sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Melhores de 2015

Saudações, pessoal, tudo bem? Eu disse que voltaria antes de 2015 acabar, e aqui estou eu, voltando apenas em janeiro de 2016 (que feio!). Bom, mas antes tarde do que nunca, certo? O blog ganhou alguns novos seguidores, portanto, eu queria fazer uma postagem ultra-mega-boga bacana para convencer todo mundo que vale à pena voltar para cá, mas descobri que a comilança das festas de final de ano e a "modorrência" maravilhosa das férias deixaram meu cérebro embotado. Portanto, não me responsabilizo pelas eventuais bobagens que for postar aqui neste período XD. 

Incapacidades de bolar um post bacana à parte, devo dizer que 2015 foi bastante positivo para mim, por mais que a situação geral seja de tensão. Foi o ano em que minha segunda sobrinha nasceu, o ano em que completei cinco anos de casamento \o/, e também foi um ano extremamente recompensador no colégio. Tive experiências maravilhosas, como ter começado o ano em "pé de guerra" com uma turma e ter terminado o último bimestre com um relacionamento muito positivo com eles, a ponto de ter me tornado uma das professoras que eles mais gostavam (quem é professor sabe o quanto isso é significativo). Além disso, foi o ano em que terminei O Enigma da Lua!

Hoje, no entanto, quero celebrar 2015 de uma forma bem simples: fazendo uma pequena retrospectiva contando a vocês as coisas que mais me agradaram no ano, em termos de entretenimento. Vamos lá?

Melhor leitura: Throne of the Crescent Moon - Saladin Ahmed



Admito. Li pouco, bem pouco este ano, para minha vergonha. Todos os momentos de maior "folga" que eu tive foram usados para escrever, o que acabou me deixando longe demais dos livros. Contudo, estava com Throne of the Crescent Moon no Kindle desde o ano passado. Comprei-o porque a temática de ares árabes muito me interessa e porque estava com vontade de conhecer o trabalho do autor. Encontrei um romance capa-e-espada ágil, divertido, com um bom desenvolvimento de personagens e uma ambientação interessante e bem construída. Meu personagem favorito foi o dervish Raseed, uma espécie de guerreiro sagrado, devoto a um código moral rígido. Os conflitos dele me pareceram muito interessantes (estou notando um padrão? Gosto de personagens com conflitos religiosos e existenciais, sim ou com certeza? Athelstan, é você?), mas todos eles me agradaram muito. Destaque para o protagonista Adoulah, um sexagenário cansado do mundo, mas bonachão e de coração enorme. Um personagem principal carismático e diferente.

Infelizmente, o livro não foi traduzido para o português; li em inglês sem muitas dificuldades, mas precisa ter uma boa base da língua, já que há algumas palavras e expressões mais difíceis. Achei a prosa muito boa e, em vários momentos, poética. Ansiosa pelo segundo volume, A Thousand and One, embora este primeiro livro traga uma história praticamente fechada. Segundo o autor, A Thousand and One sai só no começo de 2017. 

(Obs. Aqui também quase entrou "Doutor Sono", do Stephen King. Mas escolhi Throne of the Crescent Moon porque alta fantasia é meu gênero favorito, e quando o livro me lembra "A Múmia", significa que existe ali algo muito especial :D).

Melhor série - Saint Seiya - Soul of Gold



Não é novidade que eu adoro Cavaleiros do Zodíaco. Adoro mesmo. O enredo das sagas sempre segue o mesmo padrão? SIIIM. Tem furos de roteiro? MUITOS!! Tem humor involuntário? COM CERTEZA!

Consegue me cativar, me fazer chorar e me prender como poucas coisas? ABSOLUTAMENTE!!!

Eu ainda não sei bem qual é a mágica de Saint Seiya ♥. Mas, quando fiquei sabendo que Soul of Gold traria uma saga focada nos cavaleiros de ouro, fiquei muitíssimo empolgada. A série de treze episódios não me decepcionou: é Cavaleiros do Zodíaco do jeito que eu gosto. Infelizmente, não consegui gostar de Saint Seiya Omega, por motivos de Kouga (de Seiya já basta o Seiya, gente!) e porque toda a temática meio "colegial" não me agradou. Eu me senti vendo uma mistura de Saint Seiya e Naruto que não deu certo.

Mas Soul of Gold foi beeeem legal. Conseguiu realizar a proeza de me fazer gostar do Máscara da Morte (o episódio em que ele recupera a armadura me deixou emocionada), e ainda botou Saga e Aioros lutando juntos (vai haver algum momento em que o Saga não precise pedir desculpas para meio mundo, hahahahahaha?). 

Além disso, trouxe a Lyfia maravilhosa dando todo o valor merecido para o Aioria. É, MARIN, EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ, QUE SÓ SABE CORRER ATRÁS DO SEIYA!

Posso assistir isto aqui o dia inteiro. You make me proud, Lyfia. 
#TEAMLYFIA

MAIS UM GIF PORQUE SIM:
Derrubar o paquera entorpecido, quem nunca? 
(Obs. Outra série que assistimos e gostamos aqui em casa foi The Last Kingdom, que serviu para amainar minha falta de Vikings - que, aliás, EU ME RECUSO a voltar a assistir. A série retrata os conflitos entre saxões e nórdicos em uma Inglaterra ainda não unificada. Um pouco difícil se acostumar com o protagonista Uthred, mas a gente consegue se apegar ao rapaz depois de um tempo. COMO SEMPRE, meu personagem favorito é o... PADRE. Beocca fofo! Mas Alfred também tá ali, oh, do ladinho. O rei de Wessex me conquistou de vez nos últimos episódios da primeira temporada e eu tenho certeza que serviu de inspiração para o Ecbert de Vikings).


(Obs. 2 - Não assisti Demolidor, Jessica Jones, ou seja, não assisti praticamente tudo que bombou em 2015. Já posso virar meme da diferentona? Mas não foi por "chatice" não, é que andei muito devagar em 2015 XD. E também me falaram que Jessica Jones é bem violento e tem plot envolvendo abuso, então é capaz de eu nem assistir, porque não ando com cabeça/vontade pra essas coisas). 

Melhor filme - Os Últimos Cavaleiros



Tenho um talento inegável para gostar de filmes obscuros que a crítica curte espezinhar (um dos meus favoritos é A Vila... e eu adoro o M. Night. Shyamadksndksn). Os Últimos Cavaleiros é um filme baseado na lenda dos quarenta e sete ronins, ou seja, uma história sobre honra, lealdade, acerto de contas e sacrifício. Pode-se argumentar que o filme não traz nada de novo (eeeeeeh... no problema para mim, sinceramente), mas eu curti pra caramba, como uma boa admiradora de artes marciais, caminho do guerreiro e filosofias afim. As atuações do Morgan Freeman e do Clive Owen estão muito boas, o filme é muito bem feito e me deixou querendo uma continuação.  

***
Em 2016, quero ser mais prolífica. Tem muita coisa para ler (e reler), incluindo trabalhos de amigos escritores. Pretendo me engalfinhar com "Os Verdadeiros Gigantes", do Charles William Krüger, "Inverso", da Karen Alvares, "Anna e a Trilha Secreta", da Ana Lúcia Merege, e "As Memórias Perdidas de Galáxia", da Gisele Bizarra, só para começar. 

E vamos que vamos, novo ano (mas não precisa ir tão rápido que ninguém tá com pressa para as férias acabarem). Um abraço e feliz dia do leitor atrasado para todos!

7 comentários:

  1. Gostei muito desta lista, mesmo não tendo ainda lido Throne of the Crescent Moon (que parece ser um ótimo livro).

    A série Soul of Gold é excelente, assim como o filme Os Últimos Cavaleiros. Para mim, também foram a melhor série e filme do ano.

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    1. Você gostaria de Throne of the Crescent Moon, Odin! Tenho certeza! Tem um clima de aventura e o que eu mais gostei é que todos os personagens são carismáticos. Isto me faz ler um livro muito rápido :D. Lembro que o que mais me atravancou na leitura de A Roda do Tempo não foi o tamanho do livro, e sim os muitos personagens rabugentos ou a Egwene mesmo, que é uma chata, na minha humilde opinião.

      Soul of Gold é maravilhosa. Acho que todo mundo que gosta de Cavaleiros dos Zodíaco curte os dourados, então foi uma escolha muito acertada. Eu queria que Lost Canvas voltasse...

      Ainda bem que a gente resolveu ver Os Últimos Cavaleiros. Foi uma surpresa muito boa, e adoro quando isso acontece!

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    1. Obrigada, Alerion!! Muito sucesso para todos nós! Seu blog é super bacana! Já coloquei na barra lateral do blog! Seja bem vindo e volte sempre!

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  3. Soul of Gold foi show de bola! Confesso que fiquei torcendo pra acontecer alguma coisinha entre a Lyfia e o Aioria XD

    Os episódios focando o Máscara da Morte também foram muito bons. Minha reação foi dizer um "quem diria".

    Apesar de pequena, também gostei do Aphrodite. Ele é um personagem que poderia ser bem mais explorado ^_^

    Quanto Às Memórias Perdidas de Galáxia, espero que goste do material. Tava pensando em ampliar o cenário da história ^_^

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    1. Nossa, eu adorei SOG, Gisele! Eu super torci para Lyfia e Aioria, sou a louca dos casais, shippadora aloprada! E fiquei satisfeita, sabe. Levando-se em consideração que os romances de Saint Seiya são super lentos e discretos, tomei aquele final do Aioria como uma declaração de amor.

      Pois é, minha reação também foi um "quem diria"! E a participação do Aphrodite foi mesmo pequena, mas bem significativa. Ele é mesmo um personagem com bastante potencial, basta ver o Albafica do Lost Canvas.

      AMPLIA! AMPLIA! AMPLIA! Eu achei a sinopse super instigante e estou certa de que vou gostar. Assim que eu ler, eu te mando um feedback, pode deixar! Mas sempre torço para que você amplie seus universos e materiais. Sabe que sou uma leitora sua sempre!

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    2. Eu agradeço de coração por acompanhar meus trabalhos ^_^

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