segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Postagem 200 e... uma supresa!!!

SAUDAÇÕES, queridos viajantes de Edrim! Hoje estou aqui escrevendo a postagem número 200 do blog. Isso mesmo, essa é a ducentésima postagem de O Enigma da Lua e eu só posso dizer que isso me deixa muito feliz!

Novamente preciso agradecer a vocês, que mantem a chama desse blog viva e acesa. Cada comentário é uma alegria, e interagir com vocês aqui é sempre um prazer. (snif).

Para comemorar essa pequena mas significativa conquista de conseguir escrever 200 postagens (iupi), eu trouxe uma surpresa muito ~linda~ para vocês.

O FATO 1 é que O Enigma da Lua 3 se passa a chamar oficialmente O Enigma da Lua - O Despertar de Kathul \o/. Uhul! E o FATO 2 é que... ELE JÁ TEM CAPA!!!!!













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Clique na imagem para ver em tamanho maior!
Bem, bem, eis aqui mais um trabalho lindo e maravilhoso da Angela Takagui! Como esse livro é o último e finalmente teremos poderosos embates entre os nossos queridos personagens e as forças maléficas de Rodrom (aaaah, corram para as colinas!), achei que a presença dessa criatura opressora aí atrás seria importante. Outro elemento que eu pedi para a Angela manter foram os personagens já que, de uma forma ou de outra, eles apareceram nas duas primeiras capas. Achei que colocar os sete personagens centrais deixaria a capa um pouco "lotada", então quando a Angela perguntou se eu queria adicionar os outros personagens eu pedi que ela deixasse assim mesmo. Até porque creio que essa capa faz um diálogo e um contraste com a primeira capa, que tinha os quatro também em um fundo muito mais iluminado! 

Uma coisa que me deixou muito besta foi que a Angela amadureceu os personagens fisicamente falando, e achei o máximo como ela fez isso deixando eles com a carinha deles. Mas eu já falei que a Angela comanda, né. Não falei? A ANGELA COMANDA!!!

É isso, gente. Vocês não imaginam a emoção de ver a capa do ~último~ livro de O Enigma da Lua pronta. OBRIGADA pela caminhada até aqui, seus lindos!!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Temas que gostaria de abordar e ler sobre!

Saudações, meus queridos leitores! Esse post foi inspirado por uma ideia muito bacana da escritora Karen Alvares. A Karen listou dez temas que ela mais quer ler/escrever em uma postagem hoje, e eu não pude evitar a coceira nos dedos para fazer algo parecido por aqui. Mesmo porque gostaria de partilhar com vocês alguns de meus planos futuros que não tenho certeza nenhuma de que vão se concretizar. Então, nada melhor do que falar sobre os temas sobre os quais gostaria de escrever - e obviamente ler também. Eu não atingirei dez, mas... Vamos lá! VEM COMIGOOO!!!

1 - Mitologia Árabe

Capa de Throne of the Crescent Moon, de Saladin Ahmed
Eu gosto muito da mitologia árabe, acho ela diferente, interessante, inspiradora. Existe muita coisa fascinante na cultura e tradição desses povos, e temos pouca fantasia que se inspire nessa temática. Não adianta, cada vez mais me sinto compelida a escrever algo ambientado em um cenário com ares de Mil e uma Noites e meu plano, depois de terminar O Enigma da Lua, é escrever um romance envolvendo Sawad, o reino desértico de Edrim. Recentemente, na Amazon, adquiri o livro "Throne of the Crescent Moon", do escritor Saladin Ahmed, para mergulhar em uma fantasia que mude um pouco de ares e me leve para desertos arenosos com palácios de cúpulas redondas e oníricos minaretes! Vamos ver se eu consigo encarar essa leitura em inglês.  

Com licença:


Sim, eu me empolguei. Eu assistia Aladdin com minha mana todo santo dia quando era pequena.

P.S: Por rangers-medjai!!!!! Ardeth Bay RULES!!! (Alguém mais adorava/adora/ama muito A Múmia e O Retorno da Múmia?? E O Décimo Terceiro Guerreiro?? AAAH, AS LEMBRANÇAS!!! OS SENTIMENTOS!!).

2 - Aliens.

Giorgio Tsoukalos, como não amar? AS MELHORES SUPOSIÇÕES!
Os Greys, Anunnaki, Nibiru, Ashtar Sheran, teoria do astronauta antigo... gente, é só pesquisar esses termos e você verá a pá de histórias e possibilidades legais. Sério. A questão aqui não é acreditar ou não (I WANT TO BELIEVE - Mulder, Fox, 1993), e sim imaginar as histórias que podem ser criadas a partir de tantas possibilidades. O assunto aliens é inesgotável (temos filmes ternos e violentos sobre o assunto, cobrindo vários pontos de vista!). Tendo sido criada em um lar "nova era" com um símbolo de pouso alienígena pintado no chão do quintal, eu conheço muitas teorias. Tendo sido uma fã incondicional de Arquivo X na infância, não poderia deixar nossos queridos ETs de fora. 

Com licença:



E com licença para colocar o melhor poster inspirado em Arquivo X do mundo:

PLEASE
3 - Música

Não é novidade para ninguém aqui o quanto eu amo música. Eu gostaria de poder escrever algo que tivesse a música como tema principal. O Enigma da Lua tem duas bardas, mas o foco não está no desenvolvimento delas como trovadoras, como vocês que já leram puderam perceber. Se um dia conseguisse, gostaria de desenvolver uma história sobre algum trovador/escaldo/compositor/músico que lidasse bastante com o tema. Aliás, falando sobre compositores, sou fascinada pelas cartas de Beethoven à sua amada imortal, e quando era pequena sonhava que escreveria um romance sobre isso. Mas é culpa de meu pai, que me fez assistir Minha Amada Imortal em loop infinito. Outro conceito que seria bacana ver abordado em um livro é o da música das esferas.

E deixo aqui uma música que sempre me dá vontade de escrever um livro inteiro baseado nela:



4 - Docência

Como professora, gostaria de escrever algo que retratasse minha profissão, envolvendo os tempos atuais e nossa própria realidade aqui mesmo, no Brasil. São tantas experiências que a gente compartilha com os colegas de trabalho, tantas situações divertidas (e tensas), tantas coisas... uma escola é um micro-universo e acho interessante como a ficção adora retratar advogados, médicos, policiais, cantores, etc, etc, mas exclui tantas outras profissões que têm histórias ótimas para contar. Uma das coisas que eu gostei muito em O Castelo das Águias foi o foco nos professores! Geralmente, quando uma história se passa dentro de uma escola, a história está centrada nos alunos, e não nos mestres. Mas a Ana Lúcia Merege provou que professores podem ser personagens legais XD. E mesmo Harry Potter sempre nos trazia docentes muito do interessantes, não? Eu adoro a Minerva e o Snape também. 

E deixo aqui a música que sempre toca na minha cabeça quando estou em sala. Sem ironias.


Yesterday também não seria tão ruim.

5 - Animais.

Adoro animais. Animal Planet é um dos canais mais assistidos aqui em casa e eu realmente me divirto, me emociono e aprendo assistindo documentários sobre a vida dos bichinhos, ou então O Encantador de Cães (Cesar Millan!). Gostaria de escrever uma história com elefantes. Muitos elefantes. Porque eu os adoro e são animais fascinantes, capazes de coisas incríveis. Quando eu li As Aventuras de Pi (e também quando assisti o filme), foi impossível não me apaixonar pelo zoológico do pai de Pi e pelo tigre Richard Parker. Histórias com e sobre animais podem ser maravilhosas. E eu ainda vou fazer uma personagem em homenagem a Kimie, minha querida cadelinha "salsicha".

Com licença:


Impossível. Não. Chorar.

6 - O Mar.

O mar. Eu o amo. É um tema por si só. Possibilidades infinitas. Terror, fantasia, sobrevivência, tudo pode ser abordado, tudo pode acontecer no mar. Beleza, infinito, morte, vida. Novamente cito As Aventuras de Pi. Nele o mar é quase um personagem, e ele nos faz sofrer, mas também é capaz de extrema plenitude. Puxa vida, o quanto não se pode dizer sobre o mar! É, eu nunca entendi a Ariel!

P.S. Histórias sobre piratas e bucaneiros! Iupi!!!


Clima de ~pirataria~ ME DÊ MEU RUM!

7 - Gótico.

As pessoas tendem a pensar que gótico é aquela pessoa que se veste de preto e usa colares de pentagramas, mas não é só isso não XD. Em termos de literatura, as narrativas que são chamadas "góticas" são muito interessantes. Geralmente elas envolvem cenários medievais e protagonistas trágicos. Mas não só. A literatura gótica tem bastante a ver com o romantismo - temos os temas da morte, do amor, da pureza, da escuridão... mas ela também lida com o medo, com o terror que o ser humano tem de si mesmo. Muitas histórias góticas versam sobre a podridão do homem por detrás das máscaras, temática retratada em O Retrato de Dorian Gray, por exemplo. O amor é sempre visto como o elemento redentor, mas ele nem sempre se concretiza. Um bom exemplo de narrativa gótica é O Fantasma da Ópera (leiam o livro, é lindo!) - e em terras nacionais posso citar Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo. No RPG, lembro de ter me apaixonado pelo cenário Ravenloft, e sempre quis escrever algo que envolvesse uma ambientação mais sombria, mas, ao mesmo tempo, bastante romântica.... ai, ai, ai...


Eu ainda não me conformo que a Christine achava que esse cara assustador que aparecia para ela no espelho era um anjo, mas ainda assim.... essa música, esse dueto♥

Há muitos outros temas... cultura japonesa, indiana, xamanismo, misticismo em geral, lendas da Atlântida, Irlanda, celtas, contos de fada... mas fico por aqui, porque não quero me estender demais e nem correr o risco de cometer erros sobre temas os quais ainda não pesquisei o bastante. Tudo o que sei é que eu tenho pressa e muita coisa me interessa!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quem você quer ver publicado em 2014?

Imagem retirada do perfil da editora Draco
O título do post é enganoso. Eu não estou aqui para falar quem eu quero ver publicado em 2014 por uma boa editora. Acho que isso vocês já estão carecas de saber. Quero que todos vocês, escritores que passam por aqui, realizem os seus sonhos.

Ah, porque eu sei como é esse sonho. Eu sei como a gente deseja.

Quem gosta muito de escrever não quer fazer outra coisa. Vocês sabem muito bem disso. A gente trabalha, dá aula, vai e volta dos nossos empregos convencionais que nos dão o pão, mas no fundo - não tão no fundo assim - a gente quer mesmo é escrever. Botar tudo aquilo que povoa nossa mente no papel. Eu não consigo explicar o que eu sinto quando estou escrevendo, mas é uma satisfação muito grande. Escrever é uma das coisas que me faz sorrir genuinamente. Que me preenche.

Só que a escrita é uma coisinha meio complicada. Porque além de muitas outras coisas básicas como afinco, cuidado e esforço, depois de um certo tempo a gente precisa de um ingrediente muito importante e muito difícil de encontrar. É uma coisa mágica, um componente daqueles que se deve buscar nas montanhas geladas além dos mares tenebrosos, nos confins do oceano, no deserto escaldante... quem sabe enfrentar um dragão... 

Esse ingrediente mágico se chama leitor.

Primeiramente a gente escreve para si mesmo, mas, depois de tudo pronto, a gente quer é ser lido. Ser compreendido, por que não? Não é um pedaço nosso que está ali? Eu confesso. Confesso que um sorriso brota no meu rosto muito facilmente quando alguém me fala: "gostei de tal personagem", "amei aquela parte que...", "adoro fulano", etc. Se eu pudesse, falaria um dia inteiro sobre o meu livro com cada pessoa que o leu. Mas me controlo. É aquela coisa: filho só tem toda aquela graça perene para os pais. Não adianta ficar o tempo todo contando dos primeiros passos, do primeiro murmúrio, da fruta preferida, de todos os detalhes... só você, pai, mãe, vai sentir tamanha paixão. Com livro é a mesma coisa, eu acho. Não dá para parar uma conversa entre amigos para falar da cena que você está escrevendo, do seu personagem mais querido... Mesmo que você queira. Já tagarelei sobre meu livro em grupo, mas a experiência me ensinou a parar. As pessoas têm suas próprias paixões e problemas, afinal.  

Pior é amar tanto assim o seu filho de papel e saber que ele tem muitas falhas. É, tem sim. Isso não diminui em nada o seu afeto, mas você sabe que as perspectivas para ele nesse mundo competitivo e cheio de obras mais capazes e saborosas não são as melhores. As editoras fazem silêncio. As que falam, cobram. As gráficas custam. Os parceiros pedem, não compram. É, não é fácil. A confiança vai indo embora. Mas existem alguns daqueles ingredientes tão difíceis de se encontrar, os leitores. Aqueles que se interessaram de verdade e que te ajudam a fazer a poção mágica da motivação. Mesmo que só haja um, você vai continuar. Por você, mas também por ele. Se você sabe que existe ao menos uma pessoa esperando, esperando de verdade, para ouvir você contando aquela história... ah... não tem quem segure seus dedos no teclado, a caneta na sua mão, ou seja lá o que for que você usa para escrever. 

Um pouco dramático esse relato? Sim, eu acho. Mas é verdadeiro. E inspirado pela pergunta que eu vi pipocar em redes sociais no início desse ano, a mesma pergunta que é o título desse post. Que autor eu quero que publique em 2014? Todos vocês, e eu, eu também. Se falta alguma coisa, algum brilho a mais, alguma capacidade ou criatividade ou quem sabe um leitor que nos ajude a aperfeiçoar a nossa história, um bom revisor, que nós encontremos nesse ano aquilo que precisamos. Que aprendamos a domar a ansiedade. Que sejamos levados para os caminhos certos por esse ímpeto que pode já ter nascido conosco ou ter surgido em algum momento da caminhada. Eu não sei exatamente quantos vocês são. Eu só sei como esse sonho por vezes dói. E gostaria que cada um de vocês que partilha desse anseio pudesse encontrar o seu próprio final feliz. Talvez não em 2014, mas em algum dia, no futuro. Esse é o meu desejo.  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Novo blog de Jacó Galtran e a PRIMEIRA RESENHA de O Círculo dos Sete!!

Saudações, meus queridos leitores! Eu estou um pouco descompensada (sempre fico assim depois que leio resenhas do meu livro), então vamos direto ao ponto. Tenho duas (ou mais) coisas para divulgar hoje

O excelente autor Jacó Galtran tem um novo blog. Desativando o antigo Autores Independentes, no qual ele postava resenhas semanais em áudio de autores nacionais e, obviamente, independentes, ele criou um novo espaço no qual reunirá resenhas de livros variados, comentários sobre outras mídias, textos de opinião, etc. Achei uma ótima ideia e acredito que todos vocês devam dar uma olhada por lá, clicando AQUI

Se forem dar uma olhada por lá, notarão que a primeira resenha do blog do Jacó é de um livro nacional, e qual livro será? ISSO MESMO, SENHORAS E SENHORES, É A PRIMEIRA RESENHA DE O CÍRCULO DOS SETE!!! (PARA NOOOOOOOOOOOOOOSSA ALEGRIA!!!).

Sei que todo mundo já viu esse gif, mas é muito fofo
Quer dar uma olhada?? SE JOGA CLICANDO AQUI, MEU POVO!!! A resenha é livre de spoilers e everibadi pode ler! Jacó achou que a resenha tava imensa, mas eu li rapidim! Confiram, comentem, e façam uma escritora feliz!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Desafiada!

Saudações, queridos leitores!! Hoje estou aqui para postar um desafio que me lançaram XD. Pois é, fui marcada em uma tag (uma espécie de postagem coletiva) pela Gisele Bizarra do Amberblades, que consiste em completar uma meta de pelo menos cinco livros a serem lidos até o dia 5 de fevereiro. Sinceridade? Tenho certeza absoluta de que não consigo, mas ainda assim vamos lá!!

O Desafio tem (teve) inicio dia 18 de Dezembro de 2013 e termina dia 5 de Fevereiro de 2014.
- Escolher um determinada quantidade de livros para ler durante o dia 18 de dezembro até o dia 5 de fevereiro, o numero de livros fica a critério do blogueiro, porém deve ser superior ou igual à 5.
- Citar quais são os livros.
- Fazer uma postagem dando início ao desafio e quando chegar a data final do desafio, fazer uma postagem dizendo se conseguiu cumprir ou não a meta imposta.
- Indicar 6 blogs para participar, e avisá-los.

Os livros que escolho são:
1- O olho do mundo (comecei a ler no final de 2013 e quero terminar, mas o bichinho é enorme!!) - Robert Jordan
2 - Fúria - Chamas do Tempo - Gisele Bera Bizarra
3 - Horror em Gotas - Karen Alvares
4 - O Enigma da Luz - Wellington Cunha
5 - Ilusões - Richard Bach

Será que consigo?? Tentarei, mas acho pouco provável XD. Ainda assim fica aqui uma lista das minhas próximas leituras e uma resolução feita... ai, ai, ai!! Apesar de amar ler, nem sempre consigo ser rápida com isso.

Não vou indicar blogs para o desafio, deixo em aberto para quem quiser participar e também convido vocês a compartilharem quais serão as suas próximas leituras em 2014! (P.S. A Gisele escolheu como primeira leitura dela O Círculo dos Sete e eu estou extremamente feliz! Valeu, Gisele!). 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Parabéns, professor...

Se Tolkien estivesse vivo, estaria completando 122 anos hoje. Parabéns, professor, onde quer que esteja. E obrigada, muito obrigada por tudo.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Iniciando 2014 com... (uma pequena, pequena mesmo, prévia do terceiro livro!)


Saudações queridos leitores do meu coração renovado!!

Não tem coisa melhor do que iniciar um novo ano fazendo algo de que se gosta muito. Eu prometi a mim mesma que no primeiro dia de 2014 eu daria início a escrita do terceiro livro (por enquanto ainda estou firme no título "O despertar de Kathul"), e assim foi. Hoje não tive tempo de escrever tanto quanto eu queria, pois apesar de serem férias, eu e o Matheus estamos fazendo "rodízio de casas" por aqui e visitando as irmãs que moram longe e que vieram passar o feriado na casa das nossas respectivas mães (e dá-lhe refeições enormes, e quilinhos a mais por culpa da deliciosa casquinha de siri da sogra).

Bem, mas eu escrevi, e havia prometido deixar aqui alguns "aperitivos" do terceiro livro devagarinho. Como hoje é o primeiro dia do ano, eu achei que seria uma boa "surpresinha" para as 1d4-2 pessoas que já leram o livro checar um pedacinho do que eu fiz hoje. Portanto, fica aqui a minha alerta de SPOILER GIGANTE para quem ainda não leu O Círculo dos Sete. Quem leu sabe que o final foi bem tenso, então nas primeiras páginas de "O Despertar de Kathul" temos as reflexões de uma personagem angustiada... vamos lá para Edrim um poquinho?

(Lembrando que o que eu estou escrevendo agora não é uma versão definitiva, então aceito sugestões, correções e etc.!)

"Os sapatos de veludo cinzento deslizaram na terra batida enquanto as costas arrastavam-se parede abaixo. Ela sentiu o quadril chegar ao chão, mas seu corpo todo parecia entorpecido pelo choque e pela surpresa desagradável daquela noite. A mente estava tão nublada que ela provavelmente não seria capaz de responder qual era o seu nome naquele momento, caso alguém lhe perguntasse.   

A mente de Valenia conseguia apenas reprisar os olhos terríveis do homem de armadura negra que os atacara, a ela e Myron. E que ataque havia sido aquele. O clérigo teve a mente facilmente dominada pela magia negra do adversário, e Valenia vira-se então correndo por sua vida. Correndo de Myron, que seguia a única ordem dada por aquela voz cortante, cruel como o vento mais frio do inverno: “mate-a”.

Dantorah, a gentil einar de Nuvara, professora e amiga de Valenia e de Elora pelos dois anos que tinham passado na ilha, havia parado Myron a tempo. Ela se teletransportara para perto dos dois, e também trouxera consigo um Laucian de roupas ensanguentadas, o líquido rubro assustadoramente vivo em contraste com sua fina túnica prateada. Depois apareceram a princesa Drimme, Lafaia, Galnor e Elora. A princesa de Nuvara tinha um maior poder mágico e trouxera todos junto com ela. Mas era a única consciente naquele numeroso grupo de gente ferida. Gente, não. Amigos.

As memórias de Valenia então se concentraram no que ela tinha feito depois daquilo. Agarrara Myron em seus braços, constatando que a magia que Dantorah havia usado para pará-lo – um feitiço de sono poderoso – havia cessado as batidas de seu coração.

Tudo virou um borrão a partir daí. Ela se lembrou de chegar a algum lugar por meio da magia de Drimme e de ouvir um grito terrível de Dantorah antes disso. Depois, quando estavam em meio a uma floresta escura, ouvira o nome de seu pai sendo dito por um elfo de cristal de cabelos claros como o sol. Em algum momento, ela viu Dufel surgindo, como um anjo que a Deusa tivesse mandado, e sentiu os braços dele ao redor dela, a respiração descompassada de seu peito, e lembrou-se vagamente de ter chorado e gritado algo, palavras desconexas que expressavam toda a emoção por estar vendo o pai novamente e o desespero por saber que seu amigo estava morrendo.

Então ela ouviu novamente o som das costelas de Myron se partindo enquanto Dufel esmurrava o peito do clérigo, tentando salvá-lo de uma morte tão repentina quanto sem sentido.

Valenia estremeceu. Achou que jamais se esqueceria daquele som novamente".