quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Planos para 2016 (ou: o que vou fazer agora que acabei algo que eu achei que nunca ia acabar)


Saudações, queridos leitores! Enquanto eu me corroo aqui no medo de que vocês odeiem o final de O Enigma da Lua (SIM, SOU ANSIOSA, ME DEIXA), resolvi finalmente falar do futuro. Por enquanto deixarei O Despertar de Kathul quietinho, pois seria complicado falar mais sobre o livro sem soltar spoilers, e spoilers agora não seriam divertidos porque só eu e o marido terminamos de ler de fato. 

De qualquer modo, depois de lançar o livro semana passada, eu me peguei pensando no que faria agora. Tudo que eu já pensei de diferente sempre ficou meio estacionado, afinal, a prioridade era terminar O Enigma da Lua. Terminado, confesso que fiquei meio perdida, sem saber o que fazer. Depois, me dei conta de que eu já tenho coisas mais ou menos encaminhadas, mas o meu medo de executá-las redobrou, hahaha. De qualquer modo, eis o que pretendo fazer em 2016: 

1) Coração de Areia - este não é novidade. Desde que consegui publicar o conto "O Vento do Oeste" na Revista Trasgo, fiquei tagarelando aqui sobre a possibilidade de desenvolver um romance em Sawad, o reino desértico de Edrim. De fato, já tenho uma boa parte de um suposto primeiro volume escrito. O meu plano era escrever um livro só, mas meu plano foi autossabotado. Sério, gente. Tenho um problema grave de prolixidade. De qualquer modo, Coração de Areia exige de mim um trabalho de pesquisa maior, o que resulta em um processo de escrita bem mais lento. Não tenho certeza se conseguirei terminá-lo (pelo menos o primeiro volume) no ano que vem, mas pretendo. 

Ainda sobre Coração de Areia: eu havia dito que procuraria uma editora para ele. Mas, em vista do tamanho do bichinho, acho que vou ter que lançá-lo via Clube de Autores e Amazon de novo. Se eu gostaria de ter o suporte de uma editora? Sim. Se eu acho que alguma editora vai investir em duas obras relativamente grandes de uma quase desconhecida? Não. Vou ter que pensar em uma história em outros moldes para tentar uma publicação tradicional. Por enquanto não tenho nada em mente, mas também não tenho pressa. Acredito que existe uma hora certa para tudo e estou feliz com as coisas como estão no momento :). Estou me divertindo e aprendendo, o que mais poderia querer? 

2) Contos - quem ler "O Despertar de Kathul" vai perceber que alguns personagens novos apareceram com suas tramas paralelas. Eu gostaria muito de desenvolver outras regiões de Edrim, de falar de personagens que não tiveram tanto destaque, mas que têm suas próprias histórias. Uma destas histórias é a da Fierna, e isso me leva a outro ponto... 

3) Mais livros em Edrim - é. A história de Laucian, Elora, Myron e Valenia se fechou em O Despertar de Kathul, mas outras coisas vão acontecer e nem tudo terminou ali (afinal, o mundo continua girando). No ano que vem, certamente escreverei ao menos parte de uma história envolvendo alguns personagens que não posso mencionar, pois seria um tremendo spoiler. Daqui a alguns meses prometo que falo mais sobre isso. Mas o fato é que estou bastante empolgada (e, se vocês gostarem de O Despertar de Kathul, é bem provável que curtam bastante o que estou planejando). Não vai ser exatamente uma continuação, mas, ao mesmo tempo, vai. 

4) O destino do blog: uma coisa que quero fazer é continuar blogando e aumentar minha frequência por aqui. Mas eu tenho um problema: meu blog tem o nome da série que eu acabei! E eu gosto do nome, mas o fato é que vou começar a falar de outras coisas, outras histórias... gostaria de transformar o blog em algo mais "geral", mas ao mesmo tempo não consigo desapegar de O Enigma da Lua. Já pensei em mudar o nome, pensei em deixar assim mesmo, pensei em fazer outro blog e deixar este aqui como um arquivo (mas já abandonei a ideia - não dou conta de deixar este espaço). Se alguém ler até aqui (e se alguém se importar, hahahahaha), o que sugerem? Podem dar pitacos que eu lerei com imenso prazer (e gratidão). 

Bom, gente, é isso. Espero poder contar com vocês em 2016, pois tem sido uma caminhada muito gratificante, e espero que meus escritos continuem agradando meus poucos mas maravilhosos leitores. E vocês me perdoem qualquer ansiedade, mas eu nunca tinha escrito um último volume antes e ISSO É TENSO PRA CARAMBA! 

Eu pretendo voltar antes do ano novo por aqui, mas desejo um natal maravilhoso para todos vocês, caso eu não retorne antes do dia 24! Beijo no ♥. 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Enigma da Lua - O Despertar de Kathul disponível!

"- Raio de Sol, vai já ler O Enigma da Lua!"
Jade e Amras, personagens de "O Despertar de Kathul", participando do marketing.
Mais um desenho lindo da Angela Takagui. 
Saudações, queridos leitores! 

Com muita alegria (e um bom tiquinho de nostalgia) vim finalmente anunciar que o último livro da série "O Enigma da Lua" está disponível! 




Sim, dois anos após o lançamento de "O Círculo dos Sete", finalmente consegui sentar a bunda e escrever finalizar a história que me acompanha há treze anos! E vocês, corajosos e valiosos leitores que me acompanharam até aqui, podem agora descobrir como o imbróglio de Elora, Laucian e cia. vai acabar!

Pois bem, vamos aos detalhes práticos! O livro, como os outros dois, está disponível no Clube de Autores (versão impressa) e na Amazon (ebook kindle). Para quem quiser, também tem o PDF - basta me mandar uma mensagem no e-mail astreya.bhael@gmail.com que eu mando para você sem custo nenhum. Sim, o PDF é de graça, e o ebook na Amazon tá por um precinho camarada (R$ 2,99), eba! Meu objetivo não é lucrar com nada, é só dividir com vocês a história, buscando melhorar a minha escrita. Infelizmente, no Clube de Autores não tem como baixar o preço. Eu não coloquei nada de direitos autorais em cima do livro, mas mesmo assim ficou caro por conta do número de páginas. De qualquer modo, SE alguém quiser a versão impressa, tá lá. Eu coloco mais porque eu mesma quero pedir um impresso para guardar, mas ando tão dura que vou ter que encomendar mais para frente, hahahahahahaha!

Bom, gente, é isso! Nem sei o que dizer. Tá lá, tá fofo, tá disponível. Queria agradecer muito a todos os que me apoiaram - seja com leituras, palavras, comentários, desenhos, músicas maravilhosas né Gisele... é como eu disse nos agradecimentos do livro... não teria conseguido sem cada um de vocês. Valeu, pessoal. 

Valeu mesmo. 

(P.S. O desenho ali de cima foi feito para o primeiro capítulo do livro. Como a Angela teve um baby fofíssimo, ela não pôde desenhar para este último volume como ela fez com os outros dois, mas outro dia ela me surpreendeu finalizando e mandando esse que ela havia começado a fazer. Não preciso nem dizer que fiquei muito feliz, né? Surtei. Espero que vocês amem o desenho como eu e espero também que curtam os dois novos personagens). 

(P.S. Logo volto aqui para falar de planos futuros. Por enquanto, vamos deixar o foco no Despertar de Kathul, né? Ele merece XD). 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Daqui a uma semana...

Não tenho nem o que falar. O RETORNO TRIUNFAL DE ANGELA TAKAGUI! 
Saudações, queridos que passam por aqui! Como vocês podem ver pelo título da postagem, falta uma semana para o lançamento de "O Despertar de Kathul", o derradeiro livro de "O Enigma da Lua". Essa postagem tem dois objetivos. Mostrar a ilustração linda que a Angela fez para a contracapa (com muito custo, afinal, desenhar com filho pequeno por perto não é fácil!) e dividir algumas coisas de todo o processo com vocês.  

Como alguns sabem, eu escrevo/planejo essa história desde que tinha quinze anos. Jamais tive nenhum pretensão com isso, e continuo não tendo; O Enigma da Lua foi um desejo de menina, fruto da imaginação de uma adolescente, e se desenvolveu a partir disso. Sempre quis manter essa característica, independentemente da qualidade da narrativa, que é uma questão à parte. A história é inegavelmente simples, e isso aconteceu porque eu curto histórias simples. Minhas influências foram o RPG que eu jogava na época, os filmes que assistia, os mangás/animes que curtia... e os livros que lia, claro. 

Falar isso, para alguns, é quase assinar um "atestado de pobreza" da obra (não que eu pense assim). Mas, é como eu disse: não havia super pretensões, não havia um ímpeto de criar algo inteiramente novo (existe algo assim?), eu só queria criar algo para mim e pronto (e não estou menosprezando o livro, muito pelo contrário - só tenho consciência do que ele representa e fico feliz que haja pessoas que se identifiquem com ele assim como eu me identifico!). Na verdade, eu só queria contar a história de uma menina que se apaixonou por seu amigo de infância e descobriu que ele tinha um problema daqueles. Nada "original", eu sei, mas eu nunca desejei ser "original", mesmo porque eu não achava que iria publicar a história algum dia. 

Obviamente, agora que tantos anos se passaram e eu me aventurei a colocar a cara a tapa, descobri muitas falhas no que eu escrevo. Revisar (algo que eu estou fazendo agora) é sempre um processo doloroso e nunca passei por isso sem ter uma síndrome de impostora terrível no meio do caminho. Não gosto de ler o  que eu escrevo depois de um tempo. É como se me desse conta de que existe uma fenda enorme entre o que eu imaginei e o que eu de fato consegui colocar no papel. É fácil cair na armadilha da desmotivação total, mas com o tempo aprendi que isso acontece com todo mundo que produz esse tipo de conteúdo. Se a gente não prosseguir, acaba não fazendo nada mesmo. 

De qualquer modo, aqui estamos, no último volume. Consigo perceber uma evolução na minha escrita, o que me deixa contente. E apesar da minha narrativa ainda deixar bastante a desejar (na minha visão, hehehe), gostei do resultado, gostei da minha história, e vou sentir muitas saudades de estar com meus personagens. 

Elora, Laucian, Myron e Valenia (e todos os outros) são meus amigos. Eles me fizeram companhia por muito tempo, estiveram comigo, caminharam ao meu lado. Praticamente me tornei adulta com eles. Então, quando eu vi o desenho que a Angela fez para a contracapa, acabei sentindo como se eles estivessem partindo e deixando o lugar para novos amigos. Durante a escrita do último livro, eles me deram uma nova história (e no futuro vou falar sobre isso), deixaram "descendentes". É como se o ciclo nunca acabasse e eu percebi, finalmente, que nunca vou parar com esse negócio de escrever e fazer histórias. Se eu parar, será apenas por um tempo, e por forças maiores, mas não tenho planos nesse sentido XD. 

(Bom, deixar eu secar as minhas lágrimas aqui). 

Enfim, falando em último volume... eu queria dizer umas coisas. 

 Em alguns momentos, eu sei que vocês vão querer jogar o livro na parede. Desculpa, gente. Desculpa mesmo. 

 Quando quiserem jogar o livro na parede, eu peço: CONTINUEM. Confiem e aguardem. Tem coisa acontecendo até a última página, eu garanto. 

 Vai ser um pouco sofrido. Isso tem a ver com querer jogar o livro na parede. 

– Uma das minhas maiores preocupações, nesse último volume, era manter o "tom" da história. Afinal, é como eu disse: história simples, leve, romântica... só que o fim é o fim e a gente tem todo o problema de um Deus sanguinário querendo voltar e tocar o terror. Esse último volume é o mais sombrio dos três, PORÉM, meu consultor de coerência de estilo (aka. Marido) me garantiu que tudo está nos conformes. 

– Espero que vocês curtam. 

É isso, por hoje, gente. Até dia 7 de dezembro... (frio na barriga).

domingo, 8 de novembro de 2015

Terminei. EU TERMINEI!

Sério, gente.

Eu terminei "O Despertar de Kathul". Terminei a história.

(Alguém surta comigo, por favor? Obrigada, pessoa do outro lado da tela).

Eu já tinha tudo mais ou menos definido. Mas terminar, terminar mesmo, fechando as pontas, escrevendo um epílogo... foi hoje. Falta revisar (de novo)? Falta. Falta reler (de novo) e ir aparando as arestas? Falta.

Mas a história acabou. Cada personagem teve seu fim. Pedi para o meu marido ler o que eu tinha escrito uma última vez (em relação a esse livro, pelo menos). GENTE! Estou um pouco passada.

Portanto, contagem regressiva. Dia 7 de dezembro está chegando e VAI TER O DESPERTAR DE KATHUL! Vai ter Elora, Laucian, Myron e Valenia. Vai ter muita confusão e altas aventuras.

E hoje era só isso que eu queria falar. E, para combinar com o clima nostálgico e de "rolagem de créditos", uma música (que combina muito com o final da história). Liége chora!




These are days and nights of venom and blood
Heroes will rise as the anchors fall
Brave the strife, reclaim every soul
That belongs to the beauty of dawn (Liége chora mesmo).

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A balada de Soltivan e Elyadre

Saudações, meus queridos leitores de quem estou com saudades! Faz um tempinho que não apareço por aqui, mas, como vocês sabem, tenho bons motivos! GENTE, TÁ ACABANDO! 495 páginas, gente! ME ABRAÇA!

Caham. Voltando ao assunto da postagem. Para ir esquentando os motores e preparando o terreno para o lançamento do último volume de O Enigma da Lua (insira lágrimas), hoje eu trouxe para vocês uma das "músicas" que aparece nessa reta final da história e que acaba sendo importante para o entendimento de vários detalhes. Quem ler entenderá do que eu estou falando, mas, de qualquer forma, encarnei a barda hoje e vim trazer a balada de Soltivan e Elyadre (tum-tum-tuuuuum!) para vocês!

Soltivan e Elyadre, para quem não se lembra, foram os pais de Velnor, o primeiro meio-elfo de Edrim (e vocês sabem quem Velnor é na história, não?). No primeiro livro (nostalgia!), Elora e Valenia dizem, em certo momento, que qualquer bardo que se preze precisa saber cantar a música que conta a história deles. No último livro, esses importantes ícones de Edrim voltam a ser mencionados e, então, há um momento em que essa música é cantada. Daí que eu tive que evocar meus poderes bárdicos, que não são lá essas coisas. Mas, sentem-se, imaginem a Elora e a Valenia fazendo um belo dueto e escutem a balada de Soltivan e Elyadre!

Adorei essa imagem, gente. 


Ela era uma bela dama,
Os cabelos dançavam em chamas,
Olhos de ardor, de flama,
Meu amor, minha bela dama.

Ela era a princesa do bosque,
Por quem o mundo serenou,
Era a princesa e que choque,
Quando ela se apaixonou.

Elyadre, Elyadre, disseram,
Não vê quantos riscos te esperam,
Ao teu povo renegou?

Não me julgues! Ah, amor, me acode!
Que triste a minha sorte!
Se não amo, escolho a morte! 

Ela elfa, ele humano,
Prisioneiro, oceano,
De dores e batalhas em vão.
Ela era a luz verdadeira,
Era a corrente ligeira,
Era alma e coração.

O amor o libertou,
Mas também o fez cativo.
Soltivan, foge, não volta!
Que me aflige teu perigo.  

Tornou-se ela a prisioneira,
Do ódio e da vaidade,  
Elethil, o noivo cruel,
Descobriu a própria maldade.

Me traíste, noiva ingrata,
E geras um filho maldito,
Eu o darei aos lobos,
Ao soar seu primeiro grito.

E assim se fez o dia,
Em que o meio-elfo nasceu,
Elyadre chorou sua sorte,
Não leve o filho que é meu!

Mas os pássaros anunciaram:
Soltivan retornou!
E com uma flecha certeira,
Elethil ele matou.

Que hoje e para sempre,
Se cante a história do amor,
Entre o prisioneiro e a princesa,

Que venceu as trevas e a dor.” 

Ei-la! Mais uma palhinha do novo livro e uma amostra de como eu não sei fazer versos em métricas certinhas. Parnasianos, desculpem-me!

Abraços e até breve!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Adivinha o que vai ter dia 07 de dezembro?

Estamos muito sérios nesse último volume porque o caldo engrossou! Corram para as colinas! 

É isso mesmo, amiguinhos! 

Finalmente, depois de quase dois anos, temos uma data de lançamento para "O Despertar de Kathul"! É ISSO MESMO QUE VOCÊS LERAM! Então, preparem-se, pois no dia 07 de dezembro de 2015, o livro estará disponível no Clube dos Autores e, se eu conseguir, na Amazon também! 

É muito estranho pensar que estou finalizando essa história. Ela está comigo desde meus quinze anos! E ela vai estar sempre, mas sinto que um ciclo está se fechando, o que é muito legal e muito nostálgico ao mesmo tempo. Porém, não pensem que abandonarei Edrim... vocês sabem que já tenho planos para uma história em Sawad e, recentemente, andei pensando em outras coisitas... mas isso é conversa para o futuro! 

Enfim, por hoje é só, gente. Só queria contar a novidade e espero que meus poucos e maravilhosos leitores fiquem contentes!

Um abraço e beijo no coração! 

 (Capa da super Angela Takagui)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Música sefardita, progressos III e uma autora animada

Saudações, meus queridos leitores!

Como vão? Estou com saudades de escrever por aqui e volto por um bom motivo: para dar mais notícias e para falar de inspirações e coisas boas coisas boas? Comida? Coxinha?.

ENFIM. O livro está indo bem, gente. No momento, temos 192 páginas em A4 e 374 páginas em A5. Estou ficando com medo do tamanho dele e constatando que não sei escrever histórias de modo curto e breve, o que é uma falha meio grave, mas, né? Que puedo hacer nessa altura do campeonato?

DE qualquer modo. Estou já no capítulo 20, narrando um acontecimento deveras emocionante. Gente, eu descobri que devia ir para o México escrever novela, porque eu adoooooro um bom drama. Mas prometo, prometo mesmo, que eu doso as coisas, tá? Vocês não vão ler O Enigma da Lua feat. A Usurpadora. Laucian não se chamará Laucian Eduardo e nem Elora adotará a alcunha Maria Elora do Rosário.

Mas, falando sério agora. Quem me acompanha aqui no blog sabe como uma das minhas grandes fontes de inspiração é a música. Eu escrevo escutando música, ou, pelo menos, escuto logo antes e depois de escrever uma cena. A música me ajuda a imaginar como quero escrever determinadas coisas, me ajuda a acertar o "clima" da narrativa. Dizendo isso, eu fiz uma descoberta que me deixou muito feliz esses dias e que tem embalado minha escrita nesses últimos tempos.

Há quinze anos eu era uma rapariga de 12 aninhos e minha família ainda acompanhava a Rede Globo (é, gente, eu sei. Tenho um passado noveleiro). Eis que minha mãe permitiu que eu assistisse a uma minissérie chamada "A Muralha" que eu, desculpem-me os avessos a nossa gama de canais abertos (há muitos motivos para tanto, eu sei), até hoje gosto muito. Ela recentemente foi reprisada no Canal Viva e eu acompanhei, bem felizinha, relembrando o meu fascínio na época. Explico: eu sempre fui apaixonada por histórias com um toque medieval/renascentista (caso de "A Muralha") e, nos idos de 2000, nem O Senhor dos Anéis havia estreado ainda. Na época, eu tinha muito pouco acesso a esse tipo de história, as livrarias não tinham livros de fantasia medieval em profusão como tem agora, enfim... foi um prato cheio, embora admita que era uma série muito pesada para uma menina da minha idade (mãe, sua doida!).

Uma das coisas que eu amava muito em "A Muralha" era sua trilha sonora, composta, basicamente, de melodias dos séculos XIV, XV e XVI rearranjadas. Lembro que o CD nunca foi disponibilizado para venda - foi uma produção interna da Globo - mas eu corri atrás feito uma doida e consegui fazer o download (gente, nesse caso não tem como comprar mesmo! Se tivesse, eu o teria comprado). A minha melodia favorita é uma que embala um casal trágico, Margarida e Leonel. Por motivos que me escapam, ela sempre me emocionou imensamente e por anos não consegui ouvi-la sem chorar muito. Eu cheguei a fazer um vídeo com ela, portanto, ei-la:



Imagine uma música que eu amo desde os doze anos e que eu sempre quis saber de onde vinha, como chamava, etc. Até que, outro dia, sassaricando por vídeos de música medieval no youtube, eu encontro isso aqui:



GENTE, eu chorava feito um bebê! Descobri o nome, descobri a letra, descobri tudo XD. La Rosa Enflorece, além de tudo, é uma música sefardita - os sefarditas são os descendentes, ou os próprios judeus da península ibérica, pelo que me consta - e tem todo o jeitinho que eu gosto, essa coisa meio oriental, poética, dramática, sanguínea, para ser bem generalizante aqui. 

Enfim, daí eu me joguei em muitas e muitas listas de música sefardita e encontrei tanta coisa linda que olha... acho que já estou até aprendendo ladino. Aguardem-me porque muitas vão pintar por aqui nas futuras seções de trilha sonora. 

Bem, toda essa volta para dizer que essa música está combinando muito com o momento presente do livro e está servindo de trilha sonora para c-e-r-t-o-s personagens. Quais eu não posso contar... quer dizer, até posso, mas tenho medo de deixar meus 1d4-2 leitores tensos (a música é trágica, gente). 

Nada temam, queridos leitores! Acho que vocês vão gostar, apesar de tudo, do livro que está chegando. Espero! 

Para me despedir, mini-spoilers inofensivos: o grupo tem, de certa forma, uma nova integrante que vocês já viram nos dois livros anteriores... e teremos muitos reencontros e despedidas (TAM-TAM-TAM!). E eu estou aqui tagarelando porque só tenho meu marido e meu blog para falar sobre o que eu escrevo e sobre músicas estranhas que eu escuto, então, me deixa, gente... (se encolhe num canto). 

Um abraço, queridos leitores, e nos vemos em breve! 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Progressos 2

Eu lendo minhas coisa e achando que "tá tudo ruim"

Saudações, queridos leitores!

Tirando a postagem em que falei da sinopse \o/, a última vez em que estive aqui para dar updates sobre O Despertar de Kathul foi no dia 25 de junho! Ou seja, quase dois meses atrás. Naquela ocasião, o livro estava com 95 páginas em A4 e 185 páginas em A5. Como ando empolgada, hoje decidir atualizar vocês (ou, pelo menos, os 1d4-2 leitores que se importam, hahahahahaha) sobre como as coisas andam. E aí, como será que estão nossos queridos personagens? 

(Quanto aos personagens, alguns não estão muito bem não, eu tenho que admitir. Mas MUITA CALMA NESSA HORA, GENTE! É último livro, então tensões, sangue e drama são esperados, certo? CERTO?)

Caham. Vamos lá com as atualizações de O Despertar de Kathul. O livro tem, até agora: 

164 páginas em A4 e 317 páginas em A5!! 

16 capítulos! 

1 sinopse! 

Para vocês terem uma palhinha bem leve do que anda rolando, eis os nomes dos capítulos (ainda passíveis de mudança, mas MESMO ASSIM QUERO POSTAR POIS ANSIOSA): 

1 - Uma longa madrugada
2 - Chegadas imprevistas
3 - Um caminho alternativo
4 - O aqueduto de Myriar
5 - O pacto
6 - Myriar
7 - A Floresta da Tempestade
8 - Abrigo nas árvores
9 - Aliança hesitante
10 - A Cidade Esquecida
11 - A torre do guardião
12 - O círculo dos sete se quebra
13 - Decisões
14 - Retornos e reencontros
15 - A outra face da Deusa
16 - Uma noite de inverno

Outro ponto: decidi, definitivamente, que o conto A Borboleta precisa ser o prólogo desse livro, gente. Não é exatamente o que eu queria, pois estou com medo de que o livro fique muito grande. Mas a história da Borboleta é MUITO retomada nessa parte e tem uma grande importância. Ao invés de ficar cometendo infodumps o tempo todo sobre o que aconteceu ou empacando diálogos com longas explicações, A Borboleta vai ter que estar nesse livro. Vocês vão entender quando lerem, eu prometo. 

Enfim, é isso por hoje, gente. Post bobinho para deixar todo mundo informado e para mostrar que o livro está indo a todo vapor e que logo eu poderei dizer: 

BRINCS!

domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz dia dos pais!


Já estamos quase no finalzinho do dia dos pais, mas eu não poderia deixar de postar aqui uma singela homenagem a todos os pais que realmente honram esse título - incluindo a figura paterna mais presente em O Enigma da Lua, o Dufel (eu adoro esse desenho da Angela). 

Uma cena que eu gosto muito em O Despertar de Kathul (tá chegando!!) lida justamente com o relacionamento entre pai e filha. Nela, Dufel arrisca cantar um pouquinho para ver se consegue acalmar sua Valenia. Acho que já postei a letra da música aqui, mas pensei que essa seria uma oportunidade perfeita para relembrar esse momento :D. Pois bem, vamos lá... feliz dia dos pais a todos!

Flor da minha alma
Flor dos meus dias
Que a tua vida que começa
Seja cheia de alegria

Que andes em campos dourados
Cujo final a vista não alcança
Que pérolas e flores
Estejam nas tuas tranças

E que teus pés encontrem bondade
Onde quer que tu caminhes
Que os anjos te olhem e guardem
Na senda da verdade

Flor da minha alma
Estrela dos meus dias
Que a tua vida que desabrocha
Seja canção e poesia



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Casais que não aconteceram

Saudações, queridos leitores!

Essa postagem deveria ter saído no dia dos namorados, maaaas, só consegui terminar... hoje! Sei que agora o contexto se foi, mas, ainda assim, não quis deixar de publicar, hahaha. No último ano, eu havia feito um top casais favoritos (e faltou gente naquela lista, viu? E como!), mas para esse ano eu tive uma ideia diferente. A lista de 2015 diria respeito àqueles casais que não concretizaram o amor conjugal XD, mas que me deixaram suspirando e cheia de vontade de escrever fanfics para juntá-los de uma vez. Quem nunca?

Toda vez que eu faço uma lista dessas, eu sei, no fundo do meu coração sem memória, que estou esquecendo alguém. De qualquer maneira, juro que complemento o post nos comentários se isso acontecer. Vamos lá! Aos casais que não foram e deveriam ter sido! (obs: não está em ordem de preferência). Aviso que o texto vai trazer SPOILERS sobre todas as histórias mencionadas!

I - Athelstan e Gyda (crescida) - Vikings

Bom, lá vamos nós com Vikings e Athelstan de novo (eu sou um disco furado, minha gente). Bom, uma outra personagem que eu gostava muuuuito em Vikings era a Gyda. Ela era a filha de Ragnar e Lagertha, personagens centrais da série. Athelstan era o monge cristão capturado, basicamente o escravo que, na primeira temporada, virou babá dos pimpolhos de seus captores porque o casal queria navegar e pilhar juntinho XD.

Bjorn e Gyda examinando o monge de estimação que o pai trouxe da última viagem.
Enquanto Bjorn, o filho, detestava ter de responder ao servo da casa e prometia que ia sacrificar o pobre Athelstan a Thor (hahahaha, Bjorn pequeno era o melhor, gente!), Gyda era pura ternura com seu "cuidador". Eu acreditava piamente que ela cresceria linda e faceira e que os dois se apaixonariam e ficariam juntos de algum modo. Quando Athelstan ficou muito-doente-quase-morto, ela, doente também, pediu a Lagertha que a mãe rezasse aos deuses por ele, sem se preocupar muito consigo mesma. 


Achava muito delicada e fofa a relação de carinho entre eles, por mais que a própria Gyda tivesse poucas cenas ou falas e as interações entre eles fossem esporádicas. Havia muito potencial shippador ali XD, mas meus sonhos foram destruídos pela morte da Gyda. Eu fiquei realmente muito triste quando ela se foi, até porque gostaria de tê-la visto crescida. Era óbvio que ela era a pessoa da casa que mais gostava do Athelstan e os dois iam ser um casal muito docinho de coco (Suspiros). Para vocês verem que eu não sou louca, eis a prova de que os dois super se curtiam, tirada da wiki oficial da série:

"As Athelstan recovers enough to rise from his sickbed, he's visibly pained to see that Gyda has since passed away. Gyda had quickly become attached to Athelstan upon his arrival at Ragnar's farm."

E aqui está uma montagem feita por pessoas meio estranhas como eu, imaginando uma Gyda adulta e o "clima" de um possível relacionamento entre os dois: 

MORTA DE FOFURA. POR QUÊÊÊ???
Bom, Vikings me tirou muitas esperanças. Eu parei na segunda temporada porque aquele final está muito do bom para mim. Não tenho estômago para a terceira (sim, eu já sei de tudo o que vai acontecer, embora não tenha assistido). Tô de boas. Mas Athelstan ♥ Gyda forever. 

II - Saga e Saori e Sísifo e Sasha (Cavaleiros do Zodíaco e Lost Canvas)

Primeiramente, gostaria de dizer que eu totalmente ignoro a questão de idade nesse anime porque acho absurdo eles terem tudo treze, catorze, dezoito, dezesseis anos. Pra mim, é tudo mulher e homem crescido. Enfim, sabendo disso, podemos continuar. Vou falar de dois casais do universo de Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya). Vamos primeiro com Saga e Saori. Sim, eu shippo Saga e Saori, me julguem!! A verdade é que eu nunca suportei o Seiya e não curto muito a "química" entre ele e Athena. Acho super nada a ver. Já Saga e Saori dão um casal muito mais interessante e eu tenho altas teorias sobre como os dois se amam independentemente da vontade do criador da série, Masami Kurumada (hahahaha, eu sou louca, sim).Veja bem, o Saga fez todo aquele pampeiro no santuário, ficou doido, quase matou a Athena, eu sei, eu sei. Mas se ele se regenera no fim é por causa de sua Deusa, e depois ele mesmo se mata para não fazer nada contra a Saori (e os cavaleiros, tá, tá). O que rende essa cena aqui: 

Droga, meu amor verdadeiro vai morrer e eu vou ter que ficar aguentando esse Seiya pro resto da vida!
Saga paga pelos seus pecados, morre e depois volta na Saga de Hades. Daí fica tudo mais kawaii ainda, porque tem toda aquela questão de ela pedir para ele tirar a vida dela com a adaga dourada, e ele fica com aquela cara de "não quero fazer isso", mas é obrigado a fazer e é terrível, e a cena tem toda uma música romântica no fundo e o Seiya só fica berrando que nem um besta enquanto os dois estão lá naquele momento intenso. 

COMO NÃO SHIPPAR??? 
Um casal conturbado, com história de redenção e sacrifício e com um super potencial romântico. Tenho certeza que se amam e não podem dizer por causa da ditadura Kurumada que dita que tudo tem que girar em torno dos cavaleiros insuportáveis de Pégaso. 

E falando em ditadura de Pégaso, daí nós temos o Sísifo e a Sasha, de Lost Canvas. Lost Canvas conta a história da Guerra Santa (disputa entre Hades e Athena) que aconteceu no século 18, quando nós podemos ver o Dohko de Libra (o querido Mestre Ancião, mestre do Shiryu ♥) em sua forma não roxa, trajando a armadura de Libra (libraaa!). Bem, Lost Canvas é super legal e daí nós temos a Athena da época (que eu gosto mais do que gosto da Saori), a Sasha, seu amigo Tenma (cavaleiro de Pégaszzzzzz) e o irmão dela, Alone, um menino super fofo e doce que se torna o Hades. E nós temos também o Sísifo. 

(Pausa para adorar o Sísifo). 

O Sísifo é o cavaleiro de Sagitário da época e ele se sente ultra culpado porque foi ele que foi buscar a Athena em uma vila da Itália e tirou ela da vida que conhecia. Daí tem um quiproquó e ele acaba preso em um sonho por conta disso, e ela salva ele, e os dois... ai, ai. Não dá para falar tudo aqui, mas é fofo e rendeu uma das cenas mais lindas que eu já vi desenhadas em um mangá: 

Sim, eu pedi para a Angela desenhar o Laucian e a Elora em uma pose parecida. 
Enfim, mas tem a ditadura do Pégaso e tudo fica girando em torno do Tenma, embora ele e Sasha não tenham conotação romântica como Saori e Seiya tem. Enfim, eu acho que o Sísifo e sua Athena mereciam mais cenas. Muito lindo isso. E ele morre (é, gente, quase todos morrem, não é spoiler para quem acompanha Cavaleiros do Zodíaco porque sabemos que na Guerra Santa todos se ferram) dizendo as coisas mais fofas, quase confessando um super amor. De novo, sim, gente, eu ignoro a idade dos dois. 

Sasha salvando o Sísifo, ai, que fofura. 
Continuando...



III - Female Sprite e Elazul - Legend of Mana



Hahahaha, gente. Eu juro que não sou doida. Mas Legend of Mana, do Playstation 1, é meu jogo favorito porque acho ele absolutamente mágico, um verdadeiro tesouro escondido. As histórias são muito legais. Quem já jogou se lembra que podemos escolher ser um sprite menino ou menina e, durante o jogo, interagimos com vários personagens e participamos das histórias deles. Bem, minha história favoritíssima de todas essas é a do povo Jumi, pessoas que têm gemas preciosas no lugar do coração e são caçadas por isso. Os Jumis têm toda uma sociedade e um modo de vida diferente e são divididos entre guardiões (que curam) e cavaleiros (guerreiros que protegem os guardiões). Quando nós conhecemos o Elazul, um jumi de coração de lapis-lazuli, ele está tentando encontrar sua guardiã Pearl, que está sempre se perdendo (e tem todo um segredo aí). 

Bom, história vai, história vem... por mais que nossa personagem não fale, ela interage com todo mundo. Adorava o relacionamento de amizade que a gente vai conquistando com o Elazul, que é todo fechadão no começo. A personagem até cuida dele quando ele se fere em certo momento, mas a cereja do bolo está no final. Tem uma batalha importante em que você pode escolher a Pearl ou o Elazul para ir com você. E, se você escolhe a Pearl... o Elazul morre e VOCÊ CHORA! Isso é muito fofo porque tem toda uma lenda que diz que quem chora por um Jumi vira pedra, então, obviamente, viramos pedra, mas nossa lágrima tem um poder especial e revive os Jumis que foram mortos! Só que, quando o Elazul volta, ele vê você transformada em estátua e CHORA TAMBÉM (sendo que Jumis tinham perdido a capacidade de chorar). Daí todos choram por você, você volta à vida e nesse momento eu já estava rolando no chão e imaginando minha sprite tascando um beijo apaixonado no Elazul. Fim. 

Sério, eu queria muito ter criado essa história (joguem para conhecer inteira!!!), desse jeito, adicionando esse lado romântico. Tem tudo que eu gosto, absolutamente tudo. Que inveja de quem inventou isso. 

Se eu soubesse desenhar, fazia uma super fanart linda dos dois, mas, como não sei... 
Agora, o próximo e último casal é polêmico, gente. Me desculpem, mas eu shippo...

IV - Rin (ADULTA, PELO AMOR DE DEUS) e Sesshomaru - Inuyasha

THE FEELS
Gente, o relacionamento entre Rin e Sesshoumaru, de Inuyasha, já é super legal do jeito que é (aliás, tudo em Inuyasha é bom, né? Inveja da criadora de novo). Quem já assistiu o anime sabe que o Sesshomaru é o meio-irmão ultra babaca do Inuyasha, que é, por sua vez, um meio-youkai. Os dois se detestam e o Sesshomaru é um verdadeiro purgante: arrongante, frio, despreza os humanos (ele é um youkai puro), não sorri jamais, se acha, etc, Mas, um belo dia, o Sesshomaru apanha feio e a Rin, uma garota orfã humana, acaba cuidando dele. Quando o youkai acorda, tenta enxotar sua pequena enfermeira, mas ela é teimosa e vai atrás dele o tempo todo. Em uma dessas vezes, a pobre Rin é morta por lobos, mas Sesshomaru resolve testar os poderes de sua nova espada e consegue trazê-la de volta à vida. A partir daí, ela o segue de vez e, aos poucos, Sesshomaru vai desenvolvendo carinho pela menina, por mais que não demonstre. Qué dizê... ele fica muito do puto quando alguém tenta fazer mal a ela. Desse jeito, ó: 



Bom, daí eu sempre imaginei que uma Rin adulta se apaixonaria por Sesshomaru e EU NÃO POSSO NEGAR MEUS SENTIMENTOS POR ESSE SHIP. E eu não sou a única, pois fanarts pipocam por aí: 



Se ele ia corresponder ou não aí já seria outra história, mas já li umas fanfics super lindas com ela adulta e NÃO ME ARREPENDO DE NADA!! GAAAAAH!


Não tenho mais nada a dizer, pois morri de fofura.

(Gifs do Conversa Cult).

terça-feira, 28 de julho de 2015

O Despertar de Kathul: habemus sinopse (e nova resenha)!

Saudações, queridos leitores!!!

Muitas notícias legais para essa semana! Primeiramente: A Centésima Vida ganhou uma nova resenha, lá no blog da Redd, o Vermelho Colorido! Fiquei super contente!! Querem saber se ela curtiu a leitura? Cliquem AQUI!

Segundamente (sim, estou usando uma palavra que não existe): como a escrita de O Despertar de Kathul, último volume de O Enigma da Lua, está indo de vento em popa... finalmente escrevi a ÚLTIMA SINOPSE da série. Gente, quase chorei. Sério mesmo. Imagina quando eu finalmente terminar a coisa toda. Não sei o que vou sentir. Mas, enfim... queria compartilhar isso com vocês. Para quem ainda não leu os dois primeiros livros, aconselho evitar a leitura da sinopse, pois há leves spoilers. Mas, para quem já leu... RUFEM OS TAMBORES, GENTE, LÁ VEM A SINOPSE E EU SOU PÉSSIMA EM SINOPSES, MAS ATÉ QUE GOSTEI DESSA:

Capa amada. Arte da diva Angela Takagui,

"Até mesmo quando tudo desaparecer 
Eu ainda acreditarei no seu amor 
Nesse momento, seremos eternidade 
Eu e você 
Alma da minha alma 
Coração do meu coração. 

Depois de uma partida brusca de Nuvara, Elora, Laucian, Myron, Valenia, Galnor, Drimme e Lafaia saem de uma situação desesperadora apenas para encontrar algo ainda pior. A Cidade da Lua, Myriar, já não representa um porto seguro. As sombras podem estar em qualquer lugar, esperando pela oportunidade perfeita... resta aos companheiros embrenhar-se pelo local mais improvável possível, buscando ajuda... mas que ajuda é essa? E se ela vier de onde menos se espera? E se eles não a quiserem? 

Quando o Círculo dos Sete se quebra, eles percebem que não têm escolha... o retorno de Kathul não é mais uma possibilidade longínqua, e sim uma realidade próxima... muito próxima. Apenas eles podem tentar fazer algo para conter a escuridão... mesmo que isso signifique perder o pouco que resta de suas vidas e sonhos antigos. 

O Despertar de Kathul traz a conclusão da trilogia O Enigma da Lua. Que a Deusa esteja com todos nós nessa jornada!"

***
GENTE, é isso. O que vocês acharam? Curtiram? Achei que foi a sinopse mais instigante que eu já consegui produzir (pode ser que seja a mais clichê também, mas, ah, deixa eu ser feliz aqui). Só adianto que muita coisa vai acontecer nesse último volume, TENSO! Não sirvo para escrever último volume não, gente, ai meu coração!

sábado, 18 de julho de 2015

Lidando com as críticas



Saudações, queridos leitores! Como vocês estão? 

Hoje estou aqui para falar de um assunto delicado. Fazia um tempo que eu queria abordar isso no blog e, finalmente, surgiu a oportunidade. Uma série de coisas aconteceu ao longo de todos esses aninhos como autora independente e tudo "eclodiu" nessa postagem. Ela nada mais é do que uma reflexão minha como leitora, escritora principiante e ocasional resenhista/pitaqueira.

Bom, quando colocamos nosso trabalho à disposição do público, estamos sujeitos a sermos lidos e avaliados. Isso é óbvio, eu sei, mas, quando se é um iniciante, acho que o peso dessas avaliações se torna ainda mais emblemático. Eu me lembro de sentir um profundo medo ao saber que alguém estava lendo meu livro, há alguns anos. Era uma ansiedade de me manter acordada à noite. Oras, eu nunca tinha sido lida por ninguém que não fosse meu companheiro. Eu não sabia quais eram os meus erros ou acertos. 

Me lembro até hoje da primeira resenha que O Enigma da Lua recebeu, no blog Viaje na Leitura. Meu coração batia muito forte e eu fiquei com o estômago pesado. Defeitos e qualidades foram apontados e confesso: eu fiquei com vontade de justificar os erros, de explicar as minhas intenções, de "retrucar", por assim dizer. Era uma insegurança que eu ainda tinha e acho (?) que todo autor passa por isso. Felizmente, eu tive sabedoria para me acalmar, refletir e ficou por isso mesmo. Aceitei e comemorei a primeira resenha! 

É muito comum ficar sabendo de confusões que autores iniciantes acabam arranjando com blogueiros e resenhistas quando recebem críticas negativas. Por vezes, o autor chama todo um grupo de amigos que desanda a comentar em postagens e avaliações, chegando a agredir verbalmente a pessoa que resenhou a obra de maneira não tão positiva. É uma atitude péssima porque equivale, basicamente, a uma "birra", uma certa inabilidade de compreender que as pessoas podem não gostar da sua obra ou do que você gosta. Isso vai acontecer uma hora e precisamos, devemos, lidar com isso de maneira decente, sob pena de afastar qualquer potencial leitor se não o fizermos. 

Humildade é essencial, pois precisamos reconhecer nossas limitações e aceitar opiniões diversas. No entanto, embora reprove o tipo de comportamento citado acima, tenho que dizer que consigo compreender de onde vem esse sentimento inflamado. Todos nós amamos o que escrevemos e, de uma forma ou de outra, colocamos nosso coração e nosso esforço em nossos escritos. E acho que todos nós podemos refletir, debater e colocar certas críticas em perspectiva, claro! Mas com elegância, né? XD. 

Bom, digo tudo isso porque, dia desses, eu finalmente tive a minha própria "prova de fogo" XD. Eu nunca tinha passado pela situação de ter uma resenha ou comentário realmente negativo sobre o que eu escrevo. Isso porque tenho poucos leitores, na verdade. Mas sabia que um dia a temida "uma estrela" viria. E veio. Eu sempre achei que não conseguiria não ficar chateada ou que perderia muito do ânimo, mas não foi o que aconteceu. 

Desde que publiquei o primeiro livro, refleti e continuo refletindo bastante sobre a minha escrita. Tenho consciência plena de que tenho muito o que melhorar. Para isso, preciso continuar escrevendo. Sou bastante "sozinha" nesse ofício. Meu único leitor "beta" é o maridão, e eu até já contei com ajuda de amigos escritores, mas acho injusto continuar mandando textos para as pessoas sendo que não posso oferecer uma remuneração ou retribuição decente por uma ajuda tão valiosa (tá, vez ou outra eu leio textos e emito opiniões, mas sempre com aquela sensação de "JESUS, MARIA, JOSÉ, QUE CACIFE EU TENHO PRA MINHA OPINIÃO VALER ALGUMA COISA?"). Sei lá, é da minha personalidade ter MUITO receio de estar incomodando ou sendo inconveniente, porque as pessoas têm suas vidas, trabalhos, etc, etc. Sendo assim, a única fonte de crítica que eu tenho acaba sendo dos leitores mesmo. É por isso que é tão importante saber lidar com esses apontamentos que vêm de surpresa!

Sabe, acabei ficando feliz com minha uma estrelinha. A pessoa em questão se deu ao trabalho de ler E explicar por que não gostou (pensemos bem, ninguém tem a obrigação de justificar por que não gostou, então, agradeço!) e foi educada e sincera. Que problema há nisso? Nenhum. Levarei a crítica em consideração e tentarei melhorar nas próximas vezes. Pronto. Passou! XD 

Quando começamos a sentir tristeza ou desânimo por alguma resenha negativa, acho que a principal coisa a se lembrar é: tem gente que gosta do que eu escrevo e, mais importante, eu gosto do que eu escrevo. Pode não ser perfeito, mas me faz muito feliz. Não, eu não uso isso como desculpa para não melhorar e não acha que críticas, no caso do que eu produzo, são só questão de gosto. Mas eu curto tanto minhas besteirinhas que eu quero melhorar para, um dia, minha escrita estar bacana o bastante para suprir as minhas expectativas E as das pessoas que confiaram em mim e acreditaram desde o início. Porque eu sinto uma enorme gratidão por essas pessoas (SEUS LINDO).

E.... não podemos negar a ninguém o direito de não gostar de algo que escrevemos, de achar ruim, de achar péssimo, detestar. É NORMAL. Digo isso porque já vi muitos casos de autores iniciantes ficando absolutamente coléricos com avaliações negativas e descendo o sarrafo nas caixas de comentários por blogs afora, espadas e canetas em punho XD. Acho que isso reflete uma certa adoração infantil pelo que se escreve, o que não é bom. Claro que existem resenhas que, por vezes, são nada cordiais, cínicas, ou mal educadas mesmo. Claro que existe gente que quer só trollar. Mas é mais produtivo e bom para as tripas simplesmente deixar passar esses casos, respirar, e lembrar que tem gente que gosta das suas histórias. E tem gente que não gosta, mas tudo bem. Bola pra frente. 

Esse post é uma reflexão-desabafo, resultado de anos de exercício mental e de reuniões com um grupo de estudos budista XD. Brincadeiras a parte, lidar com críticas nem sempre é fácil, mas é absolutamente essencial, principalmente quando se lida com o público. E vocês, como lidam com isso? Como se sentem com críticas negativas? Se quiserem conversar nos comentários, será um prazer!


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Progressos, novidades... e vamos que vamos!

EXTRA, EXTRA! A barda traz as boas novas!
Saudações, queridos leitores! Que saudades :). Tá, não faz tanto tempo que postei, mas faz tempo que não falo dos livros por aqui (e olha que é um blog dedicado a eles). 

Mas hoje é isso que vim fazer. Primeiramente, gostaria de falar dos meus progressos para vocês em relação a O Despertar de Kathul. Estou muito contente, gente, porque a coisa engrenou de vez. Estou no décimo capítulo e a história está caminhando do jeito que eu queria. O livro, por enquanto, está com 95 páginas de word em A4 e 185 em A5. Com certeza termino e lanço esse ano, então, para quem está querendo, pode ficar feliz! 

Agora que as férias de julho estão chegando, tenho certeza que vou conseguir adiantar mais ainda as coisas. Meu leitor aqui (maridão lindo) está curtindo bastante e disse que minha escrita está cada vez mais fluida. Bom, ele sempre elogia e eu sei que marido tem olhos de amor, né, mas eu mesma estou sentindo mais facilidade para concatenar as cenas e fazer as coisas andarem. Claro que o livro ainda carece de bastante revisão, mas, de modo geral, estou ficando satisfeita. 

Esses livros são muito importantes para mim, muito mesmo, mas, depois de um tempo e depois de conhecer mais o universo literário e editorial (e tomar maior consciência das minhas limitações), passei a encará-los como um laboratório, como uma forma de aprender e melhorar, ao invés de vê-los como obras que tentaria publicar de modo tradicional. Não que não os leve a sério - muito pelo contrário - mas sei que, até pelo tamanho deles, seria difícil conseguir lançá-los por uma editora. Eles realmente não foram escritos pensando em todos os meandros do "mercado". Foram frutos da minha paixão pela escrita e pelas histórias e se mantêm sendo muito especiais para mim. 

Ainda assim, toda vez que os releio para manter a continuidade no terceiro, encontro uma porção de errinhos que deixei passar e me entristeço, porque gosto muito da história e me pego pensando que ela merecia uma escrita melhor do que a minha (ou, ao menos, melhor do que a minha escrita mais antiga - sei que estou melhorando aos poucos). Mas... bem... quem sabe um dia eu ainda não reformule os dois primeiros livros? Não para mudá-los, só para deixá-los mais próximos do que eles podem ser. Não sei. Sei que, por enquanto, estou concentrada no terceiro e último. 

E falando nos dois primeiros livros, tenho algumas novidades. Na Amazon, O Círculo dos Sete agora está mais barato e vai ficar assim! Agora, você pode lê-lo por apenas R$ 2,99. A Centésima Vida também tem esse preço, então, ao todo, você pode adquirir os dois por lá por R$ 5.98. Eba! Menos de seis verdinhas. 

Mas, tem outro ponto. Como já faz um tempo que lancei os dois e de vez em quando alguém ainda me pede os PDFs por e-mail, eu decidi que, caso alguém se interesse pelos livros e queira a versão em PDF, não precisa pagar nada, basta me mandar um e-mail (astreya.bhael@gmail.com) me pedindo. Então, fica assim... há formas de contribuir com o meu trabalho por meio da Amazon e do Clube de Autores, mas, se você quiser contribuir apenas lendo, é só me mandar uma mensagem solicitando o PDF. 

Bom, gente, é isso. Espero que vocês continuem acompanhando o processo de escrita de O Despertar de Kathul por aqui e espero que novos leitores cheguem para a gente conversar e se unir em torno dessa paixão comum que é a fantasia. Até logo e um beijo no coração de vocês!


sábado, 20 de junho de 2015

Divulgação - Inverso, da Karen Alvares

Saudações, pessoal! Hoje estou aqui para fazer uma divulgação muito especial. Vocês que passam sempre pelo blog devem lembrar que já falei um pouco da escritora Karen Alvares nesse espaço (nesse post AQUI eu divulguei o primeiro livro que ela publicou, o maravilhoso Alameda dos Pesadelos). Pois bem, a Karen acaba de lançar o seu segundo livro, dessa vez pela Editora Draco, casinha de autores muito ♥ como a Ana Lúcia Merege.

Antes de falar um pouco mais sobre o livro, queria dizer a vocês que, quando divulgo algo aqui no blog, é porque conheço e confio no trabalho do autor. A Karen escreve muito, muito bem e eu torço para que ela cresça cada vez mais no cenário literário. Tenho acompanhado o trabalho duro que ela vem desenvolvendo em torno de seu sonho; é por isso que as conquistas estão chegando e espero que continuem vindo cada vez mais.

Enfim, mas vamos lá: Inverso é um YA (Young Adult) que tem empolgado todo mundo que já leu. Levando em conta minha experiência com os contos da Karen e com Alameda dos Pesadelos (sério, gente. LEIAM ESSE LIVRO. Fazia tempo que não ficava tão emocionada com uma leitura), as minhas expectativas estão altas e sei que serão atingidas. Querem saber mais? Então lá vai:



“Ser adolescente é injusto”. Essa é uma das frases de “Inverso” e provavelmente a mais emblemática. O leitor se pega fazendo e refazendo suas próprias decisões o tempo todo no lugar de Megan e por isso mesmo entende o quão difícil é a decisão que ela deve tomar! E os personagens são tão bem construídos que saltam das páginas! Apaixonante, empolgante, angustiante! – Fabiana Madruga, autora de Clube dos Herdeiros – Como nossos pais 

E se do outro lado do espelho estivesse a vida que você sempre desejou? Lá no fundo, Megan não quer ser quem é e nem viver essa vida triste, exatamente o inverso daquela que sempre sonhou para si. Tudo começa com a morte de sua mãe. A sensação terrível de que algo nunca mais vai ser como antes. E não será mesmo. O seu único alento é o carinho da irmã, que a vê como o que gostaria de ser quando crescer.

Mas há um novo mundo do outro lado dos espelhos. Um mundo igual ao seu, só que ao contrário. Um mundo perfeito onde as pessoas que morreram estão vivas e Megan é exatamente a garota que deveria ser. 

Entrando nessa realidade pelo avesso, Megan começa uma perigosa busca por si mesma onde o reflexo de tudo que há de ruim tentará detê-la. Enquanto segue em frente ela deverá garantir a segurança das pessoas que mais ama. 

Inverso é um romance cheio de suspense de Karen Alvares, autora de Alameda dos Pesadelos. Em um labirinto de escolhas sem poder sequer distinguir a própria imagem, Megan deverá lidar com a perda enquanto descobre quem é a garota que a encara no espelho. 

Autora: Karen Alvares
Gênero: Suspense, YA, fantasia 
Formato: 14 cm x 21 cm 
Páginas: 136 
Preço de capa: R$ 29,90 (papel) | R$ 15,90 (e-book) 

Links de compra: 

Pela Editora: http://editoradraco.com/2015/05/06/inverso-karen-alvares/ 

Livro físico: Em pré-venda com 20% de desconto e frete incluso para todo o Brasil! Envios previstos para 20/06/2015. 

Paypal: https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_sxclick& hosted_button_id=KJDKVGV4TRYYG 

PagSeguro: https://pagseguro.uol.com.br/checkout/v2/cart.html?action=add&itemCode=F3F560FBB5B5BB2 AA43FCF8B6783DFCF 

Ou adquira autografado com a autora através do e-mail kvs.alvares@gmail.com. 

E-book: Amazon: http://www.amazon.com.br/Inverso-Karen-Alvares-ebook/dp/B00X6EVOPC/ 

Kobo: https://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/inverso-2 

Apple: https://itunes.apple.com/br/book/inverso/id992387654?l=pt&ls=1&mt=11 

Google: https://play.google.com/store/books/details/Karen_Alvares_Inverso?id=8ewFCQAAQBAJ 

Livraria Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/p/inverso-89264645 

Saraiva: http://www.saraiva.com.br/inverso-8882405.html 

Travessa: http://www.travessa.com.br/ebook-inverso/eBook/c037ae1a-356d-46be-9c9a-89c95c14832f 

Adicione o livro ao Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/448593ED508248 

Leia o primeiro capítulo: http://www.wattpad.com/story/39149255-inverso 

Sobre a autora: Karen Alvares conta histórias para o papel há tanto tempo que nem lembra quando começou. Autora de Inverso (Draco, 2015), Alameda dos Pesadelos (Cata-vento, 2014) e Dois Lados, Duas Vidas (Cata-vento, 2015), também organizou a antologia Piratas (Cata-vento, 2015) e foi publicada em várias antologias de contos da Editora Andross, Draco e Buriti, além de publicações independentes e revistas. É colunista no blog literário Por Essas Páginas e foi premiada em diversos concursos nacionais. Apaixonada por mundos fantásticos, chocolate e gatinhos, vive em Santos/SP com o marido e cria histórias enquanto pedala sua bicicleta pela cidade. 

Facebook: https://www.facebook.com/autorakarenalvares 
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/9852-karen-alvares 
Blog: http://papelepalavras.wordpress.com/ 
Twitter e Instagram: @karen_alvares

sábado, 6 de junho de 2015

I will always return

Aqui estamos novamente, vivendo mais um dia 6 de junho. Já está virando uma tradição minha fazer um post comemorativo, porque motivos existem muitos. Hoje faz 35 anos que o Matheus nasceu :). Meu companheiro, meu amigo, meu marido, meu mestre de RPG favorito, a pessoa que deu asas a todos os meus sonhos. 

Dia desses, estávamos assistindo um desenho velhinho - Spirit, o corcel indomável - e eu achei a música desse ano. É, porque todo ano nosso relacionamento se transforma - embora ainda seja o mesmo, essencialmente - e parece que a cada vez eu encontro uma mensagem nova, uma nova forma de enxergar aquilo que nós compartilhamos. 

Estive frequentando um grupo de estudos budista e o nosso "facilitador" (esse é o nome do rapaz que conduz as discussões) nos explicou sobre a impermanência das coisas. Ele nos passou aquela lição que todos nós já aprendemos, independentemente de qualquer crença: as coisas mudam, se transformam. Nada é para sempre. 

Antes, quando ouvia isso, eu chegava a ficar incomodada. Eu sempre quis um relacionamento que durasse para sempre. Eu escrevo sobre amores infinitos e amizades eternas, afinal, porque isso me toca. 

Mas finalmente, aos meus 27 anos, eu percebi que mesmo aquilo que dura muito em nossas vidas muda. Mudamos o tempo todo. As circunstâncias nunca são iguais. Então, somos impermanentes mesmo. E o melhor de tudo isso é que a gente se apaixona cada vez mais pelas coisas e pessoas em todas as suas facetas. Outro dia mesmo, estava observando meu marido com a nossa nova sobrinha no colo e me apaixonei pelo olhar que ele tinha enquanto brincava com ela. 

E hoje, eu li um "livrinho" que nossa sobrinha mais velha (filhota da minha mana) escreveu de aniversário para ele. Era uma historinha em que ele era uma criança. No final, ela terminou assim: 

"Matheus, quando cresceu, ficou: mais bonito, mais gentil, mais generoso e mais tudo que você pode imaginar. Isso é verdade!". 

Não poderia concordar mais com você, Stella, minha querida. Você resumiu muito bem as coisas. 

Feliz aniversário, meu amor. Eu sempre voltarei para você, de todas as minhas viagens, as que eu faço dentro e fora de mim. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Um trechinho...

"- Eu nunca imaginei que entraria nessa floresta.
Laucian olhava para cima, abismado, enquanto esfregava as mãos nos braços, tentando espantar o frio. O inverno estava chegando e isso não deixava a Floresta da Tempestade menos ameaçadora. Muito pelo contrário.
As árvores ali eram assustadoramente grandes e uma neblina espessa impedia que eles enxergassem muita coisa à frente. Mas era claro que estavam entre ruínas. 
- Minha marca dói – Elora declarou, sem muito entusiasmo – Mas acho que isso é óbvio, não é?
Era. Nenhum sentido sobrenatural era necessário para perceber que eles estavam em perigo. A Floresta da Tempestade emanava uma atmosfera estranha, de medo e tensão. Cada um deles sentia os cabelos da nuca eriçados. Havia alguma coisa ali.
E então os lobos uivaram.
- Eu não consigo... usar mais magia...
Drimme ofegava. Ela havia consumido grande parte de suas forças para trazê-los até ali. Seus amigos haviam confiado nela e mesmo Valenia, que não parecia nem um pouco feliz, aceitara aquela mudança brusca. Agora que eles estavam na Floresta da Tempestade, a Anaïse de repente se deu conta de que não tinha um plano. Drimme acreditara no Chohan, mas ele não estava ali para dizer qual deveria ser o próximo passo.

Mas ela sabia, porque já podia escutar as criaturas que se aproximavam. O próximo passo teria de ser um ataque."
Lembram dessa ilustração linda? ♥ É da incrível Angela Takagui. 

***
E isso é só para provar que eu estou escrevendo o terceiro livro e também para meus 1d4-2 leitores matarem um pouquinho as saudades de Laucian, Elora e Drimme. O que será que vai acontecer nessa cena? Posso adiantar que vai ter gritaria, confusão e um tantinho de sangue. O resto não conto, não conto! 
Tá, eu conto um pouquinho. Um personagem vai desaparecer. Tam-tam-tam!
AGORA PAREI! ME SEGURA PRA EU NÃO DAR MAIS SPOILER!
P.S. Sei que estou sumida, gente. Mas eu estive muito eufórica nos últimos dias porque minha SEGUNDA SOBRINHA NASCEU!! Tia babona ficou meio alheia do mundo depois do dia 11 de maio. Ela chegou de madrugada numa segunda-feira e virou meu coraçãozinho de tia louca que quer morder e pegar no colo. Mas também estou cuidando do meu filhote de papel, ok? :)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Vento do Oeste... por Jahira Lafta! (Ou o possível prólogo de Coração de Areia)

Saudações, queridos leitores!!

Faz muito tempo que não passo aqui, eu sei. Mas não pensem que isso quer dizer que não estou produzindo nada, muito pelo contrário. Continuo escrevendo "O Despertar de Kathul" e em breve espero poder dar boas notícias por aqui!

Mas hoje eu gostaria de compartilhar outra coisa com vocês. Recentemente, o twitter da Revista Trasgo (♥) compartilhou novamente meu conto que foi publicado na terceira edição, "O Vento do Oeste". Fiquei muito contente e nostálgica e até tive uma amiga minha lendo o conto \o/!!! Aêêê!!!

Bom, isso me lembrou do meu provável próximo livro depois da trilogia de "O Enigma da Lua". Quem acompanha o blog sabe que estive desenvolvendo essa história há um tempinho. Ela se passa em Sawad, um reino de Edrim mesmo, mas com inspirações orientais, muitos toques da cultura e da mitologia árabe (e também com algumas poucas pinceladas da cultura indiana/hindu).

Daí que fiquei com vontade de postar o provável prólogo de "Coração de Areia", esse projeto de livro que já tem uns capítulos escritos. Por quê? Porque se trata da mesma história que é contada em "O Vento do Oeste", mas do ponto de vista de Jahira, a jovem que Farid vai resgatar. 

Estou gostando muito de escrever essa história e espero um dia poder disponibilizá-la ao público de alguma forma. Por enquanto, fiquem com esse pedacinho e espero que quem já leu "O Vento do Oeste" possa achar essa perspectiva nova interessante... e espero que quem não leu se interesse pela história! 

(P.S. Tudo o que se refere a esse livro está sujeito a mudanças :D. Só os deuses sabem como as coisas podem ir embora ou mudar em uma reescrita! Mas quem ler me diga o que acha!). 

(P.S. 2 Todas as lindas imagens não são da maravilhosa artista Orpheelin, que desenhou a Jahira e o Farid sem saber). 

***



Temo que minha história comece com uma tragédia.

Bem, talvez seja melhor dizer que minha história começa com uma tragédia que quase aconteceu. Mas, antes de falar sobre um assunto tão espinhoso, deixe que eu me apresente. Meu nome é Jahira Lafta e sou filha de Zayn e Amina Lafta. Eu nasci em Sawad, o coração de areia de Edrim. Se você não sabe o que isso significa, permita-me explicar.

Nascer em Sawad significa amar e temer sua terra. Significa sofrer as intempéries do tempo e o esquecimento de Safiah, a Deusa Lua. Significa temer o demônio do vento, Bahaal’zar, e sua febre vermelha. Bahaal’zar parece o dono do deserto e de nossos passos, mas ele não é. Nem ele nem suas tempestades, capazes de engolir cidades inteiras. Pelo menos é nisso que acredito... ou acreditava.

Mas, ainda não é hora de falar sobre Bahaal’zar. Voltemos ao início. Como já disse, nasci em Sawad, mais especificamente em Sadala, um pequeno, mas próspero vilarejo que fica quase na fronteira entre Qasif e Qasar. A cidade mais próxima de nossa terra é Mahafat, que ainda assim fica a dois dias de viagem. Por isso mesmo, aprendemos a ser autossuficientes. Graças a um pequeno oásis que nos abençoa, conseguimos cultivar tâmaras, cuja utilidade é inestimável no deserto. A tâmara é fonte de nutrição garantida e é fácil de ser conservada. Os caroços podem ser esmagados e transformados em ração para os camelos e as folhas das tamareiras, se manipuladas por mãos habilidosas, transformam-se em cestos e utensílios diversos. Graças a esses frutos, podemos negociar com os andarilhos da areia e comprar camelos, ovelhas e cabras. Eles apreciam muito o vinho que tiramos das tâmaras ao fermentá-las. Também temos um pequeno jardim onde plantamos, entre outras coisas, chá. Meu pai é o grande entusiasta dessa atividade, e temos até mesmo conseguido comercializar parte da produção.

São atividades insípidas perto das transações feitas nas rotas de comércio mais movimentadas e nas grandes cidades, eu sei. Somos, em verdade, um ponto na vastidão. Por vezes, eu tenho a impressão de que seremos engolidos pela voracidade do deserto, mas permanecemos ainda aqui, de pé, apesar de tudo. Já passamos fome e sede, mas em algum momento essas coisas desaparecem e o mel volta a jorrar do seio de Safiah para nós. Safiah din naan, que a Deusa nos abençoe e não nos esqueça, três vezes sobre o céu.

Se eu gostaria que as coisas fossem mais fáceis? Eu estaria mentindo se dissesse que não, mas, jamais me imaginei em outro lugar.  Assim são as pessoas de Sawad. Amamos nossa terra. Os anciões da tribo de Sannat dizem que ela já foi uma exuberante floresta, cujo fim alcançava as fronteiras do mundo. Eu não saberia dizer se isso é verdade, mas vamos nos ater a outras coisas. Espero que vocês possam me perdoar por qualquer incongruência.

Quando eu tinha quinze anos, o vento do oeste passou em Sadala. O vento do oeste é o vento de Bahaal’zar, e ele não traz nada além de dor e morte. Quis o destino que meu pai ficasse doente com a febre vermelha, a febre do vento. E eu... eu desapareci.

Existem certas coisas que acreditamos que nunca acontecerão conosco. Eu já tinha ouvido inúmeras histórias sobre as “noivas de Bahaal’zar”, como são chamadas as moças que desaparecem de suas casas e voltam meses depois, de repente, carregando um filho no ventre e sem se lembrar de nada do que aconteceu. Dizem que é o demônio do vento que as engravida, e posso afirmar com propriedade que sim, isso é verdade. Os filhos de Bahaal’zar com humanas são chamados de Ahmar. Os Ahmar não são diferentes de nós em seu âmago, mas existe uma centena de boatos sobre eles. É dito que não podem morrer de fome ou de sede, que não são atingidos pelo calor ou frio, que são quase imortais e que não têm sentimentos. Algumas coisas são verdadeiras, outras não. Uma das coisas que pude comprovar sobre eles é que conseguem ouvir e até mesmo encontrar seu próprio pai, se procurarem no vento.

Como sei disso? Bem, eu sei porque conheci um Ahmar que procurou no vento por Bahaal’zar e o achou.

Um dia, eu acordei nua, com as costas queimando sobre pedras e areia esturricada pelo sol. Não sabia o que tinha acontecido, só sabia que havia um homem de cabelos negros, pele morena e kaftan azul escuro à minha frente, sujo de sangue nas mãos e no pescoço ferido, aparente por entre os farrapos de sua cafia rasgada. Tentei fugir, mas tremia demais e estava tão apavorada que não consegui fazer muito além de erguer o tronco. Eu tinha quinze anos, afinal, não me lembrava de nada e estava nua à frente de um desconhecido. Esperava o pior.

Mas aquele homem estranho apenas tirou o manto que usava e me envolveu delicadamente, escondendo minha nudez. Mesmo em meu estado, consegui perceber que as mãos dele também tremiam. Tremiam e estavam vermelhas e pegajosas de sangue. Involuntariamente, comecei a chorar em silêncio ante aquela visão que não conseguia compreender em absoluto.

- Jahira Lafta – ele disse, a voz suave – Eu sou um primo distante de sua mãe, Amina. Eu fui visita-la há alguns dias e ela me pediu que eu a procurasse. Não se assuste. Não vou lhe fazer mal algum, eu prometo. Você havia desaparecido com o vento do oeste, mas está segura agora. 

Eu me levantei, não aceitando a ajuda que ele me oferecia com a mão. Estava assustada demais para tocar um homem. Mas, naquele momento, olhei-o em seus olhos pela primeira vez. Por Safiah, eram transparentes como janelas. E o que eu vi neles foi algo que, se não me ficou claro, também não tinha nada de maldade. Ele devia ter uns vinte anos, não mais. Ainda assim, eu não queria segui-lo. E se ele fosse um ifrit, um espírito do deserto me ludibriando? Duvidava que Bahaal’zar não estivesse ainda brincando comigo. Por outro lado, que escolha eu tinha?

Com os pés queimando, olhei ao redor e encontrei uma paisagem completamente vazia, inóspita, na qual uma falésia escura se erguia devorando o horizonte. Me senti enjoada olhando para aquele paredão de pedra cuja natureza parecia distorcida.  Não havia nada e nem ninguém ali, exceto por mim e por aquele homem que dizia ser primo de minha mãe. O sol brilhava acima de nossas cabeças, febril e vermelho. Eu estava em um pesadelo e sabia que não iria acordar tão cedo. Olhei para baixo e percebi que meus pés estavam sangrando. O cascalho onde pisava era afiado como uma faca.

Foi naquele momento que minhas pernas fraquejaram. Eu não consegui mais ficar de pé e então realmente não me restou escolha. O rapaz me pegou nos braços quando eu caí e me levou dali.

Dos três dias que passamos viajando eu me lembro de algumas coisas – foi um período confuso, de impressões fáceis de se perder, como a areia que escapa de nossas mãos. Me lembro de ter reconhecido o camelo que estava com o rapaz – era o camelo  de minha casa. Sabia daquilo por causa da rahla envolta em panos coloridos que havia em sua corcova. Aqueles panos haviam sido tecidos pela minha própria ammah, com a minha ajuda. Lembro que o rapaz também me deu uma trouxa na qual minha mãe havia colocado um kaftan limpo, uma cafia, babuchas e um bilhete amoroso com cheiro de jasmin. Foi aí que realmente passei a acreditar que aquele homem tinha alguma relação com a minha família.

Eu me vesti. Me recordo que, enquanto isso, ele fez o camelo se sentar, e assim que fiquei pronta ele encostou-me à  corcova do animal e lavou meus pés com a água de um odre de couro de cabra. Tirou alguns trapos limpos de sua algibeira e fez uma espécie de curativo com uma pasta estranha que também trazia em suas vestes. Naquele momento, por mais que estivesse cansada, notei que ele não fez o mesmo em relação aos próprios ferimentos. Depois disso, ele me ajudou a sentar na rahla do camelo. Foi quando ele disse que se chamava Farid.

Eu tive febre durante a jornada. Posteriormente, soube que eu chamei por minha ammah o tempo todo naqueles três dias. Eu não me lembro. Mas me lembro de quando estávamos perto de Sadala e eu falei, pela noite. Falei com ele pela primeira vez.

- Os ghuls – eu disse – Eles não nos atacam. Nem mesmo aparecem.

O rapaz ficou em silêncio. Tentava acender uma fogueira com as fezes secas de nosso camelo. Depois de alguns segundos, falou:

- Nenhum mal vai nos atingir – ele disse, soturno, com uma certeza estranhamente inabalável – Durma, Ibn Lafta. Amanhã, você estará em casa.    
       
- Perdoe-me, mas... quem é você? – perguntei – Minha mãe nunca me falou de um primo chamado Farid. O senhor inventou essa história?

Ele não respondeu.

- Escute – eu continuei, com a voz carregada – Não sei se eles lhe prometeram a minha mão em casamento. Mas, eu não me casarei com alguém que não conheço, Ibn Farid. Não me casarei...

- Ninguém me prometeu nada, Ibn Lafta – ele disse, quase ríspido – E eu também nada pedi, nem a sua mão nem o ouro de sua família. Agora durma e descanse. Não se preocupe, pois não há preço algum a se pagar.

Eu não entendia. Não conseguia compreender. Quem era aquele homem que mal falava? Os olhos pareciam mais apagados a cada dia. O ferimento do pescoço havia desaparecido. Foi então que um arrepio gelado como a brisa noturna do deserto subiu pela minha espinha. Lembrei-me das lendas e boatos que já ouvira e minha mente juntou as peças do quebra-cabeça: aquele rapaz era um Ahmar. Por Safiah, sim, ele só podia ser um Ahmar. Os filhos de Bahaal’zar conseguiam procurá-lo no vento e assim Farid havia me encontrado. Como minha mãe havia achado um Ahmar para ajudá-la?
Eu dormi pensando nisso, encolhida sobre a areia. E quando abri os olhos, estava em Sadala, em minha cama, e minha mãe acariciava meu rosto, lágrimas de alegria em seus olhos e uma canção de ninar nos lábios.


Era apenas o começo...