segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Daqui a uma semana...

Não tenho nem o que falar. O RETORNO TRIUNFAL DE ANGELA TAKAGUI! 
Saudações, queridos que passam por aqui! Como vocês podem ver pelo título da postagem, falta uma semana para o lançamento de "O Despertar de Kathul", o derradeiro livro de "O Enigma da Lua". Essa postagem tem dois objetivos. Mostrar a ilustração linda que a Angela fez para a contracapa (com muito custo, afinal, desenhar com filho pequeno por perto não é fácil!) e dividir algumas coisas de todo o processo com vocês.  

Como alguns sabem, eu escrevo/planejo essa história desde que tinha quinze anos. Jamais tive nenhum pretensão com isso, e continuo não tendo; O Enigma da Lua foi um desejo de menina, fruto da imaginação de uma adolescente, e se desenvolveu a partir disso. Sempre quis manter essa característica, independentemente da qualidade da narrativa, que é uma questão à parte. A história é inegavelmente simples, e isso aconteceu porque eu curto histórias simples. Minhas influências foram o RPG que eu jogava na época, os filmes que assistia, os mangás/animes que curtia... e os livros que lia, claro. 

Falar isso, para alguns, é quase assinar um "atestado de pobreza" da obra (não que eu pense assim). Mas, é como eu disse: não havia super pretensões, não havia um ímpeto de criar algo inteiramente novo (existe algo assim?), eu só queria criar algo para mim e pronto (e não estou menosprezando o livro, muito pelo contrário - só tenho consciência do que ele representa e fico feliz que haja pessoas que se identifiquem com ele assim como eu me identifico!). Na verdade, eu só queria contar a história de uma menina que se apaixonou por seu amigo de infância e descobriu que ele tinha um problema daqueles. Nada "original", eu sei, mas eu nunca desejei ser "original", mesmo porque eu não achava que iria publicar a história algum dia. 

Obviamente, agora que tantos anos se passaram e eu me aventurei a colocar a cara a tapa, descobri muitas falhas no que eu escrevo. Revisar (algo que eu estou fazendo agora) é sempre um processo doloroso e nunca passei por isso sem ter uma síndrome de impostora terrível no meio do caminho. Não gosto de ler o  que eu escrevo depois de um tempo. É como se me desse conta de que existe uma fenda enorme entre o que eu imaginei e o que eu de fato consegui colocar no papel. É fácil cair na armadilha da desmotivação total, mas com o tempo aprendi que isso acontece com todo mundo que produz esse tipo de conteúdo. Se a gente não prosseguir, acaba não fazendo nada mesmo. 

De qualquer modo, aqui estamos, no último volume. Consigo perceber uma evolução na minha escrita, o que me deixa contente. E apesar da minha narrativa ainda deixar bastante a desejar (na minha visão, hehehe), gostei do resultado, gostei da minha história, e vou sentir muitas saudades de estar com meus personagens. 

Elora, Laucian, Myron e Valenia (e todos os outros) são meus amigos. Eles me fizeram companhia por muito tempo, estiveram comigo, caminharam ao meu lado. Praticamente me tornei adulta com eles. Então, quando eu vi o desenho que a Angela fez para a contracapa, acabei sentindo como se eles estivessem partindo e deixando o lugar para novos amigos. Durante a escrita do último livro, eles me deram uma nova história (e no futuro vou falar sobre isso), deixaram "descendentes". É como se o ciclo nunca acabasse e eu percebi, finalmente, que nunca vou parar com esse negócio de escrever e fazer histórias. Se eu parar, será apenas por um tempo, e por forças maiores, mas não tenho planos nesse sentido XD. 

(Bom, deixar eu secar as minhas lágrimas aqui). 

Enfim, falando em último volume... eu queria dizer umas coisas. 

 Em alguns momentos, eu sei que vocês vão querer jogar o livro na parede. Desculpa, gente. Desculpa mesmo. 

 Quando quiserem jogar o livro na parede, eu peço: CONTINUEM. Confiem e aguardem. Tem coisa acontecendo até a última página, eu garanto. 

 Vai ser um pouco sofrido. Isso tem a ver com querer jogar o livro na parede. 

– Uma das minhas maiores preocupações, nesse último volume, era manter o "tom" da história. Afinal, é como eu disse: história simples, leve, romântica... só que o fim é o fim e a gente tem todo o problema de um Deus sanguinário querendo voltar e tocar o terror. Esse último volume é o mais sombrio dos três, PORÉM, meu consultor de coerência de estilo (aka. Marido) me garantiu que tudo está nos conformes. 

– Espero que vocês curtam. 

É isso, por hoje, gente. Até dia 7 de dezembro... (frio na barriga).

6 comentários:

  1. Esta é uma muito bonita e bem escrita, que está chegando a um emocionante final. E falando honestamente, a "simplicidade" dela é sua maior virtude. O Enigma da Lua sempre foi uma história focada em personagens e no desenvolvimento deles, e é muito gratificante para quem acompanhou a saga desde o primeiro livro que a história em si foi crescendo e se ampliando, mas sempre se manteve fiel a suas origens.

    Os personagens são muito carismáticos e chega até a ser nostálgico ler este livro lembrando de como tudo começou. Sim, este é o livro mais sombrio da série, mas ainda assim, a essência da história é preservada a cada página.

    E a nova bela arte de nossa amiga Angela foi uma grata surpresa!

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    1. Obrigada, querido Odin. Sua ajuda foi absolutamente imprescindível nessa reta final. Por vezes, a gente simplesmente precisa de um apoio porque a insegurança bate. Eu posso dizer com certeza que não teria terminado sem você.

      Você sabe que gosto de histórias simples. Foi isso que tentei fazer, mesmo porque eu acho que devemos escrever aquilo que a gente gosta. Mesmo que eu peque na execução, eu fico feliz que você tenha achado o final legal e coerente com o tom da história.

      Vamos ver o que o pessoal acha! :)

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  2. AI MEU DEUS!!!!! Que ilustração linda!!!!!! Como sempre, a Angela arrasou^^

    E no caso do livro, o comentário do Odin me deixou ainda mais ansiosa e animada! Explico: Sou muito fã de Harry Potter, mas uma coisa que me desagradou ao longo da série de livros é que o tom da coisa mudou demais. Ele foi ficando tão sombrio no final que não dava mais para uma criança de oito anos ler sem ter pesadelos à noite (oito anos era minha idade quando ganhei de presente o primeiro livro da minha querida coleção). Eu não vejo problema em momentos mais dark, mas se o livro tem uma proposta mais leve, ele deve manter o tom até o final. Eu sei que Harry Potter é aquele tipo de história que "cresce com o leitor", mas ainda assim, prefiro quando a essência principal é mantida do primeiro ao último livro. Minha opinião ^^

    Enfim, deixa eu parar de divagar ^^... Eu fico super contente em saber que o clima de O Enigma da Lua continua o mesmo do primeiro livro. E para mim, histórias focadas nos personagens são as melhores. E Deus do céu, como eu gosto desses personagens!!!

    O que me leva a uma tensão muito grande quando você disse que teríamos vontade de jogar o livro na parede :( O QUE VAI ACONTECER?????

    Bom, o jeito é ouvir muita música new age e meditar e esperar pela chegada do dia 7...

    Beijos mega ansiosos da Amanda!!!

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    1. NÃO FICOU MARAVILHOSA ESSA ILUSTRAÇÃO? QUASE SURTEEEI QUANDO VI *CATAPLOFT*. A Angela arrasa mesmo, ai, ai!

      Nossa, Amanda, entendo perfeitamente o que você falou sobre o Harry Potter. Também sou fã, e me lembro muito bem de ter ido estranhando a mudança de clima. Eu acho que comecei a ler o primeiro livro quando tinha uns 13 anos, e ainda assim fui ficando meio chocada com a progressão da história, porque o tom realmente muda muito! Quer dizer, continuo gostando muito da história toda, mas é uma série que fica difícil dar para uma criança mais nova ler de uma tacada. Minha sobrinha de oito anos está lendo o primeiro livro e a gente tem que ficar enrolando para ela ler o resto depois XD.

      Eu também prefiro quando a essência é mantida até o final. E me inspiro bastante nos animes e mangás que curto nesse sentido. Um exemplo: eu amo Samurai X, mas tem um OVA miserável que mostra o Kenshin indo embora porque acha que não se redimiu de seus pecados e depois voltando, doente, só para morrer nos braços da Kaoru. Não sei se você já viu, é super depressivo. Me lembro de ter ficado bem feliz quando o criador da série disse que aquele não era o final oficial, simplesmente porque o Kenshin merecia um pouco de paz depois de tudo o que passou. Então o final era aquele do piquenique com todo mundo mesmo e pronto! Enfim, apesar de Samurai X ter seus momentos bem melancólicos, o autor soube respeitar o clima que tinha construído. As pessoas tendem a "respeitar" mais finais trágicos e melancólicos, mas nem toda história combina com esse tipo de tom.

      Puxa :´), fico tão feliz que você goste dos personagens. FICA CALMA!! Confia! Segura na mão da Deusa e vai!! Vai até o fim! XD

      Vamos todos meditar, porque também estou super ansiosa!! *acende incenso*

      Beijos no coração!

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  3. Tô aqui sentindo um misto de alegria e tristeza... Quando fiz essa ilustração senti saudade dos personagens e felicidade por ver que eles amadureceram. Estou igual uma tia coruja que vê as crianças crescendo e tomando seu rumo na vida, com saudades de quando eram jovens e inocentes...
    Parabéns Liége por terminar essa história e por não desistir do seu sonho de menina.
    Grande abraço e muito sucesso!

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    1. Angela!! Você com certeza é a tia e madrinha deles XD! Não fala assim que eu tchoro :´). Mas eu também me peguei sentimental com esse fim. Vou sentir saudades de escrever a história deles, muita. É uma etapa extremamente importante na minha vida, e as suas ilustrações foram totalmente cruciais para que eu continuasse insistindo neste sonho! Muito, muito obrigada mesmo! Eu nem tenho como agradecer propriamente....

      Um beijo no coração!

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