sábado, 29 de março de 2014

O que te agrada em uma história?

Lodoss - fantasia medieval, elfos, magia, romance - você está fazendo isso certo XD
Saudações, meus queridos leitores! Hoje estou aqui para fazer a vocês uma pergunta. Uma pergunta muito importante e que eu mesma constantemente tento responder no meu processo de escrita. 

O que agrada vocês em uma história? 

É inevitável, todos nós temos certas preferências e gostos que fazem nossos corações baterem mais forte. Certas histórias, por mais que sejam boas e bem narradas, não me tocam. Outras, talvez, até tenham um enredo mais simples, mas abrangem alguma coisa que me agrada, que me faz sorrir, torcer pelos personagens, suspirar ou ficar com o coração na mão. 

Falei que não gosto de todo romance
Até hoje não consigo definir muito bem o que é que me agrada em uma história, por mais que já tenha escrito uma XD (é, eu deveria saber)! Porque não é algo assim tão simples de se determinar (mesmo porque pode depender da história e do que você está esperando dela). Sim, todos que leem o blog e já leram O Enigma da Lua sabem que eu amo romance, sou adepta do lema "o amor vence tudo", mas nem todos os tipos de romance me agradam. Aliás, sou chatésima com romance, fujo de muita melação e não leio Nicholas Sparks e romance sobrenatural (contradição ambulante, sim ou com certeza?). 

Não é segredo também que meu gênero favorito é a fantasia. Mas sou super "clichê" e gosto mesmo da fantasia clássica. Jornada do herói, vamos salvar o mundo, o bem contra o mal... amo narrativas que ressaltem a importância da união, do amor, da amizade (não didaticamente, estilo He-man XD, mas sim por meio das ações dos personagens e situações da trama) e todas essas coisas que estão meio fora de moda. Passeio por outros estilos, é claro, mas se forem me perguntar do que eu mais gosto a coisa está nesse nicho. 

Isso me lembra que, quando eu tive a oportunidade de entrar em contato com animes e mangás, eu fiquei encantada. Os japoneses sabem lidar com esses temas muito bem, dosando drama, comédia e romance de um jeito muito bacana. Mesmo quem teve pouco contato com essas mídias sabe como o tema da amizade e da união é caro aos japoneses. Embora a terra do sol nascente, em toda a sua adorável (e por vezes bizarra) aleatoriedade, crie histórias para todos os gostos (sério, eles têm até um anime sobre o cotidiano de um padeiro), acho incrível a forma como conseguem imprimir emoção até nos enredos mais simples. Creio que, apesar de eu sempre citar Tolkien como uma grande fonte de inspiração, minha narrativa e o meu jeito de contar histórias está bem mais próxima desse universo (pelo menos se formos considerar histórias como Inuyasha, Samurai X, Record of Lodoss War, Escaflowne e até mesmo Cavaleiros do Zodíaco, entre outros. Amo!). 

De qualquer forma, a questão aqui é que eu gostaria de perguntar a vocês: o que agrada vocês em uma história? O que faz o coração de vocês bater mais forte quando leem um livro ou assistem um filme? Que elementos fazem vocês se apegarem mesmo a uma narrativa? 

(Para quem já leu o segundo livro, também gostaria de perguntar: o que vocês mais gostaram em "O Círculo dos Sete"? Alguma coisa no livro mexeu com vocês? Vocês odiaram alguma coisa?)

Quero saber, gente. Vamos conversar, nos inspirar e falar sobre algo que todo mundo aqui ama: histórias!

(Mas prometo que não fico triste se ninguém comentar. Sei que todo mundo trabalha, paga conta, tem vida e etc. XD). 

De qualquer maneira, o "desafio" de responder a essa questão está lançado! 

12 comentários:

  1. O que me agrada é conseguir entrar na história. É conseguir visualizar os lugares que o autor descreve, ouvir os personagens e achá-los verossímeis. Para mim vale muito mais uma escrita capaz de fazer isso do que um enredo originalíssimo.

    Ainda não li seu segundo livro, que comprei em e-book, mas tenho certeza de que vou conseguir entrar na sua história e caminhar ao lado de Laucian e dos outros. :)

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    1. Muito importante isso que você falou, Ana! Poder "entrar" na história é fundamental. Gosto muito quando os personagens parecem reais, amigos da gente. Oh, O Castelo das Águias é bem assim ♥. E A Ilha dos Ossos com certeza deve ser também! Também acho que isso é mais importante do que um enredo originalíssimo. Se a gente não consegue se conectar com a história, de nada adianta um enredo bombástico!

      Quando você ler O Círculo dos Sete depois me conte o que achou!

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  2. É uma questão muito interessante... no meu caso, gosto de histórias que passem, através de seus personagens, e não de discursos estilo He-Man, valores importantes que são muito negligenciados hoje em dia, como honra, amizade, lealdade, sabedoria, etc.

    Não é à toa que gosto tanto do gênero de fantasia, e que Tolkien sempre foi e sempre será uma grande referência para mim.

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    1. Hei, Odin, cadê o amor XD?? Brincadeira, querido. Eu e você temos gostos muito parecidos nesse aspecto ♥. Casal nerd que ama fantasia unido permanece unido XD.

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  3. Sempre foram as histórias maniqueístas. A Terra (ou o mundo ficcional em questão) ameaçada. A raça humana (ou élfica, anã) podendo ser extinta. O mundo podendo ser destruído por um vilão terrível.

    Com o tempo, acabei descobrindo mais e mais obras, nas mais diversas mídias. Surgiram histórias com personagens que não podiam ser facilmente categorizados como heróis ou vilões. Os "caras maus" tinham motivações compreensíveis para fazerem o que faziam. Os heróis eram perturbados, cheios de defeitos, cometiam falhas.

    Tudo isso me encantou.

    Vieram "As crônicas de gelo e fogo" do Martin, em que classificar alguém como bom ou mau é tão desafiador quanto lembrar de todos os nomes de personagens. Veio "Kamen Rider Wizard", em que o vilão que levava as pessoas ao desespero para tentar salvar sua filha (quem não faria algo parecido por alguém que ama?).

    A verdade é que acabei pegando gosto por uma espécie de mescla das duas características. Quero heróis bonzinhos - mas não perfeitos. Eles podem - e devem ter defeitos. Faço questão de que os vilões sejam cruéis, mas faço questão de que eles tenham motivos justos para serem da forma que são. Quero poder questionar durante a trama as ações de todos. Quero ser surpreendido.

    Quero sentir o que senti ao assistir o meu agora "anime favorito de todos os tempos, o espetacular, surpreendente, angustiante e perturbador "Madoka Magika". Doze episódios que quebraram todos os paradigmas de seu gênero, me fizeram me segurar na cadeira e ficar literalmente pasmo.

    É isso aí.

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    1. Jaco, eu acho bastante interessante essas histórias que misturam características, embora eu continue preferindo os enredos mais maniqueístas mesmo, exatamente por se diferirem mais da nossa realidade. Quer dizer, nosso mundo é feito de tons de cinza e minha preferência por fantasia é quase um escapismo mesmo. Mas quem é que não gosta de personagens falhos e vilões bem construídos, né? Puxa, é super legal conseguir entender as motivações de todo mundo. Também curto esses vilões que tem uma motivação plausível, mas que são cruéis e por isso não podem ter suas ações "justificadas", e sim explicadas. Eu entendo o que você está falando e também aprecio esse tipo de história, com uma mistura entre as duas coisas.

      Fiquei curiosa com o Madoka Magika! Se tem uma coisa que os japoneses sabem fazer é quebrar paradigmas! Como eu disse, eles têm uma aleatoriedade tão grande que produzem coisas para todos os gostos. Outro dia fiquei sabendo da existência de uma banda japonesa de "Baby Metal", uma espécie de heavy metal fofinho. Olha só que coisa mais maluca XD. Quebra de paradigmas total, hahaha!

      Obrigada pelo comentário gigante, Jaco! Adoro comentários gigantes!

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  4. "Casal nerd que ama fantasia unido permanece unido" TI FOFO!!! ^^

    Vocês dois são o casal mais lindo que existe! E apesar dos rapazes não admitirem abertamente como nós, eles também são grandes fãs do poder do amor ^^

    Bom, da minha parte, o que mais gosto são romances bonitos, entre personagens bacanas. Não suporto estes filmes americanos em que se transforma o relacionamento amoroso de um casal em piada, com aquela moral tipo "nós somos um casal descolado, nunca falamos que nos amamos e nos zoamos o tempo todo" BLEEEERGH!!!!! O que eu mais amei no Slmarillion, e na verdade, em todos os romances do Tolkien, é o carinho e o respeito que os casaizinhos tem um com o outro. Tem coisa mais fofa do que a Luthien e o Beren?!? ^^

    Outra coisa que amo são histórias de aventura fantástica (óbvio^^). E o gozado, é que fora dos livros, as melhores histórias neste estilo para mim são alguns animes, que misturam muito bem a fórmula de romance e aventura. KAWAII!!! ^^

    Beijos da Amanda ^^

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    1. Obrigada, Amanda!! ^^ - SIM, esses rapazes são mesmo adeptos do poder do amor! Tanto que o Odin sempre criava as histórias de amor mais lindas para mim quando a gente jogava RPG, e a geral tirava sarro de mim, já sabiam que no final da aventura a "personagem da Liége vai casar". XD. Casava mesmo, em todas, que culpa eu tinha se o mestre fazia as histórias mais lindas?

      Ai, Amanda, eu também odeio esse tipo de relacionamentozinho chato. Em muitos filmes e séries americanos eles tentam vender esse modelo piadista, de casal que não tem respeito mútuo e que só vive se tirando de forma passivo-agressiva, e eu acho péssimo. Quer dizer, na TV é tudo muito "engraçado" (eu não acho, mas...) e no final as coisas SEMPRE acabam na cama (como se sexo fosse a solução para tudo, aham, senta lá). Mas, na vida real, esse tipo de falta de respeito constante só desgasta um relacionamento (não estou nem falando só de casal - falo até de amizades). Fora aquela mania de mostrar a mulher "mandando" no cara e tratando ele como criança, como se em um relacionamento alguém tivesse que "mandar" no outro. Oi? Não é mãe e filho, gente. É companheiro e companheira, namorado e namorada, marido e esposa. Tem que ser parceria, não relação de poder, e isso vale para os dois lados. Modelinho mais besta esse, viu.

      Você expressou melhor do que eu o que me incomoda em certos filmes e histórias de amor por aí, Amanda. Eu gosto muito de ver o amor sendo levado a sério, e não sendo utilizado como alívio cômico ou até sendo explorado para causar drama em uma história, e só. Gosto que a história de amor seja uma parte integrante da história, que tenha importância dentro daquela trama e seja um motivo condutor, um bem maior. Lúthien e Beren é amor eterno, coisa mais linda.

      Aventura fantástica!! É muito amor! Creio que a mistura de aventura com romance é o que eu mais gosto ♥, e os animes são ótimos nisso! KAWAIIIIII!!!

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  5. Gosto de tudo um pouco, algo que me tire da realidade, mas aquilo que me prende mesmo é não saber o que vem a seguir. É acabar um capítulo e não aguentar sem continuar a ler. É chegar ao fim de um episódio na tv e ficar empolgado e depois triste por ter de esperar uma semana para ver outro. É ver um filme e esquecermos que estamos neste mundo.
    No fundo, uma história bem estruturada e depois personagens com profundidade.

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    1. Essa sensação é a coisa mais gostosa quando lemos ou assistimos a uma história mesmo, Zamiel. A vontade de continuar, a curiosidade... é muito bacana. Uma trama bem estruturada e personagens profundos realmente são indispensáveis...

      Também gosto de sair desse mundo... esse "escapismo da prisão" que Tolkien falava :).

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  6. Eu vario muito nos meus estilos, ao mesmo tempo que gosto de vários tipo de fantasia, de Tolkien e Martin ao Rohfuss e Rowling, também gosto de chick-lit, infanto juvenil e até fanfics. Também tem romances históricos, que não são todos que me agradam mas que chamam logo minha atenção quando passeio por livrarias por aí.

    O que mais prezo é um história que me prenda, e mais do que isso: os bons personagens. Consigo ler um livro de 600 páginas só porque aquele personagem é tão incrivelmente bom que tenho que saber o que acontecerá com ele. POr isso que quando escrevo, trato de construir meus personagens o melhor que posso.

    Sim, é a primeira vez que entro aqui mas gostei muito do seu blog. Muito legal ^^.

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    1. Karol, com certeza personagens são a chave de uma boa história. Para mim eles são mesmo a parte mais importante de qualquer trama, e sem boa construção de personagens não há enredo que se salve! Você está mais do que certa em se focar nisso quando escreve.

      Eu também procuro variar de estilos, Karol, mas confesso que sempre acabo gravitando em torno da fantasia, especialmente a mais clássica. Mas já li de tudo! Chick-lit, romances históricos, ficção científica/distopias, fanfics também, poesia, autoajuda XD... acho bacana passear por diferentes gêneros para conhecer, mas sempre vamos ter um favorito, né?

      Fico muito feliz que você tenha gostado do blog, Karol! Volte sempre!!

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