questão. Bem, a cena não é das mais felizes, mas, traumas de infância à parte, a música é muito bonita e me dá mais um sentimento de gratidão profunda do que tristeza. Choro de emoção mesmo, talvez por conta das lembranças. Ajuda também o fato de que já a cantei em coral uma vez. ARREPIOS!



Classificação: três baldes de lágrimas gratas pela vida.

5 - On  Earth as it is in Heaven - Ennio Morricone

GENTE. Essa música. Tem como não chorar? É TÃO LINDA!!! Esse coral, esse oboé, o ritmo ao final, pelo amor de Deus!! E faz parte da trilha sonora favorita da minha irmã. Sempre me lembro dela ♥. Ennio Morricone, pare de compor coisas tão lindas!



Classificação: cinco baldes de lágrimas THE FEELS, THE FEELS!!!

4 - Laudate Dominum - Taizé

Vontade de sair cantando pela rua, dando a mão para as pessoas numa corrente de paz, amor, luz e etc. Independente de religião ou qualquer outra coisa (essa música é cristã, penso eu com meu parco conhecimento de latim e 0 de francês), essa é uma melodia que me deixa voando, com vontade de promover a paz mundial. E chorar, é claro.



Classificação: três baldes de lágrimas pacíficas e reverentes.

3 - City of Flickering Destruction - Yoko Shimomura

Parte da trilha sonora do jogo "Legend of Mana" (FAVORITO DE TODOS OS TEMPOS!), essa era a música da cidade destruída dos jumis, pessoas que tem uma joia no lugar do coração (aliás, queria muito ter tido essa ideia toda dos jumis antes de qualquer um para usar em um livro). Ela é linda e rasga meu coração em pedacinhos, ainda mais porque mistura tristeza e nostalgia (jogava esse jogo no início do meu namoro com o Matheus. AS MEMÓRIAS!!!), e a história dos jumis é muito triste (snif). Olha, para falar a verdade, toda a trilha sonora desse jogo me faz chorar. 


 

Classificação: cinco baldes de lágrimas de amor.

2 - La petite fille de la mer - Vangelis

Ugh. Essa música dói. É linda, mas traz um sentimento tão estranho... de abandono, de velhice, de coisas deixadas para trás, histórias não contadas.... e ainda calhei de ouvi-la muito quando enfrentei minha primeira perda de um ente querido. Ou seja, lágrimas, lágrimas, lágrimas. Mas gosto muito dela, acho-a incrível. Vangelis, faça-me o favor de parar de compor essas coisas bonitas também. Quer dizer, não, não para não.


Classificação: cinco baldes de lágrimas melancólicas.

1 - Forgiven - Within Temptation

UGH. UGH. Não consigo ouvir essa música. A letra dela me deixa extremamente triste. Penso em uma pessoa que desistiu da vida, desistiu de lutar, deixou-se abandonar... e ouve da pessoa que a ama: "está tudo perdoado". Pronto, já estou chorando. Eu realmente pulo essa música dos CDs e DVDs que tenho da banda. Não ~consigo lidar~, embora seja uma música linda.



Classificação: cinco baldes de lágrimas soluçantes que não me permitem respirar.


Conclusão: poderia fazer uma lista com mais dez, mas vamos parar por aqui antes que eu deprima todos vocês. Prometo uma lista mais alegra da próxima vez XD.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Confesso que...

Saudações, queridos leitores. 

Hoje vim fazer uma confissão aqui. Estou empacada. Empacada no quinto capítulo de O Despertar de Kathul. 

Bloqueio criativo? Sim, em partes, mas não é só isso. Confesso que ando fazendo uma coisa muito feia XD. 

Existe uma outra história me assombrando. Eu tentei afastá-la, mas ela é mais forte do que eu. Para dar vazão ao impulso constante de botar aquilo que estava nascendo no papel, eu me permiti escrever algo. Começou com um conto, "O Vento do Oeste" (ainda sem previsão ou certeza de publicação. Em última instância, colocarei no wattpad!).  

Não devia ter feito isso. Como dizia minha vó, "comer e coçar, é só começar". No momento tenho vinte páginas em A4 de um tal de "Coração de Areia", continuação de "O Vento do Oeste", mas agora com uma história bem maior. O título é provisório. A escrita é provisória também, já que precisará de releituras, correções e, por fim, reescritas. 

Estou no meio de uma tempestade de areia que não me dá trégua. Declaro que, obviamente, não deixarei de escrever O Despertar de Kathul, mas minha cabeça não quer sair do reino de Sawad, a terra desértica de Edrim. Jahira (que antes era Zafira, mas mudou de nome por conta do carro homônimo), Farid, Amina e Zayn ficam dançando dabke na minha cabeça. No youtube, ressoam melodias antigas da Andaluzia e a trilha sonora de A Múmia/O Retorno da Múmia e O Décimo Terceiro Guerreiro XD. 

Alguém aí já teve problema parecido? O que acham da empreitada de escrever duas histórias ao mesmo tempo? Sinto que as coisas se tornam um pouco mais fáceis quando a ambientação é bem diferenciada, mas, mesmo assim, creio que não tenho tanto cacife criativo para levar duas histórias nesse momento XD. 

Vamos ver no que isso tudo vai dar. É verdade que ando um pouco exaurida de criatividade - tanto que os posts por aqui têm sido mais curtos e não tão inspirados. Talvez seja por isso que minha mente sentiu necessidade de se renovar um pouco com uma história fresca. É isso aí. Vou acreditar nessa hipótese. Preciso de renovação e novas perspectivas. (Mas algumas coisas não mudam. Outro dia escrevi uma cena dessa nova história e tive que maneirar na glicose ♥♥♥). 

Que a Deusa Lua me inspire, ai, ai... 

sábado, 29 de março de 2014

O que te agrada em uma história?

Lodoss - fantasia medieval, elfos, magia, romance - você está fazendo isso certo XD
Saudações, meus queridos leitores! Hoje estou aqui para fazer a vocês uma pergunta. Uma pergunta muito importante e que eu mesma constantemente tento responder no meu processo de escrita. 

O que agrada vocês em uma história? 

É inevitável, todos nós temos certas preferências e gostos que fazem nossos corações baterem mais forte. Certas histórias, por mais que sejam boas e bem narradas, não me tocam. Outras, talvez, até tenham um enredo mais simples, mas abrangem alguma coisa que me agrada, que me faz sorrir, torcer pelos personagens, suspirar ou ficar com o coração na mão. 

Falei que não gosto de todo romance
Até hoje não consigo definir muito bem o que é que me agrada em uma história, por mais que já tenha escrito uma XD (é, eu deveria saber)! Porque não é algo assim tão simples de se determinar (mesmo porque pode depender da história e do que você está esperando dela). Sim, todos que leem o blog e já leram O Enigma da Lua sabem que eu amo romance, sou adepta do lema "o amor vence tudo", mas nem todos os tipos de romance me agradam. Aliás, sou chatésima com romance, fujo de muita melação e não leio Nicholas Sparks e romance sobrenatural (contradição ambulante, sim ou com certeza?). 

Não é segredo também que meu gênero favorito é a fantasia. Mas sou super "clichê" e gosto mesmo da fantasia clássica. Jornada do herói, vamos salvar o mundo, o bem contra o mal... amo narrativas que ressaltem a importância da união, do amor, da amizade (não didaticamente, estilo He-man XD, mas sim por meio das ações dos personagens e situações da trama) e todas essas coisas que estão meio fora de moda. Passeio por outros estilos, é claro, mas se forem me perguntar do que eu mais gosto a coisa está nesse nicho. 

Isso me lembra que, quando eu tive a oportunidade de entrar em contato com animes e mangás, eu fiquei encantada. Os japoneses sabem lidar com esses temas muito bem, dosando drama, comédia e romance de um jeito muito bacana. Mesmo quem teve pouco contato com essas mídias sabe como o tema da amizade e da união é caro aos japoneses. Embora a terra do sol nascente, em toda a sua adorável (e por vezes bizarra) aleatoriedade, crie histórias para todos os gostos (sério, eles têm até um anime sobre o cotidiano de um padeiro), acho incrível a forma como conseguem imprimir emoção até nos enredos mais simples. Creio que, apesar de eu sempre citar Tolkien como uma grande fonte de inspiração, minha narrativa e o meu jeito de contar histórias está bem mais próxima desse universo (pelo menos se formos considerar histórias como Inuyasha, Samurai X, Record of Lodoss War, Escaflowne e até mesmo Cavaleiros do Zodíaco, entre outros. Amo!). 

De qualquer forma, a questão aqui é que eu gostaria de perguntar a vocês: o que agrada vocês em uma história? O que faz o coração de vocês bater mais forte quando leem um livro ou assistem um filme? Que elementos fazem vocês se apegarem mesmo a uma narrativa? 

(Para quem já leu o segundo livro, também gostaria de perguntar: o que vocês mais gostaram em "O Círculo dos Sete"? Alguma coisa no livro mexeu com vocês? Vocês odiaram alguma coisa?)

Quero saber, gente. Vamos conversar, nos inspirar e falar sobre algo que todo mundo aqui ama: histórias!

(Mas prometo que não fico triste se ninguém comentar. Sei que todo mundo trabalha, paga conta, tem vida e etc. XD). 

De qualquer maneira, o "desafio" de responder a essa questão está lançado!