domingo, 18 de janeiro de 2015

Planos de escrita para 2015 (ou "quando você vai publicar o último livro, caspita?")

Saudações, queridos leitores! Aqui estou novamente, tentando cumprir meus objetivos de não abandonar meu amado blog no ano de 2015. 

Bem, eu não sou pessoa de fazer metas ou promessas de ano novo (como a Angela disse, acho que elas são mais fonte de decepção/frustração do que qualquer coisa), mas algumas coisas a gente sempre acaba esperando ou traçando, não é? Literariamente, tenho alguns objetivos esse ano - poucos, mas que estão dentro daquilo que eu dou conta acho. Resolvi dividir com vocês essas expectativas para que saibam o que eu pretendo produzir e também para que vocês não achem que eu continuo paradona! Nada disso :D!

Bem, primeiramente, meu objetivo principal é terminar O Despertar de Kathul e lançá-lo ainda esse ano. A história já está bem traçadinha e o gran finale desses amados (pelo menos por mim) personagens já está oficialmente no forno. Revisei bastante os capítulos que já tinha escrito, aparei arestas, mudei parágrafos e finalmente avancei-estou avançando na história. Desse modo, pretendo lançar o livro em novembro ou dezembro \o/. Tá, sei que é bastante tempo, mas é um prazo que considero alcançável (pelo menos por enquanto XD). Para quem não lembra, a capa linda que a Angela desenhou para nosso derradeiro volume de O Enigma da Lua é essa aqui: 



Bem, além disso, pretendo escrever contos durante o ano (admito que sou bastante limitada nesse quesito e não acho que escreverei mais do que três ou talveeeez quatro) e tentar embarcar em antologias que forem surgindo! Tem um conto muito especial que estou escrevendo já e espero que ele seja digno de ter um destino bem legal. Só posso dizer que fui inspiradíssima pelo meu personagem favorito na série Vikings - Athelstan (e um dia ainda vou falar de Vikings e do Athelstan por aqui). Se eu conseguir, também gostaria de lançar um conto na Amazon para aumentar minha listinha por lá. Quem sabe... 

Bom, paralelo a tudo isso está o "trabalho de pesquisa" que ando fazendo, devagarinho, para escrever Coração de Areia, o romance ambientado no reino de Sawad. É que quero ser bastante respeitosa em relação às culturas que estou tentando referenciar e gostaria de criar um "clima" diferente para essa história, algo que tivesse mais as cores de uma visão "oriental" de mundo/vida. É uma ambição que parece estar um pouco muito? além das minhas capacidades (é o que eu sinto, muitas vezes), mas posso dizer que estou tentando e vou continuar (porque tentar e tentar é o que nos resta nessa vida, não é mesmo?). Tenho certeza de que vou escrever mais algumas cenas ou capítulos dessa história esse ano, mas terminar vai ficar para 2016. Depois disso, gostaria de tentar publicá-la por uma editora, então terei de ser beeem paciente, porque é um processo que demora e pode simplesmente não dar em nada. Mas estou escrevendo com muito carinho e acredito que possivelmente já esteja atingindo uma maior maturidade na minha escrita, então quem sabe eu consiga interessar alguém? Se não, ainda existem o Clube de Autores e a Amazon, oras :). Sem história é que vocês não ficam. 

Bem, pessoal, não é muito, mas é isso! Não quis fazer nenhuma retrospectiva do que eu escrevi por aqui porque produzi basicamente nada no ano passado. Mas uma das coisas que me deixou mais feliz em 2014 - sem exagero - foi ter publicado O Vento do Oeste na Revista Trasgo, porque eu realmente gostei muito de ter escrito esse conto e ele é especial para mim. Então, quem ainda não leu e estiver curioso com Sawad e essa minha empreitada desértica, dê uma chance a ele (e à Revista Trasgo toda! Já está na quinta edição!) em 2015, ok? 

Abraços e a gente volta a se falar por aqui!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Novas experiências literárias de 2014 e início de 2015

Saudações, queridos leitores! 

Como eu disse, uma das minhas metas em 2015 é não deixar o blog tão parado. Sinto saudades de escrever aqui e, por isso, cá estou para dividir com vocês algumas das minhas descobertas literárias de 2014 e do início de 2015. 

No ano passado li pouco. Minha cabeça não estava lá essas coisas e eu acabava deixando a leitura em segundo, terceiro plano (pois é, pois é), mas isso acabou me trazendo uma consequência positiva: o que li, li porque queria muito, e, em certos casos, porque havia uma vontade grande de me atracar com obras que há tempos vem me chamando, devagarinho, pedindo para que eu as desbravasse :)... 

2014 também foi um ano mais introspectivo. Por algum motivo, me vi sem tanta vontade de ler fantasia clássica (por mais que ame muito esse gênero) e senti necessidade de me aventurar por outras paragens. Foi assim que tive experiências muito bacanas e acabei me apaixonando por novos autores. E é isso que gostaria de compartilhar com vocês. Me abri para outras experiências e tive ótimas surpresas!

1 - Juliet Marillier 

Nhóin, curti o cão ♥

Juliet Marillier é uma autora neo-zelandesa de 66 anos e acho muito bacana o fato de ela já ter sido professora, ainda mais de música. Acho que me identifico com isso, hahaha (sou professora e amo música, ebaaa). Bom, o fato é que ela escreve fantasia, sim, mas os dois livros que li dela eram de fantasia histórica, passados no crepúsculo celta da Irlanda. O primeiro, "Filha da Floresta", conta a história de Sorcha, e o segundo, "Filho das Sombras", foca-se em Liadan, filha de Sorcha. 

Meu objetivo não é fazer uma resenha ou algo muito detalhado aqui, portanto, o que tenho a dizer é que achei os dois livros deliciosos. Houve uma cena que me desagradou bastante no primeiro livro, "Filha da Floresta", algo que me deixou de estômago enjoado e me fez parar a leitura por um tempo. Mas, o fato é que estava tão envolvida com a história e com o clima de conto-de-fadas que continuei mesmo assim e não me arrependi. 

Eu sou fascinada por tudo o que envolve a história antiga da Irlanda, por seu folclore, cultura, música, então acho que isso ajudou bastante. Os livros me lembraram "As Brumas de Avalon", mas são mais leves e mais "mágicos", por assim dizer. Curti muito os romances, os personagens e a narrativa em primeira pessoa, que não deixa de ser detalhada, mas nunca cansa. Já estou com o terceiro livro da trilogia Sevenwaters aqui, "Filha da Profecia". 

2 - Stephen King



Nunca tinha lido nada do Stephen King até 2014. Eu sou muito medrosa e terror/horror é algo que me impressiona facilmente. No entanto, eu me aventurei na leitura e na escrita desse gênero em 2013 e acabei descobrindo um gosto pelo mistério e pelo sobrenatural (e pelo frio na barriga e o braço arrepiado) escondido lááááá dentro. 

Quando escrevo e leio terror/horror, me sinto descarregando um pouco as tensões de um jeito diferente. Não sei explicar muito bem, mas aí está, é uma faceta minha que desconhecia. Ou seja, mais um gênero para curtir e escrever (embora eu ainda odeie qualquer coisa que se aproxime do "gore" ou que use sexo e muita violência/tortura para chocar e assustar).  

Foi então que decidi que tinha que ler Stephen King. Eu sempre gostei das entrevistas e declarações que li dele e admiro sua trajetória de altos e baixos, de lidar com os fantasmas e o alcoolismo. Mas, como eu ainda continuo sendo medrosa, procurei escolher a dedo o que leria dele pela primeira vez. Me decidi por "O Iluminado", porque já havia visto o filme e conhecia a história, portanto, achei que iria me assustar menos. 

Ledo engano. 

Hahahaha, eu me assustei bastante lendo "O Iluminado", senti muita tensão, mas não fiquei apavorada. Foi um livro muito mais emocional para mim do que pensei. O final encheu meus olhos de lágrimas, meu coração de pena, e também me trouxe uma lição muito bonita. Confesso que me surpreendi muito, pois, por causa do filme, não era isso que eu esperava encontrar. Gostei bem mais do livro e entendi bem mais o pai de Danny - Jack Torrance - depois dessa leitura. Me tornei fã da escrita prolixa de Stephen King e quero mais, mais... tanto que ganhei três livros dele de Natal: "Doutor Sono" (a continuação de "O Iluminado"), "Misery - Louca Obsessão" (algo me diz que esse aqui é mais apavorante do que os outros, por conta da situação do personagem escritor) e "It - A Coisa" (mal consigo olhar para o palhaço da capa, mais EU VOU LER!!! EU CONSIGO!!). 

Mais do que pelo terror, Stephen King me conquistou por seus personagens e pelo modo como os faz tão humanos e reais. 

3 - Tahir Shah



Estou apaixonada por "Nas Noites Árabes", único livro que li até agora do escritor Anglo-afegão Tahir Shah. Estou apaixonada pelo Marrocos, pela Casa do Califa (preciso agora ler o livro de mesmo nome), pelas pessoas incríveis que encontrei em sapateiros, bérberes, contadores de histórias, videntes... pela vida que conheci na praça Jema El Fna e pelo deserto. Fui a Casablanca, a Fez, a vilarejos longínquos e conheci uma forma completamente diferente de ver o mundo. 

Tahir Shah conhece o ocidente e o oriente e foi um verdadeiro banho de água fresca (mesmo no deserto) na minha vida, uma ponte entre esses dois mundos. Não tenho como explicar muito bem, mas me emocionei bastante lendo esse livro, que é um caderno de viagens, na verdade (e eu o levei comigo e o li em uma viagem, o que foi muito legal). Me dei conta de como não sabemos ver o outro, como somos, por vezes, muito limitados em nosso pequeno mundo. Há muito o que aprender e ver lá fora. 

O livro também é um verdadeiro ode às histórias e ao ato de contá-las e passá-las de geração em geração. Gente. Sei lá, só peço que procurem saber mais sobre esse autor e, se tiverem oportunidade, viajem nas Noites Árabes com a escrita fluida e gostosa dele. Foi meu último livro de 2014, uma escolha maravilhosa. 

4 - Carlos Ruiz Zafón



Meu primeiro livro de 2015 está sendo "A Sombra do Vento". De certa forma, ele está complementando maravilhosamente "As Noites Árabes", sendo também um livro que glorifica o poder das histórias e está me fazendo viajar, dessa vez por Barcelona. Mas "A Sombra do Vento" é uma ficção, não um caderno de viagens, uma história completamente mágica, difícil de definir (tem romance, suspense, uma pitada de fantástico, é meio gótico, é engraçado, é tudo em um livro só). A escrita do autor, um espanhol de 50 anos que é um verdadeiro artista das palavras, é lindamente poética e estou impressionada. Pretendo conhecer mais dele no futuro. Por enquanto, estou enrolando a leitura de "A Sombra do Vento" para saborear o livro e não terminá-lo tão cedo. 

***

Bem, essas foram as minhas novas e mais significativas experiências literárias de 2014 e início de 2015. E vocês, pessoas, tiveram leituras marcantes e novas descobertas nesse período? Divide com a gente nos comentários!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Os Verdadeiros Gigantes

Saudações, queridos leitores e amigos!
Já no início do segundo dia de 2015 me deparo com uma ótima notícia que se tornou a primeira postagem do ano no blog (e não poderia haver melhor forma de (re)começar as coisas por aqui). 

Bom, vamos começar do começo. Em 2010, eu comecei o meu primeiro blog - O Cancioneiro de Astreya - voltado para música e para as histórias provindas da saudosa aventura de RPG que na época jogávamos. Pois bem, foi nesse mesmo período que conheci o blog Contos de RPG, e foi também então que tomei conhecimento da existência de outro bardo de terras distantes que adorava contar histórias: nosso digníssimo amigo Jacó Galtran (*som de palmas*). 

O que vou falar aqui não está influenciado pelo fato de que o Jacó é uma pessoa muito bacana, que eu e Odin tivemos a oportunidade de conhecer, mesmo que por meios virtuais. Não, queridos leitores, esse post é um sincero viva a uma pessoa talentosa que merece ter sua habilidade reconhecida. Eu sempre me impressionei com a produtividade, a disciplina e a versatilidade do Jacó (que tem até uma série de super-sentai no Brazilian Sentai Jacohrangers), mas, além disso, suas histórias me cativam e sua escrita demonstra o quanto ele merece viver só disso, pois sabe moldar as palavras e lapidar seus textos de um jeito impressionante. 

Pois bem, mas o mais incrível de tudo isso é que essa pessoa muito criativa, com capacidade para construir todos os mundos que quiser, se interessou e se encantou com as histórias que havíamos vivido nas nossas mesas de RPG. E também com o mundo engendrado pelo meu querido marido (mais conhecido como Odin pelos mares internéticos). Conversa vai, conversa vem, e o Jacó nos proporcionou a alegria e a honra de ver uma história dele ambientada no mundo de Elgalor, Os Verdadeiros Gigantes. 

E essa história foi aceita e publicada pela Editora Cata-Vento. (\o/)

Quero deixar registrada aqui a minha alegria por essa conquista do Jacó, que também é o Charles William Kruger, nome que vocês podem ver estampado nessa linda capa: 



"Rodan é um anão, uma raça forjada pelas cicatrizes das guerras do passado. A sombra de uma nova ameaça surge, prometendo trazer uma era de terror e desespero para o reino de Darakar, mas Rodan não se importa. Ele tem uma missão.

Guiado pelas aparições em sonho de seu falecido pai, ele inicia uma jornada rumo a uma vingança improvável. Sem entendê-lo, seus amigos Garren e Drunnan partem tentando impedi-lo. Ironicamente, os destinos de Rodan e do seu povo são interligados por uma força sobrenatural, obrigando os anões a mostrarem sua coragem contra hordas de orcs e gigantes. Quando a ameaça se mostrar mais poderosa do que se imaginava, o povo anão mostrará onde reside a verdadeira força. Mostrará quem são os mais valentes.
Mostrará quem são os Verdadeiros Gigantes."

ME DIGAM, ESSA SINOPSE É INCRÍVEL, NÃO?

O livro do Jacó/Charles está em pré-venda pela Editora Cata-Vento. Você pode comprá-lo agora com um desconto lindo de 30% e com frete grátis para todo o Brasil. Quem quiser ver pode clicar nesse link

Eu recomendo. De coração. Porque é uma história emocionante, bem escrita, bonita, épica. Porque foi um livro escrito por uma pessoa que ama muito o que faz. Porque a junção do talento do Jacó e do mundo de Elgalor, esse lugar que é especial demais para mim, nunca poderia dar errado, eu garanto. 

Leiam, gente. LEIAAAAAM!!!