quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Adivinha o que vai ter dia 07 de dezembro?

Estamos muito sérios nesse último volume porque o caldo engrossou! Corram para as colinas! 

É isso mesmo, amiguinhos! 

Finalmente, depois de quase dois anos, temos uma data de lançamento para "O Despertar de Kathul"! É ISSO MESMO QUE VOCÊS LERAM! Então, preparem-se, pois no dia 07 de dezembro de 2015, o livro estará disponível no Clube dos Autores e, se eu conseguir, na Amazon também! 

É muito estranho pensar que estou finalizando essa história. Ela está comigo desde meus quinze anos! E ela vai estar sempre, mas sinto que um ciclo está se fechando, o que é muito legal e muito nostálgico ao mesmo tempo. Porém, não pensem que abandonarei Edrim... vocês sabem que já tenho planos para uma história em Sawad e, recentemente, andei pensando em outras coisitas... mas isso é conversa para o futuro! 

Enfim, por hoje é só, gente. Só queria contar a novidade e espero que meus poucos e maravilhosos leitores fiquem contentes!

Um abraço e beijo no coração! 

 (Capa da super Angela Takagui)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Música sefardita, progressos III e uma autora animada

Saudações, meus queridos leitores!

Como vão? Estou com saudades de escrever por aqui e volto por um bom motivo: para dar mais notícias e para falar de inspirações e coisas boas coisas boas? Comida? Coxinha?.

ENFIM. O livro está indo bem, gente. No momento, temos 192 páginas em A4 e 374 páginas em A5. Estou ficando com medo do tamanho dele e constatando que não sei escrever histórias de modo curto e breve, o que é uma falha meio grave, mas, né? Que puedo hacer nessa altura do campeonato?

DE qualquer modo. Estou já no capítulo 20, narrando um acontecimento deveras emocionante. Gente, eu descobri que devia ir para o México escrever novela, porque eu adoooooro um bom drama. Mas prometo, prometo mesmo, que eu doso as coisas, tá? Vocês não vão ler O Enigma da Lua feat. A Usurpadora. Laucian não se chamará Laucian Eduardo e nem Elora adotará a alcunha Maria Elora do Rosário.

Mas, falando sério agora. Quem me acompanha aqui no blog sabe como uma das minhas grandes fontes de inspiração é a música. Eu escrevo escutando música, ou, pelo menos, escuto logo antes e depois de escrever uma cena. A música me ajuda a imaginar como quero escrever determinadas coisas, me ajuda a acertar o "clima" da narrativa. Dizendo isso, eu fiz uma descoberta que me deixou muito feliz esses dias e que tem embalado minha escrita nesses últimos tempos.

Há quinze anos eu era uma rapariga de 12 aninhos e minha família ainda acompanhava a Rede Globo (é, gente, eu sei. Tenho um passado noveleiro). Eis que minha mãe permitiu que eu assistisse a uma minissérie chamada "A Muralha" que eu, desculpem-me os avessos a nossa gama de canais abertos (há muitos motivos para tanto, eu sei), até hoje gosto muito. Ela recentemente foi reprisada no Canal Viva e eu acompanhei, bem felizinha, relembrando o meu fascínio na época. Explico: eu sempre fui apaixonada por histórias com um toque medieval/renascentista (caso de "A Muralha") e, nos idos de 2000, nem O Senhor dos Anéis havia estreado ainda. Na época, eu tinha muito pouco acesso a esse tipo de história, as livrarias não tinham livros de fantasia medieval em profusão como tem agora, enfim... foi um prato cheio, embora admita que era uma série muito pesada para uma menina da minha idade (mãe, sua doida!).

Uma das coisas que eu amava muito em "A Muralha" era sua trilha sonora, composta, basicamente, de melodias dos séculos XIV, XV e XVI rearranjadas. Lembro que o CD nunca foi disponibilizado para venda - foi uma produção interna da Globo - mas eu corri atrás feito uma doida e consegui fazer o download (gente, nesse caso não tem como comprar mesmo! Se tivesse, eu o teria comprado). A minha melodia favorita é uma que embala um casal trágico, Margarida e Leonel. Por motivos que me escapam, ela sempre me emocionou imensamente e por anos não consegui ouvi-la sem chorar muito. Eu cheguei a fazer um vídeo com ela, portanto, ei-la:



Imagine uma música que eu amo desde os doze anos e que eu sempre quis saber de onde vinha, como chamava, etc. Até que, outro dia, sassaricando por vídeos de música medieval no youtube, eu encontro isso aqui:



GENTE, eu chorava feito um bebê! Descobri o nome, descobri a letra, descobri tudo XD. La Rosa Enflorece, além de tudo, é uma música sefardita - os sefarditas são os descendentes, ou os próprios judeus da península ibérica, pelo que me consta - e tem todo o jeitinho que eu gosto, essa coisa meio oriental, poética, dramática, sanguínea, para ser bem generalizante aqui. 

Enfim, daí eu me joguei em muitas e muitas listas de música sefardita e encontrei tanta coisa linda que olha... acho que já estou até aprendendo ladino. Aguardem-me porque muitas vão pintar por aqui nas futuras seções de trilha sonora. 

Bem, toda essa volta para dizer que essa música está combinando muito com o momento presente do livro e está servindo de trilha sonora para c-e-r-t-o-s personagens. Quais eu não posso contar... quer dizer, até posso, mas tenho medo de deixar meus 1d4-2 leitores tensos (a música é trágica, gente). 

Nada temam, queridos leitores! Acho que vocês vão gostar, apesar de tudo, do livro que está chegando. Espero! 

Para me despedir, mini-spoilers inofensivos: o grupo tem, de certa forma, uma nova integrante que vocês já viram nos dois livros anteriores... e teremos muitos reencontros e despedidas (TAM-TAM-TAM!). E eu estou aqui tagarelando porque só tenho meu marido e meu blog para falar sobre o que eu escrevo e sobre músicas estranhas que eu escuto, então, me deixa, gente... (se encolhe num canto). 

Um abraço, queridos leitores, e nos vemos em breve!