terça-feira, 15 de setembro de 2015

Música sefardita, progressos III e uma autora animada

Saudações, meus queridos leitores!

Como vão? Estou com saudades de escrever por aqui e volto por um bom motivo: para dar mais notícias e para falar de inspirações e coisas boas coisas boas? Comida? Coxinha?.

ENFIM. O livro está indo bem, gente. No momento, temos 192 páginas em A4 e 374 páginas em A5. Estou ficando com medo do tamanho dele e constatando que não sei escrever histórias de modo curto e breve, o que é uma falha meio grave, mas, né? Que puedo hacer nessa altura do campeonato?

DE qualquer modo. Estou já no capítulo 20, narrando um acontecimento deveras emocionante. Gente, eu descobri que devia ir para o México escrever novela, porque eu adoooooro um bom drama. Mas prometo, prometo mesmo, que eu doso as coisas, tá? Vocês não vão ler O Enigma da Lua feat. A Usurpadora. Laucian não se chamará Laucian Eduardo e nem Elora adotará a alcunha Maria Elora do Rosário.

Mas, falando sério agora. Quem me acompanha aqui no blog sabe como uma das minhas grandes fontes de inspiração é a música. Eu escrevo escutando música, ou, pelo menos, escuto logo antes e depois de escrever uma cena. A música me ajuda a imaginar como quero escrever determinadas coisas, me ajuda a acertar o "clima" da narrativa. Dizendo isso, eu fiz uma descoberta que me deixou muito feliz esses dias e que tem embalado minha escrita nesses últimos tempos.

Há quinze anos eu era uma rapariga de 12 aninhos e minha família ainda acompanhava a Rede Globo (é, gente, eu sei. Tenho um passado noveleiro). Eis que minha mãe permitiu que eu assistisse a uma minissérie chamada "A Muralha" que eu, desculpem-me os avessos a nossa gama de canais abertos (há muitos motivos para tanto, eu sei), até hoje gosto muito. Ela recentemente foi reprisada no Canal Viva e eu acompanhei, bem felizinha, relembrando o meu fascínio na época. Explico: eu sempre fui apaixonada por histórias com um toque medieval/renascentista (caso de "A Muralha") e, nos idos de 2000, nem O Senhor dos Anéis havia estreado ainda. Na época, eu tinha muito pouco acesso a esse tipo de história, as livrarias não tinham livros de fantasia medieval em profusão como tem agora, enfim... foi um prato cheio, embora admita que era uma série muito pesada para uma menina da minha idade (mãe, sua doida!).

Uma das coisas que eu amava muito em "A Muralha" era sua trilha sonora, composta, basicamente, de melodias dos séculos XIV, XV e XVI rearranjadas. Lembro que o CD nunca foi disponibilizado para venda - foi uma produção interna da Globo - mas eu corri atrás feito uma doida e consegui fazer o download (gente, nesse caso não tem como comprar mesmo! Se tivesse, eu o teria comprado). A minha melodia favorita é uma que embala um casal trágico, Margarida e Leonel. Por motivos que me escapam, ela sempre me emocionou imensamente e por anos não consegui ouvi-la sem chorar muito. Eu cheguei a fazer um vídeo com ela, portanto, ei-la:



Imagine uma música que eu amo desde os doze anos e que eu sempre quis saber de onde vinha, como chamava, etc. Até que, outro dia, sassaricando por vídeos de música medieval no youtube, eu encontro isso aqui:



GENTE, eu chorava feito um bebê! Descobri o nome, descobri a letra, descobri tudo XD. La Rosa Enflorece, além de tudo, é uma música sefardita - os sefarditas são os descendentes, ou os próprios judeus da península ibérica, pelo que me consta - e tem todo o jeitinho que eu gosto, essa coisa meio oriental, poética, dramática, sanguínea, para ser bem generalizante aqui. 

Enfim, daí eu me joguei em muitas e muitas listas de música sefardita e encontrei tanta coisa linda que olha... acho que já estou até aprendendo ladino. Aguardem-me porque muitas vão pintar por aqui nas futuras seções de trilha sonora. 

Bem, toda essa volta para dizer que essa música está combinando muito com o momento presente do livro e está servindo de trilha sonora para c-e-r-t-o-s personagens. Quais eu não posso contar... quer dizer, até posso, mas tenho medo de deixar meus 1d4-2 leitores tensos (a música é trágica, gente). 

Nada temam, queridos leitores! Acho que vocês vão gostar, apesar de tudo, do livro que está chegando. Espero! 

Para me despedir, mini-spoilers inofensivos: o grupo tem, de certa forma, uma nova integrante que vocês já viram nos dois livros anteriores... e teremos muitos reencontros e despedidas (TAM-TAM-TAM!). E eu estou aqui tagarelando porque só tenho meu marido e meu blog para falar sobre o que eu escrevo e sobre músicas estranhas que eu escuto, então, me deixa, gente... (se encolhe num canto). 

Um abraço, queridos leitores, e nos vemos em breve! 

9 comentários:

  1. Estou gostando muito do novo livro, e garanto que não está parecendo uma "novela mexicana". Está muito emocionante, mas sem exageros.

    E é interessante que estas músicas passam bem o clima do que está acontecendo agora. Tenho certeza de que todos os fãs (que são bem mais de 1d4-2) irão apreciar muito!

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    1. Odin, você sempre gentil e disposto a superestimar meus alcances e habilidades. Sem você eu estaria ainda escondendo meus escritos em um buraco fundo como o subterrâneo de Rodrom. Obrigada, querido!

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    2. P.S. Sabe que a minha maior inspiração é você, não sabe? ♥

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  2. Também adoro música sefardita, e mourisca, e tudo que vem da Península Ibérica. Você sabe que eu sou meia quatro queijos e meia portuguesa, né? ;)

    Tenho certeza de que o livro está ficando ótimo... e... ei, já viu as fotos da Bienal? :)

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    1. Aaah, Ana, é muito lindo, né? Península Ibérica ♥. Apesar de eu ser tecnicamente uma pizza quatro queijos, eu me identifico muito com essas coisas!

      Eu viiiiii as fotos!! Que coisa linda a garotada indo apreciar o livro!! Logo eu comento lá! Achei o máximo vocês na Bienal! Go, Draco!

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  3. Puxa! Cada vez mais eu fico ansiosa!
    Quanto à músicas, podia ter uma playlist no Youtube só com músicas selecionadas por você para acompanhar algumas cenas do livro ^_^ Ia ser muito legal!!

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    1. Ai, Gisele, que bom!! E cada vez que eu penso que tem alguém ansioso para ler o final da história, fico mais motivada ainda :D!

      Essa ideia de playlist no youtube é ótima! Olha que acho que vou fazer isso depois de lançar! Inclusive tem a música que vocês gravaram ♥.

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  4. Coxinha?!? Cadê?????

    Brincadeira (nem tanto^^)! Mas falando sério, estou mega feliz que o livro está indo em um ritmo tão bom, Li! Parabéns!!! Euzinha não ia me importar nem um pouco com "referências mexicanas", porque eu adorava assistir Maria do Bairro e Marimar com a minha irmã quando éramos mais novas ^^

    Achei as músicas muito linda, e estou MUITO ANSIOSA para saber o que vai acontecer nesse livro!!!!!

    Beijos mexicanos da Amanda^^

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    1. Aaaaa, eu também amava Maria do Bairro e Marimar!! Assistia com minha irmã e super cantávamos as aberturas! Gente, amo/sou novelas mexicanas! São muito divertidas e eu amaaaaava os romances XD! Outro dia revi um pouco da Usurpadora com minha cunhada! Olha, não teremos referências explícitas mexicanas, mas que esse livro tem dramalhão, ah, se tem! (brincadeira, mas nem tanto!).

      As músicas são lindas, né? Que bom que você está ansiosa, logo, logo o livro sai! Está indo mais rápido do que eu planejava... agora vai!

      Beijos mexicanos, italianos, mediterrâneos, sefarditas, ibéricos, mouriscos e etc.!

      (Quanto à coxinha, eu digo ao Matheus que ninguém jamais conseguirá corromper-me ou subornar-me com dinheiro, mas se me oferecerem coxinhas... aí sim tenho medo pela minha integridade!).

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