segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A balada de Soltivan e Elyadre

Saudações, meus queridos leitores de quem estou com saudades! Faz um tempinho que não apareço por aqui, mas, como vocês sabem, tenho bons motivos! GENTE, TÁ ACABANDO! 495 páginas, gente! ME ABRAÇA!

Caham. Voltando ao assunto da postagem. Para ir esquentando os motores e preparando o terreno para o lançamento do último volume de O Enigma da Lua (insira lágrimas), hoje eu trouxe para vocês uma das "músicas" que aparece nessa reta final da história e que acaba sendo importante para o entendimento de vários detalhes. Quem ler entenderá do que eu estou falando, mas, de qualquer forma, encarnei a barda hoje e vim trazer a balada de Soltivan e Elyadre (tum-tum-tuuuuum!) para vocês!

Soltivan e Elyadre, para quem não se lembra, foram os pais de Velnor, o primeiro meio-elfo de Edrim (e vocês sabem quem Velnor é na história, não?). No primeiro livro (nostalgia!), Elora e Valenia dizem, em certo momento, que qualquer bardo que se preze precisa saber cantar a música que conta a história deles. No último livro, esses importantes ícones de Edrim voltam a ser mencionados e, então, há um momento em que essa música é cantada. Daí que eu tive que evocar meus poderes bárdicos, que não são lá essas coisas. Mas, sentem-se, imaginem a Elora e a Valenia fazendo um belo dueto e escutem a balada de Soltivan e Elyadre!

Adorei essa imagem, gente. 


Ela era uma bela dama,
Os cabelos dançavam em chamas,
Olhos de ardor, de flama,
Meu amor, minha bela dama.

Ela era a princesa do bosque,
Por quem o mundo serenou,
Era a princesa e que choque,
Quando ela se apaixonou.

Elyadre, Elyadre, disseram,
Não vê quantos riscos te esperam,
Ao teu povo renegou?

Não me julgues! Ah, amor, me acode!
Que triste a minha sorte!
Se não amo, escolho a morte! 

Ela elfa, ele humano,
Prisioneiro, oceano,
De dores e batalhas em vão.
Ela era a luz verdadeira,
Era a corrente ligeira,
Era alma e coração.

O amor o libertou,
Mas também o fez cativo.
Soltivan, foge, não volta!
Que me aflige teu perigo.  

Tornou-se ela a prisioneira,
Do ódio e da vaidade,  
Elethil, o noivo cruel,
Descobriu a própria maldade.

Me traíste, noiva ingrata,
E geras um filho maldito,
Eu o darei aos lobos,
Ao soar seu primeiro grito.

E assim se fez o dia,
Em que o meio-elfo nasceu,
Elyadre chorou sua sorte,
Não leve o filho que é meu!

Mas os pássaros anunciaram:
Soltivan retornou!
E com uma flecha certeira,
Elethil ele matou.

Que hoje e para sempre,
Se cante a história do amor,
Entre o prisioneiro e a princesa,

Que venceu as trevas e a dor.” 

Ei-la! Mais uma palhinha do novo livro e uma amostra de como eu não sei fazer versos em métricas certinhas. Parnasianos, desculpem-me!

Abraços e até breve!