sexta-feira, 30 de maio de 2014

Laucian e Elora por Mario Nakano

Saudações, queridos leitores! Como vão nessa noite de sexta-feira? Eu tenho muitos compromissos não cumpridos, pilhas de prova e um festival cultural do colégio surtando meu coração, por isso joguei tudo para o alto por um momento e vim aqui postar nesse oásis de paz XD. 

Mas, além da óbvia tentativa de escape, prometo que tenho bons motivos. Me ocorreu, dia desses, que eu nunca postei por aqui os primeiros-primeiríssimos desenhos que foram feitos do Laucian e da Elora. 

MAH COMO ASSIM? (alguém pergunta). 

Explico. Vocês que passam por aqui já conhecem os lindos-maravilhosos-esplêndidos desenhos da Angela Takagui - que, inclusive, foram absolutamente essenciais para que eu parasse de tremer nas bases e tivesse coragem de botar a cara a tapa com meus escritos. MAS, MAS, Laucian e Elora tiveram encarnações anteriores, vocês sabiam?

Eu tenho outro amigo desenhista muito talentoso (vocês não acham que a gente tem sorte por aqui?), e antes mesmo de conhecer a Angela eu já conhecia o Mario Nakano, pessoa que a gente atazanava para desenhar nossos personagens nas mesas de RPG. Mario desenhou a minha primeira personagem de D&D - uma elfa guerreira chamada Melwen, que morreu na mesma partida :(. Depois da Melwen, vieram outros e um dia eu me vi conversando com o Mário (quer dizer, quem falou foi o Matheus, quem disse que eu tinha coragem?) sobre o meu livro e os personagens dele. Então, o Mário acabou desenhando essas duas coisas lindas que vocês verão a seguir: 



Acontece que, logo depois, o Mario foi com a família para o Japão (e hoje já está de volta, eba!) e passou uns bons tempos por lá, mas nunca me esqueci desse primeiro momento em que os personagens ganharam vida.

O mais bacana é que, mesmo do Japão, o Mario participou do nosso casamento enviando essa arte em que eu e o Matheus figuramos como Arwen e Aragorn (pobre Arwen que ficou bem menos élfica e bem menos linda nessa versão, hahahaha! - mas o desenho tá magnífico):


Esse desenho ficou pendurado no salão e figurou como quadro aqui em casa por muito tempo. Infelizmente, as paredes do nosso apartamento esfarelam com facilidade e tudo que a gente pendura nela com mais de 200 gramas cai no chão. Portanto, o quadro está guardado com muito carinho, assim como o lindo quadro que a Angela me fez de aniversário (esse aqui). Felizmente, o quadrinho de bodas de papel não caiu!

Bem, esse post com certeza foi um passeio pela minha memória afetiva. Só posso dizer que sou muito sortuda por conhecer tanta gente talentosa, não é? E, pra acabar esse post, a última ilustração que o Mario fez da nossa partida de RPG (dou um doce para quem adivinhar qual é a minha personagem!):

Darina, a elfa clériga, Dreevean, o bárbaro e Elina, a halfling barda :D
Já coloquei o link lá em cima, mas reforço aqui, gente: visitem o site do Volpe Studio, que é o estúdio do Mario! Uma chiqueza só essas pessoas que sabem desenhar, viu. Enquanto isso eu vou aqui desenhar meus homens-palitinho, com licença. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Top 10 - Músicas (cantadas) de Animações

Hoje é dia de fazer post e eu não me aguento e venho com mais uma lista musical. Desculpa, gente, mas EU PRECISAVA fazer ESSA lista.

Antes disso, um adendo. Eu geralmente não ouço muitas músicas enquanto escrevo, porque elas costumam me distrair, mas o fato é que eu as uso como fonte de inspiração em todo o processo. E eu acho que as animações têm músicas incríveis para isso, porque elas geralmente fazem parte do contar da história, ilustram passagens de tempo ou momentos importantes ♥, assim como em um musical.

As músicas da lista abaixo fizeram parte da minha infância e muitas ilustram cenas que certamente me influenciam na composição das minhas histórias até hoje. Preparem-se, então, para o TOP 10 Músicas (cantadas) de animações!!!

RUFEM OS TAMBORES!!

10 - Arabian Nights

Quando eu era pequena, precisei colocar aparelho, mas, antes disso, tive de fazer uma "mini-cirurgia" para extrair dois dentes que não estavam nem perto de ficar moles. Eu estava com muito medo nem imaginava que ia ter que tirar quatro cisos depois e então minha mãe prometeu me dar o VHS do Aladdin depois da extração, caso eu fosse bem corajosa.

Resultado: muita coragem e 1 ano assistindo a fita com a minha irmã TODOS-OS-DIAS.

Essa música estaria umas posições à frente caso fosse um tiquito maior. Mas eu gosto muito dela porque o instrumental é incrível e eu acho que a introdução de Aladdin é uma das mais inspiradas da Disney (atrás, para mim, apenas de A Bela e a Fera e O Rei Leão).

Ei-la (em inglês, porque as versões em português estavam muito baixas):



AS NOITES NA ARÁÁÁÁÁBIA E OS DIAS TAMBÉÉÉÉM!! SÃO SEMPRE TÃO QUENTES QUE FAZ COM QUE A GENTE SE SINTA TÃO BEEEEEM!!!

(Relativo o calor fazer a gente se sentir bem, mas ok).

O mais legal é que a minha fita tem a versão original dessa música, com a parte de cortar a orelha e tal ("vão cortar sua orelha - pra mostrar pra você - como é bárbaro o nosso lar"). Depois a Disney refez e nos DVDs você já ouve outra coisa :).

9 - Once upon a December

Primeiro: Anastasia não é um desenho da Disney, e sim da Fox! Muita gente não se lembra desse detalhe :). Mas o fato é que Once Upon a December é um dos pontos altos da animação e sempre foi uma das minhas músicas favoritas dentre todas as músicas de animações. A melodia é linda e esse toque de caixinha de música... ♥. A cena também é inesquecível.
Eu fico com lágrimas nos olhos quando as imagens saem dos quadros. TODA VEZ!!!

8 - Strangers like me

Eu até prefiro a melodia de "Once Upon a December", mas Strangers like me, de Tarzan, se tornou especial para mim por conta da letra. Quem nunca se sentiu deslocado do mundo na adolescência (e até depois) e, de repente, descobriu que existem pessoas parecidas com você... a sensação eu expresso nesses singelos caracteres:
( ͡° ͜ʖ ͡°) ( ͡o ͜ʖ ͡o) ( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ)


 ♪ I wanna know, can you show me♪ I wanna know about these strangers like me♪ I wanna know, please show me♪ Something's familiar about these strangers like me♥

I SEE BEFORE ME A NEW HORIZON!!!

Caham. Continuando...

7 - Hellfire

A única "música de vilão" a figurar na lista, eu acho "Hellfire", de O Corcunda de Notre Dame, uma canção absolutamente incrível. Ela é poderosa, marcante e apresenta o conflito do Frollo de uma forma fenomenal. Quando criança eu não entendia o quanto essa música é sombria e perturbadora. Pensem bem, é um filme da Disney e o vilão basicamente está dividido entre sua religião e o desejo carnal que sente pela Esmeralda. Um tema bastante adulto.



 SHE WILL BE MINE OR SHE WILL BURN!!!

(Senhor, me salve desses capuzes vermelhos!! Que medo!!)

6 - I See the Light

Deixe-me expressar todos os meus sentimentos sobre essa música e essa cena de maneira adequada:

AHDIDDVLWJFFPEOJDVFFRPLEWLDWQDVGEGEVWB!!!

GENTE, eu não consigo controlar os SENTIMENTOS!!! THE FEELS!!!!

Porque eu AMO duetos, porque Flynn e Rapunzel são dois FOFOS, porque as LANTERNAS e o jeitinho que eles se olham, e NOW THAT I SEE YOU!! GAAAAH!!!

E para provar que eu adoro duetos...

5 - A Whole New World

Eu adoro essa música, adoro a cena do Aladdin e da Jasmine voando pelos céus com luas e estrelas, adoro o fato de que a música é um dueto, e acho esses dois muito meigos juntos. Além disso Aladdin é o único príncipe que parece meu marido, me deixa. 



♥ ♥ ♥ E que casal não descobre um mundo novo juntos? ♥ ♥ ♥

(E eles transformando a nuvem em sorvete italiano?? Tem até GORDICES nessa cena, Aladdin e Jasmine pensam em comida o tempo todo como eu).

4 - Circle of Life


Se eu fosse eleger a trilha sonora mais bonita de um desenho, como um todo, acho que escolheria O Rei Leão. A trilha instrumental desse desenho é muito, muito linda, e eu nunca consigo escutar essa música sem ficar com lágrimas nos olhos. Como agora. :´).

(E a cena é um clássico, não? Tive o prazer de ver essa obra-prima no cinema).

3 - I'll make a man out of you

Para falar a verdade, eu não me lembrava muito bem de Mulan porque só havia assistido uma vez quando criança. Eis então que, aos 17 anos, eu peguei para assistir de novo. No AUGE do meu treinamento de karate. IMAGINA o que essa música não representou para mim nessa idade confusa, complicada e cheia de problemas em que a gente ainda está se firmando.


Mas não é só isso. A música é super cativante, bonita, engraçada em alguns momentos, e a cena é linda com toda a questão de superação que ela traz. Para mim é uma das músicas mais legais da Disney e ponto.

(Mulan ♥ Shang. Gente, eu adoro esses dois).

2 - Through Heaven's Eyes

O Príncipe do Egito é uma animação da Dreamworks, outra que eu assisti no cinema quando criança. Você percebe o trabalho carinhoso que foi feito com esse desenho e ele é um dos meus favoritos até hoje, embora também seja um pouco sombrio (coisa que eu nem percebi quando era nova). Estudei por anos em colégio católico e já estava bastante habituada à história, mas hoje vejo que a parte das pragas pode assustar muito as crianças (mas a música dessa cena é incrível também XD).

Só que essa música me marcou muito desde aquela época. Adoro a mensagem da letra, que pode ser muito abrangente, e a cena é simplesmente perfeita. AMO a parte do casamento do Moisés com a Zipporah (ai, gente, esse casal também AVGWWGHWGA!!!), acho tão delicada a forma como eles fizeram a transição da dança para a cerimônia... enfim, não é por menos que a música e a cena estão em segundo lugar:


Vale lembrar de outras músicas muito bonitas dessa animação, como "Deliver us" (amo) e "When you believe", que inclusive ficou bem famosa na época.

1 - Colors of the Wind

Amo a melodia dessa música, a mensagem da letra e a cena extremamente inspirada. É a minha música favorita de todas as animações e colocaria também "Listen with your heart" (aquela que a Vovó Willow canta) junto. Gosto muito de Pocahontas e é um dos meus desenhos favoritos da Disney, embora quase ninguém goste :P. Mas, para mim, o conjunto dessa canção é imbatível. A letra realmente me toca bastante. 


"And we are all connected to each other, in a circle, in a hoop that never ends".... :´) 

***

E é isso, gente. Faltaram muitas músicas. Eu sei que é meio absurdo não ter colocado nenhuma de A Bela e a Fera, que é meu desenho favorito, afinal, mas de A Bela e a Fera eu gosto mais da trilha instrumental. Adoro a música tema, mas não acho ela tão inspirada no desenho em si.  Eu poderia fazer mais uma lista, mas por hoje chega de música por aqui :). 

E vocês? Têm suas favoritas?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

"O Vento do Oeste" na Revista Trasgo!

No último post, falei sobre minhas dificuldades em abordar outras culturas em um novo cenário que estou desenvolvendo, Sawad. Falei também que em breve vocês poderiam conferir parte dos resultados dessa empreitada e prometi uma surpresa. Pois bem, pois bem... hoje eu venho anunciar que o conto "O Vento do Oeste" estará na terceira edição da Revista Trasgo de Ficção Científica e Fantasia!! É isso mesmo, gente!! Olha o meu nominho na banner de divulgação (ai, meu coração): 


Para quem ainda não conhece, a Trasgo é uma revista digital de contos com uma proposta muito bacana. Eu tive contato com ela desde a primeira edição - mesmo porque fui conferir o trabalho das talentosíssimas Karen Alvares e Melissa de Sá - e me surpreendi demais com a qualidade do que li por lá. A segunda edição só veio confirmar o trabalho sério e competente feito pelo editor Rodrigo Van Kampen (e de quebra ainda tinha um conto super da Ana Lúcia Merege!) e pelos autores dos contos, é claro. 

Foi então que me arrisquei, saindo da minha caverninha escura XD, e mandei um trabalho meu. Sinceramente, eu não achei que seria aceito, mesmo porque "O Vento do Oeste" é bem grandinho. E também tem toda aquela minha coisa de "meus-escritos-não-são-bons-o-suficiente-mimimi-insegurança-chatice", etc, etc. 

Só que daí aconteceu. Recebi um e-mail que me deixou com um sorriso de orelha a orelha e está aí o resultado. Estarei na terceira edição da Trasgo, "estreando" Sawad desse jeito maravilhoso. Gostaria de poder expressar em palavras a alegria que estou sentindo, mas, sinceramente, acho que elas não vão dar conta do recado dessa vez.

Fica aqui meu agradecimento de coração ao Jacó Galtran, que me ajudou a revisar o conto com muito esmero, à linda da Amanda Silversong, essa pessoa tão querida que foi também minha leitora beta com "O Vento do Oeste", e, é claro, ao Matheus-meu-marido, primeiro leitor e crítico de tudo que eu escrevo ♥. Obrigada, pessoal. Vocês me ajudaram, novamente, a acreditar um pouquinho mais no meu trabalho com as letras. 

Também agradeço muito ao Rodrigo Van Kampen, editor da Trasgo, pela leitura do conto, pelas sugestões tão cuidadosas e pontuais e pela oportunidade que me deu de mostrar meu trabalho nessa revista 1000!!! Estou MUITO orgulhosa de estar na Trasgo. Muito mesmo. 

E é isso, pessoal! Fiquem atentos porque logo, logo, "O Vento do Oeste" vai estar disponível para todos na Trasgo!

(Desculpa, gente. Esse meu post ficou parecendo agradecimento do programa da Xuxa, mas é que eu estou feliz mesmo XD!). 

sábado, 10 de maio de 2014

Escrevendo sobre outras culturas

Saudações, meus queridos leitores! Nesse momento, eu deveria estar dormindo ou dando continuidade aos meus escritos literários. Mas, ao invés disso, aqui estou, na madrugada do sábado, para falar sobre um assunto que tem me trazido muitas reflexões, ultimamente. 

Vocês que passam sempre por aqui já sabem que estou tentando desenvolver uma história com elementos da mitologia árabe e da cultura do oriente médio/África em geral. Eu gosto muito dessa temática e tenho procurado pesquisar bastante para não fazer feio. Embora o meu objetivo não seja, absolutamente, fazer um romance histórico ou algo do tipo, ainda assim me preocupo em deixar a ambientação minimamente coerente. E olha, tenho esbarrado com muita coisa bacana. Aprendi palavras novas como "muxarabi", li receitas de pão de semolina, descobri o que é um forno tandoor, me encontrei com djinn e ifrit, tomei chá com os tuaregues, li sobre umas trocentas coisas diferentes, sobre costumes, religiões, zoroastrismo, islamismo, ou seja... tem sido divertido e enriquecedor pra caramba! Até arquitetura entrou na roda. Vocês sabem o que é um arco tudor? XD. 

Mas aí vem aquela sensação de que o pouco que eu sei é nada. É estranho porque, embora essa temática me seja muito cara, eu não pertenço a esse mundo, obviamente. Na verdade, nasci e fui criada em uma país ocidental extremamente influenciado pela cultura norte-americana, que, aliás, nos ensina que árabe/islâmico/oriental é sinônimo de terrorista/fundamentalista/homem-bomba  (etc). E daí me ponho a pensar: como retratar todo esse caldeirão de informações, de culturas, de épocas diferentes, de uma forma justa e não estereotipada? Como não transformar o meu livro em um capítulo da novela O Clone XD? (putz, eu admito que adorava essa novela). O que quero dizer é que é muito mais fácil, para mim, escrever sobre elfos, florestas, casas na neve e etc. porque, mesmo que eu nunca tenha visto neve (ou elfos - snif!!) XD, estamos mais acostumados à uma fantasia mais "europeia", habituados a histórias que lidem com esse mundo mais "próximo". Não é? (e ainda assim surgem muitas dificuldades, anacronismos que cometemos, problemas com linguagem, etc). 

Tenho medo de fazer lambança e de tropeçar desajeitadamente no meio do caminho, falando sobre o que não sei. Minhas intenções são as melhores, eu prometo, mas tenho minhas limitações. Tudo o que posso dizer é que quero que Sawad seja um reino cheio de histórias para contar, com uma cultura tão rica e bonita quanto tudo o que eu tenho descobrido ultimamente ♥. Quero que Sawad tenha personagens marcantes, com falas e características próprias, com traços que os diferenciam dos meus queridos jovens de Silena, por exemplo (que vivem do outro lado do mundo), para que o próprio mundo de Edrim se torne mais vivo, mais cheio de detalhes e coisas que o tornem crível. 

Vamos ver. Em breve, vocês vão poder conferir o resultado da minha empreitada no conto "O Vento do Oeste". É, logo, logo eu vou trazer uma surpresa por aqui em relação a essa história. Mas isso fica para depois... :). 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

"Coisas gritantes que me calam"

Arte e palavras de Clarice Freire, do lindo blog Pó de Lua
Ando ruim para escrever. Confesso. Outro dia até comemorei via twitter o quinto capítulo de O Despertar de Kathul engrenando novamente, mas foi em vão. Acabei apagando grande parte do que tinha escrito, insatisfeita. 

Nada temam - é fase. Continuo amando muito meus queridos personagens e essa história que tanto significa para mim. O que tem me salvado é o tal Coração de Areia, lembram? A história tem me renovado os ânimos e creio que teremos dois livros novos até que eu termine O Despertar de Kathul. Quem diria... 

Mas a questão é que eu ando ruim até de leitura. Preciso voltar parágrafos, me engalfinho com as palavras, deixo passar detalhes essenciais. Não tem nada a ver com o que estou lendo, e sim com meu estado de espírito. 

Quem me conhece pessoalmente sabe que sou extremamente falante. Aliás, quando eu estou sem-graça eu desato a falar e fazer piadas (e acreditem, eu não sou nada engraçada), quando estou em um grupo geralmente sou bem tagarela (o Galnor com certeza me apelidaria assim também). Mas, paradoxalmente (será?), sou bem ruim quando se trata de conversar sobre assuntos mais sérios. Não consigo falar sobre os meus sentimentos de maneira clara, não me sinto confortável discutindo coisas que até mesmo gostaria de discutir, não chego ao ponto. Quando falo sobre essas coisas, tudo me parece pobre e superficial. Na verdade, sou uma introvertida disfarçada de extrovertida. 

Felizmente consigo conversar tudo com o marido, mas muitas vezes passamos horas no blá-blá-blá até que eu consiga definir realmente que tipo de joça estou sentindo. Enquanto isso, o Matheus, com seu jeito calado e sério, tem uma precisão cirúrgica ao falar sobre essas coisas. Pois é. É muito comum que ele consiga perceber e definir o que eu estou sentindo muito melhor do que eu. E viva minha coerência XD. 

Em compensação... eu me solto quando escrevo. Muito. Escrever textos, sozinha e quietinha, é a melhor forma de expressão que eu tenho, é uma das minhas terapias (além de encher os ouvidos do marido, pobre!). 

Por isso mesmo, um bom tempinho atrás, eu comecei um blog pessoal. Na verdade, foi em fevereiro, mas eu deixei o bichinho quietinho lá e fui utilizando o dito cujo como uma espécie de diário, para desabafar e manter escritas aquelas coisas que gritam dentro de mim e, ao mesmo tempo, me calam. São essas as coisas que muitas vezes me deixam de espírito esgotado, com a cabeça travada.

Acho que todo mundo sente isso de vez em quando. Nossas experiências enquanto humanos nesse planetinha esquisito nos vão enchendo de dores, feridas, aprendizados difíceis (e de muitas alegrias também, mas alguns períodos são mais turbulentos, outros mais amenos, e assim vai), indignações... e então, por vezes, temos tanto a dizer que não conseguimos dizer nada. Como a imagem ali em cima demonstra magistralmente. 

Vira e mexe eu sinto vontade de escrever um ou outro texto aqui no blog e percebo que ele não tem nada a ver com a proposta desse espaço. Daí deixo quieto. Mas sempre quis falar sobre outros assuntos e abordar reflexões que não tivessem cunho literário. Então veio a ideia de fazer o Escriba da Lua lá no começo do ano. Até agora não sei se foi uma boa ideia, mas depois de meses decidi que gostaria de compartilhar isso com vocês. Apelidei-o carinhosamente de "blog dos mimimis", mas juro que não é tão ruim assim. Ou é. Sei lá. Vocês decidem, se tiverem coragem de fazer uma visita XD. 

Fica aqui o convite. Adoraria conversar mais com vocês por lá também, então, sintam-se já muito bem-vindos se passarem pelo Escriba da Lua. Um beijo no ♥, gente boa.